Notas iniciais
Oi galerinha tudo bem com vocês? Espero que vocês estejam gostando dessa minha história. Comentem mais beijos da Lozy Boa Leitura

5 DIAS DEPOIS

— Lin... Lin... – chamou minha tia.

— O que? – falo abrindo a porta do meu quarto.

— Está tudo bem? – perguntou ela.

— Sim, estou – falo sorrindo forçado.

— Rafael está aqui pra conver...

— Eu não quero ver ninguém – falo já interrompendo ela.

— Ewellin eu estou realmente preocupada com você – disse ela.

— Eu só quero ficar sozinha não posso? – perguntei.

— Claro que pode – disse ela – Mas amanhã você vai me ajudar com as roseiras O.K?

— OK! – suspirei e ela fechou a porta do meu quarto.

Depois de ter acordado na clareira, eu me senti obrigada a evitar todos do meu convívio. Não queria machucar ninguém e obviamente não me assustar...

Meus ataques pararam, mas meus sonhos continuaram mais vividos e mais bizarro possível. Eu sonhava com duas criaturas completamente bizarras; mas agora elas brigavam entre si o que fazia o sonho ser mais assustador... Uma das criaturas parecia um animal, ficava de quarto e ficava mais sempre curvada e a outra parecia uma pessoa, mas porem seus olhos eram vermelhos e seus dedos haviam unhas compridas e bem pontiaguda...

Não sei porque, mas eu queria ficar sozinha. Talvez seja que sempre fiquei sozinha fui criada assim. Então me isolar do mundo era uma forma de me manter sã e em paz.

Eu sempre recebi visita de meus colegas de escola, desde a última vez que faltei na mesma. Mas eu sempre dispensava eles, não queria ver e nem falar com ninguém...

Sexto dia em casa, pelo menos hoje como prometido sai do meu quarto. Fiquei no quintal com a minha tia ajudando no jardim. Ela estava podando algumas folhas mortas de sua bela roseira branca. Dava pra perceber de longe que eram bem cuidadas , uma estufa de rosas brancas e vermelhas.

— Por que rosas? – perguntei.

— É uma tradição de família – disse ela – Cada mulher Conner's é a representação de uma flor. Minha era a flor de Lottus, Lilian orquídea e eu rosas... – respondeu ela.

— Você escolhe a flor? – perguntei.

— Não – suspirou – Bem antes de nascer, as avós de nossa mãe consultam os astros pra saber que dia nasceremos mais ou menos pelo menos o mês... Então de acordo com o nosso signo nos definem pelas personalidades correspondente ao signo... Então aos 18 anos quando estamos com nossa personalidade definida ganhamos a flor – disse Marie.

— Nossa isso é bem legal – sorrio.

— Bom você é quase uma Conner poderá ter sua flor também... – disse ela.

— E qual seria a minha? – perguntei.

— Bom pela sua personalidade Cristâneo – respondeu ela.

— Por que? – agora fiquei curiosa.

— Assim como esta flor, você é uma pessoa bela por fora e com muitas camadas por dentro. Você sabe levar a vida com bastante diversão e brincadeiras, mas quando é preciso você também sabe levar as coisas a sério. – respondeu ela rindo um pouco – A não ser que você fique em depressão como agora...

— Eu não estou em depressão...

— Uhum sei – disse ela voltando a atenção.

— Então me fala um pouco mais dessas escolhas de flores eu gostei – rio forçado pra não ficar com clima chato... Mas vai porque rolou climão é sempre climão...

Ficamos conversando de varios assunto aleatórios, ela comentou que não dormia em casa hoje... E que a Angel também não iria pra casa... Isso quer dizer uma coisa... – PASSAR O DIA INTEIRINHO ASSISTINDO MINHAS SERIES PREFERIDAS E DORMIR MUITOOOOO TUTS TUTS QUERO VER. – Ela me relembrou uma coisa que havia esquecido, pra que eu ficasse longe da porta vermelha,

Então o resto do dia assisti Criminal Minds, CSI, The Flash, Arrow, Everybody Hates Chris e Castle... Fiz lasanha para o jantar e depois de ter arrumado a cozinha estava indo até que ouço alguém batendo na porta... Olho pelo o olho mágico da porta e vejo Taylor então abri a mesma.

— Ewellin – disse ele gemendo e era dor, pois estava machucado. Então ele meia que cai em cima de mim.

— O que aconteceu? – pergunto segurando ele e o puxando para dentro fecho a porta e coloco ele sentando no sofá.

— Eu apanhei feio... – disse ele.

— Isso deu para perceber – falo – Já volto – corri até o banheiro pegando a maleta de primeiros socorros e volto até ele, me sento na beirada mesa de centro e começo a fazer os curativos nele. – Eu vou querer saber o porquê que está machucado?

— Porque eu terminei com a Yanca – respondeu ele.

— Por que terminaram? – perguntei.

— Porque estava cansado de ver ela te maltratando, falando de você pelas costas — suspirou ele.

— Eu já estou acostumada a ser "zoada" – respondo limpando os machucados de seus braços – E outra eu não ligo...

— Mas eu ligo – disse ele – Aí...

— Desculpa – falo rindo um pouco – Foi sem querer...

— Tudo bem – sorriu ele.

— Quem fez isso com você? – perguntei.

— Os Nightmare's – disse ele.

— Quem?

— É uma gangue quem tem aqui na cidade e o irmão da Yanca faz parte dela – respondeu.

— Entendi — vejo que a camiseta dele estava rasgada. – Eles te cortaram também?

— Mais ou menos isso – respondeu ele se levantando e tirando sua camiseta, então vi seu corpo perfeito.

— Nossa – arfei.

— O que? – disse ele me olhando e levantando uma das suas sobrancelhas.

— Isso está muito feio – falo pegando o álcool hospitalar, molhando um algodão no álcool então começo passar no corte. Taylor solta um gemido de dor – Desculpa, mas isso não seria nada legal se infeccionar.

— Eu sou um molenga – riu ele.

— Na verdade não é não – sorri – Você está aguentando isso muito bem...

— Isso arde muito — disse ele apertando o braço do sofá.

— Já acabei... — coloco algumas gazes no corte e depois prendo com esparadrapo.

— Deveria ser enfermeira – sorriu – Você leva jeito com isso...

— Talvez sim, talvez não – disse e ele riu – O que te trouxe aqui?

— Achei que Angel tivesse aqui – disse ele – Mas esqueci, que ela não vive em casa...

— Não mesmo – ri.

— Por que sumiu da escola? – perguntou ele. Ótimo, a conversa estava boa até ele tocar o assunto da escola.

— Eu não queria machucar ninguém... E muito menos me assustar – repeti meu discurso – Não queria acordar no meio de uma clareira, sem saber o que realmente aconteceu... – disse e Taylor ficou em silencio. Agora ele também me acharia estranha, aquilo me deixou completamente nervosa. Meu coração batia forte em meu peito. – Você deve me achar estranha.

— Não acho você estranha – disse ele. – Isso nunca passou pela minha mente...

— Nenhuma vez?

— Só quando você aplicou aquele golpe na Yanca. – respondeu.

— Eu não queria – abaixei meu rosto para não encarar os olhos castanhos dele.

— Tudo bem – disse ele colocando a mão em meu rosto e me fazendo encara-lo – Acontece...

— Eu não posso machucar mais alguém – disse – Não quero....

— Você não vai – disse ele – Eu não vou deixar...

Aquele momento eu comecei a estranhar Taylor, parecia que sabia de alguma coisa.... Pois ele sempre havia de uma forma normal, como se visse isso todos os dias.... Ou eu já estava pirando na batata.... Eu realmente eu não sei, ao contrário do Rafael e da Angel que me enchiam de perguntas. Taylor, só me perguntava se eu estava bem e se eu estava sentindo algo... Eu respondia que sim estava bem e não estava sentindo nada... Mas por dentro eu fala que não, não estava bem e sim eu estava sentindo algo mais não saberia explicar...

— Verdade? — por fim falei.

— Verdade – sorri ele colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha, então seus olhos focaram em minha boca e eu olhei para as mãos dele que escorregava na lateral do meu corpo parando em minha coxa.

Então com a sua outra mão ele me puxou com facilidade mais para frente, já sabia que ela ia fazer.... Meu rosto estava colado com o seu, eu sentia sua respiração quente bater em minha pele... Então houve uma explosão no poste da rua, fazendo que algumas luzes da casa explodissem...

— Ótimo acabou a energia – suspirei.

— O que foi tem medo do escuro? – Perguntou ele.

— Sim eu tenho – falo um pouco agoniada.

— Tudo bem eu estou aqui – sorriu ele.

— Ai eu estou sentindo muito mais segura – ironizei.

Taylor riu e ficamos conversando até que a luz voltasse... – Ela voltou?... Que nada o role dela foi intenso que teve prolongado até as a 06:00 AM – acabei dormindo no sofá mesmo, horas mais tarde acordei com um barulho... – Vacilo deixei o menino acordo aqui sozinho, que bela anfitriã eu sou – Então o segui o barulho mesmo no escuro, pois a lanterna do meu celular não estava ajudando muito. Então subi as escadas e o barulho vinha do meu quarto, quando eu abri a porta vi a mesma criaturas dos meus sonhos curvada na minha frente como um animal... Pior de tudo que os olhos vermelhos brilhante da criatura foi diretamente contra o meu, então ela rosnou alto e veio à minha frente.

— NÃO – gritou Taylor atrás de mim, a criatura grunhiu e pulou pela minha janela. O mais rápido possível Taylor correu para fechar a mesma. – Você está bem?

Se eu estava bem? – Uhhh estava sim muito bem, quase fui devorada por criatura que saiu do meus pesadelos... ESTOU ÓTIMA – permaneci imóvel no meu lugar ainda em choque

— Ewellin – disse Taylor vindo até a minha frente. Então olhei em seus olhos... – Não precisa chorar já passou... – a voz dele saiu mais carinhosa possível, foi quando percebi que estava chorando de soluçar, então meu choro preencheu o silencio que estava em meu quarto. Pelo menos para mim – SHIIIIUUUUU – Taylor me envolveu em seus braços em um abraço protetor – Já passou...

— O que era aquilo? – Perguntei entre soluços.

— Eu não sei, também gostaria muito de saber – respondeu ele. Então Taylor me puxou para a cama se encostando no espelho da mesma e me puxou para que me deitasse em seu peito. – Descansa você está precisando.

— Mas e você?

— Vou continuar aqui até que você me mande embora – disse ele.


— Eu nunca mandaria você embora. – Falei me aconchegando em seus braços. Senti o corpo dele vibrar um pouco e ele estava muito quente – Você está bem?

— Estou – disse ele – Eu só estou com um pouco de calor...

— Deve ser porque eu estou em cima de você? – Perguntei rindo.

— Também – riu ele – Agora dorme...


Fechei os olhos, enquanto Taylor cantava uma música baixinho. Mal podia identificar o que era, eu só conseguia ouvir de longe.

“Everytime I close my eyes. It's like a dark Paradise. No one compares to you...”

E foi com meio dessa canção que adormeci.