Diário de Ewellin K. - Depois da Meia Noite
5 Primeiro Desejo
Os nossos desejos são como crianças pequenas: quanto mais lhes cedemos, mais exigentes se tornam. — Provérbio Chinês
Taylor
Sabia quanto mais escondesse dela, seria pior para mim...
***
— O que você é? — perguntou Ewellin.
— Lobisomem — respondi...
***
Seu coração batia forte contra seu peito, seus olhos transmitiam medo; e então ela desmaiou logo em seguida.... Porém quando ela se levantou no mesmo instante, senti um arrepio na minha espinha, havia algo diferente nela.... Na verdade, não era ela; pois a Ewellin tentava me bater, me machucar.... Eu desviava de seus ataques; e me segurava para não revidar nela e machuca-la. Então segurei seus braços com força e pedi para que parasse, mas não me escutou e continuou me batendo ainda mais forte; estava sendo difícil me controlar com ela.
Então apenas a empurrei com força, fazendo ela cair no chã; foi só o momento de subir em cima dela e rosnar com muita força e bem alto.... De repente os olhos dela brilharam em azul florescente, ela me chamou por Ezio. Mas logo em seguida ela ficou olhando para o céu, a peguei no colo e a levei para minha casa...
Meu corpo já doía por causa da transformação, eu não tinha problema com a dor já que deixava a fluir com facilidade e virava um lobo cinzento.... Porem hoje eu tinha que segurar a onda, quando a Ewellin acordou ela estava muito confusa – ou não – pois ela perguntou sobre meus olhos eu tive que mentir falando que ela tinha visto coisa.... Mesmo ela dizendo a verdade...
A Ewellin não merecia isso, ela precisa saber da verdade; mas os outros me matariam se soubessem que eu contei para ela.... Então, para manter não só a minha a segurança mas a dela também, tive que jogar uma desculpa. Quando ela foi embora, meu corpo doeu e essa dor foi como se tivesse me transformando a primeira vez; demorou muito para coisa toda acontecer. Depois de duas horas e alguns minutos agonizando virei lobo e fui correr na floresta como sempre fiz. Acordei com o sol nascendo e eu estava na beirada de um rio voltando ao normal.... Mais tarde resolvi ver a Ewellin, saber se ela está bem, mas a Angel disse que ela não tinha voltado para a casa... E disse que achava que estava comigo. Eu neguei na mesma hora e já fui ligando para o Rafael.
— Como assim ela sumiu? – Perguntou Rafael.
— Sumindo – respondi – Ninguém sabe pra onde ela foi... Essas coisas de pessoas que somem...
— Você me fala isso agora?!
— É porquê eu fiquei sabendo agora! — falei.
— O que você fez com ela?— perguntou o Rafael.
— Como assim o que eu fiz com ela? — falei já indignado — Nada o que eu faria com ela em forma de lobo?
— Não sei jantando ela — respondeu Rafael.
— JANTADO ELA RAFAEL?! – Agora fiquei puto – PELO AMOR DE DEUS TENHA PACIÊNCIA...
— Vai que... Nunca se sabe...
— RAFAEL VOCÊ ESTÁ MUITO FODIDO QUANDO EU TE ENCONTRAR! — desligo o celular e olho pra Angel — O que foi você também?
— Tem certeza que não jantou ela?! — disse ela rindo baixinho.
— A NÃO VOCÊ TAMBÉM?! — falo bravo entrando na casa e indo direto para o quarto da Ewellin...
Então toco no batente da porta e sinto alfo estranho... — eu senti as emoções da Ewellin e de mais alguém — era como se tivesse duas emoções diferente... A Ewellin estava apavorada e essa outra pessoa estava com raiva ou fome, não deu para identificar bem o que ela sentia. Olhei para o chão e vi o diário dela caído, peguei o mesmo e comecei a ler as páginas dele que estava escrito...
PAGINA 1: ACORDE, ACORDE, ACORDE, ACORDE ACORDE...
PAGINA 2: DEIXE- ME ENTRAR, DEIXE- ME ENTRAR, DEIXE- ME ENTRAR...
PAGINA 3: SOCORRO, SOCORRO, SOCORRO...
— Bizarro — disse assustado ao folear várias páginas de seu diário.
— O que é bizarro? — perguntou Angel então mostrei pra ela o Diário da Ewellin — O que isso significa...
— Eu não sei — suspiro e vou até a porta vermelha, então abro com tudo. Depois de segundos eu vejo imagens de pessoas morrendo, sofrendo, sendo torturadas, gritos e mais grito. Fecho a porta completamente abalado — O que tem nessa porta?
— Ela não tem nada demais — respondeu Angel — Né?!
— Você que pensa... — falo já começando a tirar minha roupa.
— O que você está fazendo? — perguntou Angel.
— Indo atrás da Ewellin — falo gemendo um pouco de dor e logo depois me transformo em um lobo e saio correndo da casa da Angel indo direto pra floresta. O cheiro da Ewellin, ficava mais forte quanto eu mais eu entrava na floresta. Então acho um casaco no chão e o cheiro dela estava impregnado nele, continuei andando mais sem muito sucesso...
Já se passaram das três da tarde e não achei a Ewellin, sinceramente já estava perdendo as esperanças... Quando estava voltando casa da Angel, vi uma cabana no meio do nada; entrei nela e vi a Ewellin deitada no chão, nua e toda suja... Cheguei perto ela com um pouco de receio dela vir e ataca de novo, então com o meu focinho passei em seu pescoço fungando para ver se ela acordava... Ao toque do meu nariz eu senti que ela estava gelada, pois sua temperatura se igualava ao do meu nariz...
"Isso não é normal..." pensei e me deitei ao lado dela a esquentando com meu casaco de pele natural... Então fiquei ali deitado esperando ela acorda, toda hora eu fungava em seu pescoço para acordá-la. Até que depois de várias tentativas sem muito sucesso ela acorda.
— Quem é você? — perguntou ela se sentando e olhando para mim — Onde eu estou?...
Me levantando fazendo aquelas gracinhas de cachorro — com direito abanar o rabo e tudo — só pra ganhar a confiança dela.
— Você é um lobo — disse ela tocando em minha cabeça e fazendo cafuné. Até que aquele lance era legal — Você é lindo...
"Você também é linda..."
— Tem mais lobo igual a você?
Então fiz que não com a cabeça...
— Você consegue me entender?
Então fiz que sim com cabeça.
— Nossa que legal — ela sorriu e fez um cafuné atrás da minha orelha fazendo meu corpo todo arrepiar. Aquilo era muito bom — Você sabe onde eu estou?
Então vi um jornal velho caído no chão então apontei "Laguna Beach"
— Devo estar bem longe da cidade...
Fiz que sim com a cabeça, então se levantou e olhei para o seu corpo completamente nu. E ela tinha um copo lindo.... De belas formas, olhei em sua coxa e vi dois cortes que sangravam, choraminguei para ela mostrando seus cortes.
— Tudo bem.... Não dói – sorriu ela e mesmo assim fui até a Ewellin e lambi seu machucado, o gosto de metal encheu minha boca. – Obrigada – disse ela. Então ela ficou andando pela cabana e fiquei deitado no chão observando ela. Ela apareceu minutos depois vestida com um casaco velho que tinha por lá — Você não tem nome né?
"Nome eu tenho, mas ainda não aprendi a falar em forma de lobo"
— Vou te chamar de Scott — riu ela.
"Sério? Scott?!"
— Tudo bem pra você né? — perguntou ela e fiz que sim com a cabeça — me ajuda a chegar na cidade?
Me levantei e esperei ela sair da cabana, então a guiei até a casa dela. Quando chegamos lá tinha muita gente.
— OLHA A EWELLIN — gritou Angelina de longe. E todos vieram de encontro com ela.
— Gente eu estou bem o Scott que me ajudou a chegar — sorriu Lin.
— Quem é Scott? — perguntou Marie.
— Ele — Ewellin apontou pra mim e eu ergui minha cabeça junto com as orelhas.
— E ai amigão — disse Rafael — Ele morde?
— Não a mim pelo menos — disse Angel.
— Olá Scott — disse Rafael se agachando na minha frente — Virou cachorrinho de madame agora?
Solto um rosnado meio alto e avanço em cima dele.
— UOU! — gritou Rafael caindo sentado — Desculpa então Scott...
Suspirei sai correndo de lá indo em direção a um beco, e começo voltar ao normal. Então com as minhas habilidades sobrenaturais vou correndo por cima das casas e pulo no quarto da Ewellin, onde se encontrava minhas roupas. Me visto o mais rápido possível e saio da casa dela.
— Olha ela apareceu — rio.
— Não me despedi dele — disse Ewellin.
— Dele quem? — perguntei.
— Do Scott — respondeu ela, então segurei o riso.
— Quem é Scott? — Perguntei.
— Foi um lobo que me ajudou — respondeu a Lin.
— Pode ter certeza que ele amou te ajudar — disse Rafael olhando diretamente para mim. Mostrei o dedo do meio pra ele — Que coisa feia...
— Bom a Ewellin está viva, então eu vou embora — falo entrando em meu carro e indo pra casa.
Quando chego em casa, vou até o banheiro tomo aquele banho pois já estava cheirando a cachorro, depois do banho coloco uma bermuda de moletom sem cueca mesmo por de baixo e me jogo na cama; depois de alguns minutos apago.
Acordo era quinze para uma da manhã.
— finalmente você acordou — disse ela.
— Ewellin — disse sonolento.
— Dormiu bem? — perguntou ela.
— O que faz aqui? — perguntei.
— Vim te agradecer — respondeu ela.
— Como assim? — perguntei e ela não respondeu. Apenas subiu em meu colo e começou a beijar meu pescoço. — Ewellin o que é isso?
— Calma Taylor — disse ela em meu ouvido.
Então ela começou a se movimentar em cima de meu colo; me deixando excitado muito rápido. — Maldito dia que fui dormir sem a cueca. — meu membro já pulsava com força e já estava rígido.
Me controlo no máximo que posso para não a atacar. – Se é que vocês me entendem – Então ela começou a rebolar pressionando sua bunda com meu membro ainda coberto pelo pano da bermuda. Como não sou de ferro, segurei em sua cintura apertando um pouco mesmo aparecendo as minhas garras e beijo ela com ferocidade; e vou deitando ela em minha cama.... Então tiro sua roupa e beijo seu corpo deixando algumas marcas de chupões nela. Sinto suas mãos entrarem dentro de minha bermuda e apertarem meu membro que já estava bem duro; fazendo-me soltar um gemido misto com um rosnado abafado em seu pescoço.
Depois de muita pegação, já estávamos nus. Então bem devagar penetrei nela para que não a machuque; Ewellin solto um gemido um pouco alto, então comecei a me movimentar bem devagar; seguro em sua cintura e a beijo e vou metendo um pouco mais rápido nela; suas mãos arranhavam minhas costas fazendo-me arrepiar.
— Taylor — disse ela entre gemidos.
— Sim — olhei em seus olhos e vi que estavam vermelhos.
Acordo e olho para o relógio 09:34 PM – Ótimo isso tudo foi só um sonho #TôBolado – me sentei na cama e vi meu corpo corresponder ao sonho. Olhei para a janela e vi a Ewellin olhando para fora.
— Ewellin — chamei ela então ela se virou.
— Desculpa não queria te acordar...
— Não acordou – sorri – O que faz aqui?
— Preciso de sua ajuda — disse ela.
— Claro – sorri colocando uma almofada em meu colo porque né?! – Sobre o que?
— Eu quero saber o que está acontecendo comigo — disse ela se sentando perto de mim com os olhos marejados.
Então ela mostrou seus braços todos cortados... Olhei para ela assustado e fui ajuda-la.
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