Diário de Anna
23 Péssimo Dia
POV — Thomas
Não sei se ela vai acreditar em mim, o que fiz foi errado eu sei mas não me impede de querer algo com ela, ela continua linda ao meu ver, e sinceramente não quero perdê-la.
_Não sei. — ela disse com a menor indiferença.
_Não sabe o que? – me fingi de desentendido, não queria ter que tocar no assunto.
_Se acredito ou não em mais uma das suas mentiras.
_Mas isso é o histórico da minha conversa com o Nate porque você não acredita? — eu tambem não me sentiria seguro só com isso mas era tudo o que eu tinha, maldito dia em que apostei com ele.
_Você pode muito bem ter falsificado, criado um enquanto estava la em cima, ou simplesmente editado a conversa, acha mesmo que vou acreditar que você realmente gostava de mim? Quem gosta não mente, teria tido um fim totalmente diferente, mas saber pelo Nate? Sinceramente não acredito que tudo seja verdade.
_Anna por favor, acredite. — o que eu estava fazendo? nunca me rebaixei a nenhuma garota e nem sei ainda o que to sentindo por essa, não devia estar assim, mas algo dentro de mim não me deixava perde-la.
_Thomas “por favor” digo eu. — ela agora ria ironicamente.- você nunca mais vai ter nada comigo, se eu irei ou não aceitar isso, acreditar em você ou não, não vai fazer mais nenhuma diferença, não sei se você notou mas não lido muito bem com esses tipos de brincadeira, pelo menos não depois que minha propria mãe brincou comigo.
Não sabia o que dizer, eu estava errado e sabia disso, não tinha contra o que argumentar.
_Vou embora. — ela se levantou e passou reto por mim, não ia conseguir deixar ela ir embora assim e segurei seu braço.- Qual é a sua menino? Vai tentar a força agora? Pensei que tivesse desistido da aposta. – ela foi irônica mas pude sentir um ar de tristeza.
_E se for? Sou mais forte que você o que você pode fazer? – seria tentador tê-la novamente foi quando consegui ver nos olhos dela ela disfarçando o medo coloquei ela de frente para mim e afrouxei as mãos, não queria que ela tivesse medo, queria que ela voltasse a gostar de mim. .
_Me solta. — eu soltei mas ela continuou na minha frente, seria muito tentar beijá-la agora?
Ela ficou me olhando, não saiu, ficou ali na minha frente. Não sei se consigo mais, ela continou ali e eu queria tê-la em meus braços novamente.
POV Anna
Vai Anna vai embora daqui, sai dessa casa, sai da frente desse idiota. Pensava comigo mesma, não conseguia, não conseguia parar de olha-lo, era uma mistura de nojo e raiva mas com todo o apoio e carinho que ele me deu nesses tempos, afinal eu era alvo fácil para qualquer tipo de carinho que alguem me oferecesse. Ele tinha uma pequena cicatriz no canto da boca, onde eu mordi seu labio.
Não era possivel, mas eu ja devia saber, tudo estava perfeito de mais, mas o que não intendia era como meu corpo reagia a ele, eu queria sair dali mas parecia que minhas pernas não se mexiam. Queria que ele estivesse me segurando ainda pois teria uma desculpa para não sair.
Toda tensão do momento refletia em nossos olhos e pele. Ele estava claramente pensativo. Quanto tempo ja estamos aqui só nos olhando.
Foi quando me veio a imagem da festa na cabeça nós dois na cama, e se tivesse acontecido, eu teria perdido minha virgindade por causa de uma aposta? E todo aquele meu papo de especial e tudo mais teria ido por agua a baixo, e a raiva me consumiu, mas foi nessa hora que ele veio até mim e me beijou.
Ele receava, mas estava claramente gostando de ter me beijado, eu estava correspondendo mas tudo aquilo não podia ficar assim, por um beijo e esqueceria de tudo. Empurrei seu corpo para longe do meu, era o maximo que conseguiria fazer, precisava ficar longe dele.
_O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO ? — gritei com ele ignorando o fato de ter correspondido.
_Mas você....
_Você é doido, o que faz você pensar que eu iria querer algo com você depois de tudo o que você fez?
_Anna. — ele só pronunciou meu nome, não disse mais nada.
_Acho que já fiquei muito tempo aqui.
_Você não tem para onde ir.
_Tenho, qualquer lugar longe de você.
_E sua mãe?
_Dela também. — me virei e sai, dessa vez meu corpo correspondeu ao meus estimulos.
Estava andando pela rua novamente sem rumo, queria um banho o mais rapido que conseguisse, estava fora de casa desde as 7 do dia anterior, estava cansada e aquele pão não me encheu.
Precisava achar um lugar para ir rápido já estava começando a chuviscar e eu não teria um guarda-chuva no bolso.
Por que fui pensar? A chuva começou a cair mais forte. não fazia menor ideia de onde ir e concerteza estaria molhada do mesmo jeito se fosse para qualquer lugar, não tinha masi nada para fazer, sentei na calçada enquanto os pingos grossos batiam em minhas costas, abracei meus joelhos e minhas lágrimas se misturaram as gotas de chuva.
Tudo, tudo que estava passando foi derramado naquelas lagrimas, eu não era mais capaz de aguentar tanta coisa, não era capaz de segurar tudo dentro de mim, meus pensamentos sobre tudo, minha mãe, o Thomas, o abandono, minha culpa, eu ter nascido.
Tudo seria tão mais simples se não tivesse nascido.
Me faltou ar, não conseguia respirar, tentei com calma, soltei meus joelhos, mas a tosse me consumiu, meu deus isso não podia estar acontecendo, não tinha asma desde pequena, a dor no peito agora era insuportável, o ar não descia, não era a dose suficiente de oxigênio.
Senti uma forte pancada, tinha caido na calçada e não estava melhorando, senti me tontear e percebi que estava perdendo os sentido, não demoraria muito até desmaiar.
A ultima coisa que me lembro é de ouvir um grito, foi quando apaguei.
Fale com o autor