Notas iniciais
OMG ESPEREM DE TUDO NESSE CAPITULO, tenho que parar de ser mal kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Desculpa a demora,
Custa comentar gente? Preciso de opiniões para conseguir escrever.

Andrew já tinha ido embora quando Joe chegou com o médico para me dar alta, ja estava melhor, pelo menos meu corpo, porque poderia vomitar se pensasse em tudo o que aconteceu de uma só vez.

_Bom, então vamos pra casa? — Joe perguntou.

_Pode ser.

_Olha se quiser ficar na minha casa pode ficar não tem problema, sua mãe vai entender.

_Não obrigada, não estou a fim de limpar sua humilde residencia. E aliás não foi você mesmo que disse que devemos encarar as coisas de frente ou se não elas te derrubam pelas costas?

_É, mas e minha casa?

_Sua casa o que?

_Vai ficar suja ué.

Joe já estava no seu normal, estava me enchendo o saco como sempre fizera.

Entramos no carro, Joe tirou do bolso o saquinho com as bananinhas e me entregou, eu olhei para elas e imaginei qual seria a desculpa do Thomas para aquilo, e o que o fez pensar que o perdoaria.

No caminho da estrada, reparamos em um acidente de carro, com dois corpos embalados com aquele lençol térmico, parece papel aluminio. Pudemos ver que o acidente tinha sido bem grave, o carro tinha batido em uma arvore e estava com a frente completamente destroçada, me veio flashs de como teria sido o acidente da minha mãe, de como ela foi retirada dos destroços e etc. Arrepiei em me por nesse lugar. O transito estava pessimo por causa da ambulancia e do guincho e essas coisas, enquanto passavamos pensei na familia daqueles dois corpos, e pensei na minha reação se minha mae tivesse morrido, eu teria agido com indiferença ou completamente diferente?

_Anna? — Joe interrompe meus pensamentos

_Oi. – continuo olhando pela janela.

_Já pensou no que dizer a sua mãe? Em como trata-la

_Na verdade não. Estou tentando não pensar muito nesse reencontro, pois me faria lembrar das coisas q ela fez.

_A então tudo bem, não se esqueça que vou estar com você okay ? Se quiser entrar e ir direto pro seu quarto tenho certeza que Katherine vai entender, afinal isso não é uma coisa que se resolva de um dia pro outro.

Voltamos ao transito normal, já mais sem sinal de acidente ou engarrafamento, aquelas estradas eram bem movimentadas e já estava quase noite então muitas pessoas estavam voltando de viagens, afinal era fim de domingo.

Ao chegar em casa, fiquei um tempo de fora, não sei se já encontraria com ela de primeira, ou se ela estaria descançando no quarto.

Abri a porta e senti um cheiro familiar, cheirava a infância, bolo de chocolate com essência de cereja e uma carinha com elas. Por mais tentador que fosse, minha mãe achava que tinha o que? 7 anos?

_Oi filha.

Acenei com as sombrancelhas, não ia me prejudicar por causa dela, peguei um meeega pedaço e subi para meu quarto.

Escutei Joe falar com ela enquanto subia as escadas

_Dê um tempo a ela, você quis um tempo agora ela também merece um. – imaginei a cara de contradição que ela fez, ela sempre foi a favor do “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a ti mesmo”.

Meu quarto? Entrei no quarto certo? Ele estava totalmente arrumado, minha cama, minhas roupas jogadas, minha estante, meus livros alinhados e em ordem alfabética.

“Calma Anna, calma, ignore, ignore.” – pensei comigo mesma.

Sentei na minha cama, não me importando em sujar o lençol limpo de chocolate, aquele bolo era realmente delicioso, era o meu preferido desde criança, normalmente minha mãe fazia ele quando ficava triste por alguma coisa, então tudo passava com gosto de chocolate e cereja, embora de uns tempos pra ca esse gosto me enjoava, mas hoje não.

Odiava admitir isso mas, não consigo guardar rancor por muito tempo, as pessoas sempre conseguem me dobrar. Acho que perdoei Thomas no momento em que li que ele gostava de mim, e agora minha mãe “tentando” ajudar fazendo um bolo que gosto.

Terminei de comer o bolo e fui tomar um banho, estava com o cheiro de desinfetante daquele hospital, liguei o chuveiro no quente e deixei a agua cair primeiro em meus pulmões e isso era relaxante. Devo ter tomado um banho de quase meia hora, sai troquei de roupa coloquei um pijama, calças de moletom (2 vezes maior que eu) e uma blusa de manga peguei a coisa mais confortável que tinha. Liguei a televisão, procurando alguma noticia daquele acidente, mas era tv a cabo então noticia da minha cidade era bem difícil achar e acidentes como aquele acontecem toda hora em todo mundo.

Já tinha desistido de procurar sobre, quando Joe me grita do quarto ao lado que meu computador tinha chegado da manutenção. Nunca mais clico em nada que me faça ganhar 1.000.000 de reais, sinceramente não sabia o que tinha na cabeça, liguei ele, enquanto esperava ele iniciar desci as escadas com o pratinho que tinha pegado o bolo, talvez ainda tivesse mais pedaços.

_Mais um pedaço? — Ela estava sentada no sofá lendo.

_Foi feito para ser comido não? – a desafiei, sinceramente acho que ela simplesmente esqueceu que tinha sumido, já chegou tentando botar moral na casa.

_Sim, mas acho que vai ter alguém precisando mais do que você, sua amiga Sarah acabou de ligar e ela parecia desesperada e estava chorando. Acho bom ligar pra ela.

_Alô? – Sarah antendeu.

_Oi, amiga o que aconteceu? – ela estava em choque e chorando.

_Posso ir ai? Não sei se consigo passar por isso sozinha. – ela começoua chorar novamente mas dessa vez arrepiei, pude sentir a dor em cada palavra dela.

_É claro, pode vir.

O que será que aconteceu com ela? Ela e o Nate devem ter discutido, deve ser algo do tipo.

Voltei para meu quarto com meu pedaço de bolo, não ia ter descido ali á toa.

Vi meus e-mails antigos, bem antigos mesmo, fazia quase 1 mês que ele estava na manutenção. Atualizei meu perfil no facebook e entrei em um site de noticias da cidade.

ADOLESCENTES MORREM EM “RACHA”

Devia ser aquele acidente que vimos na estrada, com dois corpos, então eles eram adolescentes? Será que conheço algum? Fiquei preocupada mas não tinha nenhum nome nem foto na noticia, só o que já tinha visto na própria cena, “eles se chocaram contra uma arvore depois de ter perdido o controle do veiculo”.

Escutei o som da campanhia, devia ser Sarah, gritei para Joe abrir a porta pra ela. Depois de um tempo ela subiu até meu quarto chorando, com o Joe atrás dela.

_Anna – ela soluçava de tanto chorar.

_Calma, respira – eu já estava desnorteada, nunca a vi assim. – e fala devagar.

_Anna, o Nate. – ela chorava mais, a cada palavra.

_Aquele desgraçado terminou com você? Você merece coisa me...- Joe me olha com censura o que me faz parar, sua expressão está triste.

_Não, queria que fosse só isso — ela se sentou e abaixou a cabeça

_Então o que foi? – ela olhou para meu computador.

_Sabe esse acidente?

_Sei o que tem haver?

Ela não conseguia parar de chorar, então eu entendi, um daqueles adolescentes era o Nate, meu deus, o Nate morto? Nunca fui com a cara dele, mas nunca desejei que morresse, Nate morto, e quem era o outro, o Thomas me passou pela cabeça mas tentei com todas minhas forças não pensar nisso.

Sarah agora estava deitada chorando em meu colo, pudia sentir toda dor que ela sentir no ar. Joe desceu e logo depois entrou com um copo de agua com açúcar.

Acenei que não com a cabeça para ele, uma agua com açúcar não ia curar a dor de uma perda.

_Calma Sarah, ele não iria gostar de te ver assim, ele iria querer ver você bebendo e falando das coisas boas dele.

_Nãao consigo Anna, — ela chorava cada vez mais profundo. – faz essa dor parar.

A abracei forte, não há palavras para situações assim, e nunca vivi uma situação assim para saber o que falar.

O jeito era só conforta-la, ficar ali do lado dela pro que ela precisar. Mas uma coisa continuava a me perturbar.

E Thomas? Será que ele é o outro adolescente? Não consigo imaginar, não pode ser.

Notas finais
Alguem aqui chorou ? Eu fiquei completamente arrepiada imaginando o choro da Sarah.