Diário de Anna
27 Funeral
Notas iniciais
Espero que gostem, se sim, comentem por favor
No dia seguinte ao acidente foi o funeral
Meu alivio foi imenso em saber que não era Thomas no carro junto com Nate, mas me senti mal pelo outro garoto.
Fizeram um Funeral e conjunto, a maioria os amigos eram em comum então foi mais facil assim, muitas pessoas de preto, mas algumas co roupas normais, (tipo eu), acho uma superstição usar preto, deixa tudo mais sombrio, morto.
Joe foi comigo, a Sarah não iria ficar do meu lado, obviamente ela iria s sentar ao lado do caixão ela ainda estava abalada mas ja estava aceitando a ideia.
_Você está bem? — Joe me pergunta.
_Estou, apesar de não ser nada agradavel funerais.
_Entendi, quando quiser ir embora.
_Sim, eu te aviso pode ir dar uma volta se quiser, vou ficar aqui caso a Sarah precise de mim.
_Ok, vou procurar por agua.
Me sentei m uma cadeira de plastico encostada na parede, e fiquei observando as pessoas ali em volta dos dois caixões. É tudo tão triste. Mas uma coisa me pertubava, e se fosse o Thomas em vez do outro menino? Como eu teria agido?
Depois de algum tempo, a Sarah se levanta e se aproxima de mim.
_Se você quiser ir embora, não precisa ficar aqui, sei que não era muito fã do Nate.
_Eu fico, nunca desejei o mal dele você sabe.
_Sei sim, mas tambem te entendo.
Acenei com a cabeça, iria ficar ali mesmo, me senti mal por nunca ter dado qualquer chance ao Nate, por só não o suportar.
_Anna? — uma voz feminina me chama
_Oi Mel ! — à abracei e sentei-a em meu colo.
_O que você ta fazendo aqui? Você conhecia o Nathanael?
Nossa, acho que nunca tinha ouvido o nome dele antes, isso me deixou bem chateada.
_Sim, conhecia.
_Ele ta dormindo com os anjinhos agora né?
Aquilo me comoveu, tudo bem que la é só uma criança, mas ela estava aceitando a idéia melhor que muita gente.
_É sim. — senti lágrimas se formarem em meus olhos, estava realmente triste, você pensa que não, mas quando perde alguem, por menos proximo que seja aquilo te toca, e muito.
_Você ta triste? Quer que conte uma piada? — ela era tão fofa.
_Não precisa, mas quero um abraço pode ser?
Ela me abraçou apertado, daqueles "abraço-de-urso" , aquilo me aliviou um pouco.
_Agora posso contar minha piada?
_Agora não Melanie, o papai está te chamando. — era Thomas.
_Tah bom.
_Depois você me conta ta?
Ela acenou e saiu saltitando pelo salão.
_Eai como você está? — perguntei para ele, enquanto se sentava ao meu lado.
_Não sei aina, acho que estou passando por negação ainda, nós dois eramos muito proximos quando criança, agora que voltamos a nos ver acontece isso.
_Entendo. Olha sobre aquilo...
_Podemos esquecer e seguir em frente? Não quero me lembar de coisas ruins, pelo menos não agora.
_Está tudo bem, era isso que iria dizer mesmo, confio em você, pelo menos daqui em diante.
Encoste minha cabeça e seu ombro e ele passou seu braço em meu redor, aquilo era reconfortante, era bom ter alguem e acho que ele estava sentindo o mesmo, ainda mais nesse momento.
Deu a hora do enterro, e me despedi do Thomas.
_Tudo bem se eu for embora né? Não gosto de enterros, parece que é a ultima forma que você irá ver a pessoa é sendo enterrada.
_Tudo bem, eu te entendo. Não quer uma carona? Depois volto para ca.
_Não precisa obrigado. — abracei ele, era bom tê-lo denovo em meus braços, demoramos um pouco nesse abraço. Ao me afastar vi seu sorriso novamente.- Por que está sorrindo?
_Por você, ou melhor por nós. É otimo te ter em meus braços de novo.
Pensamos igual, sorri de volta para ele, e nossos labios se tocaram e um simples beijo, daqueles sem lingua, só com amor.
_Acho melhor eu ir, tenho que encontrar Joe ainda.
_Okay, até mais.
Soltei sua mão fui procurar Joe, ele estava na pracinha em frente o local, com uma garrafinha d'agua do seu lado.
_Vamos?
_Não vai ficar para o enterro?
_Não. Não gosto.
_Tudo bem então. — disse ele desativando as travas do carro.
Chegamos em casa ao entrar me deparei com Andrew sentado no sofá conversando com minha mãe.
_Andrew? Por que está aqui? Você sabia que ia no funeral.
_É, não tinha o que fazer, minha mãe tinha plantão hoje, então resolvi vi pra ca.
_Ahh — esqueci como ele era abusado.- Vamos la pra cima então? Ou vai ficar aqui conversando co a comadre?
Não olhei para ela, nosso contato ja estava até passando dos limites, um oi já era suficiente por dia.
_Vamos, tchau Senhora Proudyn.
Subimos as escadas e entramos no meu quarto.
_Anna você pensou no que te falei no hospital? — ele disse fechando a porta e indo s sentar na cama ao mu lado.
Nem havia pensado no assunto, aquilo tudo era um maluquice e agora com Thomas de volta.
_Não Andrew, não iremos dar certo.
_Mas Anna pensa, nós dois ficamos bem juntos, você gosta de mim e eu de você..
O interrompi — _Como amigo, só!
_Amigos não fazem isso. — ele se aproximou e tentou me beijar mas o afastei.
_Não fazem mesmo, Andrew até 5 dias atras você estava namorando. O que te fez pensar que está gostando de mim?
Ele não respondeu, mas continuou a me observar.
_E eu estou com Thomas denovo. — disse meio acanhada.
_O QUE? Você se esqueceu do que ele fez? Ficou maluca?
_Não é bem assim Andy, ele se arrependeu e pude ver isso, e eu gosto dele.
_Não acredito, eu aqui a sua disposição e você prefere um cara que brincou com você.
Era impossivel discutir com Andrew ele sempre foi muito cabeça dura em discuções. Encerrei o assunto.
_Não estrague nossa amizade, seremos só amigos Andrew, não vamos além disso.
_Tudo bem.
Liguei a televisão e o clima estava ruim de mais, nenhum de nós disse nenhuma palavra.
Ele foi embora e eu fui tomar um banho, estava exausta, tinha ficado quase 3 horas la no velório.
Quando sai do banheiro pude ouvir as risadas da minha mãe e do Joe, ela parecia bem melhor e descontraida, não me lembro de escutar essas risadas a muito tempo atras.
Fui até a escada, e a observei.
Ela me criou 16 anos da minha vida, e sozinha. Nunca tinha perguntado do meu pai, poque ela sempre dizia que ele não merecia palavras, depois de um tempo eu acostumei. Mas será que isso ajudou a ela pensar em me abandonar? Agora isso m pertubava, o que terá acontecido com minha mãe e meu pai? Porque sempre a via triste, poucas vezes escutei aquelas risadas, Joe estava sendo bom para ela. E de certa forma era bom para mim.
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