Notas iniciais
-É a minha primeira fic, espero que gostem;
-Comentem. :3
-Boa leitura.

Aos que amam um prêmio.

Aos que como eu, não sente nada mais nada menos que, ódio;

Um brinde.

Isso é uma virtude, uma arma, uma defesa. Isso é quase uma arte.

Arte de ser forte sem se esforçar, arte de matar;

Arte de destruir, arte de não se importar;

Não amar, não sentir, não gostar.

Digo-vos, isso é mágico e raro.

Às vezes me pergunto “por quê?”, não sei responder. Às vezes tento lembrar, ou esquecer. Vivo numa fusão entre pensamentos, lembranças e traumas. Tento entender o rumo que a minha vida levou, não sei se mudaria, ou se deixaria ele assim, como agora está. Enfim, são muitas coisas que ocupam minha cabeça. Está muito confuso? Posso imaginar. Deixe-me explicar melhor, meu nome é Backer, Julie Backer. Minha idade, isso já não importa. Onde começou, não sei direito. Vou contar minha história.

Como todas as manhãs eu acordava às 05:00 AM. Eu levantava, arrumava minha cama, dobrava os lençóis e guardava o travesseiro. Ia para o banheiro, tomava um banho rápido. Escovava meus dentes e depois meus cabelos. Prendia meu cabelo em um coque ou em ‘rabo-de-cavalo’. Meus cabelos eram encaracolados e avermelhados, assim como os de minha mãe. Ou pelo menos era assim que via nos retratos dela. Colocava minha calça jeans, uma camisa qualquer de banda e um casaco, e depois disso me calçava. Descia as escadas e preparava o café da manhã para o meu tio Paul, comia uma coisa qualquer que ficara jogada lá por cima do dia anterior. Saia para comprar alguns maços de cigarros para mim e para ele, ah e sempre algumas cervejas também. Deixava as coisas lá por cima da mesa e chamava ele, depois finalmente saía para o ponto de ônibus para ir para a escola. Ficava esperando cerca de 40 minutos, lá se ia meu maço de cigarros. Enquanto esperava tinha certo costume de ler matérias ou livros sobre seriais killers ou histórias sobre psicopatas, sempre gostei disso, fora a contos sobre necrofilia, assassinatos e essas coisas. Quando o ônibus chegava eu sentava no lado esquerdo, sempre no último banco. Até que um dia um babaca do primeiro ano disse:

-Ei, acho melhor você sentar em outro lugar, garota. – o tom de deboche dele me deu nos nervos, que vontade de... Espancá-lo. – O que foi garota, não ouviu?

-Esse é o meu lugar, sai daí. – falei com tom de reprovação, meu olhar pegava fogo, que ódio.

-Pede pro seu “papai”. – o menino “valentão” e seus colegas começaram a dar risadas.

-Eu disse para sair. — Falei alterando meu tom de voz, e fitando-o.

-Ou o que? – Ele ria mais ainda.

Fechei minha mão e dei um soco bem forte na boca do babaca do primeiro ano, naquele momento eu estava furiosa, as risadas o tom de deboche dele me tiraram do sério. A boca dele sangrava, ele me olhava com uma cara de confuso, mas ele parecia raivoso.

-Tá pode sentar... – ele me olhava torto e envergonhado, porque ele havia acabado de apanhar de uma garota da oitava série. Ou como eles me apelidavam “magrela revoltada”.

-Obrigada. – Falei ironicamente enquanto soltava umas risadas.

Os amigos babacas deles não paravam de repetir “eu não acredito que você apanhou da magrela, cara” e em seguida soltavam algumas risadas.

Logo depois disso finalmente me sentei, liguei meu MP3, escutava primeiro sempre Cherry Bomb — The Runaways, é umas de minhas bandas preferidas até hoje. E ia escutando a lista de reprodução de sempre, pelo trajeto de sempre, com as pessoas babacas de sempre... Era sempre a mesma coisa.

Notas finais
-É isso, espero que gostem, gente.
-Comente, deem sugestões.