Diário 2.0
28 Capítulo XXVIII - Nós
Eu não tinha a menor ideia de como iria começar esse capítulo, de verdade, então eu me lembrei de algo que ocorreu ontem. Eu estou escrevendo um livro. Em resumo eu resolvi reescrever Quinn e Rachel dentro do universo de Acrab que eu também estou reescrevendo. Pois bem, surgiu a questão “farei o livro ser tão erótico quanto é a fic?” eu não tive resposta para isso. Fiquei brincando com duas amigas a respeito da situação, no caso a minha preocupação era o fato de que minha mãe vai querer ler. Me deixar com vergonha, realmente com vergonha é uma coisa muito difícil, realmente difícil. Enquanto eu estava nessas duas conversas, minha mãe me ligou e eu estava rindo. “Ana, do que você tanto ri?” eu calmamente expliquei a questão e ela respondeu “filha, eu sei fazer essas coisas então capricha nas cenas, ta?”. Eu fiquei vermelha, meu rosto esquentou e eu tive uma crise nervosa de tanto rir. Eu ainda não fiz nenhuma cena para o livro, mas… espero ter caprichado nas cenas do capítulo… se vocês me entendem.
Desceu os degraus envolvendo o corpo com o roupão, parou no pé da escada olhando para a filha mais nova. Quinn estava sentada no canto em L do sofá, um copo em uma das mãos e a luz do que Judy supôs o tablet acertando seu rosto.
— As respostas que você está procurando, não estão no fundo de uma garrafa. – A mais velha se aproximou e tirou o copo da mão da filha, seu olhar parando na garrafa de vodca em cima da mesa. – Acredite… eu sei.
A mais velha pegou a garrafa e a levou de volta para a cozinha, parou pegando uma garrafa de água na geladeira e voltou para a sala.
— Beba. – Ordenou dando a garrafa para a filha e se sentou ao lado dela com um suspiro, pegou o tablet vendo a reportagem de exposição.
— Ela me odeia. – Quinn segurava a garrafa com força. – Minha filha, me odeia.
— Ela não te odeia. – Judy negou com a cabeça. – Ela está te vendo como humana pela primeira vez e isso a decepcionou. Ela percebeu que você não é a super-heroína que ela achava ser, você comete erros e tem falhas. Ela está com raiva, ela está decepcionada, mas ela não te odeia.
— Mãe…
— Quinn. – Se inclinou pegando a mão da filha. – Eu conheço o olhar que ela te deu. Eu já ganhei esse olhar, tantas vezes que não posso nem ao menos contar. Eu vi esse olhar em todas as vezes que você precisou me dar banho, me colocar na cama, fazer a comida, limpar a casa, quando você gritava comigo enquanto eu me afogava em vodca. Você ficou com raiva de mim e decepcionada comigo.
Quinn fechou os olhos e apoiou a garrafa gelada contra a têmpora.
— Meu amor… — Judy falou em voz baixa. – Eu sei que o seu passado te assombra, eu sei que o que seu pai e eu te fizemos passar é algo…
— Mãe, as decisões ainda eram minhas.
— Sim, eram suas, mas conviver com dois pais alcoólatras colocaria qualquer um na borda. – Judy inclinou a cabeça. – Assim como lutar com a própria sexualidade em um ambiente hostil a homossexualidade.
— A senhora está justificando o que eu fiz. – Quinn negou com a cabeça. – Não tem justificativa para o que eu fiz.
— Você está sendo dura demais com você mesma, Rachel te perdoou.
— A minha filha não me perdoou.
— Beth não tem que te perdoar. – Judy negou com a cabeça. – Beth não está envolvida na situação. O que aconteceu entre você e Rachel enquanto vocês eram adolescentes só interessa a você e a Rachel. Não cabe a mim, ao seu pai, aos pais dela ou a Beth te perdoarem ou deixarem de perdoar. Isso cabe a Rachel e apenas a Rachel.
A mais nova negou com a cabeça e suspirou, Judy acariciou o rosto da filha.
— Se você começar a procurar por respostas ou perdão no fundo de uma garrafa as coisas irão se complicar. – Ela falou suavemente obrigando a filha a abrir os olhos, enfiou a mão no bolso do roupão e pegou uma ficha com 1 ano cunhado. – Eu levei 5 anos para ganhar essa ficha. A primeira vez que entrei em uma reunião foi dias depois de expulsar seu pai e foi isso que me deu forças para ir atrás de você. Eu fiquei 1 semana sóbria antes de pensar “um gole não vai fazer mal”. Eu lembro do seu olhar naquela manhã, mas eu continuei achando que eu podia me controlar, que eu podia continuar bebendo socialmente.
Quinn tentou desviar os olhos, mas a mãe a agarrou pelo queixo e a puxou para que lhe encarasse.
— Sabe o que me fez parar de beber completamente? – Acariciou a linha da mandíbula da filha. – Foi te ver em isolamento por 24h por tentativa de suicídio. Eu te vi dormindo sedada, eu não podia chegar perto de você, Santana havia acabado de me contar sobre o resultado do exame. A minha vontade era de sair daquele hospital e entrar no primeiro bar que eu encontrasse e beber toda a vodca que eu aguentasse e ao invés disso eu entrei em uma igreja. Eu estava parada na frente do bar, mas eu me afastei e entrei na primeira igreja que encontrei. E eu fiquei ali, sentada olhando para o altar e me perguntando como eu poderia ter falhado tanto com você. Quando o padre se aproximou para me dizer que precisava fechar a igreja, eu desabei a chorar e eu me confessei a ele, eu me confessei como eu nunca tinha me confessado antes… tudo. Ele me acolheu e rezou comigo durante toda aquela noite e na manhã seguinte eu sabia que mesmo que fosse absurdamente difícil eu nunca mais iria colocar uma gota de álcool na boca, eu fui te buscar no hospital e nós começamos a nossa jornada. Eu lutei junto com você e eu nunca mais bebi e estou assim há quase 8 anos.
— Mãe eu não vou…
— Mas pode. – Judy a interrompeu. – Você tem os genes propícios para isso.
Judy pegou a mão da filha e pousou a ficha na palma de sua mão.
— Fique com isso.
— Que? Não, é sua.
— Eu quero que você fique com ela. – Judy fechou os dedos da filha em torno da ficha. – Como um lembrete. Um lembrete de que no fundo da garrafa não estão as respostas. Um lembrete de que se você perseverar e tiver fé as coisas melhoram. Um lembrete do que uma mãe é capaz de fazer por amor. Beth vai te perdoar. Os escândalos irão ser esquecidos. Você e Rachel serão felizes juntas. Mas você não pode deixar o seu passado te derrubar e te tirar a possibilidade de um futuro maravilhoso. Agora vá dormir e beba essa garrafa de água inteira antes de se deitar.
A mulher ergueu-se e beijou a testa da filha, já estava se afastando quando Quinn falou.
— Frannie me ligou. – Sua voz baixa fez a mulher rechonchuda parar. – Ela queria saber como estavam as coisas. Ela perguntou da senhora… a senhora deveria ligar para ela.
Judy olhou para a filha e concordou com a cabeça, saindo em seguida.
*Diário*
Ela moveu as caixas para a sala, o que não levaria para Lima ficaria em um depósito que Sam alugara. Schuester havia acertado o aluguel e ela já depositara dois meses de aluguel como o contrato exigia. Ela ouviu a porta abrindo e se virou pronta para falar com Sam, mas parou quando Kurt apareceu.
— Hey. – Ela franziu as sobrancelhas. – Não falo com você deve ter uns dois dias.
— É, eu… estava ocupado. – Ele olhou para as caixas marcadas. – Você vai voltar para Lima, mesmo?
— Sim. Mr Schue já acertou tudo para mim, começo no Glee na segunda.
— Eu não acredito que você vai voltar. – Ele andou pelo caminho tortuoso que estava livre, viu um porta-retrato em cima da mesa e o pegou, provavelmente era uma das últimas fotos que o grupo tirara junto antes da formatura. – Batalhamos tanto para fugir de lá, e agora você vai voltar?
— Talvez eu deva me lembrar porque eu quis tanto sair. – Ela encolheu os ombros enquanto se ocupava em dobrar mais algumas das roupas que havia separado para deixar em NY. – Eu não sei, eu só… sinto que devo me inspirar outra vez. Me lembrar como é quando as coisas são mais simples e você pode sonhar, talvez vendo esses garotos eu consiga entender isso.
— E Quinn concorda?
— Quinn não tem opinião sobre o assunto. – Rachel respondeu. – Ela diz que estará comigo seja qual for a minha decisão, mas que a decisão é minha e eu devo toma-la.
— Corajoso da parte dela. – Kurt se sentou no sofá e olhou para ela.
— Sim, e é muito covarde da sua o que você está fazendo com Sam. – Ela respondeu ainda se movendo para guardar as roupas.
— Rachel.
— O que? – Ela o encarou. – Eu sei o que está na sua cabeça, Kurt. Você está se culpando pelo fato de que ele vai ter um filho com outra pessoa. Você está se culpando e por isso está fugindo e enquanto foge arremessa pela janela seu relacionamento com um homem maravilhoso, que te ama e que estava disposto a ignorar o fato de que você o trocou por outro. Um homem que estava disposto a ignorar o próprio coração partido para tentar outra vez, mas você não pode esquecer que ele dormiu com outras pessoas por um erro seu.
— Você conseguiria? – Ele rebateu começando a se irritar enquanto ela o acuava.
— Se eu conseguiria? – Rachel franziu as sobrancelhas, seu tom ficando mais irritado. – Na última semana eu tive a minha vida intima exposta em revistas, especulada em fóruns, por pessoas que acham que me conhecem. Tudo isso porque eu perdoei a garota que me torturava durante o colegial e estou em um relacionamento com ela. Eu estou sem criticada e estou tendo que ver a mulher pela qual me apaixonei ser crucificada pela mídia e pela própria filha por erros que cometeu no passado. Erros aos quais ela se arrepende, mas aceita as consequências porque não pode fugir delas. E você realmente quer me perguntar se eu conseguiria?
Kurt desviou os olhos e lambeu os lábios finos.
— Eu… eu não consigo. – Ele negou com a cabeça. – Eu olho para ele e o vejo com um bebê nos braços. E tudo o que eu consigo pensar é que não é o meu filho, não é nosso filho. Eu sei que eu estou sendo ridículo, eu tenho consciência disso, mas… ele está tendo um filho com outra pessoa porque eu fui um idiota com ele. Eu sei que ele e a criança não tem culpa de nada disso, o culpado sou eu. Eu errei e eu errei tão feio, Rachel, mas tão feio que eu não consigo perdoar.
— Então o problema é que você não consegue se perdoar? – Ela se sentou ao lado dele.
— Eu achei que poderia, achei que poderia compensar todos os erros que eu cometi. – Kurt negou com a cabeça. – Mas então surgiu essa gravidez e… eu percebi que não posso consertar, não posso compensar. É um bebê, como eu… eu o amo, Rachel. Eu o amo, mas eu estou tão assustado, eu errei quando éramos só nós dois, o que eu faço se eu cometer um erro desses com um bebê envolvido? Eu vou amar esse bebê. É uma parte dele, é claro que eu vou amar. Eu vou cuidar. E se eu erro, se eu magoar essa criança da mesma forma que eu magoei ele.
— Só vai saber se parar de covardia. – Ela pousou uma mão no ombro dele. – E é melhor fazer isso antes que seja tarde demais.
— Já é tarde demais, Rachel… — Ele murmurou fechando os olhos, soltou um suspiro pesado. – Já é.
*Diário*
Olhou para o pequeno apartamento apinhado de caixas. Sam estava deixando as últimas caixas da cozinha em cima da bancada e se virou para olhar a morena.
— Está tudo bem? – Ele perguntou preocupado. – Se quiser desistir é só falar que eu ligo para o transporte.
— Não, eu não quero. – Ela deu um pequeno sorriso. – Apenas estou ansiosa e… é eu estou ansiosa. Nunca estive nessa posição…
— Bem… — Ele esfregou as mãos. – Acredito que a primeira decisão a ser tomada é desempacotar. – Ele olhou pelas caixas espalhadas na sala. – Quantas coisas você trouxe meu Deus?
— Eu comprei algumas coisas para trazer. – Rachel encolheu os ombros, começou a olhar para as caixas nomeadas. – Trouxe minha coleção de discos e de filmes obviamente, alguns posters da minha coleção eu também trouxe. Comprei algumas almofadas novas também algumas mantas, trouxe algumas roupas de cama, meus travesseiros, roupa de banho…
— Entendi. – Ele ergueu os braços. – Entendi.
A campainha soou e eles se entreolharam sem entender.
— Deve ser o dono me dando as boas-vindas. – A morena deu de ombros. – Ou Mr Schue vindo ajudar.
— Mais provável ser Mr Schue. – Ele suspirou e começou a abrir as caixas da cozinha ouvindo Rachel sair para o patamar que levava para a escada. – Preciso fazer compras quando voltar para NY.
Rachel fechou a porta do apartamento e desceu as escadas até a porta que dava para a rua, destrancou e a abriu estremecendo com a rajada de ar frio.
— Hey! – Sorriu assim que viu quem estava do lado de fora. – Eu decididamente não estava esperando vocês.
— É, a gente sabe. – Santana revirou os olhos. – Está frio aqui fora, Berry.
Rachel deu passagem. – É só subir direto, Sam acabou de colocar as últimas caixas lá em cima.
Santana, Brittany, Kurt, Tina e Mr Schue passaram por ela, seus olhos se prenderam na última pessoa da fila. Fechou a porta ouvindo a trava.
— Eu achei que você fosse ficar em LA. – Rachel deu um pequeno sorriso, sentiu os braços agasalhados lhe circularem.
— Eu não iria perder a sua mudança. – Quinn respondeu enfiando o rosto no pescoço da outra. – Senti sua falta.
— E eu a sua. – Rachel a apertou com mais força. – Está tudo bem? Como você está?
— Mal, mas persistindo. – Quinn se afastou com um pequeno sorriso. – Já passei por coisa pior, ter a imagem publica um pouco queimada não é nada se comparado ao resto.
— E Beth? – Rachel acariciou o rosto dela.
— Não fala comigo, mas… — Suspirou. – Mamãe está certa, não é Beth que tem que me perdoar.
— Exatamente. – A beijou nos lábios. – Vem, vamos arrumar as coisas. Onde está sua bolsa?
— Aqui. – Quinn cutucou a pequena mala com o pé. – Lidere o caminho, Berry.
— Jogue direito Fabray e talvez eu te deixe levar o prêmio. – Rachel piscou para ela.
— Achei que já tinha ganhado. – Quinn brincou de volta enquanto subiam as escadas. – Santana trouxe vinho.
— Preciso achar os copos então. – Empurrou a porta entrando na sala. – Ou deixar que Santana ache os copos.
A latina já ergueu seu copo com vinho enquanto Tina e Brittany estavam desembrulhando os discos.
— Estou aqui apenas para beber. – Santana respondeu com um sorriso. – Agradeça a sua namorada por isso.
— Comece a desembalar, Satã. – Quinn mandou enquanto deixava a mala perto do sofá e se aproximava de Kurt para ajuda-lo com os filmes.
— Vou levar sua mala para o quarto. – Rachel avisou, viu Mr Schue ajudando Sam com as coisas da cozinha. – Bem, vou começar a desembalar lá.
— Quarto? – Santana sorriu com malícia. – Vou te ajudar Berry.
— Não vai achar nada do seu interesse, já te aviso. – Rachel sorriu para ela.
Rachel entrou no quarto e colocou a mala de Quinn perto de onde estavam as caixas. Pegou o estilete que havia deixado em cima do colchão e abriu a primeira que estava marcada como roupa de cama.
— Vocês ainda não transaram, não é? – A latina colocou o copo no chão e pegou a caixa marcada como banheiro.
Rachel a olhou antes de olhar por cima do ombro, não respondeu. Não sabia o que responder. Não sabia até que ponto Quinn havia aberto a relação delas para Santana.
— Quinn me disse que está… insegura. – Santana ofereceu sem malícia. – Com medo de estragar tudo com você.
— Nós… — Rachel parou com um punhado de fronhas de travesseiros nas mãos. – As coisas estão caminhando lentamente.
— E isso está te frustrando? – Santana arqueou as sobrancelhas.
— Não. – Se apressou em responder e depois parou. – Um pouco… eu não quero apressa-la e definitivamente ela acha meios de compensar as coisas. Estou mais preocupada com ela…
— Fugindo. – Santana ofereceu empilhando algumas toalhas limpas, olhou para Rachel. – Você está com medo que toda essa confusão a faça fugir.
— Estou sendo irracional? – Rachel estava de costas para ela, sem se mexer.
— Não, no seu lugar eu também estaria. – Santana continuou a observando. – Estamos acostumadas a ver Quinn enfrentar coisas pesadas, mas no final ela tende a pensar que é mais nobre deixar ir.
— Algum conselho?
— Se ela tentar fazer isso… — Santana pegou a pilha de toalhas e passou por Rachel. – De uma chave de pernas nela até que ela fique tonta e mal consiga andar. Coloco no armário do corredor, né?
— É… — Rachel revirou os olhos para a Lopes, mas arquivando o conselho para depois.
*Diário*
Elas se jogaram no sofá, Rachel olhou em volta vendo que seu pequeno apartamento estava confortável, começando a tomar a forma de um lar. Emma trouxe o jantar para eles um pouco mais cedo e seus amigos tinham acabado de sair para o hotel, Sam ficaria com os Schuster. Rachel virou o rosto para olhar Quinn, a loira estava de olhos fechados com o rosto voltado para o teto. Ela tinha visto Quinn conversar e brincar com os amigos, mas algo no olhar da autora lhe deixou preocupada. Ergueu a mão acariciando o maxilar dela.
— Oi. – Murmurou com um sorriso.
— Oi. – Quinn soltou um suspiro. – Como estão as coisas para você? Eu perguntei ao Sam, ele me disse que seus fãs estão agitados.
— Eu não tenho olhado. – Deu de ombros. – Como sua mãe disse, não são eles que tem que perdoar ou não. Eu quero estar com você e isso não é da conta deles, são meus fãs e apoiam o meu trabalho, sou grata a eles por isso, mas eles não mandam na minha vida pessoal, eles não me conhecem de verdade. Eu quero você.
— Eu não quero prejudicar a sua imagem. – Quinn suspirou outra vez, olhou para o teto. – Sua rentabilidade.
— Quinn. – Rachel estendeu a mão agarrando o pulso da mulher. – Pare.
Quinn suspirou. – Talvez devêssemos…
— Não complete essa frase. – Rachel a interrompeu com as sobrancelhas franzidas. – Você veio até aqui porque não poderia perder a minha mudança, então não me venha com essa de terminar.
— Podemos tentar manter apenas uma amizade, até as coisas acalmarem. – Argumentou esfregando o rosto com frustração. – Rachel, tudo o que eu menos quero na vida é te prejudicar ou te magoar.
— Nós não vamos terminar. – Rachel respondeu começando a se irritar. – Nem tente falar sobre isso.
Quinn se levantou e a olhou, lambeu os lábios como se estivesse pesando o que falaria, suspirou negando com a cabeça. Rachel se levantou assim que Quinn começou a andar na direção do quarto. A puxou pelo braço empurrando a loira contra a parede com força, Quinn soltou o ar que estava em seus pulmões e a morena imediatamente a beijou com força. A atriz agarrou a cintura da autora a apertando com força antes de deslizar os dedos pelo material do suéter. Arrancou a peça de roupa e seus olhos encontraram por um momento os olhos verdes da loira que tentou falar, mas foi calada pela boca exigente de Rachel. Arrastou a boca quente pela mandíbula descendo pelo pescoço o sugando demoradamente logo abaixo da orelha ouvindo o gemido contido. Sorriu antes de roçar os dentes pela leve sensível ouvindo Quinn inalar. Tocou a pele quente da cintura e a apertou com força antes de retirar a blusa apressada, Rachel deslizou os olhos pela pele pálida. O pescoço longo, os seios redondos cobertos pelo sutiã, o abdômen com os músculos levemente desenhados, engoliu a saliva em sua boca e se inclinou para o início de um dos seios. O gemido rouco da loira sacudiu o corpo de Rachel, sugando a porção de carne em sua boca com mais força. Rachel deslizou para baixo deixando a língua roçar no abdômen, olhou para cima vendo os olhos verdes escuros de desejo. Os lábios gordos de Quinn estavam entreabertos e as sobrancelhas levemente vincadas. Rachel abriu o botão da calça enquanto lambia o abdômen da autora, ela viu o peito de Quinn subir e descer drasticamente quando brincou com o fecho da calça. Se inclinou mordendo logo acima do quadril enquanto deslizava a jeans pelas pernas da loira se inclinou um pouco mais roçando seu nariz contra a pele pálida da coxa sentindo a musculatura tensa. Assim que a calça atingiu o chão, Rachel voltou sua atenção para a calcinha da mulher, lambeu os lábios em antecipação. Era uma simples calcinha amarela que já mostrava sua umidade, se inclinou roçando o nariz contra o pano. O cheiro de Quinn lhe fazendo salivar com mais vontade, o gemido fraco saiu pela sua garganta, olhou para cima vendo Quinn apoiar a nuca contra a parede com o lábio entre os dentes pelo que ela podia ver. Deslizou o pano contra as coxas de Quinn e lambeu os lábios, se inclinou beijando a pele quente, deslizou o nariz através dos pelos curtos. Deu beijos curtos se aproximando do alvo, engoliu a saliva e com os dedos afastou os lábios expondo o sexo da mulher. Sua língua quente deslizou lentamente pelo sexo e ela ouviu o gemido longo de Quinn que a deixou arrepiada. Lambidas lentas, arrastando sua língua quente pelo sexo molhado, absorvendo o gosto. Olhou para cima encontrando os olhos escuros cheios de desejo e um sorriso tomou seus lábios antes de brincar com o clitóris vendo a respiração da loira ser expulsa de uma vez. Seus dedos acariciaram a entrada do sexo o deixando invadir, seus olhos escuros focados no rosto de Quinn. Os lábios entreabertos deixando escapar gemidos, a pele corada, os seios se balançando ainda contidos pelo sutiã. Rachel sorriu sentindo os quadris começarem a se mexer contra a mão da morena, deixou a língua acariciar o clitóris da mulher outra vez. Os gemidos da loira aumentando gradualmente, Rachel vendo a loira tentar se agarrar a parede com uma mão enquanto segurava a cabeça da morena com a outra. Deixou a mão lhe empurrar contra o sexo da mulher e voltou a brincar com a língua contra o clitóris.
Quinn arfava tentando controlar os gemidos. Seu coração acelerado a pressão entre as pernas aumentando. A boca de Rachel era quente, a língua rígida roçando contra seu ponto mais doce lhe fazendo gemer cada vez mais alto. Seus dedos se agarrando aos fios escuros em um puxão mais forte enquanto sua boca se abria com um grito estrangulado. Rachel a beijou no abdômen enquanto subia lentamente arrastando os lábios e a língua pela pele levemente suada. Chupou os seios que subiam e desciam um pouco sôfregos, mordiscou o pescoço da mulher.
— Pare. – Sussurrou. – Apenas pare.
— Nem… — Parou lambendo os lábios secos, ela precisava de água. – Nem que eu quisesse conseguiria andar.
Rachel a mordeu na mandíbula.
— Vamos para o quarto, eu te ajudo… — Murmurou roçando o nariz pela bochecha rosada, se abaixou pegando a calça que se juntava nos tornozelos da loira e a subiu. – Vamos deitar.
Envolveu a cintura de Quinn e a fez andar até o quarto, passos um pouco trêmulos. A morena moveu as cobertas lavadas que havia arrumado mais cedo e fez a loira se sentar. – Você consegue tomar banho?
Quinn a olhava sem se mexer, Rachel sentiu o nervosismo lhe assaltar. Começou a andar pelo quarto ajeitando o que aparecia na sua frente.
— Eu deixo você tomar banho na frente. – A morena movia a mão nervosamente. – Eu vou arrumar as coisas para dormirmos.
— Rachel. – Quinn a chamou suavemente.
— Não se preocupe, vá tomar seu banho. – Sorriu para ela. – Deve estar querendo relaxar, pegou um voo e ainda me ajudou com a arrumação.
Quinn se levantou aproximando-se da morena que desviou os olhos.
— Eu acho que você pode querer um chá, não é? Um bom chá de maracujá para ajudar a relaxar. – A atriz tentou passar, mas Quinn entrou na sua frente a segurando pelo rosto. As duas se olharam por alguns momentos antes da morena suspirar fechando os olhos. – Desculpa, eu… eu me excedi. Eu sei que não estávamos prontas e que você não estava totalmente confortável, mas Santana disse que caso você tentasse fugir eu deveria te dar uma chave de pernas. Teoricamente você me deu uma, mas…
Se calou assim que os lábios de Quinn pressionaram os seus.
— Eu senti falta de te ouvir falar 100 palavras por segundo. – A loira murmurou a puxando para mais perto. – Está tudo bem, respire. Está tudo bem…
— Mesmo? – Perguntou um pouco insegura.
— Santana te disse para me dar uma chave de pernas caso eu tentasse fugir? – Arqueou as sobrancelhas.
— É. – Deu um sorriso envergonhado antes de morder o lábio inferior. – Eu sei que não estávamos prontas, mas…
— Nós estávamos. – Acariciou a bochecha da morena. – Nós estávamos sim… — Apoiou sua testa contra a de Rachel. – Me desculpa por tentar fugir, mas eu estou com medo. Com medo de estragar tudo entre nós por causa de tudo o que eu já fiz.
— Você não vai estragar nada. – Rachel acariciou os ombros da mulher. – Eu já te perdoei, Quinn, te perdoei antes mesmo de sairmos de Lima. Você sabe disso, eu só quero seguir com as nossas vidas, construindo a nossa vida juntas… avançando no nosso ritmo. Beth vai, ela vai entender que você mudou, que não é mais aquela adolescente raivosa e principalmente que você não é aquelas crianças que a machucam.
— Eu espero que sim, Rach… eu espero que sim. – Quinn fechou os olhos e a puxou para mais perto. – Desculpa por tentar fugir.
— Tudo bem. – A beijou suavemente nos lábios. – Eu não vou te deixar fugir de mim, fugir de nós. Eu disse… nós ficamos.
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