Diário
40 Capítulo XXXIX - Grinch
Notas iniciais
O capitulo está bem forte, eu me entreguei a cada cena escrita, eu derramei lágrimas então a minha recomendação é ler com um lencinho de papel ao lado.
Esse capítulo eu dedico a todos vocês, principalmente a você minha pequena, peço desculpas por qualquer coisa errada. This love is ours.
Eu ainda me lembro dos natais de quando era criança e da magia que circulava no ar. Meus tios e meu pai colocando duas mesas na varanda durante a tarde, o cheiro da ceia ficando pronta durante o dia, os pisca-piscas que iam sendo ajeitados formando desenhos nas paredes. Os gritos dos primos menores correndo pela casa as risadas e os tombos sempre terminando em choro por alguns míseros minutos. Meu avô sempre me pedia para servir uma taça de Porto a ele perto das 17h e sempre pontualmente às 19h minha mãe e minhas tias tocavam a criançada para o banho. Eu me lembro da família reunida ouvindo musica e dos gritos de alegria sempre que alguém chegava.
Minha família é enorme, mas sempre teve espaço para mais um. Nunca nos negamos a receber ninguém em nossa casa e essa pessoa sempre se sentiu acolhida.
As coisas ainda são assim, mas hoje eu vejo a magia de uma forma diferente das que meus primos pequenos veem, eu já não espero mais o Papai Noel. Sou eu que agora sento com eles para ver os filmes de Natal e ouvir suas risadas e os receber em meu colo durante o choro.
Minha avó tem uma tradição muito rígida com relação ao Natal. Quando falta exatos 5mins para a meia-noite todos, família ou agregado, deve parar o que esta fazendo e se reunir no circulo no meio do quintal. Devemos agradecer as nossas graças concedidas, as dificuldades passadas, aos bebes que nasceram e aos entes queridos que tenham ido. Juntos ali naquele momento de mãos dadas somos fortes e entoamos em uma só voz um Pai Nosso e uma Ave Maria.
Vou confessar que estou com medo pela primeira vez. É estranho saber que nesse circulo terá um a menos e que esse ano a nossa voz será mais fraca, nosso choro mais sentido e a ceia menos saborosa. Rogo a Deus ou a quem quer que seja que no momento que a Ave Maria esteja sendo tão dolorosamente entoada por nossos lábios mortais, que na hora que a mão de minha mãe apertar a minha e as lágrimas escorrerem pelos rostos de idosos, mulheres, homens e crianças. Eu irei implorar silenciosamente e fervorosamente que onde quer que esteja minha tia saiba que ela ainda faz parte dessa magia.
…Ave Maria mãe de Deus rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém.
- E então Judas Macabeu guiou os judeus pelas montanhas e aquele pequeno grupo lutou para recuperar Jerusalém e quando a recuperaram limparam a cidade e os templos e este foi o primeiro milagre daqueles pequenos judeus. – Hiram acariciou o rosto de Ethan que estava em seu colo, Beth estava sentada no chão com Rachel acariciando seus cabelos. Puck ouvia atentamente apoiado na moldura do portal da sala enquanto Quinn e Benjamin estavam sentados no sofá da sala. –Ele mandou que fosse celebrado oito dias de sacrifícios e música, mas foi quando ele percebeu que só tinha um pequeno jarro de azeite puro para se acender o Meroná e esse azeite só duraria um dia, mas como um milagre ele durou os oito dias.
Hiram se levantou andando com Ethan até a janela, Beth pulou seguindo o avô quase aos pulos. Hiram soltou uma risada quando a garota se enfiou na sua frente pronta para acender a oitava vela.
- Vocês dois. – Cutucou a loirinha que rapidamente pegou o Shamash, Hiram guiou Ethan para que ele pegasse junto com a irmã. – Vamos acender a vela?
- Achei que iriamos comemorar o natal. – Benjamin sussurrou para a irmã enquanto os sobrinhos colocavam a Shamash em seu lugar. – Quero dizer o senhor Berry, o Thomas e a senhora Fabray estão preparando o jantar.
- Iremos comemorar os dois. – Quinn sorriu para Ethan que batia palmas. – As crianças irão crescer com as duas crenças e quando se sentirem prontas irão escolher.
- E se eles nunca quiserem escolher?
- Então não irão. – Quinn encolheu os ombros piscou para o irmão travessamente. – Quero conversar com você.
Benjamin acenou a cabeça um pouco tenso se afastaram da sala enquanto Beth e Ethan pediam mais historias ao avô. Quinn abriu a porta que dava para a varanda, parou apenas para pegar um casaco mais grosso. Sentaram-se no banco de madeira sentindo o frio correr pelos dois.
- Thomas comentou sobre o seu interesse por culinária. – Ajeitou o casaco em torno do seu corpo.
- Sim, eu acho que é gostoso estar na cozinha. – Respondeu sentindo seu rosto ir corando pelo frio.
- É o que você quer seguir? – Quinn franziu as sobrancelhas.
- Eu não sei. – Se mexeu incomodado. – Eu estive pensando em tentar a carreira militar na verdade.
- Carreira militar? – Frannie apareceu na porta, segurava algo entre suas mãos. – Isso é novo.
- É, seria mais fácil. – Ele resmungou vendo a irmã mais velha se sentar entre eles.
- Mais fácil? – Quinn arqueou uma sobrancelha. – Ou sem custos?
- Sem custos. – Benjamin respondeu desviando os olhos para longe.
- Conversei com a diretora do seu colégio e ela disse que se você se esforçar um pouco mais ainda da pra recuperar o ano. – Frannie começou suavemente, ergueu a mão roçando a ponta dos dedos enluvados no maxilar do irmão. – Será que da pra você olhar para nós duas?
Relutante o mais novo encarou as duas mulheres.
- Seu presente de natal. – Frannie estendeu para ele.
Benjamin franziu as sobrancelhas.
- Eu não comprei nada pra vocês, na verdade eu só tive dinheiro para comprar pras crianças…
- Benjamin. – Quinn o chamou firme. – Você está proibido de ficar muito tempo com a Rachel já está pegando a mania dela de falar mais de cinquenta palavras por minuto.
Frannie soltou uma risada baixa insistindo para que o garoto pegasse o envelope. Relutante ele segurou o envelope o abrindo hesitante.
- BUUM! – Quinn o sacudiu de leve soltando uma risada. – Abre logo garoto.
Benjamin soltou uma risada fraca tirando dois cheques de dentro do envelope.
- Abrimos uma poupança para você onde já depositamos uma razoável soma em dinheiro. – Frannie explicou. – Esse dai é seu para gastar como quiser, vamos continuar depositando na poupança para a sua faculdade. Você vai fazer a faculdade que você quiser.
- Mas…
- Não tem “mas” Benjamin. – Quinn o interrompeu. – Dinheiro foi feito para gastar e se podemos gastar te dando um futuro melhor então é o que faremos.
- Sua mãe confiou você a nós duas, somos irmãos e irmãos cuidam uns dos outros. – Frannie complementou a fala de Quinn. – Não queremos mais saber de você matando aula, se quer dinheiro, mas não quer pedir então você trabalha no restaurante quando ele abrir.
- Obrigado. – Benjamin balbuciou olhando as duas. – É mais do que eu poderia pedir ou merecer.
- Nunca mais fale assim. – Frannie o segurou pelo queixo.
- Um Fabray merece o mundo. – Quinn piscou com um sorriso. – Pelo menos é o que o nosso pai acha.
Judy sorriu vendo os três conversando, era uma sensação diferente. Beth e Ethan que brincavam com Puck e Rachel. O cantarolar de Leroy que terminava de colocar os presentes sob a árvore. Hiram e Thomas que trocavam receitas na cozinha.
Seu coração estava preenchido daquela sensação morna, ele estava grande, curado e forte.
A porta se abriu e ela pode ouvir a risada dos três e o sorriso em seus lábios se alargou.
- Benjamin, posso te roubar por alguns instantes? – Aproximou-se do enteado.
- É claro senhora Fabray. – Ele acenou com a cabeça.
Judy o segurou pelo braço o levando para fora de casa.
Quinn se apoiou na moldura do portal, olhava as brincadeiras dos filhos com Aslan e Puck. Os braços de Rachel se prenderam em sua cintura.
- Hey você. – Sussurrou no ouvido da loira.
- Oi. – Acariciou o braço moreno.
- Podemos conversar? – Puxou Quinn de leve.
Subiram as escadas até o quarto da diva de mãos dadas.
- Algum problema? – Quinn se sentou na cama enquanto Rachel permanecia em pé.
- Eu tenho conversado com a Beth. – Parou entre as pernas da loira.
- Sim. – Arqueou uma das sobrancelhas claras.
- Baby. – Acariciou os cabelos claros de Quinn. – Beth acha que está tendo o seu primeiro amor.
Quinn relaxou, seus olhos se arregalaram de leve.
- Ela é uma criança. – Sua voz saiu baixa e confusa. – Minha princesinha nórdica.
- Amor, a Beth já tem 12 anos já não é tão criança assim. – Rachel mordeu o próprio lábio.
- Ela… ela… — Parou limpando a garganta. – Ela já deu o primeiro beijo?
- Não ainda não. – Puxou o rosto de Quinn mais para o seu.
- Ela é uma criança Rach. – Murmurou. – Até ontem ela tinha medo de dormir no escuro e agora ela está apaixonada por um garoto?
- Amor. – Rachel lhe beijou nos lábios antes de subir em seu colo. – Ela está crescendo.
- Eu sei, mas parece que foi ontem que ela nasceu. – Suspirou fechando os olhos.
Rachel apenas acariciou o rosto de Quinn.
- Ela acha que está se apaixonando. – Falava calmamente segurando o rosto de Quinn, forçando a mulher a abrir os olhos. – Ela está assustada, está com medo da sua reação e da reação do Noah por não ser um rapaz.
- Medo da minha reação? – A boca de Quinn secou um pouco.
- Uma parte dela ainda é criança. – Acariciou a nuca de Quinn. – Ela está apavorada.
Quinn acenou com a cabeça.
- Você, eu e Puck precisamos conversar antes de falar com ela. – Quinn mantinha a voz calma.
- Você quer que eu esteja junto?
- É claro. – Quinn acariciou a cintura de Rachel. – Ela te ama e confia em você, mas não vamos falar sobre isso hoje. Por hoje ela ainda pode ser uma criança.
Judy abriu a porta deixando Benjamim entrar na casa.
- Eu preciso pegar uma coisa na cozinha você pode me esperar na sala? – Sorriu tirando o casaco grosso.
Benjamin acenou com a cabeça, entrou pela porta acendendo a luz. Sua mão ainda estava no interruptor quando as luzes se acenderam foi o momento em que se deu conta de suas fotos espalhadas pelo cômodo junto com as de suas irmãs, havia uma de sua mãe sobre a lareira.
- Noah, Sam e Thomas me ajudaram. – A senhora Fabray parou ao lado dele. – É o meu presente para você.
Benjamin respirou fundo abaixando a mão.
- Existe um quarto lá encima que é seu. – Ela o segurou pelo pulso. – Essa casa é sua Benjamin e eu quero que você sinta isso.
Deixou a mulher entrelaçar seus dedos nos dela.
- Não quero e nunca vou ocupar o lugar da sua mãe, esse lugar é intocável, mas quando New York for de mais. For muito rápida. Estiver muito cheia. Ou quando você tiver opções de mais e não souber decidir. Quando você achar que não vai aguentar, então me faça um favor? Venha pra casa e eu vou estar aqui te esperando. – Limpou a lágrima que escorreu pelos olhos dele. – Eu vou te ouvir e vou aconselhar e se você permitir eu vou te oferecer meu colo. Não quero e nem vou ocupar o lugar dela Benjamin, mas, por favor, por favor, não ache que você não tem mais ninguém no mundo. Você tem uma família que quer te amar e te ajudar. Permita isso. Você pode até ter os genes dele Benjamin, mas você é mais você é muito mais do que ele jamais poderá ser se permitir que essa família seja a sua.
Ele a olhou e sorriu minimamente, ergueu a mão da mulher dando um beijo no dorso da mão.
- Posso ir à igreja com a senhora amanhã? – Ele murmurou fechando os olhos.
- Eu adoraria. – Acariciou o rosto dele. – Agora pare de me chamar de senhora, me chame de Judy.
Quinn puxou Rachel até estarem embaixo do azevinho, a Berry soltou uma risada antes de envolver os braços ao redor do pescoço da loira lhe dando um beijo nos lábios.
- Não senhora, eu quero um beijo de verdade. – Quinn lhe apertou a cintura de leve.
Rachel se pôs na ponta dos pés deixando Quinn lhe beijar com calma aprofundando o beijo aos poucos. Rachel sentia o aperto firme em sua cintura e a gentileza na junção das bocas. Afastou-se puxando o ar pesadamente e com o fôlego que lhe sobrava cantou baixinho.
- I just want you for my own more than you could ever know make my wish come true... all I want for Christmas is you... – Rachel lhe sorriu docemente.
Quinn se inclinou colando sua boca ao ouvido sensível de Rachel cantando no mesmo tom que a diva.
- Oh, I won't ask for much this Christmas I won't even wish for snow I just gonna keep on waiting underneath the mistletoe…
Rachel sufocou uma risada se aconchegando no pescoço pálido de Quinn cantando mais uma parte da música enquanto seus dedos acariciavam a linha dos cabelos loiros na nuca da autora.
- 'Cause I just want you here tonight holding on to me so tight what more can I do? Baby, all I want for Christmas is you, you baby…
Quinn começou a se balançar suavemente iniciando a dança lenta que Rachel se deixava conduzir.
- Oh yeah, all the lights are shining so brightly everywhere and the sound of children's laughter fills the air and everyone is singing I hear those sleigh bells ringing Santa won't you bring me the one I really need won't you please bring my baby to me?
Rachel puxou seu rosto para longe de Quinn segurando o rosto da autora entre suas mãos. beijou os lábios suavemente. E como se fosse combinado ambas sopraram as palavras juntas para fora de seus lábios.
- All I want for Christmas is you…
Um pequeno beijo foi trocado e um sorriso compartilhado.
- Mamãe. – Beth se aproximou lentamente das duas.
- Sim meu amor. – Quinn olhou para Beth com um sorriso pequeno.
- Lê pra gente? – Beth sorriu dando um passo mais confiante na direção da mãe.
- É claro meu amor. – Sentiu Rachel apoiar a cabeça no seu ombro.
Já se encontravam todos na sala, Ethan estava confortável no colo de Quinn enquanto Beth estava aconchegada em Puck. Quinn tomou um gole do chocolate quente que Rachel tinha acabado de lhe servir antes de sentar ao seu lado no sofá.
Quinn tinha um livro vermelho com a capa um pouco surrada em suas mãos, o abriu com cuidado e Rachel pode observar as paginas amareladas pelo tempo.
Limpou a garganta e começou a ler.
Marley estava morto, para começar. Não há dúvida alguma sobre isso. O registro de seu sepultamento foi assinado pelo clérigo, o secretário, o agente funerário, eo seu enlutado chefe. Scrooge assinou. E o nome de Scrooge era bom o suficiente para qualquer coisa que ele decidisse colocar a mão.
Velho Marley estava tão morto quanto uma porta.
O homem tropeçava pelas ruas escuras daquela cidade pequena, em sua mão a garrafa de whisky barato já estava abaixo da metade. Seu rosto sempre bem barbeado estava repleto dos pelos ásperos e os cabelos loiros sempre bem alinhados estavam embaraçados e repletos de fios brancos. Suas roupas estavam imundas e rasgadas em algumas partes e o fedor que ele exalava era de alguém que não tomava banho há dias. Sentou-se nas escadas da igreja tomando um gole do liquido quente, seus dedos calosos correram pelos cabelos tentando acerta-los enquanto aprumava os ombros. O badalar dos sinos anunciou que era meia-noite. Ele era um homem. Um grande homem daquela cidade. Um homem de família que era respeitado. Um homem temente a Deus que servia seguindo seus mandamentos. Então por quê? Por que meu Deus ele estava sendo castigado daquele jeito?
Quinn estava lendo, os óculos repousados na ponte do nariz e os olhos devorando as letras nas páginas. Ouviu o barulho na porta do banheiro e o suspiro de Rachel.
- Baby. – Rachel lhe chamou manhosa.
Quinn ergueu os olhos para encarar a morena, o ar lhe escapou enquanto mordia o lábio inferior. Rachel estava parada no portal do banheiro, a cinta-liga preta era rendada assim como a meia arrastão contrastando com a pele canelada e macia. A sandália de salto lhe dava um ar sedutor enquanto os seios nus eram protegidos apenas pelos cabelos soltos lhe dava um ar selvagem. Os olhos enegrecidos devoravam Quinn enquanto a língua deslizava pelos lábios gordos e saborosos.
A autora fez movimentos para se levantar, mas Rachel ergueu as sobrancelhas e negou com a cabeça. Quinn se manteve sentada na beirada da cama, jogou o livro sobre a mesinha de cabeceira e retirou os óculos os colocando encima dele. Rachel se aproximou lentamente balançando os quadris em um rebolado cheio de tortura.
Parou entre as pernas da autora dando um sorrisinho malicioso.
- Achei que você iria poder ganhar o seu presente antes. – Rachel pousou as mãos sobre os ombros de Quinn as arrastando pelos braços abaixo. – Mas não aguentei e tive que desembrulha-lo antes, se importa?
- Nem um pouco. – Sua voz saiu mais rouca, sentiu Rachel colocar suas mãos sobre as coxas roliças e apertou com força arrancando uma respiração mais pesada. – Embora você saiba que eu adore abrir o meu presente.
Rachel soltou as mãos de Quinn levando as próprias à nuca da loira arranhando suavemente o couro cabeludo.
Quinn deslizou as mãos para a parte de dentro das coxas de Rachel a puxando para o seu colo com força, a morena se limitou a morder o lábio inferior. A loira afastou os cabelos grossos para longe do pescoço que tanto queria antes de sua boca se fechar sobre a pele a chupando lentamente. O gemido baixo que Rachel soltou em seu ouvido fez o arrepio correr pela sua espinha abaixo em uma sequencia de choques fracos.
- Não tem nada melhor do que te ouvir gemer assim. – Quinn assoprou a pele molhada antes de dar leves mordidinhas. – Linda, você é linda.
Rachel lambeu os lábios se afastando apenas um pouco de Quinn, a beijou na boca introduzindo sua língua lascivamente entre os lábios partidos da autora. O gemido partilhado enquanto Quinn apertava as coxas morenas com força deixando a marca de seus dedos na carne farta.
Passou os dedos sentindo a textura da meia que Rachel usava, sentiu as mordidas que ganhava em seus lábios. Suas mãos subiram se agarrando a bunda de Rachel a puxando mais para o seu corpo. Afastou seus lábios dos de Rachel para lhe beijar o colo sugando o inicio dos seios ouvindo o arfar da morena que puxava sua cabeça mais para o próprio corpo.
Abocanhou um dos seios o sugando com força, Rachel suprimiu o grito quase em desespero. Apertou mais seu corpo no da autora sentindo o escovar suave de seu centro contra o ventre da loira quase inconscientemente passou a mexer os quadris atrás do atrito necessário. Os dedos bem treinados de Quinn beliscaram o mamilo que estava livre lhe fazendo soltar um gemido baixo, se escondeu contra o pescoço da autora passando a lhe beijar no local.
Quinn deslizou os dedos pela pele exposta do quadril seguindo a linha fina que a calcinha traçava, sentiu Rachel estremecer conforme seus dedos se aproximavam da região sensível.
Com a ponta da língua traçou círculos preguiçosos pela auréola do mamilo, a ponta dos dedos alcançou o ponto molhado. Puxou a boca pra longe e deslizou a mão livre para acerta-la em seu colo.
- Olha pra mim. – Sussurrou dando mordidinhas sutis na orelha de Rachel. – Quero que você olhe pra mim.
Rachel a muito custo se afastou puxando o ar pelo nariz com força, seus olhos escuros estavam dilatados e a língua lambia os lábios grossos. Quinn se aproximou do rosto da diva a provocando enquanto seus dedos deslizavam massageando o centro da morena que ia gemendo baixinho. Rachel aumentou a precisão do movimento de seus quadris, suas unhas arranhando o couro cabeludo de Quinn, o gemido mais alto lhe escapou quando sentiu os dedos ágeis encontrarem sua pele quente sem a proteção da calcinha.
- Shh… sem gritar. – Quinn instruiu tentando controlar a própria respiração. – Você está tão molhada.
Rachel mergulhou procurando os lábios de Quinn enquanto investia os quadris contra os dedos da autora, sem querer prolongar à tortura a loira deslizou dois dedos para dentro da diva. O gemido abafado morreu na boca de Quinn enquanto o ritmo aumentava entre as duas, a Fabray se afastava escassos centímetros apenas para lhe mordiscar o lábio inferior enquanto a noiva lutava para manter a respiração rasa em funcionamento.
- Linda. – Quinn murmurou abrandando o ritmo, Rachel lhe deu um olhar de quase desespero.
- Mais… — Rachel gemeu baixinho.
Quinn se virou na cama deixando Rachel contra o colchão, beijou o pescoço da morena deixando marcas vermelhas. Voltou a entrar e sair com força sentindo as unhas da Berry se cravarem em sua nuca, a ardência indicou que a pele havia sido rasgada.
Soltou um gemido rouco, suas mãos perderam o pouco controle que lhe restavam, o ritmo de uma acelerou enquanto a outra segurava com força o lençol tentando manter o seu equilíbrio.
- Perto… — Rachel resmungou quase sem ar, seu corpo se curvava para fora do colchão.
- Olhe pra mim. – Quinn apertava os dentes tentando controlar o próprio corpo que já estava a ponto de explodir.
Rachel soltou um gemido baixo e longo assim que seus olhos encontraram os de Quinn. O corpo estremeceu fortemente enquanto os músculos se contraiam, sentiu Quinn ir abrandando o ritmo enquanto com a mesma força que seu corpo sentiu o orgasmo ele agora sentia o cansaço. Os beijos pequenos que eram depositados em sua pele suada e a cabeça loira que se aconchegou sobre o seu peito arfante.
Quinn esperou pacientemente a morena se recuperar, seria uma longa noite, ela se sentia como uma criança que tinha acabado de ganhar um novo brinquedo de Papai Noel.
Quinn sorriu para a senhora colocando uma porção de peru no prato dela. Benjamin ao seu lado servia um rapaz de aparência emburrada enquanto Frannie verificava o quanto de comida eles ainda tinham.
- Como foi a missa hoje cedo? – Perguntou ao irmão antes de sorrir para uma menina. – Feliz Natal querida.
- Boa, só me arrependo de ter perdido as crianças abrindo os presentes. – Respondeu sorrindo para a senhora. – Feliz Natal.
- Não se preocupe eu escondi os seus dois para eles abrirem quando você chegasse. – Piscou um dos olhos verdes para o irmão. – Beth reclamou por que queria o presente do tio Benjamin.
- Achei que ela fosse reclamar por não querer ir pra casa dos pais do Noah. – Sorriu para um senhor. – Feliz Natal.
- Ela reclamou também. – Quinn suspirou se movendo para o lado para pegar mais peru. – Fique aqui eu trago mais purê.
Benjamin acenou, viu um grupo de crianças abrindo os presentes que Quinn havia trago, as risadas preenchendo aquele refeitório lhe fazia um bem tão grande que ele nem tinha imaginado ser possível. Serviu mais algumas pessoas sempre com um sorriso que ele não conseguia apagar, nem que quisesse.
- Prontinho. – Quinn chegou com duas bandejas cheias de comida. – Me ajude Ben.
Benjamin rapidamente retirou a bandeja vazia e pegou uma que Quinn segurava substituindo.
- Desculpe a demora. – Quinn ajustava a bandeja antes de levantar os olhos, seu sorriso esfriou.
Russel estava parado na frente dela, seus olhos indo de Benjamin para Quinn, o garoto ainda não havia notado o pai.
- O que ele está fazendo aqui? – A voz grossa de Russel atraiu a atenção do Fabray mais novo.
Quinn sentiu o cheiro de álcool que o pai exalava e o irmão enrijecer ao seu lado.
- Minha mãe faleceu. – Benjamin retrucou deixando a mão que tremia se esconder debaixo da mesa. – O senhor está prendendo a fila.
Frannie se aproximou rapidamente dos três Fabray mantendo contato visual com Quinn.
- Pai. – Chamou em voz baixa. – Por favor, ande.
Russel olhou em volta para as pessoas que estavam comendo, para as pessoas da fila. Sentiu o orgulho ser ainda mais ferido estando diante dos três filhos, com aquelas roupas tendo que comer por caridade de outros. Soltou a bandeja que segurava no chão, deu meia volta e saiu do refeitório com passos duros.
Sue rapidamente se aproximou, seus olhos presos nas costas do senhor Fabray que se afastava.
- Tudo bem aqui? – Perguntou sem olhar para nenhum dos três.
- Sim senhora. – Quinn resmungou se afastando para pegar uma pá e um esfregão. – Eu limpo.
Benjamin sorriu para a próxima pessoa na fila e tratou de lhe servir uma porção de purê enquanto Sue assumia o posto temporariamente vago de Quinn. Frannie se mexeu incomodada entre ficar ou ir atrás do pai, sem pensar muito deu as costas e correu para fora do refeitório.
- Deixe. – Sue sussurrou para Benjamin que olhou a irmã mais velha preocupado. – Ela precisa disso, na verdade vocês três precisam.
Frannie saiu no estacionamento, viu as costas rígidas do homem que tanto conhecia e correu em sua direção.
- PAI! – Gritou sentindo a garganta se apertar, Russel parou e se virou para ela.
Frannie se aproximou do homem que exibia a máscara de orgulho.
- O senhor foi um bom pai para mim. – Ela começou com a voz baixa. – Um pai rígido, mas foi um bom pai. Agora quando eu olho pros meus irmãos e pra minha mãe, quando eu olho para o homem e não para o pai eu me pergunto onde está aquele que me segurava no colo quando eu caía, aquele que me escutou quando eu tive o meu coração partido pela primeira vez.
Russel respirou fundo, Frannie limpou o rosto.
- Eu te odiei. – Ela mordeu o lábio inferior. – Eu te odiei por me fazer competir com a minha irmã, eu te odiei por fazer a minha mãe sofrer e eu te odiei pelo Benjamin. É errado um filho odiar o pai. O senhor deveria ser o nosso modelo o nosso herói e a única coisa que queremos é não ser como o senhor. Por que pai? Me diz por que? Por que mesmo te odiando eu ainda te amo?
- Eu… — Ele parou e limpou a garganta. – Eu não queria nada disso. Eu ameia a sua mãe em algum momento, mas eu queria um filho homem e a sua mãe já havia desistido de ter filhos. – Parou pressionando os dentes bem firmes. – Eu não queria esse futuro para a sua irmã, eu não entendo, é errado sua irmã deveria ser o que eu nunca fui.
- Não foi o que o senhor queria, mas foi um futuro melhor. – Quinn se aproximava com Benjamin. – Foi melhor do que eu queria.
- Estar com uma mulher? – Olhou para a filha do meio. – Como isso é melhor?
- Pai eu nunca pensei em me desviar do caminho que o senhor queria para mim. – Murmurou. – Eu senti medo sem o senhor do meu lado. Eu nunca te pediria para abraçar o meu relacionamento com a Rachel. No fundo eu só quero que um dia o senhor queira entender e que os meus filhos possam te chamar de avô. Que um dia o senhor queira voltar a ser o meu pai. Minha vida não é completa sem o senhor. O senhor é o meu pai e eu te amo. Eu só quero que um dia essa dor possa sumir junto com esse ódio.
Russel negou com a cabeça sentindo uma lágrima descer pelo seu rosto, se recusou a encarar os olhos de Quinn a dor que causava a sua filha por mais uma rejeição.
- Eu não posso. – A voz rouca dele sentenciou.
Frannie recuou até Quinn entrelaçando seus dedos aos da irmã a puxando para longe do pai. Benjamin se adiantou puxando as duas para perto do seu corpo protetoramente.
- Benjamin. – Russel sussurrou. – Meu Ben.
O rapaz o encarou, viu o sorriso fraco nascer nos lábios do homem.
- Eu sempre imaginei o que eu falaria para o senhor quando o encontra-se. — Benjamin parecia distante. – Se eu iria abraça-lo ou chama-lo de pai. Se eu perguntaria o porquê ou se eu te veria ir embora sem nenhuma explicação.
- Benjamin. – Russel o chamou dando um passo na direção do filho.
O garoto negou com a cabeça, abraçou os ombros de Frannie e sutilmente a empurrou para a saída.
- Eu ainda posso ser o seu pai. – Russel falou quase em desespero. – Eu ainda posso te dar tudo o que eu não te dei antes.
Frannie e Quinn encararam o irmão antes da mais velha sussurrar.
- Se você quiser pode ir, nós não vamos te abandonar Benjamin. – Sentiu o irmão apertar seus ombros. – Nunca te julgaríamos por querer ter um pai.
Benjamin encarou o pai por cima dos ombros e falou as irmãs enquanto encarava o pai, deixando claro que as palavras também eram dirigidas a ele.
- Vocês o amam, mas também o odeiam. – Virou o rosto e ergueu a mão para limpar o rosto de Quinn, olhou o pai mais uma vez. – Eu acabei de perceber que não sinto nada por ele. Nem amor e nem ódio é como se… ele não existisse.
Russel vacilou diante do olhar do filho que tanto desejou.
- Agora se o senhor me da licença eu vou cuidar das minhas irmãs. – Inclinou a cabeça com um aceno. – Passe bem e que alguém tenha misericórdia da sua alma.
Calmamente guiou as irmãs para fora do estacionamento, se colocou no meio das duas as puxando protetoramente pelos ombros as aconchegando em seu corpo. A família Fabray agora possuía um homem e este homem saberia cuidar das mulheres de sua família.
Rachel respirou fundo aquele ar gelado, estava no meio do palco, as cadeiras se levantavam vazias e o silencio era absoluto. Beth havia insistido em levar Ethan com ela para a casa da avó e Noah não resistiu ao beicinho dos dois e acabou concordando em levar o menino junto.
Quinn estava com os irmãos prestando o serviço comunitário que se habituara a fazer desde a época de escola e sobrava para Rachel um tempo a sós. E por incrível que pareça ela realmente quis ficar a sós.
Fechou os olhos sentindo a calma de estar no palco entrando pela sua pele. Era o seu lugar natural. Era o seu vicio.
- Imaginei que te encontraria aqui. – A voz máscula quebrou o seu santuário.
Soltou a respiração pela boca e se virou para encarar o homem que lhe sorria bobamente.
- Finn. – Sorriu levemente.
- Rach. – Se adiantou para ela abrindo os braços e o sorriso torto em seus lábios. – Estava com saudade.
Deixou o homem envolver seu corpo em um abraço apertado e o beijo ser depositado no topo de sua cabeça.
- Como você está? – Rachel perguntou dando-lhe as costas, se sentou nos degraus ao fundo do palco.
- Estou bem. – Se aproximou dela ainda sorrindo. – Feliz Natal.
- Feliz Natal Finn. – Acariciou a própria perna.
- Eu gosto de vir aqui para pensar. – Ele murmurou olhando para as poltronas. – Pensar nas coisas do passado.
- É eu também estou um pouco nostálgica. – Respondeu fechando os olhos.
- Sente falta? – Ele inclinou a cabeça para olha-la.
- É claro que sinto. – Respondeu abrindo os olhos. – É uma das melhores partes da minha vida.
- Então volta. – Ele instigou. – Deve ter um monte de shows doidos para ter você no elenco.
Rachel se virou para olhá-lo, arqueou uma sobrancelha.
- Você foi atrás do seu sonho então não pare o sonho no meio. – Ele deu de ombros. – Pelo menos eu acho assim.
- É uma das melhores partes da minha vida, mas não é a melhor. – Rachel se levantou caminhando até a beira do palco. – Estou vendo Ethan evoluir a cada dia mais, ele já engatinha com mais desenvoltura sabia? Esses dias ele estava na sala e eu tinha acabado de falar com a Quinn de tirarmos a mesa de centro para ele não se machucar e ele acabou nos surpreendendo, ele desviou da mesa como se soubesse que ela estava ali. Beth esta tão linda e esta crescendo tão rápido e ela confia em mim e isso é tão bom. É claro que sinto falta do palco, mas o meu show agora é outro pelo menos por um tempo. Um dia eu vou voltar eu sinto isso, mas não é agora.
- O tempo passa Rachel. – Finn argumentou. – Talvez você não consiga os mesmos papéis que poderia ter agora.
- Isso não muda o fato de que é mais importante estar com a minha noiva e os meus filhos. – Se virou para ele levemente desafiante. – Não quero ser uma mulher de 30 anos interpretando uma adolescente. Quero papeis maduros e eu quero amadurecer para ter esses papeis.
- Só estou dizendo que suas melhores ofertas podem ser agora. – Finn suspirou tentando lhe mostrar o seu ponto.
Rachel inclinou a cabeça para o lado soltando um leve bufar.
- Para quem queria que eu abandona-se a carreira para cuidar da casa. – Seu tom de voz se tornou mais frio. – Você parece bem preocupado com a minha carreira.
Finn soltou a respiração pesada, seus olhos endureceram.
- Você disse que voltaria melhor, mas parece que continua o mesmo.
- Olha para esse palco. – Ele se levantou. – Olha todas as lembranças que temos aqui. Juntos.
- Passado é passado e eu quero mais muito mais do que o meu passado. – Rachel tencionou o corpo. – E você não pode me dar mais Finn. Você só pode me dar o mesmo de sempre. Só pode me dar o passado.
Ouviram os passos sobre o palco e se viraram, Quinn encarava Finn. Seus olhos e nariz vermelhos indicaram o choro.
- Amor? – Rachel franziu as sobrancelhas, correu para a autora. – O que foi? Por que você estava chorando?
Quinn não tirava seus olhos de Finn, a raiva era evidente. Rachel lhe puxou o rosto para baixo.
- Olha pra mim. – Sussurrou calmamente. – Meu amor olhe pra mim.
Quinn a encarou e imediatamente seu olhar amoleceu.
- O que aconteceu? – Rachel pediu baixinho sentindo os braços da autora lhe prenderem firmemente.
- Eu tentei, eu juro que tentei. – Quinn murmurou com a voz quebrada. – Mas ele não quer participar da minha vida. Meu pai não quer saber de mim.
Rachel a puxou para um abraço deixando a loira se aconchegar em seu pescoço.
- Eu te amo. – Rachel sussurrou fechando os olhos bem apertados. – Ethan te ama. Beth te ama. Sua mãe, seus irmãos, meus pais te amam. Nossos amigos te amam. Eu te amo tanto.
Benjamim se sentou no chão com Ethan e Beth cada um segurava um pacote.
- Eu quis dar pra vocês algo que fosse meu, algo que pra mim fizesse sentido. – Explicou com a voz baixa e calma, sabia da atenção que recebia dos presentes na sala. – Ethan você quer abrir.
O garoto rasgou o papel arrancando risadas dos mais velhos, com os pequenos dedos sentiu os relevos de um pequeno baú e as grossas fivelas de couro.
- O tio pode abrir? – Sussurrou para o menino que logo acenou com a cabeça.
Benjamin abriu o baú e deixou o menino explorar o conteúdo, era uma coleção que levara anos montando. Eram pequenos modelos de aviões através dos tempos, observou o rosto intrigado do menino enquanto ele examinava os relevos de um dos modelos.
- O que é? – Perguntou curioso.
- É um avião. – Beth sussurrou para o irmão. – A caixa está cheia.
- Muitos? – Ethan foi passando a mão, o sorriso se alargando. – Muitos avião.
- Aviões. – Rachel o corrigiu, Quinn estava ao seu lado mantendo uma calma quase impecável. – Muitos aviões.
- Muitos avião. – Ethan acenou sorrindo para onde veio a voz de Rachel. – Sim mamãe muitos avião.
Quinn soltou uma risada baixa contra a orelha de Rachel.
- Deixe que ele fale assim, logo aprende. – A loira sussurrou sentindo os olhos arderem.
Queria ter ido direto para o quarto, mas os filhos haviam lhe pegado assim que passou pela porta três horas mais tarde do horário de quando tinha encontrado Rachel no teatro do colégio. Eles queriam que todos estivessem juntos quando eles abrissem os presentes do tio Benjamin.
Seu corpo estava relaxado, Rachel era o seu calmante favorito. Seu mundo estava em paz naquele momento.
- Beth abra. – Benjamin sorriu para a sobrinha que abriu o pacote delicadamente, encontrou um livro já gasto. – Ganhei esse livro do meu avô ele sempre lia pra mim no Natal e eu sei que você gosta de livros e de histórias.
Quinn sorriu para o presente antes de se lançar no pescoço do tio lhe dando um beijo estalado na bochecha.
- Lê pra gente? – Pediu para ele.
- Eu? – Benjamin olhou para Quinn que apenas acenou com a cabeça. – Ok então eu vou tentar.
Todos começaram a se acomodar para ouvir a historia. Uma batida na porta fez Leroy se levantar rapidamente, não queria perder nenhuma parte da história que Benjamin logo começaria a ler.
- Boa noite. – Franziu as sobrancelhas grossas para os dois oficiais parados na porta.
- Boa noite, fomos informados que talvez a senhora Fabray se encontrasse aqui essa noite. – O mais alto se pronunciou com um tom tão grave quanto o seu semblante.
- Sim ela está, mas eu posso ajuda-lo? – Leroy viu Judy se aproximar dele, ela parecia querer lhe perguntar algo.
- Senhora Fabray? – O oficial olhou para a mulher e rapidamente recebeu a confirmação. – A senhora precisa nos acompanhar até a delegacia.
- Posso saber o por quê?
- Infelizmente encontramos o seu marido na praça principal. – O homem parou, Judy sentiu Leroy lhe segurar pelo cotovelo enquanto aquela sensação ruim lhe dominava. – Eu sinto muito senhora Fabray, ele faleceu.
Num floco de neve que você encontrar acontece essa historia que vamos contar. Lá entre as montanhas nas terras do além é que fica Quem-lândia a terra dos Quem.
Qualquer Quem sabe que não existe lugar igual a Quem-lândia no dia de Natal. Cada poste é decorado e as janelas decoradas e a banda de Quem-lândia com suas farras animadas.
A pascoa era gostosa, o carnaval um festão e no dia de São Faisão eles comiam faisão, mas cada Quem sabia dos pés ao focinho que amavam de mais o Natal do avô ao netinho.
Cada Quem de Quem-lândia adorava o Natal, mas para o Grinch que morava ao norte o Natal era um mal.
O Grinch odiava o Natal e toda a temporada, qual seria a razão? Ninguém sabe nada. Talvez a cabeça fosse mal aparafusada ou então suas botas muito apertadas, mas eu acho que a razão principal era o seu coração bem menor que o normal…
Quinn sorriu enquanto Rachel se aconchegava em seu corpo. Seu celular vibrou.
- Alô? – Falou em voz baixa sem querer atrapalhar a leitura.
- Senhorita Fabray? – A voz masculina. – Sou o Dr. Harttman estou ligando para avisar que os resultados dos exames de Ethan Fabray chegaram.
- E como estão? – Apertou Rachel atraindo o olhar da morena.
- Como estão? – Ouviu a risada rouca. – Vamos apenas dizer que o Papai Noel lhe deixou um presente.
- O que? – Abriu um sorriso para Rachel que lhe encarou confusa.
- Em outras palavras… para quando marcamos a cirurgia?
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