Diário

19 Capítulo XVIII - David Karofsky


Notas iniciais
Vamos por partes.
Primeiro,a citação do capítulo não ficou realmente hn...leve.
Segundo, o capítulo não foi lá grandes coisas por que é capítulo ponte e eu odeio desenvolver capítulo de ponte.
Terceiro, alguém me perguntou por que eu não descrevo o Ethan com mais detalhes. Por que o Ethan no primeiro momento é livre na imaginação de vocês, talvez no próximo capítulo eu vá desenvolver a imagem melhor, mas por hora eu queria que vocês o imagina-sem como bem lhe conviesse.
Por último, quero agradecer a quem comentou em 60 segundos. Vamos ao Cap

Gosto de cemitérios. Eu sei, é estranho afirmar isso, mas eu simplesmente adoro a sensação de estar em um cemitério. É calmo, é silencioso, me trás paz e eu simplesmente posso pensar. Posso pensar no que aquelas pessoas viveram, olho para as suas datas de nascimento e falecimento e penso no que elas aprenderam durante a sua passagem. O problema é que pensar em cemitério me lembra de fantasmas e fantasmas já tiram a minha tranquilidade. Não tenho medo dos mortos e sim dos vivos e os fantasmas vivos são os que mais me apavoram, aqueles que voltam para a sua vida e te fazem pensar e repensar suas decisões. Esses sim me deixam intranquila e o pior sabe qual é? Não tem sal que os mande embora.



Quinn estava de olhos fechados, recostada contra a cadeira do escritório, seus dedos longos apertavam sutilmente a ponte do nariz. Suas costas estavam doloridas havia virado a noite escrevendo o que iria precisar para a história ser montada.

Sentiu seu rosto ser tomado pelas mãos suaves e os lábios macios lhe bicando a boca.

- Você passou a noite aqui? – Rachel a repreendeu.

Quinn se aprumou na cadeira puxando a morena para o seu colo a abraçando pela cintura e afundando o rosto em seu pescoço.

- Sim eu passei a noite aqui. – Murmurou roucamente. – Consegui achar a história.

- Posso ler? – Começou a massagear o pescoço tenso.

- Não. – Conteve o sorriso. – Quero que seja surpresa.

Ouviu o grunhido da namorada, relaxou contra ela se deixando embalar pelo cheiro gostoso.

- Sua mãe está terminando o café, Ethan e Puck estão brincando na sala. – Murmurou a beijando nos cabelos loiros. – Ele já mamou a vitamina da manhã.

- Bom. – Bocejou. – Sou uma mãe horrível.

- O que? – Se afastou para encara-la.

- Não passo tempo o suficiente com ele e só fico sabendo das coisas através de outras pessoas. – Apoiou a nuca na cadeira.

- Isso não te faz ser uma mãe ruim. – Rachel murmurou. – Você só está sem tempo, mas não é um pecado.

- Eu preciso acertar o meu horário para poder ficar com ele. – Continuou de olhos fechados.

Rachel franziu as sobrancelhas, se curvou a beijando no maxilar carinhosamente.

- Você não é uma péssima mãe. – Murmurou retomando a massagem pelo pescoço. – Agora vamos para o quarto, você toma um banho e dorme um pouco.

- Não quero. – Sua voz pesada.

- Mais vai. – Ronronou em seu ouvido, sugou levemente o lóbulo. – Só um pouquinho.

- Rach… — Murmurou a apertando na base da cintura. – Não quero.

- Não estamos discutindo isso. – Soltou uma risadinha antes de arrastar a ponta do nariz pela lateral do pescoço. – Eu estou mandando Fabray.

Ouviu o grunhido baixo antes de soltar uma risada.

Kurt tomava o café com leite magro enquanto ia anotando algo em uma nota amarela. Sua perna dobrada balançava em um ritmo qualquer e seus olhos azuis percorriam mais uma vez as palavras do roteiro. Faltava algo, era bom, mas simplesmente faltava.
— Posso? – A voz forte e gentil.
Ergueu os olhos para encontrar o sorriso tímido no rosto rosado pelo frio, os olhos castanhos e quentes. Os cabelos curtos se ajeitavam comportados, o corpo grande e forte já tinha perdido a muito o jeito de garoto.
— Dave. – Sorriu sem ousar acreditar. – Senta.
Começou a recolher os papéis enquanto o homem retirava o casaco grosso e se sentava pousando o jornal e o café sobre a mesa.
— Não sabia que estava em New York. – O Hummel comentou pausadamente.
— Seu irmão me da trabalho. – Respondeu perdendo um pouco do bom humor. – Vim tentar colocar juízo na cabeça dele.
— Boa sorte com isso. – Ironizou tomando um gole do café. — Já lhe dei minha opinião.
— Começo a considera-la seriamente. – Respondeu com um suspiro. – Seu irmão não é realmente um bom investimento, a cabeça subiu de mais.
— Veio à cidade apenas para isso? – Comentou casualmente.
— Na verdade Puck também está na cidade e vamos aproveitar para discutir uns assuntos da empresa. – Pousou o celular ao lado do café, mas antes o colocou no silencioso. – Não quero que ninguém nos atrapalhe, são momentos raros esses que podemos conversar.
Kurt sorriu correndo o dedo indicador pela borda da caneca de café.
— Como vai o Blaine? E o casamento? – Dave perguntou educadamente.
— Ainda não definimos uma data. – Seus lábios finos se apertaram. – Mas estamos…
Parou sem completar a frase, Karofsky arqueou uma sobrancelha o instigando a completar.
-… bem? – Completou por ele.
— É. – Sorriu sem graça se ocupou em beber o café.
O silencio pesou entre os dois, os olhos se desviaram e as mãos e bocas se ocuparam com as bebidas quentes.
— E você e o… — Parou tentando lembrar o nome.
— Richard. – Soltou uma pequena risada. – Bem, cheguei a um impasse eu queria evoluir na relação e ele insistia em não tomar o próximo passo. Não tive alternativa a não ser terminar.
— É eu sei como é. – Resmungou desviando os olhos para a caneca. – Impasse.
— Perdão. – Dave inclinou a cabeça para o lado. – Não quis te incomodar.
— Não, não me incomodou. – Se aprumou na cadeira. – Apenas…
— Problemas com o Blaine? – Enrolou as mangas do suéter.
— Estamos tendo dificuldades. – Segurou a caneca com as duas mãos. — Ele tem evitado qualquer assunto do casamento.
— Kurt se eu bem me lembro você praticamente o obrigou a te pedir em casamento. — Comentou calmamente.
Kurt suspirou correndo a mão pelos cabelos bem arrumados.
— Talvez eu tenha forçado a barra. – Murmurou chateado.
— Ou eu posso estar enganado. – Dave sorriu de lado tentando anima-lo. – Olha vamos animar essa carinha.
Kurt torceu os lábios.
— Ook vou ter que fazer algo extremo com você. – Ergueu a mão chamando a atendente. – Por favor, dois pedaços generosos da sua torta alemã.

Quinn se enfiou por entre as cobertas, apenas de calcinha e uma blusa de alças, sentiu Rachel se acomodar atrás do seu corpo lhe abraçando com cuidado.

- Precisamos conversar. – A Fabray murmurou de olhos fechados.

- Temos muito tempo. – Respondeu baixo, viu a nuca se arrepiar. – Minha prioridade agora é te fazer dormir um pouco.

Quinn relaxou sentindo o carinho no pé da barriga, sua cabeça pesada começou a ir se anuviando.

Hiram segurava Ethan no colo enquanto Judy dava sorvete ao garoto.

- Posso fazer uma pergunta? – Ela limpou os lábios rosados.

- Claro. – Segurou o ursinho que o menino brincava.

- O que você vai fazer com o Leroy quando chegarmos a Lima? – Ela sustentou o olhar dele. – Quero dizer, não acho que ele vá aceitar assim tão fácil o namoro delas como ele já demonstrou, mas…

- Meu casamento? – Hiram suspirou. – Eu amo o meu marido, mesmo, mas não posso deixar que ele interfira na felicidade da minha filha.

- É eu cometi esse erro uma vez. – Murmurou colocando mais uma colherada de sorvete na boca do menino. – Não vale a pena.

- Agora eu posso perguntar quando ocorreu essa sua mudança?

- Quando a Quinn voltou para casa eu prometi que não iria deixar nada interferir na felicidade dela. – Respondeu calmamente. – Então quando ela me disse sobre a preferencia por mulheres eu tentei aceitar, no início foi difícil. Não posso mentir, era estranho ver a minha menina com um monte de mulheres correndo atrás, mas quando a Andy apareceu e ela sossegou eu percebi que ela era realmente feliz e pra mim bastou.

- Viu, a felicidade deles supera a nossa. – Hiram suspirou, correndo os dedos por entre os cabelos compridos do menino. – Você precisa cortar os cabelos, vou falar com as suas mães hoje.

Judy soltou uma gargalhada.

Sentiu o corpo menor aconchegado ao seu e os braços circulando sua cintura. Piscou os olhos com cuidado olhando o relógio encima da mesinha, já era quase 16h.

- Merda. – Gemeu tentando se levantar, Rachel apertou seu corpo contra o dela com mais força.

- Fica deitada e para de xingar. – Ouviu a voz rouca, sentiu as pernas morenas se esfregando as suas.

- Eu dormi o dia todo. – Se virou ficando de barriga para cima, a diva se aconchegou em seu peito. – Tenho que ver o Ethan.

- Ele passou boa parte do dia aqui. – Rachel respondeu de olhos fechados. – Dormiu com você e tudo o mais, agora meu pai, sua mãe e o Puck saíram.

- Pra onde?

- Puck foi resolver algumas coisas e os nossos pais disseram que queriam passear com o neto. – Sorriu de leve.

- Você sabe que vão encher ele de sorvete e doce né? – Abraçou a pequena aspirando o cheiro dela.

- Eu sei, mas ele gosta. – Soltou uma risadinha baixa. – Como você está?

- Sem sono. – Olhou mais uma vez para o relógio. – Essa noite vai ser complicado dormir.

Rachel se mexeu esfregando seu corpo no da autora, escondeu o rosto na curva do pescoço a mordendo sutilmente.

A língua quente passou a brincar com a pele fazendo carinhos circulares, um suspiro foi captado pelos seus ouvidos. Moveu-se para a depressão abaixo da orelha e sugou a pele sentindo que ficaria uma marca, ouviu o gemido. Acalmou o chupão com a língua, sua mão escorregou para dentro da blusa afagando a pele logo abaixo do seio.

- Rach… — Deslizou a mão pelas costas sentindo a textura do tecido.

- Saudades. – Sussurrou baixinho para Quinn. – Dormir sem você é uma tortura, não tem ninguém para me abraçar e ficar encaixadinha.

- Bom. – Passou a língua pelos lábios secos.

A diva passou as pernas pelos lados da loira se sentando sobre o ventre desta, moveu a cabeça para o outro lado beijando atrás da orelha.

- Rachel. – Apertou a cintura fina sentindo a mordida sutil na cartilagem da orelha.

- Eu quero te levar em um lugar. – Murmurou acariciando um dos seios, sua respiração pesada batendo contra a pele molhada.

- Agora? – Abriu os olhos meio atordoada.

- Você vai gostar. – Se levantou a puxando.

- Me deixa trocar de roupa. – Pediu enquanto Rachel a puxava para o corredor.

- Eu quero é tirar a sua roupa e não que você coloque mais. – Murmurou afogueada.

Andaram até o final do corredor, uma porta que Quinn sabia levar ao porão.

- Desde quando essa porta tem chave? – Arqueou uma sobrancelha.

Rachel estava atrapalhada tentando encaixar a chave na fechadura, Quinn a segurou com firmeza e girou a chave.

Rachel a puxou para dentro já atacando seu queixo o mordendo, trancou a porta. Seguiu pelos degraus sentindo as mãos inquietas de Quinn pegando em seu corpo, gemeu alto quando sentiu a mão direita lhe puxar firmemente contra o corpo esguio e a esquerda se afundar entre suas pernas por dentro da calça de moletom.

- Você está bem molhada. – Quinn soltou um gemidinho.

Rachel rebolou suavemente esfregando-se contra o abdômen de Quinn, a autora manteve os dedos parados deixando a morena lhe guiar com os quadris.

- Vamos subir. – A diva murmurou mordendo fortemente o lábio inferior. – Por favor.

- O que tem lá encima? – Sua voz era grossa pelas camadas de desejo.

- Só vamos subir. – Puxou a muito contra gosto a mão para longe de suas pernas e galgou os degraus.

O quarto era rebaixado, mas nada incômodo, um poste de metal se erguia no meio da sala ampla com uma poltrona próxima. Uma banheira grande o suficiente para as duas estava mais ao lado junto com dois armários de madeira escura e um bar com um pequeno frigobar, a cama redonda estava um pouco mais para o fundo.

- Sério, cama redonda? – Sorriu de lado a puxando pela cintura. – O que é tudo isso?

- Nosso canto. – Murmurou a beijando no maxilar. – Tomei a liberdade de trazer seus brinquedos pra cá.

Rachel respirava pesado contra o pescoço pálido antes de colocar um beijo molhado.

- Cama. – Ouviu a sentença enquanto a loira a levantando pelos quadris, Rachel envolveu as pernas no quadril da loira com um sorriso pequeno.

Quinn descia e subia os dedos pela linha da coluna de Rachel, a morena estava encolhida em seus braços com um sorrisinho bobo.

- Espelho no teto? – A loira soltou uma gargalhada. – Estamos em um motel?

- Não, mas eu adorei ver a sua bundinha linda pelo espelho. – Soltou a sua risada musical a mordendo no maxilar. – Temos que descer para fazer o jantar.

- Não podemos pedir alguma coisa? – Murmurou fechando os olhos.

- Podemos, mas o Ethan tem que comer algo saudável. – A beijou nos lábios se levantando sem pressa. – Anda Fabray levanta essa bundinha linda da cama.

Quinn soltou um gemido se erguendo nos antebraços para olhar a morena que se vestia.

- Anda Quinn temos visitas para o jantar. – Murmurou com um sorriso. – Convidei o Kurt e o Blaine.

- E o Sam e a Mercedes? – Arqueou as sobrancelhas.

- Mercedes disse que eles tinham um compromisso. – Deslizou a blusa pelos braços.

- Posso dormir mais um pouco? – Sorriu de lado.

- Você está muito mal acostumada. – Bufou fingindo se irritar, se aproximou para lhe dar mais um beijo.

Quinn a puxou para o seu colo, sentando na cama durante o processo, a beijou com paixão deslizando as mãos pela cintura da morena.

- Amor… — Rachel sussurrou a mordendo sutilmente. – Me deixa levantar.

Quinn deslizou os lábios para o pescoço brincando com os dentes e a língua por toda a extensão, ouviu os suspiros saindo dos lábios grossos.

- Quinn baby me deixa sair. – Sussurrou, arranhou a nuca da loira de leve.

- Você não parece que quer sair. – Sussurrou no ouvido da morena antes de suga-lo.

Soltou um gemidinho a puxando mais para o seu pescoço.

- Viu. – Sorriu vitoriosa a mordendo.

Quinn serviu mais vinho na taça de Kurt, o homem olhava distraído à conversa de Rachel com Blaine.

- Sabe Ethan realmente precisa de um corte de cabelos. – Hiram chamou a atenção da nora.

- É eu sei, vamos ver isso esse final de semana em Lima. – Quinn respondeu se sentando ao lado de Rachel que rapidamente pousou a mão sobre a perna da autora.

- Ele ficaria lindo com uma franjinha de lado sobre os olhos e ele ia ficar uma graça. – Kurt comentou sorrindo.

- Eu quero um corte de homem no meu filho. – Quinn reagiu séria. – Sem ofensas ao Sam que fique claro.

Ouviu as risadas dos amigos.

- Onde está o Puck? – Blaine perguntou sentindo a falta do moicano.

- Ele foi jantar com o Dave. – Kurt respondeu olhando o noivo.

- Dave? David Karofsky? – Rachel franziu as sobrancelhas.

- É, tomamos café essa tarde. – Kurt enrolou uma mexa de cabelos da nuca no dedo indicador.

- Você tomou café com o Karofsky? – Blaine se encostou na cadeira o encarando. – Eu não sabia disso.

- Você chegou tarde, estávamos atrasados para o jantar. – Kurt deu de ombros.

- Por que o Puck foi jantar com esse rapaz? – Judy interviu sentindo o clima pesar.

- Eles são sócios na empresa de segurança. – Quinn respondeu rapidamente. – Dave tem uma percentagem menor, mas mesmo assim são sócios.

- Quando vocês vão para Lima? – Kurt perguntou ignorando o olhar irritado do noivo.

- Na sexta. – Rachel respondeu calmamente. – Pela manhã.

Rachel observou Quinn ler para Ethan enquanto o avião estava para pousar, já tinham prendido o menino na cadeirinha, mas ele se recusava a deixar de ouvir a história.

Sorriu vendo o sorriso do menino enquanto Quinn finalizava a história.

- Eu gosto Aslan. – Ethan bateu palmas.

- Você gosta do Aslan? – Quinn sorriu guardando o livro.

- Gosto. – Ergueu os braços.

Iniciaram a descida e as duas imediatamente seguraram as mãozinhas do menino.

- Ethan… — Rachel se curvou para falar no ouvido dele. – Bem-vindo a Ohio.

Notas finais
Antes que comecem a falar da aparição do Dave, não, eu não sei se vou mesmo coloca-lo com o Kurt e só vai dar uma mexida em Klaine. Eu tenho a bela mania de jogar os personagens nas situações e me deixar conduzir por elas, ou seja, eu estou sabendo tanto quanto vocês sobre a história.
Até a próxima. Bjs.