Diário
44 Capítulo XLIII - There you'll be
Notas iniciais
Primeiro eu gostaria de agradecer profundamente as 12 recomendações que Diário recebeu até o presente momento e todas as que virão a seguir, se vier alguma.
Em segundo eu gostaria de agradecer a cada um que leu essa história, comentando, não comentando, com cadastro, sem cadastro no site eu quero agradecer a cada um de vocês por ter perdido algum tempo aqui.
Eu não tenho mais o que falar galera eu to chorando aqui e é muito difícil terminar essa história.
Sim, eu mudei o nome do capítulo ele deveria se chamar "A super nova da fênix", mas como eu usei a música do Faith Hill achei que nada mais justo do que colocar o nome do capítulo sendo o título da música já que ele descreve perfeitamente o que significa o capítulo. Quem quiser ouvir junto com o capítulo eu aconselho.
Tem mais recado lá embaixo.
Vamos lá..mais uma vez. Pela última vez eu deixo mais um capítulo de Diário para vocês. Espero que gostem.
O desfecho de uma história é sempre o momento em que queremos ver o futuro dos personagens que tanto nos empolgaram, nos fizeram chorar, gargalhar e amar.
Odeio finais felizes, mas não por serem felizes ou por serem finais. Odeio a ideia que nos enfiam na cabeça quando crianças que o final feliz é eterno. Não quero ser feliz para sempre. Esse tipo de “felizes para sempre” é deixar de crescer nas dificuldades e sinceramente? Isso eu não vou querer nunca.
Posso apenas pedir para que nesse momento, nesses breves segundos em que se perderam por essas centenas de milhares de palavras. Neste pequeno minuto em que me aventuro na licença poética tão apaixonada que até aqui fiz. Posso apenas rogar que respirem fundo em silencio e ouçam o bater das teclas que ouço nesse instante, minha respiração que se acelera e a emoção que dança em meu peito, o murmúrio acalentado que escapa de meus lábios enquanto me despeço desse pedaço de minha alma. Uma vez disse que tinha medo do escuro que ele representava a imensidão que me comprime e que ao sentir medo eu me lembrava de acender a luz.
Agora peço que o último a sair apague a luz e deixe minha alma repousar no silêncio reconfortante da imensidão.
Por favor, apague a luz.
...algum tempo depois...
When I think back on these times
And the dreams we left behind
I'll be glad 'cause I was blessed to get
To have you in my life
Quinn pousou a travessa de ervilhas no centro da mesa, Rachel estava ajeitando Ethan na cadeira.
– Você quer que eu te leve amanhã? – Santana perguntou enquanto abria a garrafa de vinho.
– Não precisa, vou sair cedo. – Quinn respondeu esticando o corpo. – Sam vai me encontrar lá.
– Ele vai voltar antes? Eu ainda acho que ele deveria ficar com você até o final. – Rachel resmungou.
– Baby ele combinou com a Marley de ir conhecer os pais dela. – Quinn sorriu para o bico de Rachel. – Não faça assim, deveriamos estar felizes dele estar reconstruindo a vida.
– Mas o Tony está chegando e você ainda vai estar lá. – Rachel retrucou. – Está certo que a minha indicação foi uma surpresa, mas…
Quinn a calou com um beijo surpresa, Ethan soltou um grito animado.
– Para com isso. – Sussurrou enquanto seus ouvidos captavam o engasgo de Santana.
Brittany entrava na cozinha tranquilamente, não entendeu porque a noiva fingia vomitar sobre a mesa.
– Sua indicação foi mais do que digna e eu vou sim voltar ao tempo de te acompanhar no tapete vermelho. – Quinn completou quase encostandos seus lábios nos da diva. – Me entendeu?
Rachel resmungou, mas se deixou embalar nos braços da loira sem desmanchar o bico.
– Vamos jantar? – Brittany perguntou suavemente dando um olhar para Santana parar de fingir se enforcar em uma corda imaginária.
Ethan gargalhava toda vez que olhava para tia colocar a lingua pelo lado da boca e revirar os olhos nas orbitas.
– Kurt e Mercedes deram notícias? – Brittany perguntou interessada.
– Sim, o Kurt vem para New York semana que vem e Mercedes vai permanecer em LA. – Rachel respondeu servindo alguns legumes para Ethan.
– Você sabe que provavelmente ela vai se mudar para LA não sabe? – Santana arqueou uma sobrancelha.
– Provavelmente. – Se acomodaram ao redor da mesa, Quinn recebeu o prato de Ethan. – Falei com a Frannie hoje.
– Como ela está? – Brittany perguntou enquanto se servia. – E o restaurante?
– Bem e bem. – Quinn respondeu enquanto amassava os legumes que estavam no prato, o menino havia adquirido esse gosto incomum. – O restaurante está sendo um sucesso e Benjamim está adorando.
– E você? – Santana deu uma garfada na carne. – Animada com essa turnê pela Europa?
Quinn encolheu os ombros enquanto alimentava o filho.
– Na verdade não muito. – A Fabray resmungou.
– Qual a primeira parada? – Santana continuou.
– Shakespeare and Company. – Respondeu no automático já havia decorado a agenda. – Autógrafos e leitura do primeiro capítulo.
– Não está ansiosa por ver Paris? – Brittany arqueou as sobrancelhas.
– Estarei mais feliz quando eu puder levar Rachel e as crianças. – Quinn sorriu parra a noiva que lhe jogou um beijo em troca.
– Jardins do Palais Royal. – Ethan falou de repente.
Os olhares convergiram para o pequeno que brincava distraido com um avião.
– O que você disse Ethan? – Quinn pousou a colher no prato, as sobrancelhas se franziram.
– Você gosta mamãe Jardins Palais Royal. – Ethan sorriu para a mãe.
– Como que ele falou tão certinho um nome tão complicado? – Santana gargalhou atraindo Brittany e Rachel junto.
A Berry olhou para Quinn sentindo o sorriso morrer nos lábios. Quinn estava pálida com os lábios rosados entreabertos em choque.
– Amor? – Rachel a chamou.
– Quem te disse isso? – A voz baixa e vazia.
– Você deve ter comentado. – Rachel respondeu vendo que o filho continuava sorrindo.
– Não. – Quinn retrucou. – Eu nunca falei disso.
– Quinn…
– Ethan. – A Fabray interrompeu a noiva. – Quem te disse isso?
– Vovô. – O garoto se concentrou em girar a hélice do avião com o dedo.
Quinn sentiu o sangue gelar, como naquela sensação quando se cai em queda livre de repente.
– VocÊ falou com o meu pai sobre a viajem, talvez ele tenha falado algo com…
– Eu nunca falei disso para o Hiram. – Quinn murmurou enxarando o filho que continuava brincando com o avião.
– Vovô Hilam não vovô Russel. – Ergueu os olhos azuis para encarar a mãe com um sorriso.
Ouviu Santana engasganado e o copo de Brittany deixara cair se espatifando no chão. Quinn beijou o filho na testa e se levantou saindo da cozinha.
When I look back on these days
I'll look and see your face
You were right there for me
Rachel empurrou a porta do escritório e encontrou Quinn segurando um porta-retrato sentada na poltrona próxima a janela.
– Frannie havia escolhido ir à Paris como presente de 15 anos, eu devia ter uns 9 ou 10 anos. – Quinn começou com a voz baixa e embargada. – De manhã ele entrou no meu quarto e disse que minha mãe e Frannie iriam passear para fazer compras, mas que eu iria ficar com ele no hotel, após elas terem saído ele me levou pelas livrarias e cafés de Paris até acharmos esse jardim. Ele leu um trecho de Os Miseraveis para mim naquele dia enquanto estavamos sentados em um dos bancos. Eu nunca contei pra ninguém.
Rachel se sentou sobre o colo de Quinn segurando um dos lados da foto. Era uma foto de Russel segurando uma menina de 5 anos no colo, Quinn, sua Quinn.
Seus dedos curtos começaram a massagear a nuca da autora.
– Você… você… — A voz de Quinn morreu em sua garganta.
– Se eu acho que de algum jeito o seu pai contou isso para o Ethan? – Rachel completou em voz baixa. – Você sabe que isso vai contra a minha religião e contra a sua não sabe?
– Eu sei, mas não teria outro jeito dele saber disso. – Quinn passou o dedo sobre o rosto inanimado do pai. – E se ele esta tentando se redimir de alguma maneira? No dia em que eu falei com ele eu disse que queria ouvir o Ethan o chamando de avô e ninguém falou para o Ethan o nome dele.
Ergueu os olhos verdes com as lágrimas quase caindo pelas pestanas.
– Meu pai ta morto. – Sussurrou sentindo a lágrima teimosa cair pelo olho esquerdo. – Ta morto. Se eu não acreditar que nem agora ele está tentando se redmir…
– Amor… — Rachel tentou acalma-la limpando as lágrimas insistentes. — Ele te amava do jeito torto dele. Você sabe disso. Ele quis o que era melhor para você, mas foi de um jeito que para nós era torto, mas para ele certo.
– Rachel não…
– Shh… me escuta… se acreditar nisso, se acreditar que o Ethan esteve com o seu pai e ele contou isso para o nosso filho. Se mesmo depois de morto ele deu um jeito de estar presente na vida do nosso filho se for isso que vai te curar dessa raiva dele. Então acredite. – Se ajeitou no colo da autora podendo lhe encarar. – Ele vai estar com você onde você estiver, por favor, se lembre das coisas boas e dos momentos felizes se lembre dele como seu pai e não como o tirano.
– O que eu faço quando só conseguir me lembrar dele como tirano? – Murmurou sentindo mais lagrimas caírem.
– Você olha isso aqui. – Pegou a foto e a segurou de uma maneira que as duas pudessem olhar. – E lembra do que foi bom. Você precisa se livrar desse ódio, por mim, pelo Ethan e acima de tudo por você. A ferida tem que cicatrizar e essa dor e essa raiva precisam sumir.
– Eu sei.
Rachel a beijou nos lábios.
– Vou colocar o Ethan para dormir quando estiver pronta eu vou estar te esperando no nosso quarto. – Sussurrou carinhosa. – Me ouviu? Fique aqui o tempo que precisar.
In my dreams I'll always see
Your soul above the sky
In my heart there'll always be
A place for you for all my life
I'll keep a part of you with me
And everywhere I am there you'll be
Everywhere I am there you'll be
Quinn se encostou na porta do quarto observando Rachel passar creme pelo corpo.
– Como você está? – A Berry perguntou preocupada.
Quinn se manteve calada observando pela pele morena e macia de Rachel. Respiroufundo sentindo sua boca encher de saliva no momento em que Rachel apertou a própria coxa. Suas pupilas dilataram levemente, ergueu os olhos encontrando os escuros e quentes olhos da noiva.
Rachel havia percebido o olhar languido que recebia, apertou a coxa gorssa observando o encher e o esvaziar brusco do tórax da loira.
Os olhos das duas se prenderam, Quinn conseguiu ver Rachel trocar a posição das pernas lhe dando uma visão parcial da pequena langerie preta e rendada que ela usava. Rachel abaixou a cabeça, seus dedos pequenos passeavam lentamete pelo interior da coxa desnuda. O creme já fora esquecida.
Os olhos verdes se fixaram nos dedos e a maneira como eles deixavam a pele arrepiada e os seus ouvidos captavam a respiração que ia pesando, só não sabia dizer se era a sua ou a de Rachel.
O corpo pequeno extremeceu no instante em que os dedos atingiram o limite tênue da virilha com o pano fino e frágil.
Quinn engoliu em seco, sua lingua lambeu os lábios antes de deixar o ar quente sair.
– O que foi? – Rachel sussurrou mansamente.
– Quero você. – Quinn sentenciou com a voz rouca. – Quero você agora.
– mAs eu estou aqui. – Rachel sorriu mordendo o lábio inferior enquanto arqueava uma sobrancelha.
Quinn fechou a porta e se aproximou com passos leves, os olhos verdes devorando cada curva generosa do corpo deRachel.
Os dedos pálidos se embranharam pelos fios grossos que se prendiam a nuca os puxando, obrigando Rachel a lhe oferecer o rosto.
Mordiscou o lábio inferior o sugando em seguida. Rachel sorriu apenas com os lábios sentindo a mão possessiva apertando sua coxa enquanto era puxada para se encaixar no corpo da loira.
A morena se afastou encontrando os olhos verdes intensos, lentamente se aproximou lambendo os lábios da autora que se encontravam entre abertos.
Quinn a puxou reclamando os lábios para si, os corpos pressionados fortemente um no outro.
Os lábios rosados largaram a boca da diva descendo pela pele macia do pescoço dando chupões leves, arrancando gemidos e arrepios da pele morena. A língua atrevida provou o início dos seios nús sem conter o próprio gemido.
Rachel estremeceu sentindo a respiração pesada batendo contra o seu ouvido enquanto Quinn a apertava contra o seu corpo.
– Você é deliciosa. – A voz rouca sussurrou ofegante, se abaixou mordendo o pescoço de Rachel com força. – Minha. – Beijou a mordida. – Minha mulher.
Rachel extremeceu sentindo a possessividade que a noiva empregava. Se sentia desejada em cada beijo, chupão ou mordida que recebia. Seu corpo queimava pelo desejo incontido, suas unhas arranhavam a nuca da loira.
– Sua. – Rachel sussurrou soltando um gemido leve sentindo o aperto em sua bunda. – Toda sua.
As mãos pequenas se prenderam na gola da blusa que a autora usava e a rasgou com violência, a puxou pelo pano rasgado que pensia do corpo alvo.
– E você é minha. – Rachel murmurou antes de morder o lábio de Quinn com força.
O pano rasgado foi para o chão ao mesmo tempo em que empurrava Quinn para a cama.
– Você vai ter tempo para dormir no avião. – Rachel murmurou afoita. – Preciso de você essa noite.
Quinn a segurou pela nuca a puxando para o beijo, girou na cama derrotando Rachel contra o colchão.
A mão encontrou um dos seios enquanto a boca se ocupava do outro.Fazia movimentos circulares com a mão deixando o bico do seio roçar com a palma de sua mão.
– Abre. – Quinn mandou. – Abre as pernas pra mim.
Rachel abriu as pernas deixando Quinn se acomodar entre elas. A morena correu as mãos pelas costas nuas de Quinn até a bunda onde espalmou as mãos apertando com força, ouviu o gemido abafado contra o seu pescoço.
Quinn se afastou sentindo as unhas lhe arranharem de baixo para cima enquanto colocava pequenos beijos pelo corpo moreno.
A diva prendeu as mãos nos lençóis sentindo a pequena calcinha ser retirada já esperava ansiosa o movimento a seguir.
Beijou a virilha com calma explorando a pele com a língua aveludada, sentiu Rachel se controcer pedindo com um gemido baixo.
–Por favor… — Quinn ergueu os olhos, mordeu a pele sensivel vendo Rachel respirar forte. – Quero… gozar… na sua… boca…
A loira sentiu o desejo dominar seu corpo diante da submissão que Rachel aparentava. Sem pensar enfiou a lingua toda para dentro, conseguiu um suspiro em resposta.
Se revezava entre dar estocadas leves com a lingua e dar fortes sugadas no nervo pulsante, A morena rebolava quase suplicante enquanto gemia forte. Anunciou o gozo com a voz entrecortada. Quinn prendeu o feixe de nervos entre os dentes enquanto empurrava dois dedos para dentro da morena.
Rachel arqueou as costas sentindo o corpo extremecer, a boca se abriu, mas o grito saiu estrangulado. Quinn soltou o nervo, mas manteve as estocadas fortes que seus dedos aplicavam.
A diva perdeu o ar dos pulmões, sua respiração era superficial enquanto os orgasmos vinham em sequencia, a loira mantinha a força e velocidade sempre observando o rosto da noiva.
Berry caiu contra o colchão quase sem forças, sentiu as estocadas irem diminuindo até se tornarem um afago. A amante subiu pelo colchão até estar a sua altura e com carinho virou o rosto de Rachel para que ela pudesse lhe encarar. A Fabray tinha um sorriso nos lábios, levou os dedos encharcados a boca e os chupou soltando um gemido baixo.
Rachel passou a lingua pelos lábios secos sentindo o corpo formigar, o beijo casto que Quinn lhe deu nos lábios logo evoluiu para uma provocação onde a loira brincava com a língua na boca de Rachel sem realmente a beijar de verdade.
– Dorme meu amor. – Quinn sussurrou.
– Não… retribuir… — Rachel balbuciou cansada.
– Temos a vida inteira. – Quinn lhe deu um selinho deixando a morena cair no sono.
Well you showed me how it feels
To feel the sky within my reach
And I always will remember all
The strength you gave to me
Quinn estava sustentando o peso do corpo sobre o braço para poder ver Rachel dormir. Seus olhos devoravam o rosto relaxado da mulher, sentia a paz invadir o seu corpo.
Rachel viera para concertar a sua vida, mesmo que nada estivesse errado em sua cabeça. Sua alma ferida foi se curando aos poucos, a dor foi sendo anestesiada.
Era como se o seu corpo expandisse tentando comportar todo aquele amor, suas veias bombeavam seu sangue ao mesmo tempo em que bombeavam Rachel que havia se tornado o seu órgão mais vital. A menina que um dia maltratara havia se tornado a mulher que agora compartilhava sua cama. Como irônica era a vida?
Passara mais da metade de sua vida se sentindo enjaulada, confusa e apavorada. Usara uma máscara em todos os momentos, a pessoa que tinha a chave se sua cela era exatamente a pessoa menos improvável.
Rachel Berry.
Quinn Fabray a mulher que pouco sorria simplesmente não soube mais retirar o sorriso de seus lábios desde que Rachel Berry pousou aquele livro na sua frente e lhe perguntou em quem ela se inspirara para fazer a personagem principal de seus livros.
Uma vez disseram: “…é somente na escuridão da noite que podemos ver as estrelas. E nenhuma estrela… o guiará de volta para casa…”
Curiosamente as estrelas lhe mostraram o seu passado e o seu futuro. Curiosamente as estrelas lhe fizeram achar o caminho de casa.
A lágrima escorreu pelo seu rosto, mas se alguém lhe pergunta-se o porque ela iria responder que o seu coração estava finalmente batendo sem dor, sem raiva e sem mágoa. Ela estava completamente preenchida pelo amor. Se você por exemplo pergunta-se a ela o porque ela responderia ou apenas permaneceria em silencio compreendendo que todas as dificuldades, todas as dores e decepções haviam lhe conduzido há aquele momento, olhar Rachel dormir.
A resposta do porque é a mais pura e simples felicidade.
Your love made me make it through
Ohh I owe so much to you
You were right there for me
Quinn parou antes de entrar na fila de embarque. Rachel segurava Ethan em seu colo.
– Minha mãe chega essa tarde não se esqueça. – A loira sussurrou dando um passo para mais perto de Rachel.
– Não vou. – Rachel respirou fundo. – Volta logo.
– Vou voltar correndo para você. – Colocou uma mecha dos cabelos escuros atrás da orelha da diva. – Ethan cuida da mamãe ok?
– Sim. – O menino resmungou fazendo cara de choro.
Quinn o beijou na testa, parou por alguns segundos tentando memorizar o cheiro do filho.
– Eu te amo filho.
– Te amo mamãe.
Acariciou os cabelos claros antes de olhar para Rachel e lhe dar um beijo suave nos lábios.
– Eu te amo tanto Rachel Berry. – Deu um sorriso charmoso. – Não tem francesa alguma que seja páreo para você.
– Para o seu bem é melhor não ter mesmo. – Rachel apertou os olhos entrando na brincadeira. – Volta logo.
– Já disse vou voltar correndo ou melhor voando. – Soltou uma risada curta vendo a sobrancelha escura se erguer em um gesto que ela havia adquirido da própria Fabray. – Ah vai essa teve graça.
– Anda Fabray entra logo nesse avião.
– Está me expulsando Berry?
– É porque eu te quero de volta o mais rápido possível.
Quinn beijou Ethan e Rachel mais uma vez antes de lhes dar as costas e se encaminhar para a fila de embarque. Se virou andando de costas podendo olhar para os dois.
– Cuidado. – As duas falaram ao mesmo tempo.
'Cause I always saw in you my light, my strength
And I want to thank you now for all the ways
You were right there for me
You were right there for me, always
Seus passos lentos lhe guiavam pelos caminhos do jardim. Passava pelas pessoas absurda em suas lembranças que iam lhe consumindo aos poucos.
– Pai. – Sussurrou. – Acho que nunca vou entender o porque de tudo o que o senhor fez, mas eu preciso que o senhor saiba que eu não tenho mais medo. Eu te perdoo pai. Espero que o senhor consiga me perdoar e se perdoar. – A lágrima escorreu lentamente. – Sabe eu tenho que te agradecer afinal grande parte do que sou hoje eu devo ao senhor. É estranho eu sei, até incompreensivel as vezes, mas é a verdade. Obrigada pai vá em paz.
Respirou fundo sentindo seu corpo mais leve. Caminhou até um banco e se sentou tentando acalmar o tremor de seu corpo, observou um casal e sentiu seu corpo reclamar de saudades. Já fazia uma semana que estava longe, se levantou pronta para voltar ao táxi que lhe esperava. Era hora de pegar o seu vôo. Era hora de voltar pra casa.
In my dreams I'll always see
Your soul above the sky
In my heart there'll always be
A place for you for all my life
I'll keep a part of you with me
And everywhere I am there you'll be
Everywhere I am there you'll be
And everywhere I am there you'll be
O grito cortou a tranquilidade da casa, Rachel disparou do quarto segurando Ethan bem junto ao seu corpo. Invadiu a sala vendo a sogra sentada no sofá, branca como papel, encarando o noticiário.
Virou-se chicoteando os cabelos no ar.
Abriu um dos olhos esticando o braço para pegar o telefone sobre a mesinha.
– Alô. – Sua voz grossa e mal humorada.
– Quem vai estar linda no tapete vermelho hoje? – A voz bem humorada de Quinn lhe arrancou um sorriso. – Prometo tentar chegar em 9 horas.
– Você está vindo? – Rachel se sentou tentando arrumar a confusão que eram seus cabelos. – Não vai te atrapalhar?
Ouviu o suspiro de zombaria da mulher.
– E você vai me deixa entrar no quarto se eu não estiver ai até meio-dia? – A voz de Quinn com um pequeno suspiro. – Eu estou louca de saudades.
– Desculpa, fui infantil. – Rachel murmurou. – Você não precisa voltar.
– Rachel. – A voz com uma pintada de riso. – Eu estou voltando e isso não vai me atrapalhar.
– Eu te amo. – Rachel sentiu o gosto doce das palavras lhe tocar a língua em uma carícia sutil.
– Eu vivo por você. – Quinn respondeu com uma risada delicada. – Nos vemos em 9 horas princesa, te amo.
Sentou-se ao lado da sogra sentindo o sangue gelar, Ethan escorregou para o chão.
– O voo 304 da American Airlines vindo de Paris caiu em pleno Oceano Atlântico, ainda não sabemos a causa do acidente ou se houve algum sobrevivente. – A âncora do jornal mantinha o tom sério de pesar, abaixou os olhos momentaneamente para o papel. – Em uma possível lista de passageiros se encontra alguns nomes como o do ator Cory Monteih, o astro pop Justin Bieber e a autora de livros juvenis Quinn Fabray.
As fotos dos três mencionados apareceram, Ethan apontou para a tela antes de se virar para Rachel com um sorriso que em tudo lhe lembrou o de Quinn.
– Mamãe Q.
There you'll be
FIM
Eu sou Quinn Fabray, Quinn Fabray é minha Beth Stern e essa é a minha Saga de Stern.
Notas finais
Vamos por partes...porque eu coloquei o Bieber e o Cory na lista? Um pedido de senhorita Fawkes.
Falando sério agora eu decidi o final de Diário há uns 7 meses atrás eu já sabia que esse seria o final e que eu deveria apenas conduzi-lo até esse ponto. Eu entendo que vocês queiram parar de ler agora nesse ponto, mas aqueles que interessar é só pedir o epílogo e eu o postarei. Se um me pedir eu irei postar, é simples.
Diário representa mais do que eu posso dizer, mais do que posso expressar.
Aos que interessa falar diretamente comigo temos o twitter: @just_someone13
E aqueles que não querem me add no twitter, mas querem me xingar tem a ask:
ask.fm/PSomeone
Eu TENTAREI responder aos comentários do ultimo capítulo.
É isso pessoal, foi um prazer inarrável escrever essa história com todo o meu coração eu agradeço e me desculpem por qualquer erro.
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