Diário

45 Capítulo XLIV - A thousand years


Notas iniciais
Eu comecei em um dia 18, passei meses tendo esse dia como um dia muito especial na minha vida e não é nada mais justo do que termina-la em um dia 18.
Vamos lá... esse é o último.

Estou triste. Estou triste por estar chegando ao fim e estou triste, pois, poucos entenderam o que eu quis fazer no final.

Quinn se libertou.

Vieram me perguntar várias vezes o porque da morte ser a liberdade e eu pensei: "Será que não ficou claro o suficiente?"

Então eu fui ler, reler e ler mais uma vez e na minha cabeça ficou tão claro, mas é óbvio é a minha criação. Pedi a alguns leitores para reler o capítulo e foi quase unanimidade. Eles sentiram a paz, mas não entenderam o todo.

Para a maioria avassaladora eu tentarei esmiuçar o porque da liberdade...

Às vezes nos deparamos com obstáculos em nossos caminhos que não podem ser contornados. São como subidas íngremes que você começa sempre com a maior empolgação e força e então você vai subindo.

Lá pela metade você desanima, está cansado e desmotivado. Olha para cima e pensa: "Ainda falta tanto." E quando olha para baixo reflete: "Não da pra voltar."

E é sempre nessa hora que alguém aparece e isso te da forças a continuar subindo. Você não está mais sozinho e essa pessoa está do seu lado gritando: "Continua, anda falta pouco, vamos, vamos."

O suor escorre pela sua pele, seus músculos gritam e você já implora. Não agüenta mais.

O final é tão íngreme que o seu pé escorrega e você cai deslizando alguns metros.

Você grita. Chora. Está machucado, frustrado e tão cansado é tão mais fácil se deixar levar para baixo. É o que acontece com a maioria. Desisti.

Empaca nesse obstáculo até que tenta de novo. De novo. De novo. E quando está quase desistindo mais uma vez, quando suas lágrimas já secaram e você se sente insensível ao mundo é nesse momento que você ouve aquela voz fraca que te chama desde a primeira vez em que você desistiu e ela fala: "Hey eu to aqui. Vem comigo."

É a sua voz. É você que está ali naquele patamar mais alto. Em pé. Forte. Calmo. E você vê a sua própria figura te estender a mão e ela está calosa e vermelha.

É no final dessa subida que você mais se arrebenta, mais sangra, grita até perder a voz, mas sobe. Você se agarra a tudo e a nada, se impulsiona até que você consegue.

Quando o teu corpo pousar na terra plana e você se permitir relaxar, você vai estar tão em paz consigo mesmo e tão liberto.

A liberdade da Quinn é essa. Ela finalmente se livra de toda a dor do seu passado. Pode seguir em frente, pois, virão outros obstáculos. Esse é o problema do "e foram felizes para sempre" a ideia de que superado um obstáculo a vida se torna fácil. Parem com isso. Festejem a vida. Lutem. Vamos viver.

Doze anos depois…

Sua perna saltava descontroladamente, o pano preto suave ia aderindo a pele. Seus dedos entrelaçados na frente de seu corpo e os olhos azuis nesse instante se encontravam fechados. Uma gota de suor desceu por sua têmpora e os lábios rosados se entreabriram deixando o ar sair sofrido.

- Estou com medo. – A frase saiu simples, sua voz rouca estava começando a mudar.

Correu os dedos grossos pelos cabelos loiros escurecidos os desarrumando ainda mais, sabia que sua mãe iria reclamar.

- Relaxe. – A voz suave veio lhe presentear. – Vai acabar tudo bem.

- E se eu perder? – Ergueu os olhos azuis para encontrar os olhos confiantes que lhe fitavam com tanta intensidade.

- Não vai. – Se curvou para ele lhe tomando o queixo. — Você só tem que ir lá e fazer o que você sabe.

- Mas mãe…

- Você é um Fabray e acima de tudo um Berry. – Retrucou seriamente, mas o sorriso de canto lhe adornou os lábios. – E isso basta.

A mulher loira se sentou ao lado da morena que ia tentando acalmar a menina de cabelos escuros e ondulados com a pele levemente morena e os olhos esverdeados.

- Perdi alguma coisa? – A loira perguntou antes de beijar a madrasta no rosto. – O transito de New York está o caos como sempre.

- Não ele ainda não entrou. – A morena retrucou mordendo o lábio suavemente. – Kathryn querida por que você não se senta?

- Não. – A menina bateu o pé. – Quero ver o Et entrando.

- Amor o Et ainda vai demorar. – A mãe tentou contornar a situação. – Além do mais sua irmã vai gravar tudo para você ver mais tarde caso perca alguma coisa.

— Isso ai monstrinha agora se sente e fique calma.

- Não. – Cruzou os braços fazendo bico.

- Decididamente ela tem o seu sangue. – A latina sorriu se aproximando através das pessoas.

- Tia Sant. – Beth sorriu para ela. – Não achei que viesse.

- E perder o meu sobrinho dando uma surra nesses bundas moles? – Santana arqueou uma sobrancelha. – Nunca.

Brittany balançou a cabeça vindo logo atrás. Benjamin apareceu com as mãos nos bolsos da jeans.

- Achei que você não fosse conseguir chegar. – Rachel se levantou para abraçar o Fabray. – Como foi a lua de mel?

- E perder o primeiro campeonato dele? – Sorriu para a cunhada. – Nunca me perdoaria se eu perdesse isso. A viagem foi boa, Jenn ficou em casa, pois estava cansada, mas disse que está torcendo por ele.

- Hey vocês. – Andrea se aproximou descansadamente, apertou a mão de Rachel. – Ele está calmo?

- Andy. – Sorriu para a loira. – Ele está muito nervoso.

Ethan apoiou a cabeça contra o armário de ferro, seus dedos fechados com firmeza. O sangue batendo forte em seus ouvidos.

- A senhora não deveria estar aqui. – Murmurou sentindo o toque frio dos dedos em seus ombros tensos pode ouvir a risada baixa.

- Eu prometi quando você era um bebê com medo da cirurgia que eu estaria com você sempre que você precisasse de mim, então por que eu não estaria aqui agora?Você já enfrentou tanto Ethan.

- Tenho medo. – Ele murmurou apertando ainda mais os olhos.

- De que?

- Te decepcionar.

Mais uma vez aquela risada baixa.

- Você nunca vai me decepcionar garoto. – Ajeitou os fios escurecidos. – Tenho mais orgulho de você do que jamais poderia expressar. Ethan você cresceu e se tornou um homem lindo, forte, determinado e altruísta o que mais eu poderia querer de você?

Socou o armário com um pouco de força, mas não sentiu que ela se afastava pelo contrário o toque frio continuava em sua pele.

Rachel apoiou as mãos juntas sobre a boca, seus olhos fechados bem apertados enquanto a respiração saia aos poucos. Ouviu Beth e Kathryn conversando ao seu lado, as duas irmãs tinham um elo. O pai. Rachel havia insistido que Puck doasse os seus genes para que Kathryn fosse concebida, assim as duas seriam ligadas pelo pai. Beth estava se tornando uma reconhecida artista dentro do país, a agora essa mulher feita possuía uma alma sensível e apaixonada por qualquer tipo de expressão. Eloquente e perspicaz possuía a inteligência da mãe com uma leve malandragem herdada do pai.

Kathryn já começava a demonstrar seu lado diva, desde pequena gostava de receber toda a atenção que queria. Agarrada aos irmãos gostava quando Beth lhe levava a galerias ou quando Ethan estava tocando algum instrumento e pedia para que a pequena canta-se com ele.

Ethan.

O único de seus três filhos que não possuía uma ligação e o único que era o que mais se parecia com ela, sua mulher. Seu sorriso era o dela. Seu olhar era o dela. Seu jeito de rir e de se concentrar, de respirar absolutamente tudo em Ethan lhe lembrava de Quinn.

Finalmente avistou o filho entrando naquele tatame, a postura dele era de confiança e concentração, mas antes de qualquer coisa ele buscou o seu olhar e então deu o meio sorriso que arrastou Rachel para um furacão.

Impeliu o corpo sentindo as pessoas tentarem se enfiar na sua frente, os chamados e os gritos que ela mal registrava. O frescor do lado de dentro do aeroporto lhe fez estremecer de frio, o local abarrotado de gente lhe fez ficar sem ar por um instante, os choros e os gritos misturados. Sentiu que alguém lhe segurava pela cintura com força lhe sustentando em pé, se virou agarrando a camisa da latina.

- Não. – Sua voz abafada pelo ombro de Santana. – Santana me diz que não.

A latina endureceu envolvendo Rachel com firmeza. Olhou envolta vendo o desespero das pessoas. A imprensa era mantida do lado de fora com um forte esquema policial e dentro do aeroporto só se encontrava os familiares.

Brittany e a Lopez tinham corrido para ficar com Rachel e Judy assim que um colega de Santana lhe ligou avisando antes que a noticia chega-se a imprensa. A loira tinha ficado com Ethan e Judy enquanto Santana se movera como um raio com Rachel para o aeroporto atrás de informações. Seu celular tocava com os amigos ligando desesperadamente querendo noticias.

O grito de Rachel lhe pegou desprevenida assim como o aperto que a Berry lhe dava com os braços, seu coração apertou dolorosamente e os olhos se encheram de lágrimas, mas se recusou a chorar.

- Não é. – Santana sussurrou com a voz rouca. – Não é.

Cedeu sobre o peso da Berry, se sentaram no chão com Rachel soluçando contra o seu ombro.

- Santana. – A voz forte de Benjamin chegou aos seus ouvidos.

Ergueu o rosto encontrando o Fabray mais novo ainda com a mochila nas costas ele caiu derrapando ao lado delas. Os olhos castanhos dele se encontraram aos dela.

- Rach… — Tocou os cabelos escuros de Rachel, olhou em volta. – Já conseguiram alguma noticia?

- Não ainda não. – A latina começou a se balançar suavemente, sentiu o toque em seu ombro e viu Kurt se abaixar ao seu lado, viu o garoto levantar e se afastar apressado.

- Mercedes está tentando pegar um avião. – Murmurou beijando o topo da cabeça da Berry. – David e Puck estão com Beth.

- Ela sabe? – Rachel se afastou do ombro de Santana, seus olhos assumindo uma expressão protetora. – Beth já sabe?

- Puck não quer contar até termos certeza. – O Hummel limpou o rosto da diva. – Ele disse que se for certeza ele quer fazer isso com você.

- Meus filhos. – Olhou para Santana. – O que eu falo para os meus filhos?

- Eles não me falam nada. – Benjamin se aproximou parecendo irritado. – Dizem que não podem falar nada.

Rachel escondeu o rosto entre as mãos sentiu Kurt lhe abraçar e Santana levantar.

- Vamos ver se eles não vão falar nada. – A Lopez resmungou puxando o Fabray junto, ambos rumaram para o local onde o representante do aeroporto dizia que não poderia divulgar nenhuma informação.

- É minha culpa. – Rachel murmurou para o Hummel. – Ela tinha que ficar em Paris, mas eu insisti que ela voltasse.

- Não. – A segurou pelo rosto. – Não quero que você fale assim nunca mais. Não é culpa sua.

- Se eu não tivesse insistido…

- Ela teria voltado do mesmo jeito. – Forçou os olhos dela de encontro o seu. – Ela teria dado um jeito de estar aqui de qualquer jeito, ela queria te aplaudir e te ver subindo para receber aquele prêmio. Ela teria voltado de qualquer jeito porque você é mais importante.

- Meus filhos…

- Vão precisar de você e nós vamos estar aqui para você e para eles. – Kurt deixou uma lágrima escapar. – Como a família que somos e sempre vamos ser até sobrar apenas um de nós.

Sentiu o peito doer tão intensamente que só conseguiu se prender em Kurt tentando respirar, mas o ar não entrava.

A mão gelada envolveu a sua e quase imediatamente os seus pulmões sentiram o pinicar pela falta de oxigenio.

- Algum problema? – A voz calma e suave como sempre.

Rachel virou o rosto se deparando com os olhos verdes e intensos que lhe fitavam com o mesmo amor e dedicação dos ultimos treze anos.

- Nenhum. – Sussurrou sentindo o peito inflar com aquela preciosidade, a lágrima escorreu pelo canto do seu olho esquerdo, ergueu a mão acariciando a tez pálida. – Está tudo perfeito.

O dedo gelado limpou a lágrima teimosa.

- Meu amor, tem certeza que está bem? – Sussurrou atenciosa.

Rachel segurou o rosto pálido entre suas mãos, os olhos castanhos bem escuros estavam marejados.

Rachel estava sentada em uma cadeira, um copo de café quente e águado em suas mãos que tremiam suavemente.

- Sam está tentando chegar. – Kurt informou a morena esfregando suas pernas na tentativa vã de impedir que a Berry visse o seu tremor.

- Ela também estava. – Sentiu a lágrima quente vazar pelos seus olhos irritados e vermelhos.

- Rachel pare. – O Hummel sussurrou tentando pegar os olhos chocolates com os seus azuis. – Não faça isso.

Ia responder quando ouviu o atropelo que era Benjamin e Santana.

- Vamos. – Benjamin a segurou pelo braço a levantando. – Anda Rach.

- Para onde? – A diva perguntou tentando evitar que o café caísse sobre si.

- Apenas cala a boca e vai com ele Rachel. – Santana retrucou agressivamente. – Kurt você vem comigo.

Benjamin segurou o rosto de Rachel a forçando a encarar os seus olhos.

- Você confia em mim? – Perguntou seriamente a cunhada.

E como se fosse a primeira vez Rachel enxergou nele a essencia Fabray. A certeza e a segurança que ele transmitia com um olhar. Benjamin era como Quinn. Estava ferido e mesmo assim aguentava as bordoadas com a cabeça erguida, Benjamin estava lhe pedindo para confiar nele. Ela confiaria. Até o ultimo segundo que lhe fosse permitido. Ela confiaria naquele garoto com alma de homem.

Deixou que ele lhe arrastasse até o carro, nem se deu conta que era o carro de Frannie. Será que sua cunhada já tinha recebido a noticia? É claro que sim, mas como terá sido a reação dela?

- Para onde vamos? – Perguntou quando o garoto já fazia o carro cantar pneus tentando disperçar os repórteres que cercavam o carro.

- Para o LaGuardia. – Benjamin respondeu soltando um rosnado baixo, apertou a buzina ferozmente. – Os aviões estão sendo desviados para lá.

Rachel não ousou se apegar a chama de esperança que lampejou em seu peito. Benjamin a olhou e rapidamente tirou uma mão do volante para segurar a da morena lhe dando um aperto reconfortante e um olhar significativo. O pé do rapaz afundou ainda mais no acelerador.

A diva tentou se distrair, seus dedos foram para o rádio o ligando.

Can we pretend that airplanes in the night sky

like shooting stars

Sentiu o coração apertar e imediatamente trocou de estação.

I have died every day waiting for you

Darling don't be afraid

I have loved you for a thousand years

I'll love you for a thousand more

Sentiu as lágrimas voltarem a pinicar em seus olhos já ardidos, ergueu os dedos trêmulos para trocar a estação.

Cause nobody loves me, like you do

You messing around I figured you out you takin' me down

Like you do

Boy you know it's bad when you do that

Benjamin ergueu os dedos e desligou o rádio, era melhor ficarem em silencio.

— E se ela não estiver lá? – A voz saiu quebrada.

- Não faça isso. – Benjamin a repreendeu.

- Ben…

- Ela faria de tudo para voltar. – Apertou o volante os nós dos dedos ficando brancos.

- Isso não é questão de escolha Benjamin. – Rachel rebateu, seu coração batia dolorosamente.

- Não deixe que ela se vá. – Olhou rapidamente para a mulher ao seu lado. – Me entendeu? Não deixe que ela vá embora e eu te juro que nunca sairei do teu lado.

Benjamin segurava Rachel pelo pulso, os dois quase voavam até o terminal de desembarque, o rapaz tinha consciência de um ou outro fotografo.

- Você está a vendo? — Rachel murmurou enxugando o rosto ferozmente. — Você está a vendo, Benjamin?

O Fabray pulou no mesmo lugar tentando enxergar por cima da massa de pessoas.

- Não. — Respondeu frustrado. — Tem muita gente.

Rachel respirou fundo e olhou em volta. Uma cadeira lhe chamou a atenção, correu arrastando o cunhado, subiu no assento olhando para o portão.

- Não faça isso comigo… — Murmurou, a lágrima escorreu pela bochecha. — Por favor, meu amor, não me deixa.

O celular estava firmemente seguro em sua mão, no instante em que ele vibrou na tela apareceu a foto que tirara escondida em uma noite.

Era Quinn dormindo.

Seu coração parou por uma batida. Atendeu levando o celular ao ouvido.

- Rachel? — Ouviu o chamado. — Amor? Rachel?

- Quinn? — Murmurou, o choro forte tomou o seu corpo, levou a mão vazia até os lábios.

- Shhhh…. calma princesa. — Ouviu a voz suave ir lhe acalentando. — Estou bem. Meu amor eu estou bem.

Rachel respirou inflando os pulmões de ar com toda a força que pode.

- Meu amor. — Quinn a chamou ouvindo o choro de Rachel. — Rachel respira eu preciso que você respire.

- Onde… onde…

- Eu acabei de desembarcar. — Quinn respondeu calmamente. — Meu vôo foi desviado para o LaGuardia, estão segurando os passageiros parece que…

- O avião… o seu avião… — Rachel soluçou.

- Caiu. — Quinn completou. — Eu perdi o vôo e acabei comprando uma passagem lá na hora.

- Preciso ver você. — Seus olhos encontraram os olhos ansiosos de Benjamin. — Ben está aqui fora comigo.

- Eu sei amor, eu sei. — Ouviu a respiração forte de Quinn. — Preciso falar com alguém aqui.

- Não desliga. — Rachel pediu quase em desespero.

- Não vou. — Ouviu a firmeza da noiva. — Não vou desligar.

Rachel respirou fundo, ganhou um beijo carinhoso nos lábios antes de ouvir o sussurro.

- Pare de pensar nisso meu amor. — Sabia perfeitamente o que se passava pela cabeça da esposa. — É o dia do nosso menino.

Rachel se prendeu a Quinn escondendo o rosto no pescoço alvo sentindo a segurança lhe envolver como se fosse uma segunda pele. Encheu os pulmões de ar absorvendo o cheiro da esposa.

Rachel sentiu o martelar do coração querer romper sua caixa torácica, pulou para fora da cadeira correndo na direção da mulher loira que acabara de sair do portão de desembarque.

Quinn largou a mala no chão recebendo o impacto de Rachel contra o seu corpo.

- Calma. — Apertou os olhos e Rachel contra o seu corpo, afundou o rosto contra os cabelos escuros.

O corpo da diva tremia desconsoladamente enquanto as lágrimas molhavam a camisa da loira.

Quinn apertou Rachel com mais força sentindo seu próprio corpo relaxar contra o dela.

- Você está aqui. – Rachel respirou fundo.

- Sempre. – Quinn murmurou antes de puxar o rosto de Rachel para cima. – Eu te amo, sabia?

Rachel apertou seus lábios nos da loira quase em fúria, queria ter a certeza de que era ela que estava ali, sem nenhuma fantasia. Seu amor estava ali.

Ignoraram os flash de luz que lhe atingiam, Quinn lhe ajeitou contra o próprio corpo achando uma posição mais confortavel.

- Senhores. – Benjamin se postou na frente das duas. – Por favor, creio que minha irmã não vai negar uma palavra a imprenssa, mas esse momento é delas então… por favor, respeitem.

Quinn finalizou o beijo com um selinho demorado que arrancou um sorriso choroso de Rachel.

- Eu te amo. – Sussurrou tão baixo que talvez Rachel nem tenha ouvido.

Ergueu a cabeça vendo o pequeno grupo de fotógrafos que lher cercavam, deu um sorriso triste. Benjamin lhe deu um abraço rápido e forte junto com uma pequena prece de agradecimento antes de pegar a mala da irmã.

- Eu quero dizer que os meus sentimentos estão com as famílias das pessoas que estavam no avião. – Segurou Rachel de lado quando ela tornou a apoiar-se em seu ombro. – Hn… eu não tenho muito o que dizer agora, eu preciso absorver esse choque primeiro, abraçar meus filhos, minha mãe, meus irmãos e os meus amigos. Divulgarei um comunicado mais tarde, nesse momento eu só posso expressar o meu pesar.

Estava trancada no escritório escrevendo um papel enquanto consultava outros papéis espalhados pela mesa, ouviu a abertura da porta e ergueu a cabeça para encarar Rachel. Se recostou contra a cadeira sorrindo de leve para a esposa.

- Boa noite. – Quinn falou em tom baixo recebendo Rachel em seu colo.

- Boa noite, será que você conhece a minha esposa? – Acariciou os cabelos loiros da nuca da mulher. – Ela é uma autora de muito sucesso.

- Desculpa, mas aqui só tem uma autora mediana que está trabalhando em seu novo livro. – Encolheu os ombros.

- Então é melhor eu ir, minha esposa é um pouco ciumenta. – Rachel rolou os olhos soltando um suspiro.

- E como ela não seria? – Quinn a segurou em seu colo apertando de leve as coxas morenas. – Como uma mulher linda como você sendo sua esposa?

Rachel soltou uma risada curta a beijando demoradamente na boca.

- Ethan está agitado. – A morena sussurrou. – Já dei o remédio dele, mas ele não para de falar com Sam sobre a luta.

Quinn a segurou pela mão dando um beijo casto na pele interna do pulso antes de seus olhos repousarem na aliança de casamento e a sua fiel companheira aliança de noivado.

Quinn alisou as alianças com o polegar.

Quinn segurou Ethan no colo o trazendo para mais perto do seu corpo, cheirou os cabelos do filho enquanto a mãe lhe abraçava com força.

- Calma. – Pediu a velha senhora. – Eu to aqui, viu? Em perfeito estado.

- Você está proibida de sair de casa. – Judy aceitou o copo d’água com açúcar que Frannie lhe oferecia, suas mãos tremiam. – Proibida.

- Mãe… – Quinn tentou retrucar, mas o olhar de Rachel lhe calou.

- Mamãe! – Ethan a segurou pelo rosto antes de lhe beijar o rosto. – Voltou!

- É meu amor, mamãe voltou. – Quinn lhe beijou na testa antes de pegar o telefone que estava ao lado do sofá.

Digitou rapidamente o telefone de Noah e falou por alguns minutos com o ex e a filha que chorava. Rachel pegou Ethan para que Quinn pudesse acalmar a filha mais velha prometendo que ela poderia vir passar o final de semana.

Desligou o telefone respirando fundo, estava próxima a porta de vidro que dava para o quintal dos fundos quando sentiu os braços pequenos lhe abraçando a cintura.

- Senti tanto medo. – Rachel murmurou com a boca encostada no ombro de Quinn. – O que aconteceu? O que te impediu de entrar no avião?

Quinn deu um meio sorriso antes de responder.

- Você. – Se virou pegando a mão de Rachel e levando até os lábios a puxando para a sala onde estava sua mala. – Eu estava no táxi e tinhamos parado em uma rua, eu senti um vento na minha nuca como se fosse um sopro. Quando eu olhei tinha essa joalheria pequena e um par de alianças de casamento na vitrine.

Rachel se sentou vendo a loira se ajoelhar no chão e abrir a mala procurando a pequena caixa onde estava as duas alianças. Sentou-se ao lado de Rachel para que ela visse o conteúdo.

A aliança era em ouro branco tinha um único fio de ouro rosa rodeando o aro e trê pesquenos diamantes que ligavam as duas bandas da aliança por uma pequena abertura.

- Eu sai do táxi e entrei nessa joalheria quase imediatamente.

- É linda. – Rachel falou meio anestesiada.

- Eu não sei o que me deu, apenas sei que achei a aliança linda e eu tinha que compra-la. – Quinn murmurou. – Foi isso que me fez perder o vôo, mas vamos falar de outra coisa. Porque você não começa a se arrumar para essa noite? Quero você linda no tapete vermelho.

Rachel tirou os olhos das alianças, encarou a noiva e quase imediatamente subiu no colo da loira.

- Não vamos para o prêmio. – Sussurrou com os olhos castanhos cheios de confiança, intensidade e amor.

- Mas amor…

- Não. – Calou Quinn com o polegar. – Hoje vocÊ. eu, nossos pais, nossos filhos e nossos amigos vamos para Vegas.

- Las Vegas? – Quinn franziu o cenho, puxou a mão de Rachel dando um beijo na palma desta.

- Quero me casar com você hoje. – Sussurrou como se fosse um segredo. – Quero dormir essa noite sendo a sua mulher.

- Mas você queria uma festa grande, convidados e um jantar todo pomposo. Você já estava organizando tudo isso. – Quinn continuou com calma. – Não precisamos ter pressa.

- Você disse que só precisava me ouvir dizer sim. De mais nada. E eu não posso passar mais um dia sem te dizer sim. – A lágrima desceu lentamente.

Quinn pegou o telefone, discou antes de levar o aparelho ao ouvido.

- Sam? Preciso que você alugue um jato particular. Vamos todos para Las Vegas. Rachel e eu vamos nos casar hoje.

Rachel puxou o rosto de Quinn dando-lhe um beijo casto nos lábios.

- Terra chamando Quinn. – Chamou baixinho soltando uma risada. – Quero te mostrar uma coisa.

- O que? – Sorriu de leve, seus dedos faziam um carinho suave na coxa morena.

Rachel se contorceu pegando um pequeno maço de papéis no bolso de trás da calça. Estendeu para a loira cantarolando.

Quinn começou a examinar as folhas com uma leve curiosidade, os rabiscos desconexos e as setas levando de um lado a outro ligando frases ou nomes.

- Esta letra é do Ethan. – Sua voz baixa em compreensão. – Isso aqui é uma história…

Começou a passar os papéis encontrando mais enredos.

- Ethan está escrevendo? – Franziu as sobrancelhas claras. – Porque ele não me disse? Porque ele te mostrou isso?

- Ele não me mostrou, como boa mãe que sou mexi nas coisas dele e peguei. – A Berry cantarolou com um olhar arteiro. – Acho que ele não te mostrou porque tem vergonha.

- Vergonha de mim? – Continuou olhando os papéis. – Mas ele canta e toca qualquer instrumento na sua frente.

- Para ele deve ser diferente. – Beijou a tempora da loira. – Ele é seu filho.

- Não entendi. – Olhou para a esposa. – É seu filho também.

- Você é Quinn Fabray, você parou uma saga por anos e quando retornou o sucesso foi maior do que o esperado. Seus livros viraram filmes, você tem legiões de fãs pelo mundo.

- Você também.

- Não. – Falou séria. – Meu mundo se resume a New York e você sabe disso. Eu quis que o meu mundo se resumisse a New York e o mundo quis você.

Quinn suspirou recostando a cabeça contra o encosto da cadeira.

- Conver-se com ele. – Encostou seus lábios grossos contra o maxilar de Quinn. – Apenas converse com ele.

Sentiu a mordida suave em seu maxilar antes do beijo macio. A morena se levantou indo até a porta, parando nesta.

- Fabray. – Chamou fazendo Quinn lhe olhar. – Não vire a noite no escritório porque eu quero fazer amor a noite inteira. Me ouviu? Eu quero você a noite inteira.

Quinn se ajeitou na cadeira, seus olhos desceram pelo corpo delgado e a língua rosada lambeu sutilmente os lábios.

- Não vou demorar. – Respondeu com a voz carrega de desejo.

Rachel lhe piscou um dos olhos e saiu.

Passou o dedo indicador pela borda dos diários guardados junto com livros na estante que ia de uma ponta a outra do escritório. A respiração quente saindo pelos lábios entreabertos.

Puxou um para fora, a capa escura de couro correndo pelos seus dedos, desamarrou a pequena corda o abrindo. O cheiro das páginas invadindo suas narinas enquanto passava as páginas deslizando os olhos pela própria letra. Parou em uma que lhe dispertou uma certa nostalgia.

“… A verdade é que elas tem uma utilidade elas estão ali para te lembrar que o passado não precisa ser esquecido, ele apenas não deve ser venerado…”

Sorriu relendo aquelas palavras, mesmo depois de tanto tempo elas continuavam sendo válidas e mais uma vez o seu passado estava lhe dando uma lição.

- Mãe a senhora me chamou? – Ethan apareceu na porta.

- Me ajude a encher essas caixas. – Pediu ao filho fechando o diário e o colocando cuidadosamente dentro de uma caixa de papelão. – E os arquivos também.

- Vai jogar tudo fora? – O rapaz franziu as sobrancelhas grossas se aproximando.

- Apenas vou guarda-los em outro lugar quero abrir espaço. – Quinn sorriu.

- Para que?

- Para os seus livros, os seus arquivos e os seus diários. – Quinn respondeu sem encarar o filho. – Porque não me disse que gostava de escrever e de criar histórias?

Ethan estava parado sem saber o que fazer, Quinn finalmente ergueu os olhos para o filho.

- Eu li alguns enredos e gostei bastante. – Sorriu com o canto dos lábios vendo o filho relaxar. – São bons, muito bons.

- Não são tão bons assim. – Ethan desconversou começando a recolher os diários.

- Nunca mais fale isso. – Quinn o reprendeu soltando uma risada leve. – São bons porque eu estou dizendo que são.

Ficaram em silencio por um tempo recolhendo os diários.

- Mãe? –Ethan a chamou sem conseguir se segurar por mais tempo. – Eu sempre quis te perguntar uma coisa…

- Pergunte então.

- Porque a senhora fez todos acreditarem que Beth Stern morreu se na verdade ela conseguiu escapar?

Quinn ficou em silencio pensando em várias maneiras de explicar ao filho sua linha de raciocínio.

- A supernova da fênix. – Respondeu por fim. – A fênix vive em ciclos, morre no final de um e renasce logo em seguida para outro. Beth renasce no momento em que deveria morrer, é como um novo dia. Eu nunca quis que Beth fosse cheia de virtudese sim que ela tivesse defeitos e que ela aprendesse com os erros que iria cometer por esses defeitos.

Ethan saiu do campo de visão de Quinn indo até o outro lado da estante pegando o livro, foi até a ultima página e leu:

- O problema foi que eu só quis você, mas você quis o mundo inteiro. E em nenhum momento você pensou que o mundo que eu podia te oferecer era o suficiente e se pensou julgou que ele não era. — Ele deu um passo na direção da arma tremula. — Eu apenas ofereci o que você queria, fui o vilão sim para milhares, mas também fui herói para outros milhares. — O cano da arma já estava apoiado em seu peito, quase vibrava com a força com que o coração dele batia. — Não sou o príncipe encantado eu sou humano. Foge comigo? Me deixa te amar e cuidar de você. No meu mundo você não é a vilã e nem a heroína você é apenas a mulher e eu quero que seja minha.

- Você esta certo. — Beth murmurou. — O seu mundo não é suficiente e nunca vai ser. Quero um mundo meu e só meu. Adeus Ferdinand.

Ferdinand ergueu a cabeça alguns milímetros e por uma segundo jurou ter ouvido o projetil correr pelo cano da arma antes de lhe acertar bem no meio de seu peito atravessando o compasso da batida de seu coração.

Beth não esperou ver o corpo de Ferdinand tocar o chão, apenas deu as costas e saiu sem olhar para trás. Se estava doendo? Sim, estava. Se ela se arrependia? Naquele momento não.

Correu até o pequeno avião, arrancou o corpo do piloto do lugar e assumiu o assento. Assim que suas mãos encontraram o manche sentiu seu corpo vibrar pela liberdade que a espreitava. Isso era maior do que qualquer dor.

O avião decolou e quando já se encontrava há algumas centenas de metros longe da costa um dos motores parou soltando fumaça ao mesmo tempo que o avião começava a entrar em espiral. Quando o aeronave embicou na direção do mar era quase possível ver uma forma interessante na fumaça. Uma fênix. E a fênix era o renascimento.

- Sabe qual a parte mais engraçada? – Quinn empurrou a caixa para o lado. – Eu nunca disse que ela havia morrido, em momento algum, mas todos pensaram isso.

- Mas a senhora sempre respondeu perguntas sobre a morte. – Fechou o livro cuidadosamente.

- Claro, porque pra mim essa Beth Stern morreu e outra nasceu em seu lugar. – Respondeu com calma. – Mais forte, mais feroz e muito melhor.

- Ainda não entendo. – O garoto sussurrou.

- Então leia de novo. Leia quantas vezes precisar a resposta está ai. – Se aproximou do filho pegando o livro com uma mão e com a outra repousando no peito dele. – A resposta está dentro de você se você não entendeu agora é porque ainda não está pronto para entender, mas um dia vai. Todas as respostas que você sempre procurar estarão sempre dentro de você.

- A senhora não acha que pode ter estragado tudo no final?

- Talvez. – Encolheu os ombros. – Para muitos sim, mas existem aqueles que vão entender e são esses poucos que tornam tudo valer a pena.

- Mesmo que seja apenas um?

- Mesmo que seja apenas um.

Fechou a porta do depósito e se juntou ao filho andando de volta para o carro em suas mãos um único diário.

- Não vai guardar esse? – Ethan olhou para o que a mãe segurava.

Quinn olhou para a sua mão antes de sorrir de leve.

- Esse é seu. – O entregou para o filho. – Eu comprei esse para você e isso também é seu.

Entregou além do diário a chave de um dos arquivos que mantinha no escritório de casa.

- Mãe eu não escrevo como a senhora. – Olhou para os objetos.

Pousou as mãos nos ombros do filho se inclinando levemente para falar em seu ouvido.

- Feche os olhos. – Pediu baixinho. – Agora pense em um lugar que você se sinta confortável, sinta o cheiro, o toque, observe o seu redor, sinta os sentimentos, se coloque no lugar de outra pessoa. Consegue fazer isso? Consegue sentir toda a dor, todo o amor que eles sentem? Consegue ver tudo pelos olhos deles? Você consegue deixar que eles te controlem e digam o que eles querem? Escrever é isso Ethan, é deixar que os personagens te mostrem os caminhos sentindo o que eles sentem. É tão simples e tão fácil é como se você pudesse ser outra pessoa por apenas um tempo. Fez isso? Sentiu? Então você pode escrever como eu escrevo, você pode ser melhor. Abra os olhos Ethan.

E quando ele abriu os olhos apenas viu um mundo em branco como uma folha simples e vazia. Era o mundo dele que esperava por pessoas e contornos. Eram as vozes em seu peito que gritavam por liberdade. O mais fiel de todos os amigos a espera de palavras que poderiam preencher aquele novo capitulo.

Comecei como The Sadistics, alguém que tinha a alma torturada que descontava sua frustração nos personagens e sentia certo prazer sádico (obviamente) em seus sofrimentos. No meio disso tudo me tornei Someone alguém que estava perdido e precisava se reencontrar alguém que tinha feridas mal cicatrizadas e questões tão mal resolvidas que deixou de saber quem realmente era.

Agora olhando para tudo isso que aqui está e todos os sentimentos tão íntimos que coloquei no papel, aqueles sentimentos que escondi tão profundamente sobre camadas e mais camadas de dor, sarcasmo, humor e algo semelhante à sabedoria eu já não vejo motivos de ser The Sadistics ou Someone. Os dois pseudônimos se misturaram.

Não há motivos para me esconder quando eu já revelei minha alma tão machucada e maltratada.

Eu sempre disse que minha imagem física não era importante e ela continua não sendo, mas o meu nome? Quem eu realmente sou? Depois de tudo isso por que continuar me escondendo atrás de uma figura? De um personagem? A máscara já não é mais necessária.

Por isso eu venho dizer as senhoritas, senhoras e aos senhores que foi um genuíno prazer dividir essas palavras com vocês e pedir perdão se no momento em que me perdi eu tenha perdido a história. E obviamente deixar para vocês mais uma mensagem dessa vez sem me esconder atrás de uma máscara.

Em toda boa história você sempre terá o vilão e o herói, mas também verá isso em histórias não tão boas ou até nas piores delas.

Em toda boa história você sempre verá os amigos do mocinho que lutaram ao lado dele até o final, mas também verá isso nas não tão boas e também nas piores delas.

Em toda boa história se tem o amor verdadeiro capaz de superar até a pior das traições, a pior armação, a pior decepção… afinal ele é verdadeiro e ele supera tudo, a questão é que você também verá isso nas não tão boas e até nas piores delas.

Mas apenas na boa história você verá uma trama capaz de te prender em cada frase e em cada ação. Que vai te fazer vibrar a cada reviravolta, chorar em cada lágrima que os personagens derramarem, querer mais a cada capítulo e até se identificar com cada personagem e ao mesmo tempo com nenhum deles.

Essas são as boas histórias, mas sabem quais são as melhores?

Aquela em que o mocinho é o vilão e o vilão é o mocinho.

Sabe porque?

Porque quando você ler a ultima palavra e fechar o livro ou até mesmo a página irá sentir aquela sensação de que foi o final, mas não deveria ter sido e que ainda havia tantas outras histórias para contar.

Eu espero que você possa olhar em volta e ver que na vida cada um é o seu próprio mocinho e o seu próprio vilão. Suas escolhas é que ditarão o seu personagem.

Então viva fora dessas páginas, leve o que aprendeu aqui em seu coração e quando achar necessário o use, mas não viva para isso, afinal isso é só mais uma boa história ou apenas uma história nem tão boa assim e pode até ser a pior de todas.

Mas sabe qual é a melhor?

A melhor você escreve em cada dia que abre os olhos e respira fundo.

Não seja coadjuvante em sua própria história, pois essa é a melhor de todas, ela é sua então a aprecie em toda a sua glória.

Atenciosamente,

Ana Paula da S. Rodrigues

Notas finais
Bem.. é isso.. chegamos ao fim. Não irei alterar o meu nick aqui, mas o meu nome já não é mais um segredo.
Espero que tenham gostado tanto quanto eu.
Agradeço a todos.

@just_someone13 e ask.fm/PSomeone