Divergente - New Directions
26 Vizinho e Ciúme
Notas iniciais
— Tris : POV
Tobias me segurava perto dele, seus olhos estavam presos nos meus, e ver aqueles olhos agoniados me deixavam ainda pior, e por mais que eu esteja magoada com toda essa situação, eu não conseguiria ficar longe dele. Eu o amava, e amava com todas as minhas forças. Meu coração clama por ele a todo o momento, e quando estamos longe, meu corpo pede pelo contato dele, imploram seria a palavra certa.
— Tris... (ele me chama e me tira dos meus devaneios) – Amor... (ele fala e eu me arrepio)
— Eu te amo com toda a força que existe no mundo... Sabe disso não é? (eu olho nos olhos dele e falo sussurrando)
— Eu sei. E eu te amo tão intensamente que chega a doer em mim. (ele beija minha testa)
— Eu não vou terminar, porque assim como você, eu sou tão egoísta a ponto de não suportar ficar longe de você...
Ele não me deixa terminar de falar, e eu me silêncio com os lábios carnudos de Tobias cobrindo os meus. Nossas línguas investem uma na outra, brincando e instigando. Meu corpo já estava quente querendo que ele não parasse. As mãos dele encontram meus cabelos e Tobias puxa de leve fazendo minha cabeça ir para trás e então ele faz uma trilha de beijos molhados em meu pescoço, me fazendo arrepiar e buscar pelo ar que me foi tomado no nosso intenso beijo.
De repente, eu não sinto mais o chão sobre os meus pés, e quando dou por mim, estou no colo dele e guiando para o carro. Um sorriso malicioso brota em meus lábios e quando ele abre a porta do carro e me joga dentro, eu fico extremamente excitada.
Ele deita sobre mim no carro, e uma de suas mãos caminham em minha coxa, me apertando e eu solto um gemido em meio aos lábios dele.
— Como eu gosto de ouvir você gemer... (ele fala sussurrando sobre minha pele)
Eu não respondo, e nem precisa, porque Tobias sabe que esta me levando a loucura, e os meus gemidos demonstram a ele todo o desejo que possuo dele.
Ele força seu quadril sobre o meu, e eu já consigo sentir sua ereção, com desejo e fome dele, e sem pensar duas vezes, eu seguro na gola de sua camisa social e puxo fazendo alguns botões caírem sobre o assoalho do carro.
— Gostei disso... (ele murmura na minha boca)
— Desculpe se estraguei sua camisa...
Ele desce sua boca para o meu pescoço e em seguida para minha orelha, dá uma mordida no meu lóbulo e por fim sussurra:
— Pode rasgar minha calça também se quiser.
Eu mordo o ombro dele, e o empurro um pouco saindo de baixo dele. Tobias entende o que eu quero, e prontamente ele me atende, sentando no banco de trás do carro e me dando espaço para sentar em seu colo. Eu rebolo sobre seu membro, e suas mãos me seguram firme pela cintura, volto a beijar a boca carnuda dele, chupando seu lábio inferior e me prensando mais nele. As mãos de Tobias encontram a barra da saia do meu vestido e ele levanta deixando a mostra minha calcinha branca, ele sobe meu vestido todo até tirá-lo e depois percebo que ele me olha com desejo.
Minhas unhas encontram a barriga de Tobias, e suas mãos encontram meus seios. Conforme ele massageia eu rebolo com mais vontade sobre ele, e nós dois gememos juntos com o contato.
Eu me afasto um pouco para abrir a calça de Tobias, e assim que eu faço, ele me ajuda a empurrar a calça para longe, e depois sua boxe sai também. Ele não me dá tempo de pensar, e rasga a minha calcinha. Nós voltamos a colar os lábios de forma mais intensa e com desejo.
— Senta Tris... (ele sussurra na minha boca e puxa meu cabelo me fazendo gemer) – Senta e geme meu nome amor.
E sem ele precisar pedir duas vezes, eu sento fortemente e ele geme alto acompanhando o meu gemido. Uma de suas mãos me seguram com força pela cintura, enquanto a outra segura os cabelos da minha nuca, e isso ajuda Tobias a investir em mim com força. Nossos gemidos são altos, e nós começamos a sussurrar coisas um para o outro, o que nos deixa ainda com mais desejo um do outro. Eu aperto minhas coxas sobre o membro de Tobias.
— Aaa porra Tris... Assim eu não vou agüentar! (ele grita excitado)
Eu quico sobre o membro dele, e em mais algumas estocadas, eu tenho meu orgasmo, e não demorando muito, ele também tem o dele.
Eu caio em cima de Tobias, com nossas respirações alteradas. O bico do meu seio roça no peitoral de Tobias e eu percebo o suor de nossos corpos.
— Eu te amo. (digo baixinho ainda cansada)
Ele abre os olhos, e passa seu dedo em meu pescoço e sussurra em seguida.
— Eu também te amo.
-
Tobias me deixou de folga o resto daquele dia. Nós estávamos bem, mas eu não queria ir para o escritório, e então assim que chego em casa, eu corro para tomar uma ducha e depois vou para o mercado comprar coisas diferenciadas para comer.
No caminho, com o peso das bolsas, eu percebo que fiz uma compra excessivamente grande, e que precisaria de ajuda para carregar minhas bolsas. Quase chegando no prédio, uma das bolsas pesada escorrega por entre meus dedos e quando eu me abaixo para pegar, uma mão branca aparece e quando eu olho, vejo um rapaz branco e de cabelos escuros segurando a minha bolsa.
— Oi... (ele diz) – Desculpe, eu vi que você estava um pouco necessitada de ajuda. (e então sorri para mim)
— Hmm... Obrigada. Muita gentileza da sua parte.
— Que isso. Não me importo. (ele olha para mim) – Onde você mora?
— Ah, então, eu moro logo ali naquele prédio. Se você puder me ajudar a ir até ali, eu agradeço. O porteiro me ajuda depois. (sorrio para ele)
— Você mora naquele prédio? (ele olha para o prédio e em seguida para mim) – Como nunca te vi aqui antes? Eu moro no mesmo prédio que você.
— Bem, tenho que dizer o mesmo. (eu sorrio simpática para ele) – Eu também nunca te vi aqui. Eu me chamo Beatrice. (me apresento) – Mas meus amigos me chamam de Tris. Pode me chamar assim se quiser. (ele sorri e eu percebo covinhas no rosto dele)
— Eu me chamo Peter. (ele diz) – Mas meus amigos me chamam de Peter. (eu sorrio) – Pode me chamar assim se quiser... Ou pode escolher um novo. Eu não me importo.
Nós dois ficamos ali sorrindo um para o outro, até que me toco que estamos segurando peso a toa. Então caminhamos para o prédio, e Peter me ajuda a levar as coisas até o meu apartamento.
— Obrigada pela ajuda Peter. (eu digo) – Fico te devendo uma.
— Não tem de quê, Tris.
Peter segue seu rumo, e eu entro no apartamento e começo a organizar as minhas coisas.
-
Naquela mesma noite, eu estava preparando a janta e Tobias havia me mandando uma mensagem querendo saber se eu estava bem, e então eu o convidei para ficar comigo hoje. E ele prontamente aceitou.
Quando já estava quase na hora de Tobias chegar, eu escuto a campainha tocar e sei que não pode ser Caleb, pois ele esta dobrando no trabalho por falta de enfermeiros, o que me deixou com muita pena dele, e então eu caminho até lá acreditando que Tobias se adiantou.
Ao abrir a porta, eu encontro um Peter com um sorriso de orelha a orelha.
— Peter... (eu digo) – O que faz aqui?
— Oi Tris... Então, eu estou com uns amigos lá em casa, e eu gostaria de saber se você quer se enturmar com a gente.
— Poxa Peter, desculpa. Eu já tenho compromisso. (digo e percebo que ele murcha)
— Seria legal se você fosse... Não pode adiar esse compromisso?
Ele me pergunta esperançoso, e antes que eu possa responder, uma voz rouca e grave toma a minha frente, e eu não preciso olhar para saber quem é, e quando percebo os olhos de Peter arregalados, eu fico corada.
— Ela não pode desmarcar, porque o compromisso dela já chegou. (Tobias fala) – E esse compromisso sou eu.
Tobias encara Peter de forma ameaçadora, e eu sei que ele esta com ciúmes. Logo ele me abraça pela cintura me puxando para ele.
Ciúmes, Tobias esta morrendo de ciúmes do meu vizinho.
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