Divergente - New Directions
27 Ou um ou o outro
Notas iniciais
— Tobias: POV
Depois que deixei a Tris em seu apartamento, eu dirijo de volta para o hospital. Ao chegar lá, percebo que Zeke e os outros já foram dispensados e não estão mais ali. Eu então me dirijo até o quarto onde Lauren estava, e a encontro conversando com seus pais, e eles param a conversa assim que eu entro no quarto.
— Finalmente voltou Tobias. (Lauren fala) – Onde estava?
— Fui resolver umas coisas.
— Com a sua secretária em algum motel? (Geraldo fala)
Ah se ele soubesse que eu e Tris não precisávamos de um motel, bastava estarmos juntos para eu querer fazer amor com ela, em qualquer lugar do mundo, então eu apenas revira os olhos para ele antes de responder.
— Não Geraldo. Eu estava no escritório resolvendo umas pendências. (digo de forma seca e ele sorri)
— Sabe Tobias. Você lembra muito a mim quando era mais novo. (ele se levanta) – Eu não queria nada com a vida. Relacionamento para mim era coisa banal. Eu poderia estar com uma aqui, outra ali, não estava nem me importando. (ele se aproxima de mim) – Mas, quando a mãe de Lauren engravidou, eu mudei. E mudei para uma pessoa séria e distinta, e tudo isso, para dar um lar e uma família para minha filha. Então Tobias, eu te aconselho a fazer o mesmo com a Lauren e esse bebê que ela espera, e que é seu.
Eu cruzo meus braços e encaro o meu ex-sogro, minha única vontade agora era de tirar aquele sorriso cínico do rosto dele, mas não posso fazer. Pelo menos não agora.
— Geraldo, eu não estou fugindo das minhas responsabilidades. (digo) – Já falei para a Lauren que vou cuidar do nosso filho, mas nem por isso sou obrigado a me casar com ela.
— E você acha que eu vou aceitar isso? (ele me olha carrancudo)
— Não, você não tem que aceitar. Mas nem por isso eu vou me importar com o que você pensa. Eu e Lauren já estávamos separados antes mesmo dela me falar que estava grávida. (ele olha para Lauren que apenas mexe seus ombros) – Eu estava refazendo a minha vida. Não vou parar a minha vida por conta dela. Vou cuidar do nosso filho. Vou ser um pai presente. Só que mais que isso, jamais.
— Olha aqui seu moleque... (Geraldo levanta a voz comigo) – Não é assim que a banda toca. Não vou deixar minha filha, sendo mãe solteira porque você quer ficar se esfregando por ai como um cachorro no cio. (eu apenas reviro os olhos)
— Você não tem opção Geraldo. (eu digo friamente) – A escolha já foi feita e a decisão já fora tomada. (ele ri)
— Tudo bem então Eaton. Se você quer assim, tudo bem. Mas deixe-me por as cartas na mesa tudo bem?
O que ele quer dizer com isso?
— Eu não vou te obrigar a se casar com a minha filha, infelizmente eu não tenho esse poder. Mas, eu vou te dar duas opções, as quais você é que vai ter que escolher. (eu franzo o cenho para ele) – É o seguinte. Lauren é minha filha e vai ser mãe de um filho seu. Nada mais justo do que vocês viverem juntos para que você possa ajudar a ela. Mas, como sei que você é uma criança birrenta e que vai bater o pé, eu vou te dar duas opções e você terá apenas uma escolha. (ele fala em tom de ameaça) – A sua primeira opção é: Se juntar com a Lauren e criar o seu filho como uma família feliz. Ou, ai vai à segunda opção: Você fica com quem você quiser, mas também fica sem o seu filho. (ele sorri diabolicamente para mim)
— Como é? (pergunto incrédulo) – Você não tem o direito de fazer isso Geraldo! (aumento o tom de voz com ele)
— Sim, eu tenho. Eu sou o pai da Lauren, e o avô dessa criança. Ou as coisas vão ser certas, ou você não vai saber do seu filho, nunca. (ele afirma para mim)
— Eu não vou deixar isso acontecer. Esse bebê é meu filho, e eu vou ficar com ele.
— Então fica comigo, Tobias. (Lauren fala) – Chega de me deixar de castigo ficando com aquela mulher. Eu preciso de você... Nós precisamos de você. (ela acaricia a barriga) – Por favor, Tobias.
Eu olho para a Lauren um tempo, e eu a vejo acariciando sua barriga já grandinha com o nosso filho dentro. Nunca me imaginei sendo pai, até porque Lauren sempre me tirou esses sonhos, sempre dizendo que ela não tinha o dom de ser mãe. Na época eu gostava dela, e acaba cedendo aos seus desejos, e então nunca pedi a ela um filho. E agora, justamente quando eu encontro a pessoa ideal para mim, Lauren me joga essa bomba. Se tivesse sido antes, agora, tudo estaria melhor em muitos sentidos. Mas, eu estou perdido em meio a um tiroteio.
Eu não quero ter que fazer a escolha entre a mulher que amo, e um filho, que vou conhecer assim que nascer, mas que amo também. Preciso de um tempo para pensar em tudo, se não vou pirar.
— Eu preciso ficar um pouco sozinho. (eu digo)
— Tobias espere um minuto. (Lauren fala comigo)
— O que foi Lauren?
Ela estende sua mão para mim, e eu êxito em pegar. Mas quando ela segura em minha mão, ela deposita tranquilamente minha mão em sua barriga, e eu consigo sentir o bebê se mexendo tranquilamente em sua barriga. Aquilo me enche de tal forma, que eu não sei explicar. Gerar uma vida dentro de si deve ser maravilhoso. Eu não tenho o que dizer, apenas fico ali sentindo aquele pessoinha se mexendo, ou se comunicando com o mundo fora de sua bolsa.
Percebo que Lauren me olha, e eu apenas respiro fundo. Mesmo, não querendo, eu tiro minha mão dali, e viro as costas para depois sair do quarto de Lauren.
-
Minha cabeça estava a mil, e eu estava tentando me concentrar nas pilhas de processos sobre a minha mesa, quando uma batida ecoa vinda da porta. Zeke adentra minha sala com uma cara meio séria, e então me viro olhando diretamente para ele.
— O que foi Zeke? Esta tudo bem? (eu pergunto)
— Comigo esta tudo bem. E com você?
— Mais ou menos. (eu encosto-me à cadeira)
— Você demorou, achei que não fosse vir mais. (ele diz)
— Fui ao hospital depois que deixei a Tris em casa. (suspiro) – Estou tão cansado cara.
— Do que exatamente?
— Como assim do que Zeke? (eu pergunto) – Geraldo me ameaçou no hospital. Disse que eu tenho que escolher entre Tris e o bebê. (reviro os olhos) – Como posso escolher uma coisa assim? Por outro lado, a Tris, quase terminou tudo comigo. Lauren ofereceu dinheiro para ela se afastar de mim. (respiro fundo) – Minha vida esta de cabeça para baixo.
— Eu sei disso irmãozinho. (ele tenta sorrir) – E é justamente sobre isso, que eu queria falar com você.
— Como assim?
— Beatrice é uma menina linda, e ela esta mesmo apaixonada por você. Esses dias você saiu com a Lauren para ir na obstetra, e Tris ficou sozinha. Ela não esta bem com essa situação tanto quanto você. Eu sei que deve estar sendo tudo complicado para você, principalmente com o pai da Lauren te pressionando tanto. Mas, você não pode só pensar nos seus sentimentos agora.
— Eu não estou pensando só em mim Zeke. Da onde tirou isso?
— Não estou dizendo que você faz. Eu sei que você não faz porque quer. Só que Tobias, você esta todo enrolado com a Lauren e a família dela. O pai dela estava fumaçando atrás de você aquela hora que você saiu com a Tris. E fora, que ele conseqüentemente fica a todo custo querendo diminuir a menina. Ela te ama de verdade, porque sinceramente no lugar dela, eu já teria desistido de tudo.
— E você acha que eu não sei disso Zeke? (respiro fundo) – Eu a amo. E não é pouco.
— Então, você precisa ver o que vai fazer da sua vida amigo. Se não, você vai se enrolar, e tenho certeza que coisas boas não virão por ai.
Zeke saiu da minha sala logo depois, e eu fiquei perdido em meio a pensamentos. Apesar de não amar a Lauren, eu não queria ficar longe do meu filho, e também, nem que eu fique louco, posso ficar longe da mulher que amo. Tris representa tudo para mim.
Pensando nela, eu resolvo mandar uma mensagem querendo saber se esta tudo bem, e quando ela me responde, sua resposta vem com um convite.
Mas tarde eu iria encontrar o amor da minha vida.
Antes de ir encontrar com ela, eu fui em casa, tomei um banho, e depois me arrumei. Eu ia passar a noite com ela, e estava ansioso para isso.
Ao chegar no prédio dela, eu não precisei interfonar, pois o porteiro já me conhecia. Mas assim que cheguei a seu corredor, escutei vozes vindas ao fundo, e quando dei por mim, um cara estava parado na porta da casa de Tris, convidando a ela para uma festa.
Ciúmes me atingiram em cheio quando ele pediu para que ela mudasse os planos dessa noite para ir com ele encontrar uns amigos. Mas assim que falei, o cara que estava ao lado dela arregalou seus olhos para mim e Tris apenas corou.
— Ah desculpe. (o cara diz) – Eu... Bem... Já vou indo. (ele olha para Tris) – Até outro dia.
Ele diz e se afasta dela. Eu trinco meus dentes e percebo que Tris me olha de braços cruzados.
— Por que fez isso? (ela me pergunta)
— Porque fiz o que? (eu pergunto)
— Tobias, por que tratou o coitado desse jeito? (ela me pergunta séria)
— Ah, porque eu gostei muito de ver um cara convidando a minha namorada para ficar com ele e um bocado de frutinhas. (coloco minhas mãos nos bolsos da calça e Tris me encara)
— Ciumento! (ela se aproxima de mim)
— Não sou ciumento. (eu olho nos olhos dela e me arrepio quando ela coloca seus braços ao redor do meu pescoço)
— Me beija amor. (ela me pede)
Ela se aproxima mais de mim, enroscando mais os seus braços em meu pescoço, e com seus lábios roçando os meus. Ela sabe como me ter na mão, e eu não tenho como resistir a ela.
— Tris... (eu sussurro entre os lábios dela) – Vou ficar louco assim.
— Não me importo amor. Gosto quando você fica louco. (ela sorri entre os meus lábios)
Nós começamos o beijo de um jeito sedutor, Beatrice consegue me deixar louco sem precisar fazer esforço. Nossas bocas estavam unidas como peças de quebra cabeça. Eu pego ela no colo, e entro com ela em seu apartamento, logo fecho a porta com o meu pé, e em seguida estamos deitados no sofá, ofegantes, e com desejo Eu a queria para mim para sempre, pois eu seria dela, se assim ela quisesse.
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