Notas iniciais
Oi gente, então, essa nota inicial é mais para avisar a vocês que essa fic já esta ficando no final. Então sentem e relaxem para comer sua pipoquinha favorita, por que esse capítulo esta de mais, e os outros estarão cheios de emoção. Fiquem ligados!

Tobias: POV

Tris estava tão amuada no canto de sua sala, com as mãos cobrindo o rosto e escondendo seus olhos de mim. Meu coração parecia que estava sendo amassado com as mãos de alguém invisível. Eu queria chegar, mas perto dela, mas sempre que fazia menção disso, ela se afastava de mim. O que me deixava ainda mais louco da vida. Mais que porra!

Eu te amo, Tris. (eu tento falar) – Não existe nada entre mim e Lauren. (coço a minha nuca) – Mas que merda! (eu murmuro)

— Por que não me disse que ela estava lá? (ela tira as mãos do rosto e me olha)

— Tris... (eu respiro fundo antes de continuar) – Olha, eu te mandei aquela mensagem ontem a noite, com a esperança de que você me mandasse outra pedindo para eu vir te ver. Fiquei acordado esperando por uma mensagem que fosse, mas você não mandou nenhuma. (eu coloco minha mão na cintura) – E quando eu já estava pronto para ir dormir, Lauren me ligou, querendo saber se eu estava em casa. O que eu diria para ela, Tris?

— Inventasse qualquer coisa Tobias! (ela fala para mim) – Inventasse que você estava em Marte. (ela vocifera para mim) – Dizia que estava comigo... Caramba... (ela volta a chorar)

— Amor...

— Não me chame assim! (ela fala soluçando)

Beatrice... Céus, eu estou tentando equilibrar as coisas. Por favor, Tris. Não faz isso com a gente. Não posso virar as costas para ela agora. Ela espera um filho meu.

— Ela espera um filho seu... Realmente, como posso me esquecer disso não é? (ela fala com desgosto) – Como posso me esquecer disso, se agora ela esta sempre te rodeando, sempre em cima de você querendo sua atenção. (ela volta a chorar fazendo meu coração acelerar) – Ontem, ontem eu vi vocês dois naquele clima super família... Como acha que eu me senti, Tobias? Eu vi os seus olhos, eu vi que eles estavam brilhando pela emoção daquele momento...

— O bebê havia mexido, eu queria sentir...

— Você queria sentir? (ela para me olhando)

— Tris... Que merda! (eu me exalto e respiro fundo antes de continuar) – Eu estou tentando acertar. Já te disse isso antes. Você mesma me disse que não aceitaria que eu deixasse meu filho de lado. Tris, eu preciso que você confie em mim.

— Esta difícil, Tobias...

Ela não me olha, ela agora esta olhando para o lado, e Tris não para de soluçar. Eu queria apenas me aproximar dela. O silêncio se torna enlouquecedor entre nós dois.

Em um impulso, eu caminho até ela, segurando em seus braços e puxando Tris para mim. Seus olhos azuis estavam misturados com os de suas lágrimas, meu coração se afunda dentro de mim, e em mais outro impulso errado, eu tento beijá-la.

Eu não esperava pela reação dela, mas assim que aproximei nossos lábios, Tris virou o rosto, fugindo de mim.

Mais que caralho! O que a minha vida se tornou?

— Não Tobias... Eu não quero. (ela me diz) – É sempre assim. A gente briga, e se resolve na cama. Não é assim que vai ser hoje.

— Não faz assim... (eu aperto os braços dela com cuidado) – Esta sendo difícil para mim também.

Eu me bato mentalmente por todo mal que estou causando a ela. Eu queria apenas poder fazer as coisas certas, para que nenhum dos lados fique solto. Eu não conheço meu filho, mas eu já amo de mais, e apesar de não querer ter Lauren perto de mim, eu não posso afastá-la, porque sei que se eu o fizer, vou perder meu filho também. Não pelas ameaças de Geraldo, mas, porque não vou fazer o certo por ele. Tris precisava me entender. Eu sei que era difícil a situação, mas ela precisava me entender.

— Vai embora Tobias...

Ela fala em um sussurro, me tirando dos meus pensamentos. Eu olho para ela incrédulo, esperando para que ela mude de idéia, e me queira aqui. Porque é aqui que eu quero ficar. Maldita hora em que eu preferi deixar ela em seu espaço. Era para eu ter vindo aqui, e arrombado aquela porta se ela não quisesse abrir, mas era para eu ter vindo para cá.

— Você não esta falando sério, Tris. (digo chateado)

— Eu estou sim Tobias. Quero ficar um pouco sozinha. (ela se encolhe no sofá)

— Me deixe ficar com você... Deixa eu te amar...

Ela então se levanta de seu sofá e caminha até a porta. Eu fico estatelado em um canto torcendo para que ela tranque a porta e que abra seus braços para mim. Mais meus pensamentos se perdem, quando ela abre a portae se põe ao lado da mesma, deixando espaço para eu passar.

— Me deixe sozinha, por favor. (ela fala com sua voz rouca)

— Tris...

— Tobias, vai.

Ela não me olha nos olhos, e eu decido atende a esse pedido dela. Eu caminho até a porta, e ao passar por ela, sinto meu corpo formigar implorando pelo contato dela. Mas ela não me olha. A única coisa que consigo ver é Tris mordendo os lábios. Eu beijo sua testa e sua cabeça, e inalo seu cheiro justamente para guardar em mim aquele cheiro inebriante de morango.

Antes de sair por completo, eu ainda olho para ela, e eu não tenho porque esconder meus sentimentos. Por isso, deixo minhas lágrimas, que até então, eu segurava, sair.

— Eu te amo como nunca nessa vida eu pude amar. Você sabe aonde me encontrar, quando entender que eu não quero ninguém nessa vida que não seja você. Nunca te dei motivos para desconfiar de mim. Mas, eu vou estar te aguardando, porque eu não sei mais viver sem você.

— Boa noite Tobias. (ela diz, e fecha a porta)

Eu respiro fundo, sentindo o cheiro de madeira da porta do apartamento de Tris. Sem pensar duas vezes, eu soco a parede ao lado, e encosto minha cabeça na mesma. Não tinha mais motivos para segurar o sentimento que estava fluindo em mim. Foda-se, se agora me acharem um marica. Eu não ligo. Eu só quero que ela volte para mim.

-

Quando finalmente chego em minha casa, encontro Lauren preparando café. Não tinha me ligado na hora, e agora olhando no celular, vejo que já são seis e meia da manhã. Eu não estava com vontade de conversar, mas Lauren não queria saber.

— Como foi?

— Nada legal! (eu digo)

— Ela terminou?

— Isso não é da sua conta! (eu falo ríspido para ela)

— É claro que é da minha conta, Tobias.

— Lauren, pelo amor que você tem ao mundo... Não me tire do sério agora. Eu só quero ir para o meu quarto!

— Ótimo, podemos ir juntos!

— O que? (eu paro ela) – Mas que caralho você tem na cabeça? Eu não estou a fim de ficar perto de você no momento, Lauren.

— O que eu te fiz?

— Só me deixa em paz.

Viro as costas deixando a mãe do meu filho para trás, e me tranco no quarto, não querendo ouvir nada que ela tenha a me dizer.

-

Os dias não passaram bem. Tris, mal olhava para mim, e por mais que eu tentasse me aproximar, ela me evitava e se afastava de mim. As noites quando chegavam, traziam um vazio sem tamanho, e era a hora em que eu mais sentia falta dela. Às vezes eu dirigia até a casa dela, e ficava da rua olhando para o seu andar. Uma vez ou outra ela aparecia na janela, e eu podia matar minha saudade dela.

Fui com Lauren em todas as consultas necessárias, fui com ela nas compras das coisas do bebê, e me mantive presente sempre que ele precisou. Mas eu não estava feliz, e me sentia incompleto com a ausência dela.

Tris, minha Tris, como eu queria você.

-

Tris: POV

Eu estava tentando ignorar a presença de Tobias no escritório. Antes de qualquer coisa, eu ainda trabalhava com ele, e para ele, então precisava manter o foco para não atrapalhar nossa relação profissional. Christina tentou mudar minha cabeça algumas vezes, mas eu já estava decidida.

Tobias ia ser pai, e seu filho precisava de sua família unida e não separada. A cena dos dois juntos alisando a barriga de Lauren foi de mais para mim. E bem, eu estava decidida a voltar para minha cidade, e abrir meu próprio escritório por lá. A melhor experiência profissional, seria eu entrando em ação.

— Ei... (Shauna me chamou me tirando dos meus pensamentos)

Ela estava tagarelando sobre sua relação com Zeke. Eles tinham voltado a namorar e estavam tentando acertar com os velhos erros, e eles estavam trabalhando bastante nessa relação. Nós estávamos caminhando pelas ruas da cidade, olhando as lojas de roupa.

— O que foi?

— Esta com a cabeça nele?

— Sim... (eu suspiro)- Não vou mentir. Tobias esta em cada pensamento meu.

— Por que não acaba logo com isso, e se entrega para ele do jeito que você quer?

— Não é bem assim que funciona Shau. Tobias precisa dar atenção para a família dele, e eu só estava distraindo tudo isso.

— Você realmente acredita nisso?

— Claro. Eu vi os dois na sala aquele dia. Eu vi os olhos dele empolgados. Tobias estava adorando essa coisa toda de ser pai e tudo o mais.

— Sinceramente, eu acho que vocês deveriam conversar um pouco, e tentar acertar essas coisas todas. Vocês se amam, e não merecem ficar sem o outro. (ela fala amável)

Decidimos parar para comer alguma coisa em uma das famosas lanchonetes da região. As outras meninas estavam atarefadas e não quiseram acompanhar a gente.

Nosso almoço transcorria bem, até que vi uma mulher grávida do outro lado da rua, discutindo com um homem. Ele estava vestido como se fosse motorista de carro de executivo. Eu não havia reconhecido a grávida que discutia com ele, até que ela se virou olhando ao redor. Ela não me viu, mas eu a vi. Era ela, Lauren.

— Shauna, olhe aquilo. (eu aponto para fora do restaurante)

— É a Lauren? (ela fala surpresa)

— Sim... Eles estão discutindo?

— Não sei amiga... Será?

Nós ficamos olhando um tempo para a cena que transcorre do lado de fora do restaurante.

— Quer saber de uma coisa? (Shauna pergunta) – Eu vou até lá ouvir o motivo dessa briga!

— O que? (eu arregalo meus olhos) – Deixa de ser doida!

— Não, Tris. Tem coisa errada ali. Consigo sentir o cheiro de merda no ar. (ela ri e se levanta)

— Shauna não vai!

— Vou sim, Tris. Espera aqui um pouco, que eu já volto.

Eu tento segurar Shauna, mas é envão e ela corre para fora do restaurante. Curiosa como eu sou, corro para junto dela, e juntas nos guiamos até Lauren.

— Finja que estamos só passeando. (Shauna ri, me fazendo rir também)

Nós tentamos nos aproximar de Lauren sem sermos vistas. Eles estão discutindo sem se importar com quem esta passando por perto deles.

— Eu não quero saber o que você vai fazer... Não ligo para o seu pai. Já tomei minha decisão. (ele grita com ela)

— Fala baixo seu idiota! Ninguém aqui precisa ficar sabendo de nada! (ela cospe as palavras para ele)

— Olhe aqui Lauren, eu já estou cansado desse joguinho. Ou você faz as coisas do jeito certo, ou eu mesmo vou fazer. Ele é meu, e eu vou assumir.

Como assim, ele é dele? Do que esse homem estava falando? Sem esperar por uma resposta de Lauren, o tal cara entra na parte do motorista de um carro, e arranca com o mesmo, deixando Lauren estatelada no meio da rua. Eu olho para Shauna, e acredito que ela tenha na cabeça a mesma dúvida que eu.

Ficamos em silêncio, e começamos a dar meia volta para que ela não nos veja, mas então nós esbarramos em dois homens que ficam nos encarando como se fossemos um pedaço de carne. Seu semblante é sério, e eles trazem em uma das mãos, uma faca.

— Shauna?

Uma voz chama por Shauna, e nos olhamos por cima dos nossos ombros. Cara, esta junto de Lauren, nos olhando de olhos arregalados.

— Beatrice? (Cara fala novamente)

— Oi gente... (Shauna começa) – Acho que agora não é um bom momento de falarmos nada...

— O que essa vaca esta fazendo aqui? (grita Lauren para mim)

— Cale a boca Lauren! (Shauna a repreende)

— Por que as bonecas não calam a boca um pouquinho? (um dos homens fala)

— O que você quer? (eu pergunto amedrontada)

— Adivinha bonequinha. (ele passa a língua em seus lábios e consigo ver seus dentes pretos)

— Eca! Que fedorento! (escuto Lauren falar)

— Esta achando isso engraçado piranha? (o homem que esta com a faca se aproxima dela)

— O que você quer seu nojento? Assalta as pessoas, mas não tem dinheiro nem para comprar uma escova de dente? (ela revira os olhos deixando o homem ainda mais irritado)

— Fura ela! (o outro homem fala)

— Esperem, vocês querem dinheiro, nós temos! (Shauna balança a carteira para eles)

— Ela esta grávida, deixem ela, por favor.

— Coitada dessa criança quando nascer. (o homem com a faca cospe na cara de Lauren)

— É uma pirainha qualquer mimada! (o outro fala)

— Piranha mimada é sua mãe seu otário!

De repente escutamos um barulho de tapa, e um gemido de dor. O homem que esta com a faca deu um tapa no rosto de Lauren, deixando vermelho seu rosto.

Eu posso não gostar dela, mas também não posso deixar ela ser agredida estando grávida. Eu me solto das mãos de Shauna, e me aproximo de Lauren.

— Nós te damos dinheiro se é o que quer...

— Cale a boca Beatrice! Eu não vou dar meu dinheiro para esse bosta! (Lauren grita comigo)

— Fica quieta Lauren. (eu a repreendo)

— Não me mande ficar quieta, pois eu não vou ficar. Não darei meu dinheiro para esse bosta. Dê o seu se quiser. Mas o meu, eu não dou.

— Essa patricinha esta me irritando! (o cara com a faca fala, e percebo que ele esta tremendo de nervoso, eu começo a puxar Lauren para trás)

— Seu idiota, banana, esta esperando o que? Você não sabe com quem esta lidando! (Lauren vocifera para o homem a sua frente deixando o ainda mais irritado)

Eu previ o que ia acontecer, eu já estava vendo o corpo de Lauren caído ao chão. Mas tudo foi muito rápido, quando vi o homem levantando sua mão com a faca, eu tentei puxar Lauren para trás, mas ela não aceitou e continuou a insultar o homem. Eu não tive outra alternativa a não ser entrar na frente dela.

Eu apenas senti a dor latejante em meu corpo. A lamina da faca estava bem afiada. Ele parecia que não a usaria, e acredito que ele não usaria mesmo, se Lauren não tivesse deixado ele tão nervoso. Meus ouvidos captavam pouca coisa. Apenas a voz de Shauna era reconhecida em meio de tantas pessoas. A dor agora estava crescente ainda mais e junto com a dor uma escuridão imensa me puxava para si. Eu estava sentindo meu corpo quente, e depois eu só senti meu corpo sobre algo duro e de concreto. Será que é o chão? Shauna estava ajoelhada a minha frente, e Cara tampava sua boca com as mãos. Lauren tinha seus olhos esbugalhados sobre mim. Eu queria dormir. A vontade de dormir estava crescente em mim.

— Tris... Por favor fique comigo!

Shauna gritava, mas eu não conseguia manter meus olhos abertos. A dor estava me puxando para mais fundo no buraco, até que por fim, vencida, eu me entreguei ao escuro.

Notas finais
Eita, coitada da Tris. E agora, o que será dela? Como eu já disse nas notas iniciais, essa fic já esta chegando ao seu fim, e eu já estou trabalhando em uma outra também com o nosso casal 4tris. Vocês leriam mais uma fic minha?