Comecei sentada em uma espécie de sala. Em uma mesa à minha frente, tinham duas vasilhas. Uma com um queijo e a outra com uma faca. Uma voz começou a falar:

- Escolha um.

- Onde estou? — pergunto.

- Escolha um.

- Me diga onde estou, não vou pegar nada sem saber onde estou.

- Não escolherá?

- Não até saber onde estou.

De repente as duas vasilhas desaparecem e de uma porta, um cachorro feroz aparece. Ele sai correndo para me atacar. Como eu queria ter escolhido a faca, ou até mesmo o queijo. Mas não estou com tempo para ficar pensando no que eu não fiz. Como eu sou da Audácia, a ação mais comum à fazer seria atacar o cachorro. Mas eu não penso assim. Ele é apenas um animal que acha que está em perigo. Mesmo sendo uma simulação, não merece ser machucado.

Quando cachorro está à vinte metros de distância, eu abaixo e faço um movimento mandando ele deitar no meu colo. Ele diminui a velocidade, me olha com um pouco de receio, mas aceita minha proposta. Minha ideia, por mais louca que tenha sido, funcionou.

Já estou mais calma quando, da mesma porta que o cachorro apareceu, uma menina de aproximadamente 6 anos aparece. O cachorro sai correndo pra cima dela e, quase junto com a partida, eu pulo em cima do animal, mas ele é muito rápido. Tento correr atrás dele, porém a diferença de velocidade entre nós é muito grande. Ele vai alcançar a menina. Taco a primeira coisa que vejo. Um banco. O banco acerta o cachorro em cheio, e quando vou olhar para a menina, ela não está mais lá, nem o cachorro, nem o banco. Tudo à minha volta está sumindo.