A tarde, depois de tentar engolir o café da manhã eu não o vi mais. Ele havia saído para se encontrar com o Sr. Butterfield — o presidente do distrito — para discutir sobre a programação da colheita, afinal, ele era o mentor do distrito 10. Então, soube que só o encontraria depois da colheita.

Encontro minha mãe quando estava saindo da cozinha, e contei a ela que pretendia me voluntariar. Ao contrario de meu pai, minha mãe é protetora e sempre discutiu com ele sobre como eu não devia possuir armas em meu quarto, ou quais seriam as consequências se alguém descobrisse, e o que devemos fazer para evitar problemas com os pacificadores.

Ela se apavora por eu preferir ‘’apostar minha vida em um jogo de peças controladas pela Capital’’ a escolher ficar no conforto de casa. Depois de me implorar para ficar com ela e dizer que eu poderia ir no ano seguinte se ainda quisesse, ela começou a chorar. Eu odiava ver minha mãe chorando, mas já sabia que aconteceria. E querendo ou não ela sabia, que uma hora ou outra, essa seria minha escolha. Eu não me sentia bem no ‘’conforto’’ da casa de um vitorioso que não era minha, e sim de meu pai.

Então eu a abracei e o silêncio durou alguns minutos quando ela me soltou-se com os olhos irritados de tanto chorar – O que deixava a cor, castanho claro, ficar com um tom menos intenso que de costume, como se ela houvesse perdido todas as esperanças. Isso me machucou.

Prefiro sair de casa sem falar nada. Sinto que vou explodir se ver mais alguém chorar. Já há muita pressão para aquele dia.