Distant Love

1 Esperando ser amada


Notas iniciais
Oi, amores! Esta é minha primeira fanfic. Decidi posta-la, por que acho que tem pessoas que amam MUITO o Egito, assim como eu. Particularmente, eu amei a minha fanfic e espero que gostem também! Não esqueçam que vocês também podem dar opiniões nos comentarios! Não esqueçam de comentar. Beijinhos. ♥

''Amada de Hator,

filha do Horus vivo na Terra,

cuja beleza é indiscutível e dádiva dos deuses''

Seu nome é Anippe, que possuí o título de princesa do Egito. Sua beleza é rivalizada pela própria Isis e seus olhos, com tons azulados, eram ditos e semelhantes como as águas do Nilo, por isto vem seu nome, cujo significado é filha do Nilo. No palácio, é adorada por muitos, por sua grande beleza e simpatia, todos dizem que parece uma verdadeira deusa. Seu admirador que mais tinha carinho por ela era seu pai, o grande faraó Amenophis. Tem como irmão, o futuro faraó do Egito, que não tardaria por sentar-se no desejado trono real.

Como todas as manhãs, Anippe era acordada por sua dama de companhia, Hamadi, que como de costume, sempre estava ali, para servir a tua senhora. Além de dama, Hamadi foi sempre sua leal amiga. A jovem moça, sempre chegava aos aposentos da princesa logo quando Rá renascia, para prepará-la para seu desjejum com a família real.

— Senhora, acorde! Logo será servido o desjejum na sala do trono. — Hamadi disse, com sua voz doce.

— Ah, tudo bem, Hamadi. Já vou, minha amiga. — a princesa levantou, bocejando e esticando os braços, tendo a luz de Rá, refletindo em teu rosto. — Pelos deuses! Está cama estava divina.

— A senhora merece, princesa. Agora se apresse que seu pai terá um aviso para você. — alertou Hamadi.

A princesa optou por um vestido branco, feito do mais caro linho do Egito. Sua dama, começou a colocar os adornos na princesa, fazendo com que seu rosto fosse mais valorizado, por tamanhas peças bonitas. Era de safiras, o lindo colar que a princesa usava, presente de seu pai e de sua mãe. Em suas mãos, foram colocadas algumas pulseiras, feitas de pedras também preciosas, que o joalheiro do rei, havia dado para a princesa, como uma forma de completa lealdade. Braceletes foram colocados e também a peruca, com adornos de ouro enfeitando a peruca negra. Por fim, seus olhos foram pintados por uma tinta forte azul, que parecia o oceano, o que deixou os olhos da princesa, ainda mais penetrantes e por fim, um lápis de olho negro.

Fizeram suas preces a Isis e Hator. Isis era a deusa de proteção que Anippe considerava. Em seus colares, sempre havia o pingente de um nó de Isis, que para a princesa era um símbolo forte e que sempre levava consigo. Todas as manhãs, ela e sua dama, faziam orações, agradecendo por um dia que Rá nascia.

Sem muita demora, logo Anippe ordenou que abrisse as portas de seus aposentos. Os guardas a saudaram e a princesa, acompanhada de sua dama, foram a caminho da sala do trono. Chegando lá, abriram as portas do grande salão real. Anippe pode ver seus pais sentados no trono e seu irmão, ao lado de teu pai. Sua mãe, a rainha Mry, que estava sempre deslumbrante. A beleza da grande esposa real, era similar de sua filha. Com muitos adornos, perucas sem um fio fora do lugar, essências de perfumes mais exóticos de toda a região, seus olhos eram iguais o de sua amada filha. Era adorada pelo povo egípcio, assim como seu nome sugere. Sempre foi uma boa mãe e uma boa governanta junto ao pai de Anippe, que tinha olhos profundos, negros, assim como o céu sem estrelas, sempre sério e decisivo nas questões políticas do reino. As únicas vezes que o grande faraó sorria, era com sua família, ou algum feito que ajudasse o Egito a ficar mais próspero. Já seu irmão mais velho, o herdeiro do trono, Amun, era sempre teimoso, persistente e assim como o pai, muito decisivo. Adora se divertir, com muita bebedeira e mulheres, na casa de prostituição, Senet.

Logo que a jovem princesa se aproximava do trono, seu pai se levantou, admirado com tamanha beleza que sua filha apresentava naquela manhã. Todos os dias, seu pai a recebia com muito carinho, realmente, o grande faraó a amava. Logo que Anippe chegou aos pés das escadas, que iam até os tronos, ela saudou os soberanos e seu pai, por sua vez, como demonstração de respeito, beijou suas mãos delicadas.

— Minha adorada filha! Você é um presente dos deuses. — O faraó disse, sorrindo.

— Oh, pai. O senhor é digno de tanto prestígio, não eu.

— Minha filha, você está linda. Seu pai não exagerou, não é, Amun? — a rainha disse.

— Sim, claro... Minha pequena irmã já está prestes a se casar. — disse, com tom decidido, o herdeiro do trono.

— Casar? C-como? — Anippe disse, constrangida e confusa.

— Amun! Não era agora que eu queria anunciar para sua irmã. Não iria ser tarde que ela conheceria outro pretendente, mas já que você disse, irei completar. — O rei falou, animado, focando nos olhos penetrantes de sua filha.

— E-eu agradeço, meu pai, mas vocês poderiam ter me avisado. Já se foram tantos nobres que pediram minha mão em casamento, mas todos com o simples objetivo de conquistar uma vida de luxuria e regalias, assim que se casar com a princesa do Egito, filha do grande faraó do Egito e irmã do futuro faraó do Egito! — Anippe disse apavorada, como se as palavras fossem disparadas em sua boca.

— Querida, casamentos são feitos para questões do reino. Este rapaz, é simpático, assim como você e acredito que você gostará dele. Você já está na idade de se casar e logo que a união acontecer, irei nomear-lo como o general do exército egípcio. É uma oportunidade em tanta. — disse Amenophis. — é um ótimo rapaz.

Anippe se virou e olhou para sua dama, que estava com a cabeça focando o chão, como se houvesse ali, alguma atração de magos, mas a princesa só olhou para sua amiga por um instante, para que seu coração pudesse ser confortado, ou que a pobre serva, tivesse uma solução para tirar aquela ideia louca da cabeça do faraó de que este casamento seria uma boa intenção para a filha. A princesa não tinha escolha, pois saberia que aquela era mais uma questão política. A jovem havia recebido milhares de propostas de casamento e como sempre, ela nunca poderia escolher. Nenhum homem foi capaz de colocar brilho nos olhos dela. A pobre princesa, não podia optar e para ela, nunca acharia um bom marido, que a amasse de verdade e que não quisesse apenas as regalias de um nobre, marido da princesa do Egito.

Um servo, entrou na sala do trono, anunciando para eles que o moço e seu pai chegaram ao palácio. Da entrada, até a sala do trono, demorava alguns minutos e ainda, os convidados iriam deixar seus pertences em seus novos aposentos. O faraó não pensou duas vezes em já começar uma oração a Hórus, como de costume, sempre fazia nos dejejuns da família real. Como dito, começou a orar a este deus:

Hórus, princípio luz, reluzentes olhos de falcão, barco de raios, rio rumo ao sol, solitário falcão chorando, a morte do pai, mandai aos Nilos de mim, dádivas de Osíris, faz portal intergaláctico, minha esfinge coração: nação sem rei, eclíptico vulcão mumificado...

Depois da oração, a princesa e seu irmão se sentou em uma mesa, nos pés da escada do trono, de frente para o portão do salão. Começaram a beliscar algumas comidas que o cozinheiro real, havia preparado com tanta boa vontade, para aquele dia. Assim que se passaram um tempo, um guarda anunciou a chegada dos convidados.

Quando se abriu as portas dali, a princesa focou seu olhar diretamente para o rapaz que estava acompanhado de um homem, que aparentava ser seu pai, pois alguns traços eram similares dos dois indivíduos. A princesa o reparou dos pés a cabeça. O rapaz era forte e musculoso. Aparentava também, ter apenas poucos anos mais velho que Anippe, mas ainda tinha traços de uma pessoa jovem e saudável. Tinha em torno de 23 anos, era bonito e já usava a roupa de um general do palácio. Seus olhos eram castanhos, era um castanho claro, parecido com a cor do mel.

O rapaz reparou nos olhares da princesa e tratou de olhá-la também. Sua feição, parecia encantadora. Não era novidade, pois todos que viam a jovem princesa, tinham a mesma reação, mas deste jovem, era diferente. Ele a olhava, como se ela fosse teu primeiro amor, como se apenas ela estava naquela sala e que ele teria a certeza que ela seria sua esposa, mãe de seus filhos e não só a princesa do Egito, com qual ele se casaria e ganharia títulos. Não. Era diferente e o ar de paixão queimou ali. O rapaz talvez teria se apaixonado, realmente com a princesa, como aqueles amores a primeira vista. Amun, não deixou de reparar na troca de olhares entre o novo general e de sua irmã. Todos se levantaram, para receber os homens.

— Soberano. — saudou, o homem que estava ali, como pai do novo general. — este é meu filho, o primogênito, Rahotep. É um bom moço e esperto na questão de guerras. Te entrego, em tuas mãos, o meu filho e juro por ele, que Rahotep será fiel ao reino e a ti.

— Aceito você e sua família aqui. Já se considerem parte da família real.

— Obrigada, soberano. — o rapaz desafiou falar. — como meu pai disse, eu irei honrá-lo até o fim. — reverenciou-se.

O rapaz, depois de receber os elogios do rei, caminhou até a filha do faraó, onde fitou seus olhos penetrantes e sorriu, mostrando seus dentes brancos como o brilho da lua. O moço se arriscou em tocar as mãos da princesa, com respeito, e beijou as delicadas mãos dela. As bochechas de Anippe ficaram rosadas e ela não segurou seu sorriso radiante.

Notas finais
Será que Anippe irá mudar de idéia sobre não existir amor, sem ter algum interesse por trás? Será que o novo general, realmente gostou da princesa, sem vê-la só como uma oportunidade? Comente!