Diga Adeus à Inocência
26 Capítulo 25
Ele permanece em silêncio, seus olhos tem um brilho voraz. Adianto-me para acabar com o silêncio entre nós e beijo-o, puxando-o gentilmente pela nuca. Suas mãos apertam minha cintura com força e mantém meu corpo pressionado ao seu, de modo que nem consigo me mexer direito. Meu vestido enrola até a cintura, sua mão escorrega para minha coxa e permanece ali, afundando os dedos em minha carne. Mordo seu lábio inferior e puxo-o, sorrindo.
O elástico da calcinha estala contra minha pele mais uma vez, arfo e arqueio o corpo com a surpresa do ato. Um sorriso presunçoso enfeita seu rosto.
– Tão sensível. – ele sussurra.
Ele se inclina, seus lábios quentes tocam meu pescoço e a pressão do beijo faz ondas elétricas descarregarem em meu corpo, aperto as pernas envolta de seu quadril e o ato tem repercussão direta em sua mão, que aperta ainda mais minha coxa. Delicadamente, faz uma trilha de beijos de meu ombro até meu maxilar.
Minha respiração fica curta, rápida; na expectativa. Malic roça o nariz em minha orelha, um caloroso arrepio percorre meu corpo e faz minhas bochechas esquentarem. Escorrego os dedos por sua camisa social e alcanço os botões fechados e em um lampejo, lembro-me que ele vai sair.
– Você tem compromisso. – Murmuro e ofego ao sentir sua mão subindo por minhas costas e levando o vestido junto.
Mordo o lábio inferior.
– Meu único compromisso é tirar o seu vestido. – ele sussurra e logo em seguida morde o lóbulo de minha orelha.
E em um movimento rápido, ele retira meu vestido. Seus lábios voltam a ter contato com minha pele; beijando e chupando. Isso é tão bom. Meu corpo ressoa e começo a me contorcer ao seu toque.
– Bianca. – ele suspira e aperta meu corpo contra o dele. Puxo seu cabelo e tombo a cabeça para trás, o cabeço roça em meu quadril.
– Sim. – sopro as palavras para fora, quase inaudível.
– Você vai me enlouquecer assim. – ele morde o meu ombro. Arfo.
Beijo-o. Não aguento essa tortura lenta. Quem vai enlouquecer aqui será eu e não ele. Por favor.
Seus dedos gélidos alcançam o feixe de meu sutiã, pressiono meus seios contra o seu peito e assim ele tem mais facilidade em retirar a peça, lentamente, raspando os dedos por toda a extensão de meu braço.
– Gosto de tocar em sua pele imaculada.
Oh céus.
Ele deixa a peça de lado e segura meu rosto entre suas mãos, me obrigando a encarar seus olhos, brilhantes.
– Eu amo você. — um sorriso débil se forma em meus lábios e antes que eu possa responder, ele me beija. A adrenalina toma conta de meu corpo e eu quero gritar.
Suas mãos descem para meus ombros e continuam descendo até seus polegares tocarem em meus mamilos, pressionando. Suprimo o gemido contra os seus lábios e finco meus dedos em suas mechas sedosas. E então ele levanta, me erguendo.
Meu coração acelera em pensar no quarto. Devagar, ele solta minhas pernas: uma após a outra e só me solta quando tenho estabilidade em ficar em pé no salto. Nossa diferença de altura não é perceptível quando uso salto. Uma mecha de cabelo cai na frente de meu rosto e minhas bochechas esquentam. Encará-lo assim é tão vergonhoso, cubro meus seios e abaixo o olhar.
– Gosto de olhar para você. – ele segura meus braços, volto a encará-lo – Então não se cubra.
Mordo a lateral do meu lábio inferior e respiro fundo.
– Quero que faça uma coisa para mim. – ele pede, mansamente.
– O que? – franzo o cenho.
– Tire minha roupa. – ele fala, rouco.
Mas o que?! Como vou fazer isso? Quer dizer, sei tirar a roupa, mas é a minha roupa, no meu corpo, do meu jeito. Não sei fazer esses jogos de sedução que as mulheres experientes sabem.
Engulo seco e me aproximo. Deslizo os dedos até encontrar os botões fechados de sua camisa e mantenho contato visual, ignorando o que estou fazendo. Seus olhos queimam os meus com intensidade de tirar o meu fôlego. Meus dedos trêmulos demoram para conseguir tirar os botões.
Assim que tiro o último, subo a mão por seu abdômen e paro em seus ombros, empurrando a camisa para baixo e deixando-a deslizar por sua pele quente. A tatuagem do leão surge: grandiosamente aonde deveria ser a sua cicatriz. Passo a mão por cima e ainda posso sentir a pele repuxada.
– É linda. – sussurro e tenho como resposta um sorriso de lado.
Volto a me concentrar em meu dever e passo os dedos pelo elástico azul de sua box, puxando-o e então volto a encará-lo. A calça. Abro o zíper e fico diante do problema de retirá-la... Hm, posso tenta puxar para baixo – sem sucesso, como ele conseguiu colocar a calça? Como pode ser tão difícil?
– O que vai fazer agora? – ele ergue uma sobrancelha, em desafio.
Ajoelho e puxo-a devagar, fazendo deslizar por suas pernas. Encaro-o pelos cílios e sorrio, retirando sua box. Então aqui está ele. Será que... hm... Será que posso tocá-lo? Estico o braço e toco nele, observo a reação de Malic no mesmo instante. Ele respira fundo e deixa os lábios entreabertos. Sua pele é macia e aveludada... e dura e quente. Aperto, e ele envolve minha mão com a sua.
– Assim. – ele sussurra e mexe a mão para cima e para baixo, pressionando meus dedos com firmeza, que o apertam com mais força. Mordo o lábio inferior e me concentro no que estou fazendo ao mesmo tempo que presto a atenção em cada reação de seu corpo. Ele fecha os olhos por um instante e sua respiração fica presa na garganta. Quando torna a abrir os olhos novamente, me encara de um jeito abrasador – Isso mesmo.
Ele solta a minha mão, deixando que eu continue sozinha; fechando os olhos. Faço os movimentos de vaivém nele todo. Aperto-o com um pouco mais de firmeza e um gemido escapa por seus lábios. Algo ascende em meu corpo e repito o movimento, mais rápido e mais forte. Seus lábios se abrem novamente e sua respiração fica pesada.
Uma vez li em um livro sobre o sexo oral, mas nunca considerei que um dia chegaria a fazer isso e também me lembro, vagamente, de Monique falando sobre suas experiências... Cuidado com os dentes; é a única coisa que lembro. Nota mental: prestar atenção nas aulas grátis sobre sexo da Monique.
Inclino para frente enquanto ele mantém os olhos fechados e envolvo-o com os lábios, timidamente.
– Bianca...
Ele arregala os olhos e isso me motiva a continuar com mais pressão. Sua respiração falha.
É duro e macio, suave. Um pouco salgado.
– Nossa. – ele geme e fecha os olhos de novo.
Posso fazer isso. Toco-o com a língua e ele flexiona os quadris. Apoio uma mão em sua cintura para manter o equilíbrio e flexiono os dedos em sua pele para me manter estável no lugar. Coloco mais pressão, passando a língua, protegendo os dentes com os lábios, continuando o movimento de vaivém com a mãp. Ele sibila ao respirar com os dentes cerrados e só então percebo que está com os olhos abertos agora. Encaro-o pelos cílios. Seu rosto está corado.
Não sabia que proporcionar prazer para alguém era uma sensação tão boa.
– Bianca, eu- sua respiração falha e sua perna fica tensa sob minha mão.
De repente ele me ergue pelos braços. Arregalo os olhos.
– Não quero gozar na sua boca. – ele me puxa para o sofá de novo, mas não me permite sentar.
Observo os efeitos que causei, além de sua beleza e sorrio timidamente.
Torturantemente, ele segura o elástico de minha calcinha e a abaixa, mantendo contato visual comigo. Perco o ar. Ele retira os meus sapatos juntamente com a calcinha. Então sua boca e seus dedos hábeis estão bem ali. Minhas pernas fraquejam e um gemido me escapa.
– Malic, você está me torturando. – suspiro – Por favor.
– O que? – ele introduz um dedo – É só dizer.
Ah.
– Quero você, agora. – falo, urgente.
Ele sorri lascivo.
– Você por cima. – ele comenta.
Como?
Delicadamente, ele me puxa para seu colo.
– Devagar. – ele segura em meu quadril, me erguendo e bem devagar, me coloca sobre ele.
Gemo e tombo a cabeça para trás. Desse jeito é mais sublime, torturante; doce. Céus. Ele é tão gostoso.
– Isso. – ele murmura. Flexiona e gira o quadril em um movimento só.
– Malic! – agarro seu cabelo e aperto o seu ombro com a mão livre. A sensação se irradia por toda a minha barriga.
Ele sorri presunçoso e repete o movimento. Tombo a cabeça para trás, o cabelo caindo nas costas e deixo um gemido escapar, prolongado. Lentamente, ele se deixa afundar no sofá.
– Mexa, Angel. – ele sussurra e tomba a cabeça para trás.
Sem hesitar, seguro em seu ombro e no encosto do sofá, remexendo em seu colo. Seus olhos ardem selvagemente e sua respiração está entrecortada como a minha. Ergo o corpo e abaixo logo em seguida, testando os movimentos. Ele arqueia o corpo. Centímetros nos separam. Beijo-o.
Pegamos o ritmo certo. Para cima e para baixo... para cima e para baixo... sem parar de mexer. É quase incontrolável suprimir os gemidos e agradeço por não estar em casa. Aquela sensação se irradia cada vez mais pelo meu corpo, me dando vontade de gritar. Durante o movimento, nossos quadris se encontram e o choque repercuti até o dedão do meu pé. Os seus dedos marcam a pele de meu quadril.
Abraço-o.
– Malic... – sussurro e em seguida chupo seu pescoço para não gritar.
A sensação pulsa e aumenta, entranha-se em meu corpo. Os músculos de meu corpo se tensionam. Grito uma versão embromada do nome dele e relaxo.
De repente, ele me puxa e desconecta os corpos. Lívido.
– O que foi? – encosto a cabeça em seu ombro e tento regularizar a respiração.
Ele permanece em silêncio.
– Quer ir tomar banho? – ele sugere, um tempo depois.
– Você vai me dar banho? – passo o dedo pela linha de seu maxilar.
– Sim.
– Então quero. – sorrio.
**
Acordo após descobrir que Malic não está na cama. Levanto e abro seu guarda-roupa, pegando uma blusa e uma cueca, visto-as e saio do quarto. Procuro-o pelo apartamento silencioso.
Alguém abre a porta da sala.
Meu coração dispara e tenho receio de ser alguém da família dele. Caminho vagarosamente até a cozinha e encontro-o debruçado no balcão, com o olhar fixo na pedra de mármore. Tenso. Lívido. Abatido. Preocupado... ?
– O que aconteceu? – me aproximo.
– Preciso que tome isso. – ele coloca uma caixa de remédio no balcão.
Franzo o cenho.
– Não estou entendendo.
Ele fecha os olhos e respira fundo.
– Não usei camisinha ontem.
Não o quê?! Não pode ser! Eu lembro que... É impossível que eu tenha deixado passar... Como que...
Minhas pernas ficam moles e preciso me apoiar na banqueta para continuar de pé. Meu Deus, não. Como eu esqueci? Logo eu! A neurótica no assunto. Foi por isso que ele fez aquilo ontem.
– Por que não me contou ontem?
– É pílula do dia seguinte. – ele ignora – Ela força a menstruação.
– Eu sei o que ela faz! – retruco – Por que não me contou ontem?
– Queria adiar a briga para de manhã. – ele diz, amargo.
– Briga?! Ninguém está brigando aqui!
– Bianca, isso foi um erro mutuo, por acaso você lembrou?
Permaneço em silêncio.
– Toma logo essa merda e vamos ver o que acontece.
– Quer esperar nove meses também? – questiono.
– Eu gozei fora, tá legal? – ele eleva a voz – Se você engravidar mesmo com a pílula vai ser um puta azar do caralho.
Não vale a pena brigar, mesmo que eu esteja com vontade de bater nele, não vela a pena. O erro foi dos dois, nenhum lembrou. Ninguém teve responsabilidade, então não adianta gritar. Pego a caixa e sento na banqueta.
E se não der certo? Ela funciona em 90% dos casos e se eu for os 10% restante, se eu conseguir ser o azar dos 10%? Não quero um bebê, um filho... A merda que for. Meus pais vão me colocar para fora ou melhor, vão me matar e minha vó vai matar o Malic. Vai ser uma desgraça. Por favor, não.
Uma lagrima escorre por meu rosto sem meu consentimento. Suas mãos tocam o meu ombro e ele se aproxima. Não quero que ele toque em mim, não quero que ele fale comigo, quero um tempo longe.
– Não. – afasto-o.
Ele não insisti, se afasta e anda pela cozinha. Pega um copo e o enche de água, me entregando.
– Toma logo.
Fungo e pega a pílula com as mãos trêmulas. Por favor.
Encaro o copo em silêncio.
– Minha mãe está vindo para cá, se quiser ficar, mas se quiser ir embora vou entender. – ele murmura.
– Tenho a faculdade. – murmuro.
– Já perdeu o horário.
Ótimo. Mais alguma coisa vai acontecer hoje? Que tal rolar um tiro? Bem na minha cabeça.
– Vou ligar para minha vó. – saio.
Caminho para o quarto novamente.
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