Differences

8 Intromissão do Amor


Notas iniciais
Yôo minna! Eu ontem não postei porque tive alguns problemas e não tive cabeça para escrever um novo capítulo... Hoje já fiz um pequeno sacrifício. E espero conseguir actualizar a fanfic HitsuKarin. Bem espero que gostem... Boa leitura*

Hueco Mundo

Orihime Inoue caminhava tranquilamente pelos corredores de Las Noches. Chegando ao seu destino, bateu levemente na porta, pedindo a permissão para adentrar no compartimento. Após a autorização ela entrou, vendo a sua pequena morena olhando para a lua enquanto remexia nos seus belos cabelos negros presos pala magnifica trança de lado. A ruiva conhecia aquele olhar melancólico. Era o mesmo que ela tinha quando estava presa em cativeiro, sob ordens de Aizen, olhando através da pequena janela, sempre rezando para que a lua a escutasse. Foi quando descobriu quem realmente ela amava. O homem que a vigiava.

– Quem é ele filha? – Orihime sorria compreensiva para Yue, fazendo a mesma olhar de relance para a ruiva. Por momentos, a morena temeu que tivesse dito em voz alta os seus pensamentos. A pequena arrankar optou por fazer-se de desentendida, já sabia como sua mãe era observadora e que não iria acreditar facilmente. Mas não custava nada tentar.

– Ele quem oka-san? – Fez de tudo para não gaguejar e simular desinteresse. Quase pulou de alegria quando o conseguiu, mas tinha de manter o seu disfarce.

– Aquele que roubou o teu coração. – Orihime gargalhou graciosamente ao ver a sua filha completamente rubra. A ruiva não gostava apenas de deixar o quarto espada encavacado, também não se esquecia de retribuir o mesmo gesto àquela miniatura do Ulquiorra.

– Não sei do que estás a falar. – Yue amaldiçoou-se por ter tartamudeado. Sua voz saiu pouco firme e trémula Acabara de entregar-se. Suspirou derrotada. Sabia como era sua mãe, e ela não a deixaria enquanto não lhe contasse tudo. – Aiko, nós conhecemos-nos quando estive o Mundo Real e acabámos por sair todos os dias juntos… Mas eu não estou apaixonada por ele! Só o acho diferente… Mas mesmo que gostasse dele seria impossível.

A princesa de Las Noches hesitou na última frase. Não sabia se era uma boa ideia falar aquilo, mas precisava de desabafar, afinal elas eram acima de tudo amigas. A ruiva não a iria julgar mesmo que tivesse uma paixoneta censurável. Ria internamente pela sua pontaria. De tantos rapazes, ela interessara-se exactamente por aquele que não a podia corresponder, apostara numa relação sem futuro. Ela escolhera o fruto proibido.

– Querida, ele por acaso é humano?– Ela notou a mudança de comportamento de Inoue. Já não havia requisitos de um tom malicioso ou debochado. Era como se a abraçasse, como se a compreendesse. Deveria ser impressão sua, uma partida da sua mente. Era impossível ser verdade, afinal ela apaixonara-se por um arrakar, igual a ela. Como sua mãe poderia entender a sua situação?

– Não, é um shinigami. Ele até me salvou uma vez… Na luta contra o adjucha. - Yue olhava para a sua mãe, anotando as suas reacções. Mas nada a recriminava. Estranhou, ela acabou de admitir que na sua estadia no mundo humano fez amizade com um shinigami, que poderia até gostar dele e a sua mãe nem ao menos desmanchava a sua expressão calma?

– Em nenhum caso isso é impossível minha filha. O amor vai para além de todas as fronteiras, que nós próprios criamos para restringir o nosso amor. Eu nunca te contei, mas quando eu conheci, quando eu me apaixonei pelo teu pai, eu ainda era humana. Morri para o salvar de um shinigami que me invadiu Hueco Mundo para me salvar e ia matando o Ulquiorra, que foi quem me sequestrou. Mas eu interferi o ataque que ia perfurar o teu pai. - A morena arregalou os olhos tamanha a surpresa. Eles esqueceram-se de contar essa parte da história! Viu a serenidade nos olhos acinzentados e percebeu como o assunto era delicado e por isso nunca lhe contaram. Também não tinha maturidade para o saber, admitia.

– Mas como conseguiram? Quer dizer... Mesmo depois de reencarnares hollow, ainda te lembravas da tua vida humana, foi isso que disseste. Como conseguiram enfrentar essas recordações?

– Houve uma altura em que eu era uma humana e ele um arrankar. Mas aí nosso amor começou a crescer e a crescer até não existir mais arrankares ou humanos. Deixou de ser eu e ele. Éramos dois seres independentes mas quando o amor se intrometeu, tornou-nos um só.

– Todos os dias aprendo qualquer coisa nova sobre a vossa história, mesmo já me terem-ma contado milhares de vezes.– A morena olhava repleta de admiração e orgulho para a ruiva angelical, que sorria desajeitadamente pelo olhar penetrante de sua filha.

– Isso Yue é porque nós próprios aprendemos coisas novas todos os dias… Não penses que por agora eu e o teu pai estarmos mais velhos e com filhos que o nosso amor murchou ou cessou. Não, todos os dias aumenta um pouco mais do que aquilo que era no dia anterior. Nós trabalhamos juntos para que nosso sentimento não morra. Mesmo contra todas as adversidades.

– Isso quer dizer o quê oka?

Orihime aproximou-se da sua pequena, revelando um sorriso malicioso e um brilho diferente no olhar.

– Quer dizer que temos de arranjar-te mais missões para o Mundo Real! – Orihime exclamava como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– O otou-san não vai gostar disso… – Claro que a morena adorou a ideias, mas seu pai não a aprovaria. Ele a trancaria no quarto eternamente se suspeitasse de suas intenções ao querer-se encontrar com um rapaz.

– Certamente. Por isso contamos-lhe depois. Se tu gostares mesmo desse rapaz, então falaremos com ele. Até lá desvenda os segredos dessa vossa amizade. – Yue olhou chocada para sua mãe. Nunca vira mulher para saltar as regras como ela... Ela não tinha consciência do perigo não!? Mas bem, permitiu-se descontrair. Agora tinha um aliada! E não era uma qualquer... Era a onna do Rei de Hueco Mundo. Ela sempre dava um jeito para convencer seu pai. Isso era algo que a irritava profundamente. Porque sua mãe conseguia sempre e ela não? O que ela tinha que a morena não tivesse?

– Duvido que alguma vez na vida possa gostar daquele ruivinho arrogante. Simplesmente é impossível!– A morena recusava-se a dar a parte fraca, o seu orgulho não lhe permitia admitir semelhante coisa.

– "Ruivinho"?– Questionou Orihime intrigada pela nova informação.

– Sim… Ele tem cabelos ruivos rebeldes, disse que herdou do pai… Como se chamava mesmo… Ah! Kurosaki Ichigo, taichou do … Oka? OKA-SAN! -Yue assustou-se ao ver o rosto empalidecido de sua mãe. Viu como após de dizer o nome do pai do shinigami ela cair de joelhos no chão, continuando a olhá-la receosa.

– Kurosaki-kun? O pai dele é o Kurosaki-kun? - A voz saía deformada, se não fosse a sua aguçada audição, não teria escutado nada.

– Sim, mas tu o conheces oka?

– Hai… É o tal substituto de shinigami que me veio salvar do teu pai… Na realidade, tornamos-nos todos amigos depois de toda a confusão. – Orihime tinha a mão no peito, tentando acalmar-se. Inspirava para levar o oxigénio ao cérebro e pensar com clareza.

– Isso quer dizer que o pai aceitará o Aiko-kun? – Yue perguntou eufórica. Não que ela sentisse algo por ele... Mas a sua amizade era algo útil. Afinal quem depois faria seus relatórios? Era com gozo, que se lembrava da cara emborrada do ruivinho, ao escrever os seus (supostamente) relatórios.

– Não, é totalmente o oposto…– Orihime suava frio, aumentando a confusão da sua filha.- Em tempos o teu pai odiou o Kurosaki-kun, por este supostamente ter a ousadia de cortejar a sua onna, como ele me apelidava, agora o filho dele volta para fazer o mesmo com sua filha.

– Então que faremos? - A morena percebeu a real situação. Era mais grave do que pensava. Teriam de arranjar um solução. Olhou suplicante para sua mãe. Esperando que ela solucionasse o problema, como sempre o consegue fazer.

– Esperemos que o teu amigo mude rapidamente de apelido…

Notas finais
Bom esta temporada não vai se prologar tanto como a outra. E claro eu vou falar de algumas experiências do Aiko e da Yue mas não me vou focar a sério nisso. Eu criei este casal para fortalecer mais o Ulquihime e o Ichiruki. Qualquer coisa é só dizer. Beijinhos, Jya née.