Dies Illa

35 Capítulo XXXIII - Do Dia Em Que Fui Finalmente Aceito -


Notas iniciais
Aviso: cena de sexo. (*≧▽≦) edit: eu modifiquei várias palavras que julguei serem chulas e/ou repetitivas demais! e agora estou mais satisfeita com o texto... -u-

O chuveiro fora desligado, mas o som da água a cair persistia. "Será que chove lá fora?" se perguntava nosso garoto, sem dar muita importância ao familiar barulho torrencial que outrora provou ser apenas "fruto de sua imaginação".

Morgan sentou-se molhado na cama e Rihito lhes trouxe uma toalha para juntos se secarem. Nunca havia pensado que andar nu pelo quarto na presença do outro pudesse ser tão concupiscente.

"O que eu estou fazendo?"

Morgan o beijou na boca. Queria muito mais do Rihito que venerava. Deitou-se. Inesperadamente, observar sua sístole e diástole era atraente em demasia.

"O que eu estou fazendo..?"

O rosto solene do moreno não deixava transparecer um pingo de sua insegurança. Achou que Morgan tinha uma compleição esguia, adornada de hematomas que o incitavam, uma pele clara mas corada de tons rosáceos, com um belo umbigo e par de coxas. Deslizou seus dedos por eles enquanto o fitava intensamente com aqueles olhos azuis que congelavam a espinha do louro. Inclinou-se paulatinamente para enfim colar seu tórax sobre o dele.

Rihito serpenteara seu caminho para entre as pernas esticadas de Morgan e seu membro já excitado examinava sua entrada.

"O que eu estou fazendo!?"

Guiado pelos instintos, seu corpo urgia e fervia, o obrigava a entrar no louro o mais rápido possível e estando tão próximo agora qualquer resistência seria apenas ridícula. Só com os abraços daquelas tenras pernas e braços em volta de si e com os beijos indiscutivelmente fascinantes daquela língua sedenta, o nissei já se encontrava prestes a liberar seus líquidos de prazer.

Chegou a se lembrar de Simon, mas estranhamente não sentia culpa ou remorso nenhum. No lugar disto, acreditava estar apenas cuidando do amigo do modo como ele mais apreciaria. O pobre Morgan tinha ódio de si próprio e queria a todo custo chamar sua atenção, ao ponto de se humilhar, como havia feito há alguns momentos atrás, naquele mesmo quarto. Uma sombra da fria imundície rastejou pelo fundo da memória dele.

– Hmm... Rihi--to... Eu quero você logo... Dentro de mim...

Sua voz como a de um gato manhoso dissipou a última incerteza de Rihito, que logo em seguida o penetrou com vigor.

– Ahhhhhh~!!! — O louro gritou com genuína satisfação.

Morgan não era mais virgem há tempos, desde a morte de sua mãe, mas certamente aquela fora a primeira vez em que realmente se comprouve no sexo. Rihito corou e seus olhos fendidos se abriram além, o corpo de Morgan queimava e o acolhia, suas paredes internas o prendiam e o sugavam para dentro, enquanto todo o resto dançava num êxtase que era quase divino.

Nosso garoto porém lutava com algo que ainda não foi mencionado.

"Cal-- ma..." Ele continuava as estocadas com sua respiração falha que lembrava a de uma pessoa tremendo de frio. Parou de súbito.

– Rihitô.... Hmm — Mais beijos de Morgan — Não para não Rihito... Está tão gostoso...

E com as delicadas mãos femininas guiou os quadris do nissei para continuarem a se mover. O menino achava que ele estava tímido.

– Você está indo muito bem... — Ele encorajava, sem parar com as mãos.

Um instante depois, Rihito estremeceu. Morgan parecia surpreso ao entender o que o atormentava, mas não conseguiu se aborrecer. Seu sêmen transbordou dentro dele. O moreno baixou o olhar e confirmou o esperado: seu amigo ainda não havia gozado. Os gélidos olhos azuis petrificados de vergonha por não ter conseguido se segurar: Rihito tinha ejaculação precoce.

–-- ♪ ---

A chuva continuava a suplicar o nissei, ainda envergonhado de ter sido descoberto em hora tão crítica. Talvez Morgan estivesse bravo... E com razão... Repentinamente, algo o cingiu pela cintura.

– Morgan! Eu...

– Quero te ordenhar, Rihito.

O garoto piscou algumas vezes com profundo estranhamento. Só vacas eram ordenhadas.

– O quê..? Ghh!

Antes que pudesse agir, Morgan enfiou seu pênis dentro da boca úmida e o chupou com grande força.

– Kha! Para com... Isso! Mhn..! — Ele tentava empurrar a cabeça do louro que o puxava entre os macios lábios e depois o engolia fundo até a garganta, alternadamente.

Tal estímulo era tão intenso que o fazia querer ejacular novamente. Entrava em pânico.

– Hey, para! Eu acho que eu vou... Vou... Sabe! — O menino de óculos avisou, enrubescido.

Morgan sorriu maliciosamente e interrompeu, fazendo-o vacilar.

– O... Que houve?

– Nada — Respondeu de pronto — Não te disse que ia te ordenhar?

Rihito corou. Era mesmo estranho ouvir aquilo, mas do mesmo jeito muito erótico... Quando achou que podia continuar, o louro tocou a pontinha com a língua e o enfiou dentro de sua boca novamente. Ele agia como de fato amasse o que fazia. Seus movimentos eram tão apaixonados que quase chegavam a doer.

– Ah... Morgan... Dessa vez eu vou... — Fechou apenas um dos olhos pois seu corpo inteiro coçava.

E mais uma vez, Morgan parou de repente.

– Por... Que você está fazendo isso? Você quer me proibir de... — De início o garoto achou que o amigo quisesse puni-lo pelo que fizera — Você está me provocando? — Questionou o perplexo Rihito.

Naquele momento, Morgan se manteve quieto e suavemente balançou seu pênis, mostrando-o miseravelmente duro e ensopado, pingando todos tipos de fluidos. A face de Rihito tornou-se infinitamente vermelha. Então era essa sua intenção...

A pressão dos lábios de Morgan o sugando atacou novamente e fez o nissei tiritar, os músculos de suas pernas retraíam-se severamente toda vez que ele quase alcançava um orgasmo. Era uma sensação tão sublime que o enlouquecia, Morgan chegou ao ponto de sugar delicadamente sua uretra como se bebesse de uma garrafa. Rihito não aguentava mais, seu corpo ordenava que ele acabasse com aquilo de imediato. Já era surpreendente o bastante que ele aguentara até ali.

Morgan definitivamente era habilidoso.

Rihito agarrou seus dourados cabelos e afundou seu membro para dentro de sua boca num último e caloroso gemido.

– Ah..!

Ele latejava e sêmen branco cor de leite de coco vazava pela boca de seu amigo e em seu colo.

– Wah! Olha quanto que saiu!

Rihito virou o rosto.

– É óbvio, você fez isso premeditadamente!

Morgan riu. Seu amigo gostava de "falar difícil" como sempre. E fato era que sendo estimulada sua vesícula seminal por repetidas vezes nos quase-orgasmos que teve, uma quantidade maior de esperma se acumularia. Aquilo também era sua ajuda para melhorar o "auto-controle" em Rihito.

Cobriram-se então e ali mesmo dormiriam, na mesma cama. Sempre fora o sonho de Morgan e ali estava ele. Lembrou-se porém de sua cicatriz no períneo e enrijeceu. Já havia se preparado para contar tudo caso Rihito perguntasse, mas ele nem chegou a notar. Rihito nunca ficaria sabendo que ele fora hermafrodita, das brincadeiras de sua mãe ou do mais que seu pai havia feito dele.

Talvez ali ele tenha confundido o que sentiu com alívio de não ter de falar a respeito de um passado tão grotesco... Mas no fim, ele não tinha conseguido dividir sua dor.

Com ninguém.

Notas finais
fiquei em dúvida entre ter o Morgan dizer "mungir" ou "ordenhar" e acabei optando pelo último mesmo :/ ele é meio nojentinho né. Q yay! Morgan lovers, esse capítulo vai aprazer a vocês [eu acho] sem deixar a melancolia do Morgan de lado. que será que o Simon vai achar de tudo isso? ewe; eu sugeririra um threesome pra ele. Q