Diary Of Depression

6 Reunião de familia, oh não!


Notas iniciais
Eu sei, eu sei, vocês querem me matar mas eu tenho meus motivos. *O Héber esta pegando muito no pé (isso que dá ser atriz, obrigada) *Peça na qual sou protagonista se aproximando. *Trabalhos e trabalhos de escola *Apresentações de dança quase todo os dias e os outros contratempos ai, mas podem me matar.

Eu realmente gosto de livros e tal, mas não vejo sentido em ler um livro que você sabe que seu personagem favorito vai morrer no final, sim eu acabei de ler A Culpa é Das Estrelas e o livro ficou “quase” perfeito, tirando o fato de ele fazer eu me apaixonar pela história no final matar meu segundo personagem favorito (não, o primeiro não era a Hazel, era o escritor bêbado super parecido com meu tio). Agora voltando para minha história de vida inútil. A história em que a personagem principal não tem nenhum objetivo de vida, seu único sonho foi pisoteado por seu pai e ela nunca consegue de fato terminar alguma coisa importante, livros que ela começou a escrever continuam na metade, projeto também não terminados, qualquer dificuldade é motivo de desistência. Sim, essa é minha história de vida, goste ou não.

Hora de ir pra escola... Eu não estou com sono sabe, na verdade o que eu sonhei no começo da noite foi o suficiente para me fazer desistir do meu sono e ir ler um pouco, o problema é que eu estava interessada no motivo da minha insônia, olhos, que tipo ser idiota passa a noite pensando em olhos? Eu? Parece que sim.

Olhos. Sonhei com olhos capazes de deixar qualquer um abismado, um par de olhos lindamente perfeitos, juro ter os visto em algum lugar.

Ir para a escola foi fácil, prestar atenção nas aulas foi tão difícil quanto dar banho num leão faminto. Aqueles olhos eram de um azul meio verde, porém, próxima da pupila a cor era um castanho claro. Olhos intrigantes. Profundos. Enquanto os meu são um coco.

A hora do intervalo nunca foi das minhas favoritas, pessoas que eu não conheço, Matthew zoando nerds, patricinhas vivendo sua vida medíocres e...CORTA produção! Porque eu não consigo ficar parada quando vejo alguém sendo zuado?

–Matthew de sei lá o que larga esse nerd agora! –Sim eu tenho uma queda por defender pessoas, mas parece que o nerd assim como o Matthew e seus amigos não gostaram da interrupção. E o nerd não deve ter gostado de ter sido chamado de Nerd, por isso virei para ele e disse: — Sem ofensas.

–Triz, se manda vai. –Está claro que não gostamos um do outro? Sim? Certo.

–O que você vai fazer? Bater numa garota?-Adoro provocar.

–Não a nada que me impeça. –disse Matthew

Cheguei perto dele, bem perto, tão perto que podia sentir seu hálito de cigarro e sussurrei perto de sua orelha.

–Mat, Mat, Matthew, gostaria que a escola toda ficasse sabendo que eu te salvei de uma cobra? Eu, uma garota?

Não senti, mas sabia que ele estava arrepiado com a aproximação.

–Tudo bem, já acabei com ele. –Falou ele indiferente e seus amigos babacas soltaram o garoto.

Assim que eles saíram esperei o Nerd que não gosta de ser chamado assim se recompor.

–Tudo bem? –Perguntei.

–Não precisava da sua ajuda. – Menino ingrato.

–Você é meio masoquista então?

–Não sua idiota, só não precisa da ajuda de uma garota. –Então ele foi embora, sem agradecimentos nem nada. Okay, Matthew, volte e de uma surra bem dada nesse nerdzinho.

Eu deveria ficar quieta, parar de ajudar quem não merece.

De longe avistei aquele Garoto intrigante que parece ter repetido algumas séries ou sei lá. Ele me dá medo. Mas como eu sou um Pouco, ou talvez muito curiosa me aproximei dele que estava com uma cara muito de serial killer;

–Dia ruim? –Perguntei.

Ele não respondeu o que me deu vontade de ser irritante, adoro irritar pessoas com cara de Psicopatas que realmente parecem não querer falar com ninguém. É algo satisfatório.

–Parece que sim. Sabe, eu também tenho dias ruins, aqueles em que eu perco meu celular sem bateria, ou quando eu tomo banho e esqueço a toalha e tá um frio do caralho do lado de fora do banheiro, também tem o fato do meu cabelo ser tão cheio que faz com que todos os meus dias sejam ruins e...-Ele gritou interrompendo meu discurso.

–CHEGA, será que você não cala a boca. — Uou, que voz e que... Olhos, aqueles olhos.

–Os seus olhos... -Gelei, eu sonhei com um desconhecido?

–O que têm eles, e o que te faz pensar que pode falar comigo? –Indiferença modo ON;

–Também é um prazer te conhecer, nossa tocou o sinal, foi uma conversa emocionante, Tchau.

Medo?Não, Quer dizer, ela não ia me assassinar ali, com testemunhas e tal. Ou ia?

Mas... Aquele olho, cara, trocaria os meus pelos dele facinho.

Bom, o restante das aulas passou normalmente e a professora de artes perguntou que eu poderia fazer um trabalho voluntário. Eu aceitei meio relutante, só não entendi o “já que você fez aulas de teatro e eu só sou especializada em artes plásticas”.

Então eu fui pra casa, na verdade eu tentei, sempre há um imprevisto, como ser assaltada ou quase estuprada, coisas que acontecem no meu dia-a-dia.

–Hey ruivinha. — Alguém segurou meu pulso, eu juro que eu já ouvi essa voz.

Agarraram-me, eu adoraria dar um soco em um desses caras, só que eu gelei, por quê? Eu odeio armas e o mais alto deles tinha uma arma.

Eu estava lá e não estava lá, eu só ouvia vozes nas não entendia nada, talvez seja TDAH agindo ou meu medo de armas.

Só lembro que eu cai e ouvi um barulho de socos.

Acordei com uma dor de cabeça infernal, provavelmente bati a cabeça. Adoraria saber onde estou.

–Dyl, ela acordou. Dyl, Dylan! –Dylan? Quem é Dylan? E quem é essa garotinha?Parecia ter 07 anos.

–Calma Bia, Para de ser escandalosa. –Aqueles olhos estavam me perseguindo, só pode, era aquele garoto. –Você está bem?

Ah, agora ele resolveu ser educado?

–To ótima, oque... -Tentei levantar, mas ele me deitou de novo. –O que aconteceu?

–Você foi atacada pelo Matthew e companhia. –Eu vou matá-lo, Matthew vai levar um chute no traseiro que vai voar daqui lá na China;

–Err, Obrigado, eu tenho que ir, me levantei.

–Agente te leva em casa. -Disse a garotinha.

–Não fofa, eu posso ir sozinha, obrigada. – Sorri e beijei a bochecha dela.

–Ela está certa, agente te leva. –É sério, como ele ficou assim?

Acabei aceitando, eles não moravam tão longe da minha casa, então fomos a pé. Agradeci a ele várias vezes até chegarmos à casa do meu tio.

–Obrigada, obrigada mesmo. –Eu disse

–Você já disse isso 17 vezes tia, é irritante. –Eu ri. Já disse que amo crianças?

–Beatrice! –Olhou Dylan em reprovação.

–Oi! –Dissemos juntas;

Depois entendi que ela também se chamava Beatrice.

–Bom, tchau Dylan, e Tchau Xará. –Agadeci novamente e entrei na casa do meu tio.

Mas ainda deu tempo de eu ouvir a Bia dizer “Xará? Ela me xingou?”

Amanhã eu teria trabalho dobrado, começaria aquele tal trabalho comunitário, então iria para a escola e depois iria direto ao lugar onde a professora Marly avia me indicado. Cansativo, eu sei.

Notas finais
Pra compensar meu desfalque de capitulos orrendos, posterei dois capitulos hoje... Beijos comentem.