Notas iniciais
Comentem seus lindos, beijos da Triz.

Bom Dia mundo... Hoje eu acordei feliz e completamente bela, mentira, esquece tudo o que eu disse, estou com um sono do caramba, e to parecendo uma raposa arrepiada e espero que você tenha um dia horrível.

O fato é, porque eu aceitei fazer serviço comunitário? Amo ajudar pessoas e tal, mas que me garante que minha professora não me colocou para lavar banheiros?

–Bom Dia Bea... –Já falei que meu tio nunca está de bom humor? E se parece que está é porque lá vem noticia ruim?

–Boom dia?-Disse hesitante.

–É, fiz o café da manhã... Okay, eu comprei o café da manhã. –Lá vem –E logo chegará a reunião de família.

–A ótimo, primos irritantes, tias exibidas, e os velhos falando das mesmas histórias tediantes. –Não me leve a mal, eu adoro história de velhos, mas os velhos da minha família (tirando meu avô) são completamente superficiais. É o que a riqueza faz com as pessoas amigos.

–Tem mais, vai ser aqui, temos que tirar todo o preto da casa, as bebidas, não as bebidas não. –Ele estava tendo uma crise? Meu Zeus.

–Tio, Tio, é simples, vamos decorar a casa, da nossa maneira... Prometo que isso não inclui acabar com as bebidas. -Já disse que adoro provocar? -Na verdade inclui um churrasco bem brasileiro e nossa família com muito nojo e raiva.

Vai ser a melhor semana em família, e dessa vez eu vou jogar os dados. Vamos ver se minha família metida gosta de carne gordurosa e muita cerveja.

–Quando vai ser? –Perguntei.

–No seu aniversário. –Se fosse há um mês eu estaria tendo um ataque, pois fariam do meu aniversario um inferno, mas, acho que vou me divertir muito, dês de que cheguei aqui estou com vontade de brincar. Haha

–Bom, vou indo para a escola tio. Tchau. –Eu disse pegando minha mochila e indo em direção a porta.

–Mente maligna, igualzinha ao tio, adoro isso. –Ele disse e eu soltei um risinho.

Hoje eu estou a fim de machucar alguém, e pode ter certeza que esse alguém é Matthew. Pena que ele não estava na escola, provavelmente ele levou uma boa surra do Dylan, que por sua vez estava escorado na mesma parede de sempre, perto de um bebedouro cujo ninguém parecia ter vontade de se aproximar. Sério, ele é tão medonho assim? (Não o bebedouro e sim o Dylan certo? Certo.)

As aulas? Um saco como sempre, ainda não entendo como consigo tirar boas notas em quase todas as matérias (as que eu tiro baixa me deram autos problemas, como vocês sabem, acampamento e tals).

Mas passou rápido, agora é só ir aonde minha professora falou e cumprir minha sentença por ter sido uma adolescente má. Peguei um taxi e falei o endereço, mas provavelmente o motorista é meio surdo porque ele parou na frente de um teatro lindo, o meu conceito de um teatro perfeito. Ele me afirmou que era ali o local, então eu entrei né, lavar banheiros de um teatro, perfeito, o meu sonho transformado em pesadelo.

Quando eu entrei, vi um monte de adolescentes (alguns mais velhos que eu) ouvindo um discurso de uma policial sobre respeitar os professores que estavam lá voluntariados e etc. Não fiquei para ouvir, estava indo procurar alguém que me guiasse ao trabalho, mas a policial me chamou.

–A, ótimo, aqui está, essa é a professora de vocês, respeitem ela. –Ela disse e praticamente se mandou correndo dali. Ela disse professora? Eu? Ava.

–Hey, você se enganou, eu... Droga. –Por isso o “Já que você estudou teatro”. Eu vou dar aula para adolescentes rebeldes. –Oi na, eu vou, quer dizer, eu sou atriz, quer dizer, Meu nome é Beatriz, mas Pode de chamar de Triz, não ATriz.

Atrapalhada? Não, completamente atrapalhada. Pelo menos eles não olharam pra mim por muito tempo, simplesmente começaram a conversar uns com os outros, alguns com os pés apoiados na cadeira da frente. Típicos adolescentes rebeldes de filme americano.

O teatro era simplesmente perfeito bancos vermelhos de almofada, um palco de tirar o fôlego, enfim, eu to ferrada.

–Não posso te deixar 2 minutos sozinha e já ferra com tudo. –Falou uma pessoa que descobri ser Dylan atrás de mim.

–O que você está fazendo aqui? –Perguntei.

–Sou seu aluno, o que acha? E também seu professor auxiliar. –Completamente ferrada.

Sério, eu preciso de uma maneira para chamar atenção deles por 2 horas. Estava prestes a dar um berro mais Dylan foi mais rápido.

–Calem a boca e ouçam a ruiva, adolescentes sem causa. –Ele gritou, e parece que até pessoas que dão medo sentem medo dele.

Eles ficaram quietos, impressionante, tenho que pedir aulas de como ser medonha com o Dylan.

–Bom, eu me chamo Beatrice, e parece que sou a professora de teatro de vocês. E acho que a gente pode começar por tridimensionalidade.

–Palavra difícil, não gostei. –Disse um garoto com pircing na boca, um cara que eu adoraria sair, uou.

–E se a gente chamar de aula 3D? –Eles assentiram. –Ok, a cena é como um barco e...

–Barcos me dão enjôo. –Disse a loira que parecia a Avril Lavigne.

–Ok, foda-se se vocês não gostam de barcos ou palavras cumpridas, só me deixem falar. –Eles ficaram quietos e me olharam assustados. –Como eu dizia, a cena é como um barco, se todos forem para um lado o barco vira, por isso na cena devemos preencher os espaço vazios. Podem se levantar?

Eles se levantaram e então foram andando e preenchendo os espaços vazios do lugar onde os coloquei, expliquei como isso os ajudava, pois um ator tem que saber para onde ir, deve ter certeza da posição onde tem que estar, e como os ajuda a não rir, porque se você está preocupado em fazer o seu papel, não se preocupa com o dos outros, é só você e a cena. Depois os ensinei a parte dolorosa da Tridimensionalidade teatral, onde agente meche com a exaustão, eles não ficaram muito felizes, mas fizeram se moviam com rapidez explorando movimentos que seu corpo nunca tinha feito e isso faz com que você tenha movimentos que atraiam o público e não se cansem na cena, é tão doloroso e cansativo que uma vez eu desmaiei fazendo isso.

–Pronto gente, vocês conseguiram fazer 10 minutos de Aula 3D.

–Pareceram horas. –Disse a loira

–Agente não vai mais fazer isso né?

–Vai, uma aula sim e outra não, próxima aula, vão aprender expressões, e venham de Leguem, não quero meus alunos desmaiados, lembrem de não tomar remédio, porque se não os músculos relaxam e a aula não vale de nada kisses, boa dor para vocês.

Eles foram embora dizendo o quanto eu sou maligna. Não estava a fim de entrar na minha “sala de professora” queria ir embora logo e preparar a próxima aula, pois não tinha idéia do que ensinar. Teria que trazer algumas coisas e imprimir métodos. Sim, eu estou animada com meu novo emprego, aquele no qual não vou ganhar um centavo.

Notas finais
Comentem, logo posto mais.