Diary Of Depression
4 Perdidos
Notas iniciais
“Okay, teve um pequeno problema de andamento”
...
O tempo estava fechando, e a noite estava próxima, e tenho certeza que meu querido guia ia concordar se eu disse se que é perigoso sair dali a noite e com o tempo fechando. O que nos levou a armar nossas barracas (nós não iríamos dormir ali, mas trouxemos por precaução).
Os garotos continuaram na água até tarde, o que não me importou já que não tinha a mínima possibilidade de irmos embora agora.
Eu decidi dormir, assim como Felipe (só que separados, é obvio). Alguns minutos depois de deitar, descobri que dormir não seria nada fácil com aqueles garotos gritando. Resolvi ler meu pequeno livro “Diário de um semideus”, depois de um tempo notei que o barulho tinha parado, será que eles foram dormir? Humpf, não.
Resolvi sair pra ver o que estava acontecendo, se eu me arrependi? Completamente, eles estavam se preparando para ir embora, já que eu estraguei o plano de “dar um sumiço no guia” deles.
–Hey, seus babacas, o que estão fazendo? –O que eles estão fazendo é obvio, mas perguntei para não perder o hábito.
–Fica na sua ruiva. –É assim?beleza...Se perde mesmo, tomara que uma cobra te coma.
Não, eu não poderia os deixar ir, não dava tempo de chamar o Felipe, até porque ele me disse que basta dois minutos lá dentro para estar completamente perdido.
Peguei minha mochila e fui atrás deles.
–Parece que a ruiva quer se divertir também. –Além de ter que seguir esses babacas, vou ter que ouvir besteiras, o que eu fiz para merecer? Eu só posso ter sido um Hitler não encarnação passada;
–Vocês têm noção do quanto isso é perigoso? –Eu estava furiosa e com sono.
–Então porque veio princesa? –Perguntou Matthew
–Porque meu querido, eu tenho certeza que nenhum de vocês tem cérebro o suficiente pra descobrir o cainho de volta. –Furiosa é pouco.
Isso fez com que eles calassem a boca.
Não acredito que eles fizeram eu me perder só porque queriam beber, meu deus, o que eles acham que o Felipe ia fazer se descobrisse? Chamar o papai e mamãe.
Porque eu sou uma pessoa tão boa? Deveria ter os deixado ir e voltado a ler meu livrinho.
Sono é o que resumia o que eu estava sentindo, sem falar no medo.
Uma cobra? Tantos animais selvagens para aparecer e me aparece o único que eu julgo impossível de matar com um arco.
–Matthew me faz um favor? –Perguntei imóvel de costas para ele.
–Não. –Me lembrem de matar ele se eu sair ilesa dessa.
–Não é hora para brincadeira. Por favor.
–O que quer?
–A minha mochila, trás ela aqui com cuidado. –Trazer ele trouxe, mas o cuidado ficou em falta.
Peguei a mochila com cuidado e retirei meu arco e flecha de lá. Aquilo que eu não podia dizer a vocês o que era.
Isso assustou o Matthew.
–Você vai matar agente? –Eu tive vontade de rir, mas nas condições que eu estava me limitei a responder.
–Por mais que eu queira, eu não posso, não agora, olha para frente. –Ele demorou a achar o motivo do meu medo, e quando achou se afastou.
Um dos amigos babacas dele veio correndo perguntar o que agente estava fazendo e acabou assinando nossa morte.
A cobra avançou com tudo, ai ela nos mordeu e agente morreu. Brincadeira. (Isso é o que aconteceria na vida real, mas como é uma fic.)
Assim que a cobra avançou eu me armei e fui para trás atirando as flechas, quase acabando as flechas e eu milagrosamente acertei uma na cabeça dela.
Eu não acredito, eu consegui.
Os garotos, Matthew e o idiota do amigo dele me pegaram no colo e saíram me jogando pra cima em comemoração.
Os outros dois só se tocaram no que estava acontecendo depois. Foi ai que eles resolveram me ouvir e voltar pro acampamento na cachoeira.
–Tarde demais, já estamos perdidos. –Eu disse praticamente sem ar.
Quando percebi que eles estavam quase tão sem ar quanto eu, decidi fazer algo.
–Tudo bem, fiquem com a minha mochila, tem água e comida, o arco e flecha também. Por favor, não usem para atirar em uns aos outros.
–E você? –Perguntou-me o loiro, o único até agora que não tive vontade de matar.
–Vou achar o caminho de volta, eu sou a única aqui que prestou atenção nas árvores. E marquei algumas durante o caminho.
–Você não vai sem a gente. –Agora to sentindo uma pontada de vontade de matar esse loiro.
–Não estou pedindo permissão, por favor, não saiam daqui, se saírem, não acho que conseguiria achá-los de novo.
Sai pelo mesmo caminho que chegamos aquele lugar, como me lembro? Coloquei um laço na arvore.
Quando eu comecei a ver as marcas que eu tinha feito na arvore quase morri de felicidade.
Eu estava quase chegando à cachoeira quando um ser trombou em mim quase desesperado. Era o Felipe.
–Meu deus... Quer me matar de susto? –Perguntou ofegante e me abraçou.
–Desculpa, não dava tempo de avisar, eu precisava ir atrás daqueles idiotas antes que eles sumissem.
–Tudo bem... Não devia ter se separado deles, onde estão? – O guiei até onde eu tinha certeza que os garotos estavam.
–Triz, meu deus, você voltou. –O loiro me abraçou. Até que ele não é tão babaca quanto os outros.
–E trouxe companhia. –Disse Matthew olhando feio pro Felipe.
Depois de um sermão daqueles do Felipe de como poderíamos ter morrido se eu não tivesse marcado as arvores para voltar, ou como morreríamos se eu não trouxesse o arco, Ele nos levou de volta ao acampamento.
O que eu fiz quando cheguei? Dormi, até porque quem ainda estava recebendo o sermão eram os garotos e não eu... muahaha
–Triz, Acorda, temos que voltar para o acampamento, já amanheceu. –Disse Felipe
–Afeeee, acabei de dormir, me deixa. –Ele riu ficou me chacoalhando até eu levantar.
Arrumamos todas as barracas, e o Felipe aconselhou que não contássemos sobre termos nos perdido, ou sobre o arco, que poderia me ferrar muito se descobrissem.
...
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