Diary Of Depression
5 Garoto intrigante.
Notas iniciais
...
Já são cinco dias nesse lugar com essa gente chata e eu ainda não morri. (aplausos)
Mas é sério, eu não agüento mais, pra cada lado que eu olho tem uma garota mimada chorando falando que quer ir pra casa. E. Por deus, espero que com urgência realizem seus pedidos.
Sei que fui poucas vezes lá, mas fiquei com uma necessidade enorme de voltar naquela praça. E agora estou sentindo uma necessidade enorme de matar Matthew.
–Matthew sua cria maligna dos infernos, me devolve minha câmera agora. –Como uma pessoa de uns 16 ou 17 anos pode ser tão infantil? Dios Mio.
–Por quê? Vai chorar ruivinha? –Arrrgh
–Não exatamente, o que estou prestes a fazer é te matar depois ir numa sessão espírita e matar sua alma–Ele parou para pensar e logo voltou a correr.
Às vezes eu posso tentar ser má. Nunca dá certo
...
Finalmente acabou a tortura, eu tive sorte de o diretor ter alugado por uma semana e se gostássemos (o que não foi o caso) alugaria mais uma.
Aqui estou eu. De volta à casa do meu tio, como é bom. Só tem um problema. O problema de todo adolescente. Amanhã tem aula.
Se tiver uma coisa que eu odeio mais do que estudar é ir pra escola. Eu nunca consigo socializar.
Eu só quero acabar logo o colegial fazer minha faculdade de letras ou meu curso de fotografia e viver minha vida tediosa em paz, que droga. Mas não, eu tenho que fazer administração de empresas só por que meu pai quer.
Claro que é só uma questão de tempo pra ele me fazer sumir igual minha mãe. Ele acha que eu sou idiota, eu sei que ele a obrigou a sair do país e então dar ela como sumida.
Bom, dormir é o mínimo que eu posso fazer, já que é quase meia-noite e eu tenho que acordar cedo.
Pelo menos aqui a aula começa 09h00 e acaba 15h00.
...
Acordei 07h07 e acabei rindo em pensar que muitas garotas são bestas de achar que tem alguém pensando nelas enquanto o único fato é que o tempo está passando e ela ficando mais burra.
Levantei ( o que para mim é um sacrifício),l tomei banho e me arrumei, simples, Uma calça preta colada um all star branco e uma blusa de frio cinza. Meu lápis de olho preto não podia faltar, com minha cor mega branca, hoje minha bochecha estava mais rosa que nunca, eu acho.
Tomei meu amado café, e nem vi meu tio. Besta eu de pensar que ele poderia estar acordado.
Assisti meu bob esponja. Deu 8h45 peguei minha mochila e fui.
Cheguei lá 9h01 e graças a deus não estava muito atrasada. Quando eu estava entrando dei de cara com um garoto que eu não vi no acampamento. Meio emburrado. Ele parece com alguém que eu conheço, mas deixa quieto.

Tudo bem, até que história não é tão ruim, o nome do professor é Cris, e pelo que pude perceber, todas as meninas dão em cima dele.
–Entendeu senhorita Chadwick? –Entendi, só que não.
–Arr, não, desculpa. –Em vez de me dar uma bronca ele riu, simples, ele riu. Vai entender esses professores londrinos.
Mais ele é realmente bonito, deveria ter me mudado pra cá antes, brincadeira. Ozzydéia.
Ele me deu uma folha com algumas questões estranhamente fáceis.
–Terminou?
–Não, estou te dando uma carta pros meus amigos narnianos. –Olha ai minha mania de falar o que não devo outra vez.
–Nossa, desculpa ai. –Já o disseram que ele não sabe atuar, ou ele fez sua pior cara de ofendido.
–Desculpa.
–Tá desculpada ruiva. –Ele parece ser legal, mas chato ao mesmo tempo.
Vai me entender.
...
Intervalo, pra que?
Já falei sobre meu amor por arvores? Então.
Sentei apoiada em uma e fiquei lá fotografando “o dia a dia de pessoas chatas e ricas”.
Notei aquele garoto da entrada apoiado numa parede com cara de “não olha para mim ou eu te assassino” e só agora fui perceber que era para mim.
Virei o olhar num tempo absurdamente rápido e voltei a fotografar.
Ele é realmente estranho, calado e anti-social, bonito também, mas parece que as garotas desistiram de dar em cima dele. Ele é intrigante, não consigo parar de pensar como seria ele no seu dia-a-dia, se sorria, ou porque não era mimado como os outros.
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