Diary
1 Elken´s Diary - 11 de Maio de 2011
Notas iniciais
Quando estou sozinha,Meu ouve, me sente.Não reclama é paciente.No silêncio me entende.Não descrimina nem ofende.Não magoa, não mente.Está sempre comigo,É meu único amigo.Não denuncia meu esconderijo,Ao mundo enfurecido...By Elken Lue
11 de Maio de 2011, 08h07min
Dr. Dr. Feel Good. Come make me feel real goodStrap me down into my chair. I've been feeling real badDr. Dr. Feel Good. Come make me feel real goodStrap me down into my chair. I've been feeling real bad.- Droga de celular!Vou matar a gritos o ser que ousa me acordar a essa hora da madrugada! Peguei o celular e vi a foto no visor. Era Minah. - Oi prima. – minha voz estava estranhamente calma. Estranhissímo...- Oi prima, bom dia!- Só se for pra você. — Hoje, a aula de física vai ser no laboratório ou na sala de aula?- Não faço a mínima idéia. – Realmente, eu não fazia. Ela está pensando que eu sei de tudo?- É que como a última aula seria no laboratório de física, e já que não houve por conta da chuva, eu pensei que talvez o professor quisesse que a turma fosse pra lá.- Eu não sei mesmo. Ninguém comunicou nada. Mas eu vou levar meu jaleco por prevenção.- Tudo bem, eu vou levar o meu também. Ela calou-se por alguns segundos. Acho que esperando eu falar algo, mas, eu não queria falar nada no momento. Na verdade, eu nunca quero falar nada. Não sei qual a minha dificuldade de comunicação com o sexo feminino. Soojin que o diga, mal conversamos. Tanto pelo fato de quase nunca nos encontrarmos em casa, quanto por não conhecer nada uma da outra. Já com homens... Eu falo pelos cotovelos!- Até mais tarde. – foi a única coisa que me veio a mente. Eu realmente não gosto de receber ligações, celular só para ouvir música e postar no facebook... Joguei o aparelho em algum canto da cama e voltei a fechar os olhos. Não demorou muito para eu perder a consciência e dormir novamente.14h25min Estava acordada a cerca de quinze minutos. O maldito telefone fixo me fez despertar. Eu realmente odeio ligações. Não sei o que aconteceu hoje que elas não param! Eu não vou levantar da minha cama quentinha para atender essa porcaria. Se fosse por mim nem teríamos um. Soojin se quiser que atenda! Olhei o relógio no meu celular e ele marcava 14h27min. Ela não estava em casa. Há horas que havia saído, por volta do meio-dia. Eu ainda estava dormindo, mas conheço a rotina. Só volta ao apartamento para colocar a comida do Alemão, meu gato preguiçoso. Igual a dona... Ela tem mais responsabilidade com ele do que eu mesma. Algo que não entendo, já que ela não gosta de gatos. Mulheres... Ninguém entende!- Ok, hora de levantar. Dormi demais. Novamente a droga do telefone tocou. Que inferno! - VOU QUEBRAR ESSA PORCARIA! A vontade de jogá-lo contra a parede era grande. Mas tirá-lo da linha era mais fácil. Fui até o maldito aparelho irritante e o levei ao ouvido.- ALÔ? – praticamente gritei. Qualquer que fosse a pessoa na outra linha perceberia meu desgosto em atendê-lo.- Elken? – a voz do outro lado era masculina, e soava tão irritada quanto a minha. Provavelmente deve ter ligado a manhã toda, senti vontade de gargalhar diante a possibilidade. Mas não consegui reconhecê-la.- Eu mesma, quem é? – eu ainda soava rude, deixando claro que queria desligar.- Seu vizinho. – Meu vizinho? Então por que não veio a minha porta? E como diabos ele conseguiu o número do telefone? — Estive no seu apartamento várias vezes durante a manhã, mas ninguém atendia. Yeah, eu também não gosto de atender a porta. Tinha esquecido disso. Dessa vez eu sorri com cuidado para não fazer nenhum ruído. -O que quer? — eu estava lutando contra a terrível crise de riso que abateu-se sobre mim, apesar de não ter a mínima idéia de onde estava a graça na situação.- Conversar. — Puta que o pariu. Ele queria... Conversar? Toda a graça sumiu em questão de segundos. A raiva voltava ao meu ser. Eu fiz a única coisa que mais queria naquele momento. Desliguei o telefone, e desconectei a linha do aparelho. Se ele quiser conversar, procure a mãe! Minutos depois eu ouvi uma porta bater fortemente. Estranho. Isso não era bom sinal. Algo me dizia que as coisas iriam piorar, e muito. Alguém me proteja!14h55min Pensando bem... Eu não lembro de nenhum vizinho. Na verdade, eu sequer lembro do porteiro. E passo por ele várias vezes todos os dias! Tudo culpa da minha falta de interesse alheio. Não consigo prestar atenção em nada. Só quando alguém me chama atenção. Ou, alguém que não gosto. Pessoas que gosto e no meu professor de Anatomia! Ah, e na bunda dos outros! Mas em geral, eu não presto atenção em nada... Não sei como ainda não fui assaltada ou sofri algum acidente!Desliguei o chuveiro. Passava das 15h, eu precisava almoçar logo. Troquei-me o mais depressa que pude e certifiquei-me que tinha dinheiro necessário. Ninguém merece passar pela vergonha de chegar ao caixa e faltar o Money. Fui até a porta destranquei-a.- AH!!! – eu gritei.
Assustei-me e levei a mão ao coração quando me deparei com um homem assim que abri a porta do apartamento. Por pouco não tinha me chocado com seu corpo. Eu posso ser desatenta, mas tenho reflexos muito bons. - VOCÊ QUER ME MATAR, SEU LOUCO? O QUE ESTÁ FAZENDO NA MINHA PORTA, INFELIZ? – gritei novamente. Estava completamente alterada pelo susto. Ele apenas me fitava. Como se estivesse esperando eu me acalmar para poder falar. Sua expressão não era das melhores. Os olhos pequenos espremidos pelas pálpebras denunciavam seu esforço por controle. Seus lábios estavam relaxados, mas seu olhar deixava clara a mensagem de que ele também estava nervoso. Os braços fortes cruzados de frente ao tórax, exibindo inconscientemente a modelagem de seus músculos. Sua figura estava ameaçadora diante os meus míseros 1.55cm. Péssima hora para escolher sair sem salto alto! Instantaneamente recordei do ocorrido antes. Do telefonema, e do vizinho que queria ‘conversar’. Não tinha dúvidas de que era a mesma pessoa. O que me intrigava era o assunto do qual ele queria conversar. Nunca o tinha visto antes, mas vindo de mim não é algo seguro de se dizer. Se bem que... Ele é bem atraente. Os cabelos escuros num corte jovem e moderno, dava-lhe a aparência de 20 a 23 anos de idade. Eu lembraria se o tivesse visto antes. Eu acho...- Precisamos conversar. Eu me arrepiei com sua voz rouca, provavelmente por conta da cólera, e prestei mais atenção em suas feições. Ele era bastante atraente. - EU NEM TE CONHEÇO! – Não queria ter gritado. Foi impulso.- Eu moro no apartamento ao lado do seu há sete meses. Sete é o número da mentira. Sei... - Vou almoçar, quando eu voltar conversamos. Seja lá qual for o assunto. – virei-me para não abrir possibilidades de objeções. Estava com muita fome, e no momento, ficar discutindo algo que nem sabia o que era não me agradava. Homem estranho. - Eu vou com você. Estanquei onde estava. Senti como se meu miocárdio vacilasse por milésimos. A minha pulsação sanguínea aumentou e o medo surgiu. Fingi que não o ouvi e continuei minha caminhada até o elevador. Ouvia os passos dele atrás de mim. Minha nuca queimava, como se o mesmo estivesse me fitando intensamente. O elevador não demorou por chegar. Assim que entrei, meus olhos encontraram os seus e ele entrara em seguida. A expressão em seu rosto mudara. Estava mais calma e decidida. Eu não iria me livrar dele até a tão requisitada conversa. Disso eu tinha certeza! 15h15min Viemos todo o caminho em silêncio. Meus músculos estavam tensos, e comecei a imaginar diversas possibilidades de acontecimentos. Principalmente sobre o assunto a ser tratado. Confesso que a curiosidade havia sido atiçada em mim. Parecia algo importante. Sentamos numa mesa próxima a enorme vidraça da fachada do estabelecimento japonês e pedi o de sempre, Yakisoba.- Você mora na Coréia e come num restaurante japonês. – ele sorriu. – Não está no País errado? Eu não achei graça. Apenas o olhava. O que era aquela tentativa de simpatia? Ele praticamente me intimidou e agora vem com essa conversa fiada? Mas o sorriso é bonito... Seduziu!- Direto ao assunto, por favor. – seu sorriso morreu. A seriedade voltara a seu rosto.- Seu gato engravidou minha gata. Hã?Eu estava surpresa demais para falar algo. Senti como se horas se passassem enquanto eu estava em meu momento de estupefação. Meus dedos suaram e eu senti uma onda de sentimentos me invadir. Em questões de segundos eu explodi.-PORRA, VOCÊ FAZ ESSSE DRAMA TODO, ME ASSUSTA E INTIMIDA PORQUE MEU GATO TRAÇOU A SUA GATA? – meu corpo levantou se supetão e minhas mãos bateram fortemente na mesa. – EU PENSEI QUE VOCÊ FOSSE ALGUM TIPO DE PSICOPATA, SEU FILHO DA MÃE! Minha respiração estava pesada. Eu sabia que todos estavam olhando pra mim. A vergonha se espalhou pelo meu corpo fazendo-me sentar novamente. Eu não vi qual foi sua reação após a surpresa e os pequenos olhos arregalados. Senti um alívio enorme por nenhum funcionário vir me pedir pra sair. Acho que eles empatizaram comigo. Fala sério! Isso não é coisa que se faça com os outros!- Me desculpe. – Ah, mas eu não desculpo! – Eu já estava atingindo meu limite de paciência. Você não atendia a porta. Passei a manhã toda batendo. Fui à portaria saber o seu nome. Voltei e continuei insistindo, mas ainda não atendia. Um som semelhante a um rosnado escapou da minha boca. Eu ainda estava irada. Olhava para todos os cantos possíveis, menos para ele. A vontade de pular em seu pescoço fazia com que eu cerrasse meus punhos. - Foi então que encontrei sua amiga saindo do apartamento. Perguntei se você estava, ela disse que sim. Mas dormindo. Ela me deu o numero do telefone. Disse que eu ligasse depois das 13h. Que você saía para almoçar por volta desse horário ou então que já estaria acordada. Maldita traidora. Soojin sabe como sou e mesmo assim fez o que mais detesto. Vou esganar aquela mulher quando a ver. Ele se calou. Eu ainda estava nervosa. Meus dedos batiam insistentemente contra a mesa. O silencio foi cortado pelo garçom que trouxe a minha comida. Tinha perdido o apetite. Mas agora que já estava lá, ia empurrar goela abaixo. Ele apenas me observou comer. Não pediu nada e nem tentou iniciar nenhum diálogo. Estava me dando um tempo. E eu apreciei isso, realmente precisava. - Como tem tanta certeza que foi meu gato? Ela pode ter se atracado com qualquer um por aí. – eu ainda não o olhava. Meus olhos estavam fixos na comida. - Branca não sai do apartamento. Ela tem medo de altura. – eu soltei uma gargalhada. Não pude evitar.- Branca?-Sim. -Que nome original... – larguei os hashis no prato e peguei um guardanapo de papel. Não estava controlando meu humor. Qualquer emoção era o suficiente para explosões. Dessa vez de risadas. E realmente não tinha graça. Não sei de onde tirei isso, mas fazer o que? Sou terrivelmente estável. Entender as minhas reações é algo que as vezes nem eu mesma consigo. Quando resolvi olhá-lo vi um sorriso em seus lábios. Ual, retiro o que disse. Ele não é bastante atraente. É completamente sexy. Mas ainda não me lembro de tê-lo visto antes...- E já vi seu gato no meu apartamento diversas vezes. Ele sempre estava lá quando eu voltava do trabalho. Então, sim. Eu tenho certeza que foi o seu gato. - E como soube que ele é meu?- Ele corre pro seu apartamento pela janela sempre que eu chego. Me pareceu óbvio ser seu.- Mas poderia ser da Soojin! O que te deu tanta certeza que era meu? — o fitei como uma felina. Desafiando-o. Não sei bem o porquê.- Soojin? Você não mora sozinha? – meu queixo caiu. Ele não sabia quem era Soojin? - Mas você falou com ela! - Ah! A garota que saía? Pensei que fosse uma amiga, ou algo assim. Nunca a tinha visto antes. Eu dei uma risada alta, jogando a minha cabeça pra trás. Não acredito nisso, a Soojin é mais sociável que eu e ainda sim ele não a conhecia. Que estranho. Normalmente as pessoas não me conhecem.- Ela mora comigo. Passa o dia fora mas todos do prédio a conhecem. – peguei meus hashis novamente e voltei a comer. Na verdade eu que morava com ela, mas não vem ao caso. - Eu passo o dia em casa e trabalho durante a noite. Deve ser por isso que não a conheço.- Yeah... Eu acho que vou procurar um trabalho noturno. Talvez assim eu consiga conciliar meu sono. A insônia está acabando comigo. Alerta de olheiras profundas ativado...- Então, o que você acha? Eu não quero ficar com os filhotes. Você vai querer? Eu já tinha acabado minha comida. Bem... Eu não comi tudo, melhor dizendo. Mas para ficar bonita é necessário sacrificios. Eu estava fazendo o meu.- Não. Mal cuido do Alemão, muito menos de um monte de gatinhos. Dessa vez quem sorriu foi ele. Eu confesso que Alemão não é um bom nome. Mas vamos homenagear as origens, ok? Pra falar a verdade eu nem lembro porque coloquei esse nome. Só fiquei chamando-o assim. Como meu primeiro gato. Minha mãe deu-lhe o nome de Mimoso. Mas eu só o chamava de Dosinho. Nada haver uma coisa com a outra, vai entender...- Ele veio da Alemanha? — ele ainda tinha um sorriso lindo estampado na face. Fiquei encantada com sua expressão.- Não, mas é meio ruivo.- Pensei que alemães fossem loiros.- E eu pensei que você fosse mais esperto. — eu sei, não era necessário. Mas quis me vingar e não resisti. Eu sou mal. Não sou calma e nem um doce de pessoa, os sensíveis que me evitem!
Ele calou-se por um momento. Realmente cheguei a pensar que havia atingido-o. Leve engano o meu. - Então? Qual a sua resposta?- Primeiro, você sabe meu nome e não sei o seu...- Junho. Lee Junho.18h42min Subi seis andares, doze lances de escada, com dois lances por andar, nove degraus por lance, dezoito degraus por andar, num total de... Não faço a mínima ideia. Já me perdi só nos lances por andar. Antes eu subia pra ajudar na queima de calorias. Faço tudo que ajuda a perder peso mais rápido. E depois de ter aulas de Sistema Circulatório, só me mantive mais convencida de usá-las sempre. Elevador é para sedentários! Já me basta dormir quase onze horas por dia e passar o resto do dia enfurnada em casa. Amigos fazem falta nesses momentos. Mas eu tenho fé que ainda vou encontrar a minha turma. Não que eu esteja reclamando dos que tenho, mas, não posso ser eu mesma com eles. Nunca senti tanta vergonha de dizer que nunca namorei ninguém como agora. É nessas horas que agradeço ter lido milhares de romances eróticos. Pelo menos consigo enrrolá-los um pouco...- ELKEN! Que é isso? Também odeio gente escandalosa. Todo mundo olhando, que vergonha!- Amiga!!! — Jaki é um amor de pessoa, mas as vezes estrapola. — Gata, você é doida. Tendo elevador e sobe de escada! Antes doida que sedentária. Nem vem que hoje eu não estou com a mínima paciência pra gracinhas. Já me basta aquele vizinho lindo, gostoso e sexy! Acho que vou sonhar com ele hoje...- Gata, você fez o exercício de língua coreana? — eu sabia que ela estava querendo algo... Nenhuma das meninas se sentem a vontade sozinha comigo. Só conversamos quando estamos todas juntas. Minha prima é o único motivo de termos nos tornado amigas... Bem, acho que palavra melhor seria colegas. É uma chatisse ser a prima sem graça e estrangeira da garota popular. Minah já me disse uma vez que eu aparento ser esnobe e metida a primeira vista. Eu não sou esnobe... Simplesmente não estou interessada no que a maioria das pessoas têm a dizer. Muito menos no que desejam fazer, principalmente com o meu tempo. Especialmente elas que só falam de homens, relacionamentos , homens, sexo, emagrecer e homens. Não que eu não goste, mas... Ás vezes enche o saco. A vida não se resume apenas a isso. Existem tantas coisas legais por aí... Filmes, livros, música, idéias revolucionárias, etc. Tanto assunto legal para se falar e só vem coisas como: ' Amiga, larga de vez daquele homem, ele só te enrrola!', 'Meninas, temos que fazer umas amizades mais chiques. Com um carrinho básico pra exibir.'- Claro. Em cima da hora mas fiz. Junho fez com que eu me atrasasse nas atividades planejadas. Mas nem tô reclamando! Passaria a tarde toda imaginando ele sem roupa enquanto tagarelava algo que eu não faço a minima idéia do que era... Eu sou tarada e assumo isso com todo orgulho! Pra mim mesma, claro... Sentei na carteira com Jaki a minha frente. Prefiro sentar um pouco afastada de todos. Me sinto mais a vontade pra digitar sem o risco de alguém dar uma espiada discreta no meu diário. Se soubesse o que penso... Mas graças a meus dedos eu consigo apertar o botão de salvação a tempo. Deus abençoe quem inventou o ESC!- Me passa, que eu não fiz. Não consegui. Desculpa esfarrapada. Estava com Lion que eu sei. Quando você quer, você faz. - Não conseguiu por que estava 'ocupada' demais... — frisei para que ela entendesse a minha indireta completamente direta. — ... Ou porque não entendeu? Jaki pareceu um pouco desconcertada por um momento. Como se algo nela estivesse deixando bem claro onde esteve. Se bem que o cabelo estava desarrumado, como se estivesse com pressa em ajustá-lo. Mas para perceber teria que saber o que se está procurando. Esse é o preço de sair com homem casado, medo de ser pega. - Eu não entendi mesmo, gata. — tentou disfarçar com uma risada forçada. — Ninguém entende o que aquela professora diz. Só você mesmo, CDF.- Não sou inteligente, a concorrência que é fraca. — entreguei o caderno a ela. Quero o meu precioso silêncio. Pelo menos assim ela cala a boca.- Hã?- Nada.20h10min Finalmente! Pensei que essa aula não fosse acabar mais. Eu sei, sequer prestei atenção. Já me conformei em repetir física. Não entendo P.N do que Gameiro diz. É um Senhor com uma inteligência invejavél, mas, ele acha que estamos no mesmo nível. Fala, fala e fala. Se empolga até os planetas além do sistema solar e o universo enquanto eu, ainda aqui na Terra, me perco na metade do caminho. - Não esqueçam de pesquisar! É algo maravilhoso, tem muitas fotos no Google. Lá você encontra tudo!- Tudo mesmo? — questionei enquanto levantava. - Sim, tudo que você imaginar você acha na internet. A tecnologia é uma coisa maravilhosa!- Hum... Até mesmo o gabarito da sua prova? Acho que falei alto demais. Todos na sala riram. O professor também. Eu gosto dele. Só não gosto da matéria. Antigamente meu maior medo era o Bicho Papão, mas depois a conheci. Física vem do latim, 'NãoEntendus'. - Isso não, princesa. - Então não tem tudo. — concluí sorrindo antes de sair da sala. Quero ir pra casa. Mas já faltei as aulas de língua coreana muitas vezes. Ser reprovada por falta é o cúmulo da irresponsabilidade. Além do mais, tem o bendito exercício para entregar. Não preciso de pontos a mais na minha nota, mas sinto pena da professora. Todos vão embora e ela tem tanto entusiasmo nas aulas...20h19minDr. Dr. Feel Good. Come make me feel real goodStrap me down into my chair. I've been feeling real badDr. Dr. Feel Good. Come make me feel real goodStrap me down into my chair. I've been feeling real bad.EU — NÃO — ATENDO — NÚMERO — CONFIDENCIAL! Mal atendo os conhecidos, imagina alguém que nem sei quem é! Recusei a chamada pela quinta vez. Hoje definitivamente tiraram o dia pra me irritar. Lembrei do vizinho sexy... Másculo... Cheiroso... Ainda não consigo acreditar que não o tenha visto antes. ELE MORA AO LADO! -Elzinha? — Minah me chamara. Eu acho que pensei alto, ela me olhava com uma expressão confusa. — Não vai atender? Apontou para o meu celular com o visor piscando. Estavamos todas na praça de frente ao Bloco. Como sempre, Yuna reclamava do ex-namorado safado no qual não conseguia resistir. Jaki contava sobre a tarde com o amante. Minki escutava as lamentações de Yuna pacientimente. E Minah ouvia os quentes detalhes da narração de Jaki, até o momento de Dr. Feel Good chamar a atenção. Ignorei a chamada e fingi que não era nada demais. E não era. Pelo menos não para mim...- Elken, — Yuna chamou. — essas pulseiras de reggae se usam em qual pulso? O direito ou o esquerdo?- Tanto faz, no que você preferir. - Ah...- Mas os inteligêntes preferem usar na direita.- Hã?- Nada, Yuna. Esquece. Por que elas sempre me perguntam as coisas? Aliás por que TODO MUNDO sempre me pergunta as coisas? Não é como se eu fosse mega inteligente ou soubesse de tudo. Na maioria das vezes eu só enrrolo. Quando não sei, eu invento qualquer coisa e acreditam. Só por que odeio ficar sem resposta. Vão ler um pouco!Dr. Dr. Feel Good. Come make me feel real goodStrap me down into my chair. I've been feeling real badDr. Dr. Feel Good. Come make me feel real goodStrap me down into my chair. I've been feeling real bad. Estava começando a ficar com raiva da música. Resolvi atender aquilo de uma vez e acabar com esse foco de energias negativas. - QUE É? - Sempre delicada...Oh My God! Isso tá ficando cada vez pior... Será que a Soojin deu o número do meu celular também? Mas não tem como! Ela chega a noite... E ele disse que trabalhava durante a noite. Sinistro... Me afastei um pouco para poder ouvi-lo melhor, o barulho estava demais!- Como você conseguiu meu número? — mal percebi quando fiz a pergunta. Saiu tão rapidamente que só raciocinei depois de ter completado a frase. - Você me deu, esqueceu?- Não, eu não dei. — Está querendo me fazer de idiota, Lee Junho?- Podemos nos encontrar novamente amanhã? Ainda tenho assuntos pra tratar com você.- Não fuja, Lee Junho. Como conseguiu meu número? Um longo silêncio se fez presente entre nós. Ouvi um suspiro cansado antes dele voltar a falar.- Eu te conto se você aceitar meu convite. Não consegui lhe dizer tudo o que pretendia hoje, precisamos conversar mais. Esse homem exagera! Nunca vi alguém arrumar tanto problema por causa de gatos. É como se essa bichana fosse filha biológica.- Tudo bem. Amanhã eu vou almoçar no mesmo horário. Pode ir até o restaurante me acompanhar. Mas eu quero minha resposta.- Resposta?- Não se faça de desentendido! — bufei alto. — Quero saber quem lhe deu meu número! O desgraçado teve a coragem de sorrir de mim. Desliguei o telefone. Não tínhamos mais nada a tratar. No momento em que descobrir o maldito ou maldita que distribuiu o meu número, vou fazê-lo(a) sofrer lenta e dolorosamente! Ah, se vou!20h30min Finalmente a aula de língua coreana. Confesso que não tenho paciência para tantos detalhes de escrita e pronuncia e todas essas coisas. Mas simplesmente não consigo me livrar da culpa que sinto quando falto a alguma aula dela. Tão debilitada, quase sem voz por conta do problema com a asma, mas ainda sim vem com todo prazer nos ensinar. Apesar do ótimo emprego público que tem, e o marido que é cirurgião plástico (deve ser por isso que o rosto dela é tão estranho... Botóx!).Eu sempre me sinto mal quando decepciono as pessoas. Até as que eu adoraria não me importar com o que pensam. Isso é um saco!- Amor, deixa eu ver se o seu exercício está igual o meu. Minah é tão carinhosa comigo. Eu queria poder corresponder toda essa afetuosidade. Ela não é má pessoa, só é … Convencida demais. E isso me deixa... Pra baixo.- Por quê você está tão calada, prima? Aconteceu alguma coisa?- Não é nada. Não se preocupe! - É que... As vezes você me parece tão sozinha... Se quiser conversar pode me ligar, ou , ir até lá em casa. — sorriu fraternalmente para mim. Eu não consegui sorrir de volta...Eu não sou sozinha. Solidão é ter muito o que dizer mas não ter com quem falar. Eu não tenho nada o que falar...
Notas finais
Olá! Essa é uma fic em conjunto, na qual, as autoras alternam entre capítulos! Por favor, se lerem, dêem sua opinião! =DOfficial Trailer - Elken´s Diaryhttp://www.youtube.com/watch?v=6HWQ8jV9SAM&feature=player_embeddedOfficial Trailer - Soojin´s Diaryhttp://www.youtube.com/watch?v=zKvCkWtIIMU
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