Notas iniciais
E como será que estariam as famílias que tiveram seus entes levados pelo homem lagarto?

Família

Mal sabíamos nós, do umbral o que se passava no plano onde nossos pais e entes queridos estavam.

_Estamos aqui do pequeno condado de Lionshire para falar com os parentes dos desaparecidos. — Quando seu filho desapareceu? — O repórter perguntava sensibilizado.

_Ontem de manhã, antes de levar a irmã pro colégio. Ele estava no quintal de casa quando o vimos pela última vez.

_E você tem uma filha desaparecida? — O repórter notou uma outra mulher que chorava inconsolável atrás dela.

_A minha filhinha desapareceu ontem à tarde enquanto desfazíamos a mudança. — A mãe se abraçava em outros parentes inconsolável.

_Há muitos desaparecidos nessa cidade e ao que parece Cínthia, pessoas das cidades vizinhas, especialmente crianças também estão começando a desaparecer. Não há indícios de quem seja e nem porque esteja fazendo isso. Nem mesmo um estereotipo das pessoas desaparecidas pode ser traçada. Para o Jornal da Noite, Gustavo Hill.

A falta de motivos e explicação para tal fenômeno revoltava muita gente. Tantas pessoas desaparecendo e ninguém tomava uma atitude, era como se fosse normal desaparecer. Protestos eram feitos nas ruas, pela internet e na televisão constantemente. Muitas pessoas famosas tinham desaparecidos na família e os que não tinham, acabavam inventando um para aparecer na mídia. Os pais de Owen não eram diferentes. Eles assim como todos os outros, colocaram uma cruz branca no lugar onde viram seus parentes pela última vez.

A leucemia de Joan já estava avançando devido a falta do irmão. Ele era praticamente o cerne da casa, mesmo com pouca idade, era Owen quem segurava os ânimos dos pais para enfrentar a doença de Joan. Mesmo com apenas 11 anos, era ele quem passava as horas mais difíceis de quimioterapia ao lado de Joan, mesmo se despedaçando por dentro, sabia estampar um sorriso no rosto. Ele podia não trazer o sustento pra casa, mas era o raio de sol mais brilhante lá dentro. Joan tinha parado de cantar, pois estava sem o irmão por perto, parecia desmotivada a fazer qualquer coisa, com seus seis anos de vida, já estava preparada para a morte e mesmo assim, Owen pareceu driblar o destino e ir embora antes dela.

As brigas entre o casal eram mais constantes. Não havia entendimento ou motivo para não se brigar, afinal, Joan era muito pequena e não se metia nas discussões como Owen fazia. O caminho pra escola também não era fácil, ele sempre vinha cantando sua música favorita “You are my sunshine...” e agora os latidos de cachorros faziam parte do seu novo repertório sem o irmão. Lembrava que na escola, ele gostava de ajudar os colegas, fazia trabalhos e normalmente direcionava os estudos do grupo. E mesmo que não tirasse as melhores notas, tinha uma desenvoltura marcante, assombrando até mesmo a professora no quesito liderança. Sempre tinha argumento para defender aquilo que ele acreditava.

Uma criança assim deixa marcas. Ele podia não entender de negócios, mas entendia do sentimento das pessoas e da vontade incessante que tinha de tentar fazer sempre o melhor pra ele e para aqueles que ele amava.

Notas finais
Owen ainda vai ter uma grande ideia com a ajuda de Deby, Cosmin vai conseguir deixar aquele mundo e aos poucos vocês irão conhecer a história dos principais personagens da história! Ainda tem muita água pra rolar... Aguardo os comentários ansiosamente e espero que tenham gostado da leitura!