Diamante Dourado

1 – Meu passado: Prólogo


Notas iniciais
Oiis gente! Aqui é a Liss-chan!Eu queria agradecer a Myh-chan por deixar eu usar a sua linda personagem! ♥E agradeceria muito se comentassem porque seus comentários me insentivam, não que eu deixe de escrever a história por causa dos comentários, mas porque eles são as minhas inspirações! ♥Boa Leitura! ♥

Flash Back on

Uma criança, uma menina que aparenta ter seis anos de idade. Andava pela casa descalça com seu pijama pelo seu corpo.

Chegou ela até a sala aonde estava seu pai sentado de frente a TV bebendo cachaça. A garota chegou por trás dele e ficou ali parada.

– O que quer, Myra? – perguntou meu pai bebendo mais um gole de cachaça.

– Papai... – ela deu uma pausa em suas falas e suspirou... – eu posso ver as fadas e elas me disseram que o senhor ia... – antes de ela terminar de falar... mais que depressa seu pai empregou no rosto da garota um tapa... um tapa de deixar marca, de deixar vermelho aquele delicado e pobre rosto. A garota chega que caiu no chão após receber aquele forte tapa, a menina ficou olhando pro seu pai em pé a sua frente... seus olhos estavam marejados.

– Para de dizer bobagem! – ele falou num tom forte. A garota começou a chorar correndo de volta para o seu quarto. Se enrolou ela em seu cobertor e começou a chorar em voz alta.

– Myra, não adianta dizer isso ao seu pai! – disse uma voz de criança, a menina tirou sua cabeça para fora do cobertor assim olhando para aquela pequena criatura que brilhava a sua frente, ela tinha asas e usava um vestidinho branco e seus cabelos roxos eram presos em coque. – Ele nunca vai acreditar em você, porque... – ela deu uma pausa em suas falas e mordeu o seu lábio superior. – ninguém mais acredita em fadas! – o tom de voz dela foi ficando cada vez mais baixo e triste. A garota sentiu um aperto em seu coração e começou a chorar mais assim dizendo...

– Mas eu não quero perder o meu pai!

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– PAPAI... PAPAI... PAPAI...! – a mesma garota estava desesperada ao ver seu pai caindo no chão frente ao um bar, estava ele deitado em cima de seu próprio sangue. Um rio de sangue envolvia o seu corpo cada vez mais. A garota queria ir até ele, mas estava ela sendo segurada por dois policiais. – PAPAI... PAPAI...!

– Qual o ocorrido? – perguntou o delegado chegando perto de um policial.

– Senhor, parece que esse homem caído ali no chão teve uma pequena discussão com um outro homem dentro desse bar, o que resultou a brigas e a morte dele!

– PAPAI... PAPAI... ME SOLTA! EU QUERO VER MEU PAI! – a garota chorava mais se remexendo querendo ir de qualquer jeito.

– Filha dele? – perguntou o delegado. O policial assentiu com a cabeça.

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– Você é realmente uma inútil! – uma garota de cabelos trançados em Maria-chiquinha empurrou a pobre Myra assim jogando-a no chão. – Não sabe fazer nada certo! – estava ela acompanhada com mais cinco garotas.

– Desculpe-me, eu desfaço tudo e volto a fazer novamente! – falou Myra com uma voz baixa e triste.

– Acho bom fazer isso mesmo... nesse orfanato não tem moleza então é melhor você dar um jeito nisso ou quem vai dar um jeito em você será nós!

– S-Sim! – as garotas foram então saindo rindo e zombando de sua cara. Myra começou a chorar bem baixinho, queria ela se afundar a suas lágrimas ali no chão mesmo.

– Myra? – uma voz feminina num tom bem preocupadismo a faz se assustar, Myra a olha assustada e fica aliviada ao ver que era a única amiga dela que ela tem naquele orfanato só de meninas. – Não chore! – ela se senta no chão a junta de Myra e a abraça assim secando suas lágrimas. Começou ela então a cantar para Myra uma musica lenta e triste.

Não deixe

Que as lágrimas do seu rosto façam

Com que aquele lindo sorriso sumam

Somente deixando rastros da tristeza.

Não deixe

Que o seu coração enfraqueça

Com as lutas que todo dia enfrenta

Com as magoas do dia a dia

Sempre

Lembre que estou com você

Lembre que estou a te defender

Lembre que estou aqui pra te ajudar

Venha

Venha e me abrace

Libere essas suas magoas

Em cima do meu ombro

Mostre-me em seu rosto, o seu lindo sorriso!

Myra se lembra que a sua falecida mãe cantava para ela essa musica toda hora em que ela chorava, como se a sua única amiga fosse a sua mãe nesse exato momento secando as suas breves lágrimas assim empregando ao seu rosto um grande sorriso.

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– Senhorita Blokest! – chama a inspetora do orfanato. Estava todas as garotas no refeitório almoçando, quando ela chegou a chamando-a, todos se assustaram e deram atenção a ela.

– S-Sim! – a garota se levantou da cadeira, seu coração estava disparado, mas não podia ela recuar agora.

– A diretora do orfanato deseja lhe ver! – ao dizer isso saiu ela dali. Myra então pegou o seu prato e entregou para a mulher que lavava as louças ali. Correu Myra até a porta da diretora, abriu ela então ali dando de cara com uma mulher com lindos cabelos loiros, lindos olhos azuis com um vestido vermelho tomara que caia super lindo, parecia ela ser rica. A mulher olhava profundamente para Myra com um breve sorriso estampado em seu rosto.

– S-Sim? – a garota disse ainda na porta.

– Entre, criança! – a diretora disse, a garota fez o que ela mandou e entrou e logo se sentou. A diretora ela um tanto idosa, seus cabelos era brancos e grisalhos presos num coque e ela usava óculos. – Quero lhe apresentar sua nova mãe! – disse ela apontando para a mulher de cabelos loiros. A garota olhou para ela assustada e logo olhou para a diretora,

– Quer dizer que...

– Sim, Myra. Ela te adotou! – um sorriso logo se abriu no rosto de Myra, a garota olhou sorridente para aquela linda mulher que abriu os seus braços esperando por um abraço e foi isso que Myra fez, empregou nela um abraço grande e apertado.

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– Ei, mamãe! – Myra olhou para a mulher meio que corada, ela entrou dentro de sua casa e chamou a criança.

– Sim? – sua voz era doce e gentil, tão linda que era musicas para os ouvidos de qualquer um.

– Porque me adotou?

– Bem... – ela deu uma pausa e com um sorriso pequeno no rosto olhou para o chão. – Eu acabei de perder uma menina. – a garota ficou surpresa pela resposta daquela mulher que agora era a sua mãe. – Ela morreu no parto e... vivi sozinha desde então... meu marido me abandonou após saber da gravidez e minha familia também. Não tinha mais ninguém então veio essa grande idéia de adotar uma menina de oito anos de idade! – ela olhou para a garota com um largo sorriso no rosto.

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Estava no colégio... nesse exato momento o recreio havia terminado e todos voltaram para as suas devidas salas. Eu fiquei na sala o tempo todo, não queria sair... sair pra que? Eu não tenho amigos com quem eu possa sair para o refeitório e lancharmos juntos... naquele colégio eu era sozinha... era visto por todos como uma desgraça total.

Todos voltaram para as suas devidas salas conversando alegremente. O diretor do colégio e mais a minha professora chegaram na sala super nervosos. Estavam suados, como se eles tivessem visto um fantasma.

– Myra... – chamou o diretor.

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Sai correndo do colégio, meu coração estava a mil... eu estava nervosa... se algo acontecesse com minha mãe o que seria de mim?

Entrei no hospital correndo e fui logo pro balcão de atendimento.

– Minha mãe... onde está minha mãe! – disse entrando em desespero.

– Srat Myra, não é? – perguntou a mulher do balcão. – Ela está no quarto número 6! – sai correndo procurando o quarto sem ao menos esperar a moça dizer aonde era. Encontrei depois de dois minutos o quarto, abri a porta dando de cara com minha mãe conversando com um dos empregados da casa e em cima de seu corpo estava um buque de flores. – Mamãe! – corri e logo abracei ela forte.

– Calma, Myra. Eu estou bem! – ela sorriu para mim como se nada tivesse acontecido.

– Mas... o que aconteceu? – perguntei nervosa, a empregada saiu do quarto deixando somente eu e minha mãe lá dentro.

– É a minha hora, Myra! – ela disse com um leve sorriso, meus olhos começaram a ficar marejados, lágrimas começaram a cair dos meus olhos.

– Não! – deitei minha cabeça em seu corpo e comecei a chorar em voz alta.. – Não me deixe, por favor!

– Desculpe, Myra! – ela olhou pra mim com um pequeno sorriso e logo olhou pro teto. – Sabe... – ela deu uma pausa em suas falas e suspirou. – a nossa vida é como um livro... um livro cheio de páginas... e a gente é quem escreve a nossa história dentro desse livro!

– O que está insinuando? – perguntei enquanto uma lágrima escorria do meu olho.

– Estou insinuando que todo livro tem um final, a nossa vida tem um final... e esse final é a morte! – ela disse com um leve sorriso.

– Não, por que agora? – comecei a chorar novamente.

– Porque é a minha hora, Myra! Chegou a hora de eu terminar de escrever o meu livro, chegou a hora de dar o final para ele. – ela olhou para mim com um leve sorriso.

– Porque está sorrindo se vai me deixar? – perguntei com os olhos marcados pelas lágrimas.

– Porque finalmente eu terei paz... – ela pôs sua mão em cima da minha e logo olhou para mim. – Eu assinei um atestado e deixei toda a minha herança nas suas mãos... – ela olha fixamente para mim, porque ela está confiando aquela fortuna em mim... uma simples órfã que entrou sem querer em sua vida. – Eu confio em você por isso, eu sei que você vai saber usar o dinheiro! – eu arregalei os olhos ao ela me dizer isso... uma vez ela havia me dito que confiança não se ganha... se conquista, e se perde ela nunca mais a terá porque ela é somente uma então tem que cuidar bem dela, porque é assim que a vida funciona. – Myra... – ela me chamou e deu uma pausa em suas falas. – Eu te amo! – sua mão escorregou da minha e caiu em sua cama, seus olhos pouco a pouco foram se fechando.

– Mãe... – a chamei, mas ela não me respondeu. – Mãe. – comecei a banlançá-la. – MÃE... MÃE... POR FAVOR NÃO ME DEIXE! MÃE! – os médicos entraram e me seguraram na hora, eu queria ficar perto do corpo de minha mãe adotiva, mas os médicos me pôs pra fora. Comecei a chorar dia e noite.

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No dia do seu enterro todos os seus amigos estavam presentes. Eu joguei em seu tumulo um buque de flores antes de ser enterrado.

Todos foram embora e só eu fiquei perto do tumulo de minha mãe. Cai de joelho e comecei a chorar perante seu tumulo.

– Eu também te amo, mãe! – uns pingos de gota cai sobre meu rosto e sem perceber começou a chover, não me importei e continuei ali. Uma pessoa chega e cede o guarda-chuva para mim. Olho para ela e era um homem, ele me ajuda a se levantar e me abraça e me leva até o carro rumo a minha casa.

– Ela era uma grande mulher! – olhei para ele logo quando ele disse isso. – Tudo que via contra ela... bem... ela enfrentava sem medo! – ele disse olhando logo para mim. – Quando ela perdeu sua filha ainda bebe, ela não derramou uma lágrima. Então... – ele deu uma pausa e suspirou... – ela não gostaria de te ver assim! – ao ele dizer isso virei minha cabeça para a janela e fiquei vendo cada loja passar sem responde-lo.

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Dois anos se passaram... resolvi vender a mansão de minha mãe. Todos os empregados dela se demitiram ao ela morrer, como não podia cuidar de um lugar grande como aquele eu vendi ele e comprei então uma casa média em que possa morar sem medo.

Eu depositei todo o dinheiro de minha mãe, tostam por tostam. Me matriculei em um colégio público e comecei a estudar ali. Já no primeiro dia de aula eu arranjei inimigos. Mas não me importei. Sempre fui sozinha mesmo então pra mim não faz mínima diferença em estar sozinha ali também.

Minha vida toda eu fiquei sozinha, cuidava dos meus próprios deveres e muito mais. Cuidava de mim mesma.

Todos os meus parentes, todos... morreram... e eu como sempre fiquei sozinha, mas ai eu lembrei das fadas que eu havia visto naquele mesmo dia em que meu pai morreu.

Foi ai que eu percebi que as fadas sempre estiveram comigo naquela casa e eu não via.

Agora eu percebo que não estou mais sozinha, minha únicas amigas... as fadas... elas me dão forças pra continuar em pé no meio das minhas lágrimas e desesperos.

Flash Back OFF

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Notas finais
E então o que acharam para só um simples prólogo? u_U Mereço Reviews? :3