Diamante Bruto
1 PRIMEIRA TEMPORADA - Prólogo
Notas iniciais
Ele precisava vê-la.
Era insana aquela necessidade abrangente de tocá-la, abraça-la, entrelaçar os dedos em seus cabelos e, quem sabe, beijá-la.
Ele queria tê-la em seus braços. Queria agarrar aquele corpo por debaixo do vestido vermelho que marcava sua cintura fina e, quem diria, deixava-a com um belo corpo.
Ele passou a mão pelos cabelos vermelhos como fogo. Ainda se sentia tonto por conta do que colocaram em sua bebida. Sabia que tudo o que ele pretendia fazer, naquele momento seria impossível de ser cumprido. Como ele havia sido tão estúpido? Como conseguiram enganá-lo tão facilmente?
Talvez seja porque ele estava ocupado demais olhando para ela. Para seu rosto de boneca. Para sua alma pura.
— Droga! — ele socou a parede de madeira à sua frente, causando uma forte dor no punho que se misturou à outra que vinha se acumulando em seu peito. Uma que havia conseguido atingir seu coração marmóreo. Ele não podia ao menos salvá-la. E não tinha ideia do que faria se eles a machucassem. Matar era pouco para o ódio que ele sentia. Aqueles cretinos eram amigos da sua ex-namorada e haviam feito o plano perfeitamente. Aquela bruxa poderia estar torturando-a naquele exato momento. Lentamente.
Ele fechou os olhos e respirou fundo, tentando conter a raiva que crescia em seu peito e não o deixava pensar direito. Ele não podia imaginá-la sofrer. Justo ela que era tão pura, tão inocente, tão...
Ela era tudo o que ele precisava. E ele não poderia perdê-la. Não queria. E não deixaria.
Naquele momento ele percebeu, pela primeira vez, que ainda tinha um coração.
Castiel deixou a cabeça rubra tombar no braço direito, que havia atravessado uma pequena parte da parede que o prendia naquele ambiente insuportável e com cheiro de limo. E ferrugem.
Ele logo a levantou, olhando novamente para o punho ferido pelas lascas de madeira quebrada e pelas farpas que atravessavam sua pele.
Mas ele não ligava para isso.
Ele deu outro soco, que aprofundou ainda mais o buraco na parede. Depois, sorriu. Tinha um plano.
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