Notas iniciais
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--Você está muito nervosa amor, tente se acalmar isso não faz bem pro bebe.

--Fala baixo, quer que todos saibam antes da hora?

--Aqui parece não ter ninguém além de nós dois.

--Mesmo assim, os empregados costumam ficar escondidos para não serem vistos ainda mais quando tem visita.

--Se você diz, mas não fique nervosa.

--Não estou nervosa e sim ansiosa.

--Para mim é a mesma coisa.

--Senhorita perdão tem telefone para você. – disse Isadora me dando o telefone.

--Ok, já pode se retirar. – quando ela saiu falei pro Joaquim – estão aonde menos esperamos.

“ – Alo?

— Como está Alice?

— Eduardo?

— Sim, eu liguei para pedir desculpas pela minha mãe, não gosto desse clima tenso que fica entre a gente.

-Como se você se importasse, fala logo que você quer?

-Eu fiquei sabendo que está tendo um almoço importante na sua casa e verdade?

-Sim, mas sinto te informar que não está convidado. Adeus! “

E desliguei o telefone na cara dele.

--O que seu primo queria amor?

--Perguntou sobre o almoço, deve querer dar informações a mãezinha querida dele. Mas esquece, vou te mostrar o resto da casa.

E assim foi feito levei ele para conhecer quase todos os cômodos da casa, e voltamos para a sala onde nossos pais ainda conversavam.

--Filha quem ligou para você?

--Uma amiga, nada demais.

--Se você diz – ela me olhou com aquele olhar quando as mães sabem que está mentindo.

--Quando o almoço será servido?

--Só estávamos esperando vocês voltarem.

Ela se levanto e todos a acompanharam para a mesa que ficava em uma espécie de correto em uma área linda no jardim. Joaquim e eu íamos atrás deles, e puxe-o.

--Será que devemos contar?

--Claro que sim, fizemos tudo isso para contar e não se esquece que eu estou aqui.

--Está bom, vamos.

Quando todos nós sentamos o almoço foi servido, e de vez em quando eles falavam coisas aleatórias, perguntaram para nos várias vezes quando iriamos contar e falamos que depois do almoço contaríamos. Não sei o que é melhor adiar ou contar o mais rápido possível?

Todos acabaram a sobremesa e voltamos para a sala, e todos presentes olhavam para mim e o Joaquim, olhei para ele em busca de ajuda, então ele resolveu começar a falar:

--Acho melhor pararmos de enrolação e irmos ao motivo desse almoço.

--Concordamos plenamente.

--A dias pensamos em como iremos contar isso, e percebemos que não há maneira certa de contar, também queríamos adiar isso o máximo possível, mas graças a algumas pessoas a notícia vazou e antes que perguntem vocês são quase as últimas pessoas a saberem. E isso está sendo tão difícil dizer que peço por favor que não nos interrompam – ao falar isso Joaquim me olha, e entendi que era para mim dizer.

--Eu estou gravida, pronto falei.

--Que!? – perguntaram eles em coro.

--Isso mesmo, vamos ser pais e vocês avós – falou o Joaquim.

--Já esperava isso – falou minha mãe – como ainda não tem idade para casar, e como também já sabemos do namoro de vocês isso era o que restava para ser tão importante.

--Então quer dizer que vou realizar o sonho de ser avó? – disse a mãe dele

--Estou tão emocionado que nem palavras tenho, mas de uma coisa podem ter certeza vocês terão todo nosso apoio.

--Isso é verdade, mas filha por que não me disse antes?

--Estava meia insegura.

--Mas não precisava, uma criança é uma benção.

O resto do dia só foi comemoração, os pais do Joaquim ligaram para alguns parentes que também vieram, e o que era só para ser um almoço de domingo acabou virando uma festa que durou além do anoitecer.

Notas finais
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