Notas iniciais
Nesse capitulo Tem um P.O.V Joaquim, e uma surpresa bem desagradavel para os protagonistas.

--Mãe não implica, eu vou para o colégio.

--Querida, eu acho que é mais prudente você ficar aqui em casa pela gravidez, não concorda Joaquim?

Ele olhou pra mim com cara de tedio, e com razão minha mãe está há mais de uma hora tentando me convencer a não ir para o colégio. Já se passou a semana em que me deixaram ficar aqui em casa, e esse final de semana o Joaquim veio para me buscar, mas desde o café da manhã ela está tentando fazer com que eu não vá para o colégio, ela está alegando que é melhor eu largar os estudos, mas isso ela não vai conseguir.

--Mãe, não coloca ele no meio e tenho certeza que ele me quer no colégio.

--Sinto muito dona Clara, mas isso é verdade eu a quero perto de mim.

--Eu sei vocês se amam e tudo mais, só que é melhor ela largar o colégio e ficar aqui, acho que ela aqui irá deixa-la mais responsável afinal ela esta esperando meu neto.

--Mãe, pode ter certeza que lá eu terei todo o apoio e cuidado que preciso.

--Não tem jeito mesmo, desisto pode ir só não se esqueça de ligar para mim todo dia contar como vão as coisas e que todos os finais de semana você venha para casa.

***

--Eu estava morrendo de saudades amiga!

--Eu também Manuela, mas o que tem para me dizer.

--Olha você não vai gostar, na verdade você vai odiar.

--Vocês estão me assustando, dizem logo o que é?

P.O.V Joaquim.

Finalmente chegamos no colégio, parecia impossível convencer minha sogra deixar a Alice vim para o colégio. Quando chegamos deixei a Alice no pátio com a Manuela e estou indo direto para o quarto, estou morto de cansaço viagem é muito longa, costumava fazer esse percurso apenas uma vez por mes e olhe lá, mas agora duas vezes por semana é de matar.

Quando cheguei no quarto estava o Fabrício e o Fernando mas havia uma coisa de diferente no quarto e fui logo perguntando:

--Por que tem quatro camas?

--Novo integrante no colegio, e você não vai nem acreditar quem é.

--Mas podem entrar nesse período? Para mim o colegio só podia integrar novos alunos no primeiro mês de aulas.

--Mas é assim, porem o dinheiro consegue tudo.

--Agora estou entendo, mas me digam como é nova figura.

--Você já ouviu falar dele Joaquim, e pelo que sei quem não vai gostar muito dessa noticia é a sua namorada, você tinha que ver a cara que as meninas fizeram quando souberam.

--O que tem a ver a Alice com o novo aluno? – disse preocupado.

--Simples eu sou o Eduardo, primo dela. – disse ele entrando no quarto.

Eu sabia o que o primo representava para Alice, eles se odiavam desde sempre por um motivo que nem mesmo ela sabia, mas de uma coisa eu sabia a mãe dele era a maior interesseira, e como dizem tal mãe tal filho.

--Vai ficar assim mudo me olhando? – disse ele prosseguindo – eu sei que sou lindo e tudo mais, porém não precisa me olhar tanto.

--O que você faz aqui?

--Que pergunta repetitiva, todos me perguntam a mesma coisa, oras eu estou aqui para o estudar é claro.

--É isso ou pertubar a Alice?

--Perturbar? Jamais, ela é uma garota extraordinária.

--Eu mais que ninguém sei de todas suas qualidades, mas também sei do ódio que vocês dois sentem, então qual é o motivo do elogio?

--Isso é entre mim e ela.

--Não é não, enquanto ela está aqui eu sou o responsável dela.

--Até parece você não é nada.

--Só que não, sou muito mais que você que é um mero primo. Além de ser namorado sou o pai do filho dela.

O que eu disse pareceu um choque para ele, pois na hora ele se calou e abaixou a cabeça.

--É isso mesmo a Alice espera um filho meu, e já vou te avisando se você se aproximar dela irá pegar muito caro. Vou atrás dela, e vocês dois fiquem de olho nele.

P.O.V Alice

--Vocês só podem estar brincando né meninas?

--Não Alice, ele chegou ontem e o que mais tememos e que está injusto no quarto do Joaquim.

--Não pode ser – disse me sentando – a minha mãe devia estar pressentindo, ela queria tanto que eu ficasse em casa, mas não e tinha que teimar e decidir vim para o colégio.

--Alice, você fez o certo isso não vai chegar a provocar uma guerra no mínimo uma briga – olhei para ela e ela percebeu o que havia dito — ops falei demais.

--Não você está certa, o Joaquim sabe o quanto nos odiamos, e é capaz de tudo para nos manter afastado. O único jeito de evitar uma briga é eu sair do colégio.

--Nem pensar, a maneira de fazer isso é você se manter afastada naturalmente, fingir que ele não existe você faz tão isso bem.

--Tem razão, não posso desistir dos meus sonhos por ele, fazeres o que disse.

--Isso mesmo, mas vamos mudar de assunto. Como vai minha sobrinha?

--Como diz com tanta certeza que é uma menina?

--Intuição de tia, sabe como é.

--Sei, mas respondendo sua pergunta está tudo bem. Em falar nesse assunto amanhã tenho ultrassom, havia esquecido completamente.

--Linda você já sabe? – disse o Joaquim se sentando ao meu lado.

--Sim.

--E o que vai fazer?

--Pensei em sair do colegio como minha mãe disse – olhei pra manu – mas simplesmente irei fingir que ele não existe.

--Sempre com escolhas sabias.

--Grata querido, mas agora vou para o quarto arrumar minhas coisas.

--Ta bom querida, vou na lanchonete e depois descansar.

--Quer ajuda Alice?

--Não precisa manu.

Notas finais
Qual sera a do Eduardo? Comentem o que vocês acham que ele fazera. Ele esta pela mãe? Por ele? Ou algo a mais?