Notas iniciais
Acho que tenho que parar de ver tragédias e afins, estou ficando triste em escrever minha historia. Por favor entendam minha demora, muitos pararam de ler, mas não tenho muito tempo. Espero que gostem Beijos

Voltei para meu quarto e fui dormir pensando em meu pai, por que será que minha mãe nunca quis falar nada sobre ele?

Estou em um galpão iluminado e com as paredes todas brancas, á alguem no fundo do galpão, mas só consigo ver o vulto de um homem alto, começo a caminhar até ele, será o Thomas? Continuo mas ao me aproximar ele se vira e sai por uma porta que até então não tinha notado, ao sair consigo ouvir gritos de uma mulher, corro para porta e imagino se ele não fez algo com alguem, ao atravessar a porta estou em outro ambiente, minha sala de estar e vejo uma criança sentada junto á o que parecia ser minha mãe me aproximo e me vejo, a criança sou eu. Mas o que foram os gritos?

_Anna acorde você tem escola.

O que? Foi um sonho. Me levanto vejo que ainda tenho algum tempo, vou tomar banho pensando no meu sonho com dificuldade, só consigo lembrar de alguns flashs.

Termino meu banho e coloco uma camiseta branca com desenhos de passaros voando. uma calça jeans azul escuro e meu all star preto. Desci pelas escadas, ao ver o sofá da sala me lembrei novamente, aquele sonho estava me intrigando.

_Bom dia.- Joe e Kate falaram juntos.

_Hum.. — acenei apenas com a cabeça. — Kate preciso te perguntar algo. — sei la, acho que no funfo no fundo ja havia perdoado ela, toda aquela história do acidente, e da morte, me fizeram pensar.

_Você pode me chamar de mãe, Anna, e pode.

Olhei para ela, para que entendesse que isso ja era demais.

_Kate, — dei enfase no nome — Quem é meu pai?

Joe parou o que estava fazendo e se assutou ao escutar minha pergunta, ao contrário de Katherine que continuou indiferente.

_Já lhe disse, não vale a pena.

_Eu tenho direitos.

_E deveres também, como todo cidadão.

_Não se faça de desintendida, eu mereço saber. Algo me diz que não fui só eu o motivo de tanto rancor, o motivo de você estar tão farta assim de ter um peso como eu.

_Anna, não fale assim, sou seu pai tambem lembra? — Joe se intrometeu, fazendo piada.

_Joe, agora não.

Kate continuou cortando as torradas e passando geleia, ignorando qualquer coisa que eu falasse, e aquilo me tirou do sério.

_EU MEREÇO SABER QUEM É MEU PAI! — explodi.

_VOCÊ VAI SABER QUANDO EU QUISER CONTAR. — ela gritou totalmente autoritaria.

_Pra você é muito facil né? Não foi você que foi abandonada, VOCÊ NÃO SABE O QUE É NÃO TER UM PAI !! E SUA MÃE AINDA LHE ABANDONAR ! — estava botando tudo para fora, chegou a hora de enfrentar.

_Anna ja conversamos sobre isso. — Joe tentou me acalmar.

_Não Joe, essa briga não é sua, por favor. — minha mãe se virou para ele que entendeu, e subiu para o quarto.

_ESTOU FARTA DE TER QUE ACEITAR TUDO CALADA ! — podia sentir a furia de cada palavra dita, podia sentir as lagrimas se formando em meus olhos.

Ela me encarou, podia ver sua mente trabalhando, ela estava pensando em algo para dizer.

_Você tem escola agora, depois conversamos.

_Odeio o fato que você tenha voltado, agora tenho que agir como se fosse a pessoa mais compreensiva do mundo, tenho que fingir que nada aconteceu, tenho que te olhar todos os dias nessa casa e fingir que está tudo bem, que minha mãe está aqui por mim, que SE IMPORTA!

_Anna, depois. — ela encerrou a conversa, sabia que não iria dar em nada continuar ali, então peguei minha mochila e sai.

Comecei a caminhar em direção a escola, tinha algo de obscuro no passado da minha mãe, que não pudia entender, que ela estava fechada para me contar.

Passei em frente a casa de Thomas, não sei se ele iria para a escola, e seria indelicado tocar a campanhia a essa hora da manhã. Então segui andando, ja estava á uns dois quarteirões depois da casa do Thomas quando ouvi alguem me chamar.

Me virei, era ele. Estava correndo para me alcançar.

_Oi. — ele me deu um leve beijo.

_Oi — seguimos rumo a escola.

_Você está bem? — perguntei não sabia como tinha sido após o enterro.

_Estou sim e você?

_Tambem – continuamos caminhando rumo á escola, ele com seu braço em volta de mim.

_E como estão as coisas com sua mãe? – não sabia se devia contar ou não, ele já estava passando por muitas coisas.

_Na mesma. Brigar virou uma rotina.

_Mas é pelo mesmo motivo? – ele se referiu a ela ter fugido.

_Hoje não. Queria saber sobre meu pai mas ela se negou a falar qualquer coisa.

_Deve ter acontecido alguma coisa, ela não se guardaria tanto se não tivesse.

_Deve ser, algo me diz que tem muita coisa nessa história não dita.

_Aham – Thomas afirmou.

_Mudando um pouco de assunto, tive um sonho muito divertido hoje. – Thomas se alegrou e contou que tinha sonhado com um cachorro com asas e ele quem levava Thomas para passear.

_Você é perturbado menino! – disse rindo.

_Qual é? É legal sonhos assim, você sonhou com o que hoje?

Me lembrei daquele sonho estranho, não queria enxer ele com mais coisas estranhas de minha mãe.

_Nada, dormi como uma pedra hoje.

Chegamos ao terreno da escola, havia os mesmos alunos zumbis, e as mesmas pessoas conversando sobre qualquer coisa, mas hoje havia o clima de tristeza no ar, Nate e Paulo, esse era o nome do outro menino, os dois eram muito conhecidos na escola, seja por boa ou má fama. Não vi a Sarah na escola, mas entendi, ela precisava de um tempo para pensar em tudo o que tinha acontecido.

O resto da semana foi igual, tentei ignorar o quanto podia Kate em casa, ia pra escola com Thomas, riamos quando um dos alunos zumbis tropeçava de sono, mas já era sexta e não consegui falar com Sarah, ela estava indo as aulas mas chegava tarde e saia cedo, e eu não podia perder mais aulas ou não me formaria, então o jeito era ir na casa dela.

Thomas e eu combinamos de ir a tarde na casa dela, liguei para Senhora Mumphis e ela nos disse que a Sarah estaria la.

Thomas não era muito próximo dela, mas ele seria de grande ajuda em conforta-la por ser da família e tambem ser próximo de Nate.

Chegamos e eu toquei a campanhia, nada, toquei denovo, ninguém.

_Ela ia estar em casa? – Thomas me pergunta.

_Sim, eu liguei para a mãe dela e ela disse que ia.

_Liga denovo, as vezes ela saiu, a mãe dela deve saber. – ele me deu seu celular para que ligasse.

_Alô?

_Oi Senhora Mumphis, é a Anna, desculpa interromper no seu trabalho mas a senhora sabe se a Sarah saiu? Nós estamos aqui em frente sua casa e ninguém atende a campanhia.

_Não Anna, perguntei ela antes de vir para cá, ela disse que ia ficar em casa, tenta denovo. Olha estou com um cliente aqui, depois nos falamos. Tchau.

_Tchau.

Ela foi fria, não se importava com a filha.

_Nada. Ela disse que ela estaria em casa.

_Tavez estivesse dormindo – ele tocou a campanhia novamente, mas ninguém atendeu denovo.

_Estou ficando preocupada Thomas.

_Calma, vamos tentar entrar. – ele forçou a maçaneta mas estava trancada.

_Tem uma chave reserva, sempre entrava escondida quando ela estava de castigo e a mãe dela estava no serviço, está ali no vaso de planta, aquele pendurado – apontei.

Ele pegou e abriu a porta, a televisão estava ligada no baixo e as portas do armário abertas. Algo estava errado podia sentir.

_Vamos ver no quarto dela. – disse.

Ao chegar la, ela estava deitada.

_Não disse? Ela esta dormindo.

_Não tem alguma coisa errada. – virei o corpo dela, ela estava babando e desacordada, o pânico me invadiu, sacudi seus ombros para que ela acordasse mas nada. – THOMAS!? – disse quase chorando.

_Calma Anna. – ele procurou nas gavetas alguma coisa que não intendi. – Aqui.

_O que Thomas? ELA NÃO QUER ACORDAR, O QUE ACONTECEU? – senti as lagrimas começarem a escorrer.

_Ela está dopada, provavelmente tomou o frasco inteiro — ele mostrou um frasco vazio de rivotril, um forte calmante.

_Meu Deus! – estava apavorada, o que faríamos agora?

Thomas estava calmo, ou parecia estar, ele sentiu o pulso dela e o coração.

_Está fraco mas está batendo. Precisamos leva-la á um hospital. – ele a pegou no colo.

Chegamos, fomos a pé mesmo, não era muito longe e demoraria muito chamar uma ambulância.

_O que aconteceu? – Um enfermeiro nos abordou.

_Ela está dopada, — mostrei o frasco do calmante — Por favor faça alguma coisa.

_Aqui, coloque ela nesta maca. – Thomas a colocou.

_O que vocês irão fazer? – perguntei desesperada.

_Vamos aplicar soro na veia dela, para tentar limpar o sangue, acalme-se, esse processo é bem simples, isso acontece bastante, crianças que tomam achando que são balas ou até casos de suicídio.

Ainda não tinha pensado nisso, não tinha nem tido tempo. Minha amiga acabou de tentar suicídio.

Ele a levou e eu e Thomas ficamos esperando na recepção. Sentamos em um sofázinho que havia ali.

_Vai dar tudo certo. – Thomas me abraçou e me deu um beijo na testa.

_Tenho que ligar para a mãe dela e avisar, você me empresta o celular denovo?

_Claro.

Estava chamando, mas ela não atendia. Liguei denovo chamou uma vez só que caiu na caixa postal, ela obviamente não queria me atender.

_Você não sabe o do pai dela?

_Não. O jeito é esperarmos aqui, e depois falamos com aqueles dois desnaturados.

O enfermeiro apareceu.

_Está tudo bem, não se preocupem, vocês dois salvaram a vida dela, mas um pouco e ela não acordaria. Mas ela ainda está muito fraca, agora ela está apenas dormindo.

_Obrigada. – me senti totalmente aliviada. Sarah estava bem, ou melhor, ela ficaria bem.


Notas finais
E ai? Vocês reagiriam a morte de uma namorada ou namorado como? A Sarah não aguentou muito bem.