Diário de Anna

29 Uma primeira vez.


Notas iniciais
MEU DEUS ESTOU TÃO ORGULHOSA DESSE CAPITULO!!
Não vou falar muito espero que gostem, e que não se chateiem com a contradição do titulo. A hitória está acabando, o proximo capitulo ja vai ser o final.
Obrigado por tudo amores!!! vou tentar escreve-lo amanha ou depois beijos.

Já faz uma semana que a Sarah está internada, mas não no hospital, depois que o médico disse a sua mãe que ela havia tentado se suicidar a mãe dela surtou e a internou em uma casa para "adolescentes problemáticos" . Fico mal por ela, mas se isso a garante segura, não consegui conversar muito bem com ela antes que fosse embora, o lugar fica fora da cidade, o Thomas conhecia, parece que era uma especie de fazenda, meio que ela está tirando umas ferias, prefiro pensar assim, ao invés de imaginar camas e quartos brancos trancados.

Me dediquei aos estudos, Thomas estava me ajudando muito, estudavamos quase todos os dias depois das aulas, a Mel ja estava melhor e sua asma não tinha dado mais sinais, então Thomas tinha um pouco mais de tempo para mim. E eu adoro isso.

_A formula é ax²+bx+c=0 , ai você.. — ele é tão lindo explicando, não gosto muito da idéia mas acho que estou me apaixonando, o que era só uma atração está virando um pouco a mais.

_Anna? Você entendeu?

_Sim, essa matéria é facil — estavamos revisando funções de 2º Grau e eu tinha me saido bem nessa matéria.

_Podemos passar para outra então, biologia?

_Acho que já está bom por hoje o que acha?

_Acho que não quero uma namorada repetente.

_Já estou com média em todas, menos quimica e literatura. Mas tambem faltam poucos pontos. Com os trabalhos extras que fiz agora, ja consigo os pontos.

_Sei. — ele não acreditou e fez uma careta pra mim.

Dei um leve beijo em sua boca, e ele acariciou meu rosto.

_Você é linda sabia?

Dei uma risada nervosa, meu corpo tem reagido a ele de formas diferentes de um tempos para ca, não que eu não tenha gostado, mas me deixa envergonhada ao seu toque.

_Você também, não sei se ja te disse mas amo seu sorriso.

Ele sorriu involuntariamente, e pude ver novamente seus belos dentes e o desenho perfeito de sua boca. Meu coração disparou. Será que é por causa dos mes possiveis sentimentos? Agora estou confusa, sempre consegui ficar perto dele e permanecerestavel.

_O que foi? — ele percebeu meus pensamentos confusos.

_Nada, só que, é bom ter você sempre aqui comigo.

_Disponha — ele fez tirou um chapeu imaginario em um gesto de cavalheirismo antigo.

Nós rimos, e guardamos nossas coisas de escola.

_Acho melhor ir, a Mel vai chegar da escolinha daqui a pouco. — ela pode voltar a estudar depois que seu médico a liberou, queria poder ir pra escola para colorir e recortar novamente.

_Entendo. Dá um beijo nela por mim.

_Claro, mas preciso recebê-lo primeiro, para depois entregar.

_Não. Vou mandar por sedex pode deixar. — disse imitando birra de criança. Antes que pudesse perceber suas mãos estavam em minha cintura me prensando contra seu abdomen, sua respiração esquentava minhas bochechas, estavamos muito proximos.

_Aé? Sedex faz isso?

Ele me encostou na parede do corredor e me beijou, dessa vez mais rápido, digamos assim mais selvagem, ele me queria, podia sentir isso em cada movimento, em seu gosto. Seus labios me beijavam cada vez mais, uma de suas mãos estava apoiada na parede e a outra no meu pescoço, enquanto as minhas estavam em sua cintura o puxando para mais perto.

Nunca tinhamos feito algo parecido antes, sempre fomos corretinhos e carinhosos, (com exceção da festa mas nem me lembro bem) mas aquilo era muito bom, sua mão em meu corpo.

_Hey!!!!!!! Tem quartos nessa casa pra isso! — Joe sai do banheiro e quase colidi com a gente.

Thomas me solta e eu me sinto corar.

_Desculpa. — digo sem jeito para Joe.

_Não foi nada, só não é muito agradavel cruzar com dois lagartos com linguas soltas no corredor.

_Que? — Thomas e eu ficamos confusos.

_Nada esquece, na minha cabeça parecia mais engraçado. Vou descer pra vocês continuarem.

_Não, não precisa. Ja estou indo embora.

Joe então foi para seu quarto e eu e Thomas descemos até a porta, quando saimos olhamos um para a cara do outro e começamos a rir.

_Ainda vai mandar pelo sedex?

_Você vai dar um daqueles beijos pra sua irmã? – comecei a rir.

_Não – ele não tinha pensado muito no que tinha falado antes de me beijar, só agora viu que o beijo que mandaria não seria esse tipo de beijos. – Não mesmo.

_Anna, você percebeu algo a mais entre nós?

Então ele também sentiu. Sentiu essa química.

_Você fala o beijo? – me faço de desentendida.

_Não, talvez aconteça só comigo mas, — ele faz uma pausa e se aproxima de mim – cada vez que estou perto de você meu coração começa a acelerar, e cada parte do meu corpo deseja o teu, minha pele anseia pelo seu contato, me controlo para não beija-la toda hora em que a vejo sorrir.

Fico sem jeito.

_Acontece comigo também, meu coração dispara toda vez que ouço sua voz, ou quando você simplesmente sorri, tenho vontade de fazer cafuné em seus cabelos, bagunçar esses fios arrumados, minha boca deseja o seu gosto.

Nos encaramos por menos de 5 segundos e sua boca vem de encontro a minha novamente, mas dessa vez, é um beijo coberto de ternura, posso sentir seu coração com seu corpo colado ao meu. Ele para e me olha, tira uma mecha do meu rosto e fala:

_Anna quero você para o resto de minha vida, quero estar sempre ao seu lado, nunca senti nada assim por alguém antes.

Ele me deu um outro beijo antes que pudesse responder, depois se dispede mas algo dentro de mim também quer te-lo ao meu lado para sempre, algo em mim me diz que estou pronta para ele.

_Thomas espera. – ele já estava á uns 3 metros da minha casa.

_Oi?

_Você quer vir aqui sábado a noite? O Joe e a Kate vão viajar, vão visitar os pais de Joe, você podia me fazer companhia e eu lhe fazia um jantar.

Ele entendeu e seus olhos brilharam. Sabia que ele não quis comentar nada para não me pressionar mas ele me queria, queria meu corpo por inteiro.

_Será um grande prazer mademoiselle — ele novamente imita um cavalheiro das antigas e cruza as pernas para trás e beija minha mão.

Meu Deus! É tão mais fácil na ideia, agora tinha de me preparar emocionalmente e fisicamente para isso, hoje ainda é sexta feira então consigo me adiantar um pouco.

Entrei pensando em todas as coisas que tinha de fazer, precisava conversar com Joe, por mais constrangedor que fosse, ele era minha única saída.

_Joe? – bati na porta.

_Oi, pode entrar.

_Preciso te perguntar umas coisas.

_Ja sei o que vai ser então vou me adiantar para lhe evitar esse constrangimento. Muita das primeiras vezes da garotas não são tão bonitas e lindas como nos filmes, só uma coisa: dói. Você teria que conversar disso com sua mãe, mas o pensamento dos garotos eu sei, você precisa saber se esse Thomas te respeita antes de tudo, se você não conseguir é normal não se sinta pressionada em hipótese alguma okay?

_Ok. – achei que ia ser mais constrangedor, ele devia ter praticado isso a muito tempo. – Obrigada.

_Se precisar tem preservativos na primeira gaveta do meu banheiro.

Ele tinha que ter estragado o momento legal entre a gente né.

Antes que sair do quarto ele me chama

_Sua mãe foi fazer um exame, quando ela chegar ela disse que é para você estar la na sala que ela vai conversar algo serio com você.

Não fiz nenhuma objeção, poderia ser do meu pai. Esperei uma meia hora no meu quarto adiantando um dever para segunda e desci para a sala.

A porta se abre e Kate entra.

_Oi. – ela sorri.

_Oi – estou muito interessada no que possa ser essa conversa para pensar em ignora-la.

_Você já deve saber sobre o que é esta conversa né? — Ela senta no sofá do lado do que estou sentada e coloca a bolsa na mesa do centro.

_Meu pai?

_Isso.

Ela me encarou esperando que dissesse alguma coisa mas só queria ouvir a história de uma vez então nada disse e ela começou.

_”Nunca te contei nada porque você era pequena e não iria entender, e não pensei na hipótese de lhe contar depois que já estivesse maior, já tinha guardado o segredo a tanto tempo que seria fácil continuar. – ela da uma pausa uma longa respiração e continua- Eu era jovem assim como você tinha sua idade por volta dos 16 anos, quando conheci o Tony, ele era muito bonito, cabelos ondulados e olhos redondos, (meus cabelos e olhos) ele me pediu em namoro depois de conversarmos em uma festa. Eu já gostava dele então aceitei. Namoramos umas semanas e saímos novamente, fomos a um barzinho e ele bebeu um pouco demais. Tive de o levar para casa, ele morava sem os pais, então ele só tinha a mim para fazer aquilo, chegando la, escorado em meus ombros o levei até seu quarto. Ele se sentou e me pediu que sentasse na cama também. Eu sentei achando que ele precisava de ajuda talvez que fosse vomitar ou algo do tipo. Mas não, ele começou a me beijar, eu o correspondi no começo, mas o cheiro de bebida era forte e começou a me enjoar, ele começou com um pouco a mais que beijo, com caricias, mas levantei e disse :

_Você está bêbado, não vai ser assim nossa primeira vez!

_Qual é garota? Metade daquela escola mataria para estar no seu lugar.

Ele nunca tinha me tratado daquela forma. Então me virei para sair, mas mesmo bêbado ele era mais forte do que eu.

_Tá achando o que? Que me seduz, me namora umas semaninhas e não ganho nada em troca?

Pedi a ele que me soltasse mas ele não o fazia, ele começou a me beijar e enquanto tentava recusar ele apertava mais ainda meus braços e pulsos.

_Tony não !

Ele me jogou na cama, e abrindo o zíper da calça disse:

_Depois você pode ir embora mas vou me divertir primeiro.

Ele não me deixou sair, e assim foi minha primeira vez a força, com um garoto que pensei que conhecia e bêbado. Mais tarde fui descobrir que tinha sido estuprada, eu era inocente demais para pensar que ele faria isso, ignorei o máximo que pude Tony, nas aulas e em todos os outros lugares, mas então veio a noticia, eu estava grávida, grávida de você Anna. Meus pais, seus avós, me forçaram a procurar por ele e contar, mas ele me chamou de vagabunda e não quis acreditar que fosse dele. Então lá estava eu, com 16 anos prestes a ser mãe, com apenas meus pais para me ajudar. Após a morte dos seus avós tudo ficou mais difícil, não tinha com quem deixar você para ir trabalhar e logo o dinheiro que eles estavam guardando para sua acabaria, precisávamos de dinheiro, foi quando você começou com as crises de asma. Consegui uns bicos de manicure, ia com você sempre ao hospital e enquanto você ficava la, não sei se se lembra das minhas saídas rápidas, era pra fazer unhas.

Depois que você ficou maior, consegui um emprego na concessionaria onde o Joe é administrador, eramos só amigos até uns tempos pra ca. Mas acho que o trauma, me fez repensar em algumas coisas, meus pais me obrigaram a ter você, queria abortar, mas depois que você nasceu e vi você pequena tão dependente não sei como tinha conseguido pensar naquilo.

Mas o trauma era maior, quando comecei a gostar de alguém de novo, comecei a pensar na vida que não tive, na vida que teria tido se nunca tivesse conhecido o Tony e isso ficou muito tempo guardado até que um dia explodi e fiz a coisa mais inconsequente que podia fazer, fugir. O resto você já sabe. “

Não consegui acreditar, nunca pensei que minha mãe tinha sido violentada e que eu era fruto de uma ação horrível dessas, e todo dia olhar para mim e lembrar do cara que fez isso deve ter sido torturante.

_Mãe, Desculpa.

_Eu que tenho que lhe pedir desculpas, você não tinha nada a ver com meus erros, e mesmo assim você acabou sendo prejudicada com minha frieza durante esses anos.

_Mas eu também não ajudei muito, sou parecida com ele, sou possessiva como ele, deve ter sido difícil acordar e ver todo dia um pedaço do homem que lhe fez mal.

Ela começou a chorar e sem querer eu também.

_Anna você só me lembra ele talvez um pouco fisicamente, mas o seu gênio é igualzinho ao meu por isso não damos tão certo. E você é linda minha filha, sendo filha dele ou não.

_Você prestou queixa? Naquela época?

_Naquela época eu nem sabia o que tinha acontecido direito, e não tive coragem de contar com detalhes pros meus pais, eles acharam que só tinha acontecido. Não que fui forçada.

_Mas mãe, você ... – ela me interrompe

_Bom, acho que não vai nos fazer bem remoer o passado, ou pensar nas coisas que poderíamos ter feito. Tudo que passou, passou. Só quero saber se daqui pra frente estou perdoada minha filha?

Á abracei e comecei a chorar, agora tudo estava explicado, tudo estava esclarecido e não conseguia mais olhar para ela com aquele ódio, com aquela indignação. Apenas com vergonha de tudo que tinha feito para dificultar nossa relação.

Ela enxugou minhas lagrimas.

_Eu te amo filha.

_Eu também, mãe. – disse a palavra mãe como se fosse a primeira vez dita, o que fez ela se emocionar.

Notas finais
E ai? Primeira vez Da mãe da Anna não a dela. O titulo do capitulo engana um pouco, mas garanto a vocês um momento romantico e lindo para o proximo capitulo.

COMENTEM !! O QUE ACHARAM DESTE CAPITULO?