Diário

25 Capítulo XXIV - Príncipe Encantado


Tem uma coisa engraçada nos contos de fadas, quando crianças nos costumamos a ouvir essas histórias fantasiosas. O que é engraçado é que algumas pessoas se apegam a esta visão esperam sempre por alguém que irá vir em um cavalo branco, será sempre muito correto e educado. Altruísta e bem intencionado aquela pessoa que vai sempre lhe salvar da bruxa má. Da morte, do sono profundo, da maldição e irá lhe carregar para o castelo branco e serão felizes o resto de suas vidinhas, sempre cantando e falando com bichinhos.

Bem, se você quer tudo isso ai encima, está lidando com a pessoa errada. Eu não sou amiga de um pato, não tenho voz irritante e muito menos sou dona de um “pequeno” cartel.

A verdade é que eu odeio a perfeição, ninguém é perfeito, nada é perfeito a não ser se você estiver jogando Street Fighter e ganhar a partida sem levar um golpe sequer. Isso é perfeito.

Mas no resto, amo as falhas, amo os erros. Sou imperfeita então não me peça para ser aquilo que nunca poderei ser. Minto eu sou perfeita sim, sou perfeita em ser imperfeita.

Príncipe encantado vá se foder.

Santana encarava o vinho em sua taça, a música estava baixa para não incomodar a mulher que dormia no quarto.

Tomou um gole do vinho tinto soltando um gemido frustrado. Queria algo mais forte, mas Brittany havia limpado a casa de todas as suas bebidas deixando apenas uma garrafa de vinho ocasionalmente.

- Não vem pra cama? – Brittany surgiu enrolada em um edredom.

- Te acordei? – Santana apoiou a cabeça contra o sofá sem olhar para ela.

- Não estava dormindo. – Se aproximou cautelosamente. – Estava estudando algumas anotações da fisioterapia do Ethan, os resultados estão prometendo serem promissores.

A latina fechou os olhos bem apertados, a pulsação forte em sua nuca. O peso suave de Brittany em seu colo e o cobertor quente lhe envolvendo.

- O que foi? – Seus dedos longos iniciaram uma massagem nas têmporas.

- Dia longo. – Suspirou grata.

- Quer conversar? – Murmurou a beijando na linha do maxilar tentando distrai-la da dor.

- Quinn pode perder o Ethan. – Soltou a bomba de uma vez, a loira parou e se afastou.

X-X-X

Encarava a pessoa que estava na porta com o cenho franzido, o homem entrou a empurrando suavemente com o ombro.

- O que você quer? – Era a pergunta que martelava em sua cabeça desde que ele havia interfonado do portão. – Hudson.

Finn estava parado no meio da sala, seus olhos castanhos um pouco vermelhos examinavam a sala. Os brinquedos espalhados, os livros, um casaco de Rachel que estava sobre o braço do sofá. Caminhou até ele levando o pano ao rosto sentindo o cheiro.

- Hudson. – Quinn rosnou perdendo a paciência. – O que você quer?

- Que você pare com isso. – Se virou ainda segurando o casaco na mão.

- Como é? – Arqueou uma sobrancelha, modelou a voz para ser calma e baixa.

- O que você quer? Vender mais livros? – Se aproximou com passos pesados. — Filmes? É pra isso que você está nessa palhaçada?

- Não vou ouvir isso dentro da minha casa. – Se afastou dele abrindo a porta. – Sai.

- Não. – Ele pegou a madeira e a bateu com força.

- Seu imbecil meu filho está dormindo. – Rosnou passando por ele tentando ir na direção do quarto de Ethan.

Finn a segurou pelo braço a puxando de volta com força.

- Me solta. – Mandou.

- Você vai me ouvir. – Rosnou contra o rosto dela. – Você vai me ouvir.

- Você está fora de controle.

- E você com algo que me pertence. – Cuspiu tremendo. – Rachel é minha, sempre foi.

- Sua? – Arqueou uma sobrancelha. – Você esteve com ela por tanto tempo e não soube aproveitar, agora que você perdeu a sua vez quer que eu desista da minha por que o seu ego de pseudo macho está ferido?

- Como é?

- A perdão usei palavras muito complicadas? – Debochou. – Pseudo é uma palavra bonita para dizer que algo é falso.

Finn fechou a mão em punho, suas narinas vermelhas.

- Você nunca vai mudar. – Rosnou se soltando do aperto dele com força. – Acha que criar um pouco de músculo e deixar a barba crescer vai encobrir esse teu caráter fraco?

- Caráter fraco? – Rosnou invadindo totalmente o espaço pessoal da mulher.

- Você continua com atitudes de moleque. – Não se intimidou perante o ódio nos olhos dele. – Atitude de garoto mimado que está batendo o pezinho por que perdeu o brinquedo, mas advinha? Ela não é um brinquedo. E se você não soube como trata-la o problema é seu não meu.

- Vou te mostrar como eu trato quem se mete no meu caminho. – Seu sorriso torto. – E mostrar como você deve se comportar na frente de um homem de verdade.

Ele ergueu a mão, mas foi segurado por uma mão masculina e puxado para longe. Sam o empurrou contra o sofá enquanto Karofsky tentava manter Kurt colado em seu corpo, o Hummel só queria voar encima do irmão.

- Encosta nela e quem vai te mostrar como se comportar na frente de um homem de verdade sou eu. – O Evans rosnou completamente alterado.

Rachel cruzou a sala correndo se agarrando a Quinn que olhava para Finn com nojo absoluto.

- Chegou rápido. – Comentou embalando Rachel em seus braços, seus olhos se mudaram para Sam.

- Como eu disse no telefone tinha algo importante para conversar com você. – Seus olhos azuis não se afastavam de Finn. – Encontramos com Rachel na entrada do condomínio.

- Sam você poderia…

- Só um segundo. – Dave se manifestou, soltou Kurt andando até onde Sam estava parado. – A partir desse instante você deve procurar um novo agente.

- O que? – Rosnou se levantando, mas Sam o empurrou contra o sofá mais uma vez.

- O que você ouviu, não sou mais o seu agente. – Seu rosto se contorceu em nojo. – Desisto de você.

- Sam você…

- Não precisa pedir. – Segurou Finn pela camisa o levantando.

- Escuta bem Fabray, você ainda vai me pagar por isso. – Rosnou sentindo Sam lhe empurrar na direção da porta. – Cuidado amor, no final você sempre volta pra mim.

Rachel estava escondida em seu pescoço, o corpo pequeno tremia suavemente, Kurt se aproximou deixando os outros dois lidarem com o Hudson.

- Ouvimos a gritaria de vocês lá de fora. – Explicou vendo a loira esfregar as costas da pequena diva. – Não é melhor ligar para a Santana?

Negou com a cabeça, pensaria nisso pela manhã.

- Ethan não acordou? – Rachel deixou a voz sair mais baixa do que o normal.

- Eu não sei. – Moveu a cabeça olhando para o corredor. – Kurt se importa de nos esperar na cozinha? Vinho, cerveja, qualquer coisa é só pegar lá.

Ethan estava enrolado na cama, o rosto vermelho lavado em lágrimas. Agarrado ao ursinho de pelúcia tentando não emitir nenhum som.

Rachel o segurou contra seu corpo deixando o menino relaxar quando a reconheceu. Quinn se agachou na frente deles acariciando as costas do menino.

- Já passou. – Sussurrou para o menino enquanto Rachel começava a cantarolar para ele.

Seus olhos se encontraram com o da diva, balançou a cabeça suavemente.

- O coloca para dormir lá encima. – Se levantou a beijando na testa em seguida nos lábios. – Tenho que saber o que fazer agora.

- Não. – A segurou pelo pulso. – Não.

- Vem. – A puxou para junto de seu corpo. – Você fica comigo ok?

Rachel se agarrou ao braço dela enquanto saiam do quarto, caminharam até a cozinha. Ethan agarrado ao pescoço de Rachel. Kurt estava servindo mais uma dose de whisky em três copos. — Desculpa, mas achei que precisávamos de algo mais forte do que vinho. — Tudo bem. – Puxou uma cadeira para Rachel antes de se sentar ao seu lado. — Ele está bem? – Sam estava apoiado no balcão, recebeu o copo.

- Assustado. – Quinn respondeu acariciando os cabelos do menino. – Não é querendo ser rude, mas o que vocês dois estão fazendo aqui?

Dave e Kurt trocaram um olhar calmo.

- Estávamos jantando juntos quando meu celular tocou com uma noticia maravilhosa então encontramos o Sam e viemos para cá. – Kurt respondeu no mesmo tom calmo.

- Não queria rever vocês duas assim, mas foi inevitável. – Dave se desculpou.

- Não se preocupa com isso. – Quinn respondeu sem erguer os olhos de Ethan, Rachel se balançava lentamente cantando baixinho para ele. – Qual a grande novidade.

- Tem dois estúdios grandes querendo comprar os direitos para o filme. – Sam tomou um gole do líquido. — Columbia Pictures e Warner.

- Hn? – Ignorou a informação. — E?

- Eu me encontrei com mais alguns, mas só esses dois aceitaram os termos que eu acertei com o seu editor.

- E quais são os termos? – Seus olhos nunca deixando o rosto relaxado do filho.

- Que ficasse em família. – Sam encolheu os ombros.

- O que? – Franziu a testa finalmente olhando para o seu agente.

- A Crônicas será a produtora. – Indicou Kurt que tinha um sorriso pomposo nos lábios. – Se você concordar.

Olhou para Kurt que tomou um gole de sua bebida fazendo uma careta.

- Olha, eu conheço a história e a amo. – O Hummel começou. – Quero trata-la com respeito, quero fazer isso com você. É o seu legado para o pequeno ai e deve ser feito com carinho e dedicação, sem mutilar a história.

- Concordo. – Acenou com a cabeça. – Negócio de família.

X-X-X

Rachel estava deitada com Ethan esticado no meio da cama, os três homens já haviam se retirado era quase 1 da manhã. Quinn estava parada na porta do banheiro olhando a morena segurar o garoto em seus braços.

Os dois pareciam dormir a sono solto, saiu do quarto sem querer incomoda-los, rumou para o escritório. Pegou o telefone encima da mesa de madeira maciça. Primeiro toque. Segundo toque.

- Alô. – A voz rouca de sono.

- Desculpa. – Quinn suspirou. – Te acordei.

- Não, não tem problema. – A voz parecia mais desperta. – O que foi?

- Me diz que eu não estou fazendo merda. – Pediu se recostando na cadeira e fechando os olhos.

- Você está fazendo merda. – A voz veio com uma nota de sorriso. – O que foi Q?

- Recebi uma visita do Hudson hoje. – Suspirou mantendo os olhos fechados.

- E o que ele disse?

- O mesmo clichê de sempre, Rachel pertence a ele, eu vou pagar caro por isso entre outras idiotices. – Apertou a ponte do nariz com um pouco de força.

- E por que exatamente você está me ligando às 4 da manhã? – Ouviu o bocejo.

- Eu fui em Lima semana passada e encontrei o meu pai. – Murmurou.

- E?

- Ele me deu uma cintada nas costas. – Gemeu frustrada. – Eu não sei, ele me deixa insegura é como se cada vez que eu o visse eu sentisse que necessito da aprovação dele para o que estou fazendo.

- Ele ainda é o seu pai. – Sua voz foi mais calma. – Agora se eu te conheço bem e eu sei que conheço. Você não está falando nada disso para a Rachel.

- Não quero preocupa-la. – Sussurrou abrindo os olhos com um suspiro cansado. – Ela já está toda tensa com essa situação com o pai dela e eu não posso colocar mais um peso.

- Quinn não faz isso. – A voz se tornou um pouco decepcionada. – Está afastando a Rachel.

Ficaram em silêncio.

- Eu sei que você quer se manter perfeita. – O tom foi se tornando mais duro. – Que você não quer demonstrar fraqueza, mas não é assim e você sabe.

- Eu sei. – Esfregou a testa.

- Deixa de ser cabeça dura e vai conversar com a tua mulher e me deixa dormir. – O bocejou pontoou a frase.

- Boa noite Andy.

- Boa noite Q.

Desligou e jogou o aparelho telefônico sobre a mesa, suspirou sentindo o cansaço dos últimos dias se abaterem sobre o seu corpo.

X-X-X

Rachel sentiu Quinn deitando atrás de seu corpo e lhe abraçando deixando a mão repousar sobre Ethan.

- Onde você estava? – Murmurou se aconchegando mais nela.

- No escritório. – Esfregou o rosto no pescoço de Rachel. – Pensando.

- Você vai me dizer o que está acontecendo de errado? – Entrelaçou seus dedos nos da loira por cima de Ethan.

- Você sabe por que o seu pai odeia tanto o meu? – Murmurou sem tirar os lábios de cima da pele morena.

- Não. – Abriu os olhos.

- Seu pai foi apaixonado pelo Russel. – Sussurrou tão baixo que Rachel duvidou estar ouvindo. – Meu pai descobriu e o espancou antes da formatura.

Rachel se enrijeceu levemente, tentou virar o rosto, mas Quinn se apertou mais contra o pescoço dela a impedindo de fazer qualquer movimento.

- Não quero ser assim. – Murmurou contra a pele. – Não quero ser igual a ele.

- Você não é.

- Então por que eu preciso tanto da aprovação dele. – Moveu a mão a envolvendo mais forte. – Por que eu preciso disso?

- Por que ele é seu pai. – Retrucou puxando o braço com mais firmeza. – É normal querer a aprovação dele.

- Mesmo depois de tudo o que ele fez? – Fungou sentindo uma lágrima escapar. – Eu deveria odiá-lo.

- Quinn. – Fez força para se levantar, sentou-se e a puxou para fora da cama com dificuldade.

Andaram pelo corredor até o escritório onde Rachel a empurrou sobre uma poltrona se sentando em seu colo.

- Olha pra mim. – Murmurou a puxando pelo queixo. – Só vou falar uma vez. Você não precisa da aprovação dele, você é incrível. Uma namorada perfeita e uma mãe extraordinária tanto pra Beth quanto pro Ethan.

Acenou a apertando pela cintura.

- Russel é o passado e nós somos o seu futuro. – Segurou o rosto. – Não importa o que o meu pai fala ou o que o Finn fale.

- Eu sinto que estou prestes a perder algo. – Apertou a mandíbula com força.

- Você não vai perder nada. – A bicou nos lábios.

X-X-X

Santana e Brittany entraram pela cozinha encontrando Quinn tomando uma caneca de café, Ethan estava se alimentando sozinho com alguns pedaços de frutas.

- Não acredito. – Britt sorriu se aproximando dele. – Meu pequeno príncipe encanto já está comendo sozinho.

- Você disse que ele deveria começar. – Rachel estava parada ao lado de Santana. – Está fazendo uma bagunça, vai ter que tomar banho depois.

- Preciso falar com vocês duas. – A latina mantinha uma expressão séria. – Britt baby você pode levar o Ethan para qualquer lugar.

Quinn observou Santana com as sobrancelhas franzidas, a loira mais alta pegou o garoto e saiu correndo com ele arrancando risadas do pequeno.

- Berry é melhor você sentar. – Indicou a mesa.

- Olha se é sobre o Finn eu não quero prestar queixa. – Quinn já foi colocando os pontos na mesa.

- Hudson? – As sobrancelhas negras se franziram. – O que ele fez?

- Esquece. – Rachel pousou a mão sobre a perna de Quinn a apertando levemente. – O que foi Santana?

- Não me enganam, mas o assunto que tenho para falar é mais importante que o imbecil. – Deu de ombros ignorando momentaneamente o assunto. – Encontramos a mãe do Ethan.

Rachel se mexeu incomodada a menção da mulher como “mãe” do seu filho. Quinn a abraçou pelos ombros tentando se manter calma.

- Ela está em uma clínica de reabilitação particular. – Cruzou os dedos sobre a mesa. – Uma tia que nós não sabíamos a existência está bancando o tratamento, ao que parece ela tem dinheiro.

- Hn… — Quinn murmurou tomando um gole de café, sua mão tremeu de leve. O apertou de Rachel em sua coxa só aumentava.

- Essa tia está ciente que o Ethan está com você. – Passou a língua pelos lábios. – Mas a mãe dele quer a guarda.

- O que? – Quinn apertou o seu domínio sobre Rachel que se apoiou em seu ombro. – Essa mulher não tem o direito de querer a guarda dele.

- Me escuta. – Ergueu uma mão. – Conversei ontem com o promotor e ele me disse que vai indicia-la por conivência com os maus tratos a ele, nenhum juiz daria a guarda do Ethan a essa mulher.

- E a tia? – Rachel perguntou sem olhar para a latina.

- Pelo que conseguimos apurar ela renegou a sobrinha e o sobrinho-neto quando a irmã morreu. – Continuou com o tom simples. – Não é muito provável que consiga algo mesmo sendo parente distante, além do mais se leva em consideração a condição do Ethan.

- Condição? – Quinn sentiu Rachel lhe apertar procurando conforto.

- Ele se sente confortável com vocês e isso está se revelando nos progressos que ele está fazendo, o melhor a fazer agora é continuar a vida de vocês sem ligar para o processo.

- Como não? – Rachel ergueu a cabeça a fitando irritada. – Não queremos perde-lo.

- E vocês não vão. – Santana continuou calma. – Me escutem, continuem vivendo tranquilamente, deixem que eu e o Sam cuidemos de tudo, continuem com os tratamentos do Ethan, continuem cuidando dele como estão. Decidam-se sobre a cirurgia e mantenham seguro e confortável.

- E o resto? – Quinn bateu a mão sobre a mesa. – Não vou deixar…

- Se encaixa. – Santana a interrompeu. – O resto se encaixa, confia em mim. Vocês não vão perder o Ethan.

Rachel se levantou bruscamente saindo da cozinha, Quinn se levantou indo atrás da morena.

Ethan brincava sentado no tapete com alguns carrinhos, Brittany estava sentada a uma pequena distancia tentando fazer com que ele deslizasse o carrinho para ela. A diva entrou pelo quarto e o pegou no colo apertando o corpo do filho contra o seu.

- Você vai ficar com a gente para sempre. – Murmurou o beijando no ombro, Ethan envolveu os braços entorno de Rachel.

- Mamãe. – Chamou com um sorriso.

Quinn e Santana estavam paradas na porta olhando os dois, sentiu um aperto no peito.

- Santana, não posso perde-los. – Sua voz saiu meio quebrada. – Nenhum dos dois.

A latina envolveu o braço em sua cintura em um abraço confortável.

- Se depender de mim os dois não vão sair daqui.

Notas finais
Então, vou perguntar uma coisa importante, então prestem atenção.
Sinto que Diário está começando a chegar em um ponto em que tenho que definir o final, mas vou tentar alongar um pouco mais por ainda ter muita coisa na cabeça que quero colocar aqui.
Minha nova long é UA, mas ainda não defini se é Achele ou Faberry, algumas pessoas manifestaram a vontade de ser Achele. Estou pedindo a vocês, o que vocês querem?
Lembrando que é UA e não será com elas sendo atrizes caso seja Achele.