Diário

26 Capítulo XXV - Domínio


Notas iniciais
Alguém, não me recordo quem e nem em que capítulo, me pediu uma Rachel de tirar o fôlego. Espero ter atendido sua expectativa.
Cenas pesadas de orange tenham cuidado.

Controle tem entre suas definições o ato de dominar algo ou alguém. Possuir se correlaciona a palavra controle, uma vez que uma de suas definições é ter o domínio de algo ou alguém.

Agora você se pergunta: ok qualquer criança com um dicionário entende isso então pra que você está falando?

Não sei. Sei que gosto de estar no controle do que sinto e do que estou fazendo. Gosto de possuir aquilo que eu quero. Cuidar, amar garantir a satisfação, ser o porto seguro. Sou possessiva e tenho gênio forte.

Rachel estava olhando pela janela do quarto de hotel, o homem na sua frente ia olhando suas anotações.

- Então… — Ele se ajeitou na cadeira muito interessado na próxima pergunta. – Como começou o seu relacionamento com Quinn Fabray? E principalmente quem é esse garotinho que vocês duas estão sendo constantemente vistas em companhia?

- Pensei que a entrevista era sobre a minha carreira. – Rachel retrucou friamente.

- Perdão é que os seus fãs estão muito interessados na sua vida particular. – Ele se mexeu incomodado na poltrona. – Quando anunciamos a sua entrevista no site da revista foram as perguntas mais repetidas. Também tivemos algumas sobre o seu recente encontro com Finn Hudson.

- Não tivemos um encontro. – Tornou a responder friamente. – Tivemos um jantar entre amigos.

- Mas ele foi te buscar no teatro certo? – O entrevistador entortou a cabeça. – E a Quinn não estava na cidade, alguns fãs perguntam se foi uma recaída.

- Como eu disse, a entrevista foi marcada para discutir o meu futuro profissional agora que meu contrato está para terminar.

- É claro senhorita Berry. – Ele tencionou o maxilar.

Sam estava apoiado na parede mantendo a expressão séria, sabia o porquê de Rachel estar tão incomodada, mas não tinha como mudar aquela entrevista.

Quinn ajeitou Ethan em seu colo o garoto estava entretido com os relevos do livro que Rachel havia comprado para ele.

Observou o homem que examinava avidamente o histórico médico do garoto. Os cabelos ruivos iam até abaixo do ombro, os olhos azuis e gelados devoravam as palavras enquanto os lábios finos. O rosto era feminino o diferencial era o cavanhaque bem aparado, os dedos finos rodavam a caneta distraidamente.

Ele se levantou era alto e magro o jaleco estava aberto.

- Coloca ele na maca. – Pediu ainda olhando o arquivo, sua voz era grossa e rouca.

Quinn se levantou e puxou o livro para longe dele, Ethan reclamou.

- Hey. – O repreendeu. – Depois você termina, agora tem que deixar o médico te examinar.

- Não. – Cruzou os braços amuando o rosto.

- Ethan Fabray. – O colocou sentado. – Deixa o doutor te examinar.

O homem se aproximou movendo Quinn para o lado segurou o rosto do menino e com uma pequena lanterna os iluminou examinando atentamente.

Percebeu um pequeno movimento na pupila, ergueu o rosto pelo queixo.

- Preciso de um exame de sangue. – Sentenciou. – Ele está um pouco anêmico.

- É eu sei. – Segurou as mãos do menino. – Ele está tomando suplemento alimentar.

- Eu vi. – A cortou impaciente. – Ele reclama de ardência nos olhos?

- Um pouco. – Acariciou o dorso da pequena mãozinha com o polegar. – Eu lavo com soro gelado e melhora.

- Ele já reclamou de muita claridade?

- Não, nunca.

Ele parou anotando algumas coisas nos arquivos suspirou baixinho.

- O cardiologista explicou os perigos?

- É, explicou. – Engoliu em seco.

- A anestesia pode causar uma parada cardíaca graças a arritmia.

- Eu estou ciente.

Ele acenou bruscamente, foi até um armário.

- Se ele continuar reclamando de ardência aplique esse colírio que irá aliviar, mas lave com o soro antes. – Estendeu o pequeno vidrinho. – Preciso de uma lista com as alergias dele.

- Ok.

- Senhorita Fabray, serei franco com a senhora. – Cruzou os braços sobre o peito. – Preciso de exames mais detalhados. Em um primeiro momento posso dizer que se tudo correr bem a podemos considerar os 80%, mas se o que eu penso estar correto podemos aumentar essa porcentagem para ficar entre 90 e 95%.

- Exatamente como será feita essa cirurgia? – Entregou o livro para o menino.

- Depende do grau de lesão, ele tem movimento nas pupilas o que é muito interessante. – Levantou o rosto dele mais uma vez voltando a examinar as pupilas. – Podemos tentar reparar os nervos danificados, mas se for muito extenso teremos que fazer uma extração total.

- O que?

- Como eu disse não sei a extensão da lesão, só vou poder determinar isso após exames mais detalhados.

Rachel jogou a bolsa no sofá do apartamento vazio e frio, Sam trancou a porta assim que passou.

- Não sei pra que ainda venho aqui. – A diva resmungou checando o celular mais uma vez. – Não me sinto mais em casa.

- Prefere ir morar com ela? – O loiro se largou no sofá sentindo a tensão começar a ir embora.

- Não conversamos sobre isso. – Resmungou se livrando do casaco que lhe sufocava. – Por que ela não me liga?

- Ela deve estar no consultório se acalma. – Sam fechou os olhos.

- E eu deveria estar lá com ela. – Se sentou apoiando a testa nas mãos.

- Rachel, quanto tempo tem que você não tira uma folga?

- Não sei. – Suspirou.

- Olha… — Acertou a postura colocando a mão suavemente no ombro dela. – Você precisa descansar.

- E o que você está sugerindo? – Entrelaçou os dedos olhando para o loiro, seus olhos marejados. – Quero estar com ela e com ele, mas não posso parar de trabalhar.

- Tira o ano sabático. – Falou calmamente. – Tira o ano para ficar com os dois, cuidar do Ethan e estar com ela.

- Meu ano sabático? – Murmurou. – Preciso conversar com ela.

- Você ainda tem tempo para pensar nisso. – Ele deu de ombros. – Um mês e meio praticamente.

- Ok. – Acenou com a cabeça. – Vou conversar com ela.

- Ação de graças está chegando, seus pais vem? – Tornou a se acomodar contra o sofá.

- Acho que sim, Puck e Shelby também vão vir. – Deu de ombros se levantando e rapidamente alongando a coluna a colocando no lugar com um estalo.

- Isso vai ser interessante.

Quinn estava arrumando o garoto, colocando um agasalho bem quente.

- Vamos ouvir a mamãe hein? – Sussurrou para ele lhe dando um beijo na ponta do nariz. – Vamos ao teatro?

- Música. – Sorriu acenando com a cabeça.

- Isso vamos ouvir a mamãe cantando. – Fechou a jaqueta que ele usava antes de arrumar os cabelos loiros. – Você quer?

- Mamãe. – Ergueu os braços com um sorriso.

- Mas você vai ter que ficar quietinho ok? – O pegou no colo enquanto ajeitava a bolsa dele no ombro. – Não pode atrapalhar.

- Não pode. – Repetiu balançando a cabeça.

- É surpresa para a mamãe entendeu?

- Surpresa. – Concordou.

Quinn se acomodou na plateia, exatamente na primeira fila. Ethan estava sentado em seu colo muito bem acomodado.

- Lembra as regras? – Perguntou pousando a bolsa e o ramo de flores na poltrona ao seu lado.

- Não pode falar. – Murmurou meio afobado, ele podia ouvir as pessoas em volta deles e isso ia lhe deixando nervoso.

Quinn passou os braços pelo corpo do garoto o trazendo para mais perto deixando que ele brincasse com seus dedos.

O espetáculo se iniciou e Ethan se mantinha atento a tudo, quando ouviu a voz de Rachel não conseguiu se conter.

- Mamãe. – Chamou com um sorriso.

Algumas pessoas em volta olharam para ele e Quinn, Rachel vacilou por um instante antes de retomar a fala.

- Ethan não pode. – Quinn sussurrou em seu ouvido sem esconder o meio sorriso.

- Depulpa. – Pediu encabulado.

A loira o beijou na lateral da cabeça ignorando uma ou outra pessoa que ainda encarava os dois.

Rachel se mexia agitada no camarim esperando o momento que a porta iria se abrir, mas parecia que o final do ano chegaria e não aquele momento.

A maçaneta girou e ela prendeu a respiração.

- Me perdoa eu disse que ele tinha que ficar quieto. – Quinn entrou com um pequeno sorriso, Ethan nos braços.

- Não tem problema. – Se adiantou quase correndo a beijando de surpresa em seguida Ethan. – Estou tão feliz que você está aqui e que trouxe ele.

- Eu também. – Deixou a diva pegar o menino, antes de deixar as flores na mesa do camarim. – Ele estava bem animado em te ouvir cantar.

- Mas você me ouve cantar todo dia. – Sorriu acariciando a nuca do menino que se aconchegou em seu ombro.

- Voxê pometeu. – Ele bocejou. – Tazer eu aqui.

Sentiu Quinn lhe abraçar pelas costas e o carinho sutil que era feito em seu quadril, se apoiou mais no corpo da autora e relaxou toda a tensão do dia se esvaindo.

- Ele está certo eu prometi. – Sentiu o beijo calmo em seu pescoço.

- Você está tensa, o que foi? – Sussurrou no ouvido da diva.

- Depois. – Murmurou se virando no abraço, colocando Ethan entre as duas.

O menino se encaixou entre as duas deixando Quinn envolve-los.

- Vamos jantar só nós 3? – Rachel pediu fazendo biquinho. – Podemos comer uma pizza o que acha?

- Quer pedir uma em casa? – Esfregou as costas carinhosamente.

- É melhor, os fotógrafos vão enlouquecer com ele aqui. – Sussurrou se afastando pronta para pegar suas coisas. – Me ajuda?

- Claro. – Pegou a bolsa da diva e depois foi até a porta abrindo para ela.

Rachel fez questão de apresentar Ethan para todos os envolvidos na peça sempre o introduzindo como seu filho.

Quinn apenas sorria e balançava a cabeça admirando o efeito da palavra sobre a morena, vez ou outra pousava a mão sobre a base da coluna da diva se aproximando lentamente.

- Rach tem um monte de gente lá fora. – Uma figurante se aproximou, mirou Quinn de cima a baixo disfarçadamente. – É melhor você ir lá falar com os fãs.

- Hn… — Olhou para Quinn. – É melhor leva-lo para o carro não acha?

- É. – Bagunçou os cabelos da nuca. – A questão é como vamos fazer isso?

- É só vocês saírem e falarem com os fãs. – A figurante deu de ombros seus olhos desceram pelos quadris da loira se fixando na bunda. – O manobrista levou o seu carro para lá.

Rachel percebeu o olhar e o sorriso doce de mais e rapidamente envolveu Quinn com o braço livre repousando a mão na lateral do quadril dando um aperto suave.

- Baby, vamos para a nossa casa? – Rachel pediu manhosa frisando a palavra “nossa”. – Vai rápido para o carro com ele eu atendo os fãs rapidamente e então nós vamos. Melhor eu nem atendo os fãs.

- Leve o seu tempo. – A beijou rapidamente e carinhosamente antes de murmurar contra os lábios grossos. – Nossa casa.

Ethan veio para o seu colo enquanto Rachel pedia a ajuda dos seguranças do teatro. Saíram cercadas pelos homens, Rachel não atendeu aos fãs apenas protegeu Ethan dos flashes até chegarem ao carro onde entrou no banco traseiro do carro com o menino e Quinn deu a volta para poder entrar no carro.

- Vamos para uma pizzaria? – Quinn pediu depois de já ter começado a se afastar do teatro. – Não quero voltar para casa agora.

- Pode ser só queria te tirar de lá. – Resmungou colocando Ethan na cadeirinha. – Cara de pau.

Quinn tentou esconder o sorriso.

Rachel brincava com o pé por baixo da mesa, enquanto Quinn tentava se concentrar em alimentar Ethan com um pedaço de pizza.

Sentiu o pé atrevido pressionar sua virilha e rapidamente abafou o gemido tomando um gole do refrigerante gelado. Lançou um olhar mal humorado para a morena do outro lado da mesa que apenas sorriu descaradamente passando a ponta da língua pelos lábios carnudos os deixando molhados e convidativos.

- Pede a conta? – Rachel pediu empurrando o pé com um pouco mais de força.

Quinn se mexeu um pouco sentindo o calor começar a se espalhar. Seria uma noite interessante.

Estacionou o carro na entrada da garagem e Rachel rapidamente pulou para fora do carro apoiando-se na lateral do mesmo, ouviu Quinn bater a porta do carro, seus olhos se fecharam.

A pegada firme nos seus quadris enquanto os lábios afoitos lhe tomavam o pescoço, seu corpo se arqueou para o de Quinn sentindo o arrepio deslizar pela coluna em pequenos solavancos.

Os dedos pálidos invadindo sua roupa para tocar a pele quente e morena.

- Shh… — Murmurou afastando a loira dando um pequeno sorriso safado. – Pega o Ethan vamos entrar.

Quinn a puxou contra o seu corpo, os olhos verdes estavam tão intensos que Rachel apenas alargou o sorriso.

Seus dedos seguraram os cabelos da nuca firmemente aproximando os rostos.

- Pega o Ethan e vamos entrar. – Seu corpo estava quente e sensível. – Amor nosso filho está no carro dormindo, vamos entrar.

A soltou a muito contragosto abriu a porta traseira do carro. Desafivelou o menino do carro o segurando contra seu corpo, andaram até a porta onde Rachel parou travando o carro e em seguida abrindo a porta da frente.

Quinn a pegou pelo braço a puxando de volta, Rachel sorriu com aquele jeito misterioso, se aproximou da boca rosada.

- Coloca o Ethan na cama que eu te espero lá no sótão.

Quinn ficou parada olhando a morena se afastar balançando os quadris de modo sugestivo.

- Príncipe vamos para a caminha. – Murmurou para o garoto já adormecido.

Subiu as escadas quase voando, entrou no quarto em breu esticou o braço para o interruptor, mas uma mão lhe segurou.

- Negativo Fabray. – O sussurro cheio de luxúria em seu ouvido antes da mordidinha sutil no lóbulo. – Essa noite eu mando.

O arrepio desceu sua coluna, sentiu os braços envolverem sua cintura enquanto os lábios macios lhe acariciavam o pescoço. Sentiu que seu dorso ia perdendo as peças de roupas enquanto seu corpo era guiado pelo aposento.

Sentiu as mãos lhe virarem com um pouco de força enquanto suas costas nuas eram pressionadas contra uma barra gelada — O poste — Pensou rápido, o corpo de Rachel se esfregou ao seu pode sentir que ela usava roupas.

- Me deixa te ver. – Pediu sentindo a mordida em seu ombro.

- Não. – A lambida no canto de sua boca, sentiu que ela segurava seus pulsos atrás de seu corpo e algo gelado os prendendo.

- O que é isso? – Balbuciou entorpecida pelo cheiro de Rachel.

- Algemas amor. – Se afastou.

- Algemas? Rachel? – Chamou um pouco confusa. — Rachel?

- Calma baby. – Sussurrou lhe beijando na boca, Quinn sentiu algo cobrir os seus olhos.

Era macio e maleável como seda.

- Rachel. – Se afastou da boca que ia lhe derretendo aos poucos.

- Eu já disse, é a minha vez de estar no controle. – Sussurrou. – Eu tenho que te recompensar esqueceu?

- Me algemando e me vendando? – Sua respiração acelerada, seus sentidos pareciam mais aguçados e sua pele ansiava pelo toque.

Engoliu a saliva que se acumulara na boca, virou a cabeça para os lados tentando saber onde Rachel estava.

Sentiu o couro contra a pele de seu abdômen, contraiu a musculatura.

- Vamos combinar uma coisa? – Podia sentir os lábios se movendo próximos aos seus. – Essa noite você só vai poder gemer quando eu mandar, por que se não…

Sentiu a chibatada um pouco abaixo da costela, chupou o ar por entre os dentes.

- Me entendeu? Amor? – O sussurro malicioso antes da mordida no queixo.

Sentiu que ela se afastava, mas o couro continuava deslizando pela sua pele sensível. O local onde tinha levado a pancada ardia levemente, seus lábios estavam entreabertos para o ar entrar e sair na respiração superficial.

Seus cabelos foram puxados para trás e os dentes se arrastarem por sua garganta dando um chupão logo na curva do pescoço com o queixo. Um gemido fraco lhe escapou pelos lábios, a ardência na pele e o barulho estalado. Outra chibatada.

- O que eu disse Fabray? – Murmurou um quase rosnado. – Sem gemer.

- Rachel isso dói. – Resmungou antes de sentir a mordida em seu lábio inferior.

Sugou o lábio com vontade antes de solta-la e se afastar, correu a língua pelo lábio inchado. Seu corpo estava em chamas, engoliu a saliva mais uma vez. Sentiu um dedo atrevido passear pelo vale entre seus seios antes dos lábios quentes tomarem um dos seios. Apertou os dentes se impedindo de gemer.

A língua ia brincando com o bico em sua boca, lhe jogando de um lado para outro. Estremeceu, tentou soltar os pulsos, mas as restrições estavam bem apertadas.

Os dedos brincalhões iam tecendo padrões aleatórios sobre a pele quente de sua barriga, sua cabeça pendeu para a frente. Seu peito descia e subia dramaticamente e a boca de Rachel acompanhava o movimento antes de afagar o outro seio aumentando a intensidade com a qual chupava o que tinha na boca.

Torceu o bico com um pouco mais de força do que necessário. Quinn engasgou, mas não soltou um som sequer.

Com a mão livre arranhou a pele da cintura cravando as unhas ali logo em seguida, tentava arrancar qualquer som de Quinn, mas ela se mantinha sobre controle. Subiu para a boca que estava a sua disposição a tomando com vontade, suas mãos apertavam os seios os rodando em sentido anti-horário.

Abriu as pernas sem nunca soltar a boca, encaixou sua coxa contra o centro ainda protegido pelos panos, mas sentiu como ela estava úmida.

Sua boca molhada se juntou a orelha sensível e sussurrou um pequeno gemido. O suspiro de Quinn e o corpo que estremeceu junto ao seu.

- Bom… — Murmurou brincando com a língua contra a cartilagem. – Você é tão boa.

Os dedos marotos começaram a soltar os botões da calça antes de deslizarem pelas coxas e apertarem a bunda com força e puxarem o corpo de Quinn para cima, as pernas se prenderam a cintura de Rachel em busca de equilíbrio.

- Minha. – Murmurou possessivamente. – Toda minha.

O corpo da loira estava tenso enquanto as mãos morenas percorriam toda a extensão que conseguia da pele, as unhas iam arranhando sentindo o arrepio que corria pelo corpo. Pressionou o quadril contra a loira que se contorceu tentando não gemer.

- Bom? – Sussurrou lambendo o queixo sentindo o gosto salgado. – Me responde.

- Sim. – Arfou mordendo o lábio em seguida. – Não faz isso.

- O que? – Pressionou um pouco mais forte. – Você quer gemer?

- Sim. – Sussurrou quase quebrada. – Sim.

Tomou mais uma vez a boca rosada e mole com ferocidade, empurrou as pernas para longe de seu corpo deixando Quinn pousar no chão antes de se afastar bruscamente.

Engoliu em seco tentando se acalmar, mas era impossível. Sua calça deslizou para o chão junto da calcinha, os dedos incrivelmente frios se arrastaram por suas coxas numa carícia fantasma.

- Meu nome. – Rachel escovava os lábios contra o maxilar tenso. – Geme o meu nome.

O corpo da loira estremeceu, mas ela não soltou nem um som.

- Vamos amor eu sei que você quer. – O murmúrio maldoso.

Quinn respirou forte sentindo que Rachel se afastava mais uma vez de seu corpo, aquela mulher estava decidida a lhe enlouquecer. Ela estava demorando para retornar isso foi lhe dando tempo para tentar se recompor de alguma forma, contraiu a musculatura para ver se a pulsação diminuía. Nada feito.

Algo extremamente gelado começou a passear pelo vale entre seus seios, o arrepio foi mais violento. Estava tão perto que já até podia sentir o gozo querendo sair.

A pedra de gelo ia brincando com o bico do seio entumecido, a loira mordia o lábio com força.

- Geme amor. – As palavras mágicas antes da língua quente brincar com o bico gelado rapidamente o excitando ainda mais.

O gelo ia deslizando pelo seu abdômen sendo seguida pela língua com calma, parou para brincar com o umbigo enquanto a pedra ia repousar na virilha.

- Rachel… — Gemeu agoniada.

Sentiu o sorriso que tomou os lábios da diva antes dela colocar uma mordida um pouco acima do seu ventre contraído. Seu corpo deslizou levemente pelo poste, as pernas iam perdendo as forças.

- Mais alto. – Rachel encaixou sua boca na dela, deslizou o gelo pela fenda.

- Rachel. – Gemeu mais alto jogando a cabeça contra o poste, ignorou a dor aguda.

O contraste do sexo quente que ia pingando com o gelo que ia deslizando calmamente pelo seu centro nervoso. O clitóris ia enviando choques leves enquanto Quinn balbuciava o nome da diva que se mantinha afastada.

O corpo começou a tremer descontroladamente e os seus dentes batendo com o forte orgasmo que ia tendo. Rachel deslizou o gelo o penetrando apenas um pouco e logo o retirando apenas provocando a entrada.

- Você quer? – Rachel murmurou sabendo que a amante não tinha condições de falar seu corpo ainda tremia.

- Ra…

- Ok. – Jogou o gelo para longe.

Quinn sentiu suas pernas subirem enquanto seu corpo ia relaxando, Rachel tentava sustentar seu peso. Soltou um grito suave quando o consolo lhe invadiu, estava tão relaxada que não teve forças para mais nada.

Os quadris iam se movendo uns contra os outros, Rachel sempre a segurando protetoramente. Seu corpo tremeu mais uma vez, o aperto em torno do consolo aumentou forçando Rachel a aumentar a força das estocadas. Os gemidos iam se misturando e logo a regra de gemer apenas o nome da diva foi esquecida.

- Eu… te… amo. – Murmurou meio debilmente. – Tão… bom… puta… que… pariu.

Rachel sentiu que a força que tinha que aplicar para mexer o brinquedo tinha que ir aumentando. Era o terceiro seguido pelas suas contas, Quinn já estava com a cabeça pendendo em seu ombro e os gemidos fracos.

Beijou o pescoço suado puxando o consolo para longe, Quinn não se sustentou nas próprias pernas e deslizou para o chão. Rachel cambaleou um pouco com o corpo trêmulo, seus dedos moles se livraram da cinta que prendia o consolo.

Sentou-se nos pés da cama, correndo os dedos trêmulos pelos cabelos suados. O cheiro de sexo impregnado no quarto lhe dava ainda mais água na boca. Seu olhar recaiu sobre a montanha adormecida que era o corpo de sua namorada, juntando forças que não sabia que tinha foi até a loira a soltando das algemas.

- Baby vamos para a cama. – Murmurou tentando acordar a loira, tirou a venda.

- Hn? – Murmurou correndo a língua pelos lábios secos.

- Esquece. – A ajeitou no chão e se deitou ao lado da autora a puxando para apoiar em seu peito. – Dorme amor.

Notas finais
Adiantei o post que seria de amanhã, por não ter conseguido postar na sexta por motivos pessoais. Amanhã não haverá post.
Quanto a votação, ficou empatada em 10 x 10, mas não se preocupem. Sim, a votação está encerrada.