Diário
23 Capítulo XXII - Caixa
Notas iniciais
Só eu fiquei puta com o tratamento a Quinn no eps? Por que fala sério quem se conscientiza com aquilo?
Já aconteceu de você estar limpando um lugar e encontrar uma caixa cheia de coisas antigas e decidir que iria se livrar delas? E conforme você ia pegando nos objetos sua mente ia formulando argumentos e lembranças para guarda-los, embora no fundo você soubesse que eles só iriam roubar espaço de coisas novas que poderiam chegar. No fim da limpeza você simplesmente guardou a caixa com tudo aquilo que no inicio você se propôs a jogar fora dizendo que um dia elas iriam ter uma utilidade. A verdade é que elas tem uma utilidade elas estão ali para te lembrar que o passado não precisa ser esquecido, ele apenas não deve ser venerado. Ter lembranças é uma coisa boa, mas não se afunde nelas ao ponto de não poder guardar coisas novas e que teriam mais utilidade.
Rachel respirou fundo, prendia os cabelos em um rabo de cavalo, queria chegar logo em casa para poder falar com Quinn e ainda tinha o jantar que havia marcado. Haviam concordado que Ethan não poderia viajar estando doente, a dor de ouvido poderia piorar com a pressão do voo, por isso Quinn havia permanecido com ele em Lima enquanto Rachel fora obrigada a voltar trazendo Aslan consigo.
Odiava ter que ficar longe nesse momento, Quinn estava distante e visivelmente incomodada. Suas conversas se resumiam em modo geral ao estado de Ethan e as gracinhas que ele estava fazendo, o garoto havia desenvolvido gosto pelos musicais.
A batida na porta enquanto tentava arrumar a confusão que era sua bolsa.
- Entra. – Mandou perdendo a paciência e enfiando tudo que precisava sem organizar nada.
- Vim te buscar para jantar. – A voz grossa de Finn preencheu o quarto.
Rachel respirou fundo passando a bolsa pelo ombro segurando o Iphone firmemente na mão se virando para encontrar o homem. Ele estava escorado na parede cruzando os braços sobre o peito.
- Não posso. – Retrucou indo até ele a passos firmes. – Já tenho compromisso.
- Vamos Rach. – Ele deu o famoso sorriso torto. – Eu vim ver a peça vamos sair para jantar, não precisa inventar desculpas.
- Não quero. – Estendeu o braço para a porta, mas ele a segurou pelo pulso. – Não estou inventando desculpas.
- Qual o problema de jantar comigo? – Ele perguntou sério. – Vai dizer que ela não deixa?
- Não tem nada haver com a Quinn, eu apenas não quero ir jantar com você.
- Rachel. – Ele apertou o maxilar. – Eu quero conversar com você, então nós vamos jantar.
- Já disse que não. – Puxou o braço e saiu do camarim.
Como sempre alguns fãs lhe esperavam na saída do teatro e os paparazzi que agora pareciam fazer porta agora que o relacionamento com Quinn havia sido vazado pelas fotos que tinham sido publicadas.
Ignorando o fato de Finn ter saído logo atrás e estar acenando para algumas fãs mais atiradas começou a autografar os programas do show. Apertou os olhos levemente quando sentiu que ele pousava a mão sobre o seu quadril e se curvava dolorosamente para lhe falar no ouvido.
- Agora não tem jeito você tem que vir jantar comigo. – Sussurrou com um sorriso convencido.
Sutilmente empurrou a mão para longe e sorriu para o próximo fã que iria atender, mas encontrou os olhos azuis de Lizz, ela estendeu o programa.
- A primeira vez que venho no show. – Sua voz saiu leve e clara. – Você estava ótima.
- Obrigada Lizz. – Sorriu assinando. – Lisa veio com você?
- Não, resolvi vir sozinha. – Deu de ombros recebendo o papel, seu olhar pousou na figura de Finn que fazia poses para os fotógrafos. – Quando a Quinn volta?
- Em alguns dias. – Coçou a nuca. – Ethan está com dor de ouvido não pode pegar um avião.
- Ah… — Seus lábios se apertaram numa linha fina. – Boa noite senhorita Berry.
Ela estava se afastando quando Rachel teve uma ideia.
- Lizz quer jantar comigo? – Convidou sorrindo. – Estou indo me encontrar com alguns amigos.
X-X-X
Kurt serviu vinho na taça do irmão que estava emburrado. Blane e Sam se entretinham com o filhote que corria de um para outro carregando um pano na boca.
Santana mantinha o rosto sério encarando o Hudson enquanto Brittany se dividia em ir brincar com o filhote ou conter a namorada.
- Então você é estudante de cinema? – Mercedes rompeu o silencio tenso, olhava Lizz.
- É eu sou. – Comentou cruzando os dedos sobre a mesa.
- Nós dois temos uma pequena produtora. – Kurt comentou com um sorriso orgulhoso.
- Eu sei Crônicas. – Lizz acenou. – Não tão pequena assim.
- Está crescendo bem. – Mercedes acordou. – Mas quem sabe… precisa de estágio?
- O que? – Kurt arqueou uma sobrancelha.
- Pensa bem, se pegarmos mesmo o projeto ela seria de grande ajuda. – Mercedes inclinou a cabeça para o lado.
- Projeto? – Blane franziu as sobrancelhas.
- Segredo. – Os dois falaram arrancando um sorriso de Sam.
- O que acha? – Mercedes empurrou o sócio levemente.
- Estaria disposta? – Olhou para a garota. – Meio período, mas é óbvio que poderíamos negociar um horário mais vantajoso.
- Hã… — Olhou para Rachel que acenou sorrindo. – Seria ótimo.
Sam soltou uma gargalhada.
- Então Lizz quando você achou que seria a presidente do fã-clube da sua autora favorita e ainda iria conseguir um emprego em uma produtora? – Perguntou antes de sentir a mordida em sua mão. – Hey você me mordeu.
- Ele quer atenção. – Rachel soltou uma risada baixa, se levantou. – Com licença gente.
- Acho que nem em sonhos eu iria pensar nisso acontecendo. – Se mexeu agitada.
- Bem, vamos brindar a isso. – Kurt ergueu a taça e as outras duas imediatamente o acompanhou junto com Santana e Brittany, Blane e Sam se levantaram para acompanha-los.
Finn não se mexeu apenas esvaziou a taça rapidamente.
Rachel se acomodou no sofá ouvindo a conversa na cozinha, rapidamente enviou o pedido para chamada de vídeo.
Não esperou muito até Quinn entrar em foco com um sorriso de lábios.
- Hey você. – A loira murmurou, olhou para trás rapidamente vendo Ethan adormecido. – Demorou ele ficou com sono.
- Eu queria tanto falar com ele. – Amuou os lábios. – Mas o pessoal veio aqui para o apartamento e eu não consegui entrar antes.
- Não tem problemas. – Quinn suspirou se recostando na cadeira. – Eu li um pouco para ele e depois toquei uma gravação sua.
- Como ele passou o dia? – Suspirou analisando o rosto da mulher.
- Bem, muito bem. – Quinn apoiou a têmpora com o indicador. – Brincou com os seus pais pela manhã, a tarde ele cochilou viu um dos musicais e passou o resto da noite brincando com a Beth.
- Ele teve febre?
- Nenhuma. – Tomou um gole da garrafa d’água. – Como foi a peça?
- Como sempre. – Deu de ombros com um suspiro. – Encontrei com a Lizz na saída, ela veio jantar conosco. Kurt e Mercedes acabaram de lhe oferecer um estágio.
- Uau. – A Fabray arqueou as sobrancelhas. – Isso é ótimo, mande parabéns por mim.
- Claro. – Apoiou o queixo na palma da mão. – Tem outra coisa.
- O que?
- Finn foi me encontrar no teatro. – Murmurou levemente irritada, percebeu a sombra na entrada do corredor. – Insistiu em jantar comigo.
- Ele está ai? – Quinn parecia calma.
- Sim. – Soltou um muxoxo. – Não tive como manda-lo embora, tiraram fotos nossas na saída do teatro.
Quinn se mexeu incomodada na cadeira.
- Eu te amo. – Rachel falou baixinho cheia de carinho. – Você sabe disso não sabe?
- Eu sei, mas ele sabe? – Arqueou uma sobrancelha.
- Quando você vem? – Ignorou a pergunta. – Meu pai disse quando o Ethan vai poder viajar?
- Mais dois dias. – Quinn jogou a cabeça para trás fechando os olhos.
- Dor de cabeça. – Sorriu pela maneira como ela massageou as têmporas.
- Apenas cansada. – Retrucou mais friamente.
- Quinn…
- Volta pro seu jantar. – Quinn a cortou se curvando para a tela. – Nos falamos depois. Boa noite.
Ficou parada encarando o local onde sua namorada deveria estar lhe encarando.
- Problemas? – Finn entrou na sala segurando duas taças de vinho.
- Não. – Respondeu desligando o notebook. – Ela apenas está cansada. Ethan tem dado trabalho.
- Ethan? – Arqueou uma sobrancelha. – O garoto que vocês tem andado juntas?
- Finn você não deveria estar em concentração? – Suspirou ignorando a taça que ele continuava lhe oferecendo.
- Larguei o time. – Deu de ombros. – Quero vir pros Giants.
- Será que você não tem o mínimo de respeito pelos seus companheiros? – Olhou para ele sem esconder a decepção.
Finn deu o seu sorriso torto. – Eu sei que vai ser simplesmente impossível acharem um QB tão bom quanto eu…
- Como se você fosse tão bom assim. – Retrucou se levantando, ignorou o olhar ofendido dele.
X-X-X
Quinn se sentou no escritório que um dia pertenceu ao seu pai, tinha o diário aberto na sua frente e a caneta na mão.
O problema é que estava travada desde que vieram para Lima, nenhuma cena saia e estar ali no ambiente dele era ainda pior. Sua mãe não havia mexido na decoração do escritório, o cheiro do charuto e da colônia dele ainda impregnava o ar. O bar estava lá no canto, as garrafas intocadas, acabou não resistindo e foi até ele se servindo de uma dose do malt 12 anos que havia por ali.
Bebeu sem respirar a dose que havia colocado no copo, pegou a garrafa e voltou para a mesa. Seus olhos repousaram na foto de família que tinha ali, Russel sentado na poltrona com Judy postada atrás dele e as duas filhas uma de cada lado sentadas nos braços do estofado. Quantos anos tinha que não falava com a irmã? Já não sabia dizer, não sabia o que fazer era a verdade.
- Não vai dormir? – A voz de Judy lhe preencheu.
Ergueu a cabeça, se curvou pegando a garrafa preenchendo o copo.
- Não estou com sono. – Tomou um gole.
Judy entrou empurrando algumas caixas de papelão com o pé.
- Estava pensando na cama e não consegui dormir. – Largou as caixas e se aproximou da mesa pegando a foto que Quinn segurava. – Precisamos de uma nova foto em família.
- Hn… em que estava pensando?
- Preciso achar uma função pra isso aqui. – Olhou por cima do ombro. – Durante todos esses anos eu não consegui entrar aqui, mexer nessas coisas e nem nada disso.
- E?
- Agora eu quero me livrar de qualquer coisa que lembre aquele homem. – Deu de ombros, pegou uma caixa e jogou a foto dentro dela. – Me ajuda?
- Mãe. – Suspirou. – Pra que isso? Vende a casa.
- E vou morar aonde? – Se deslocava pela sala pegando itens aleatórios, troféus, fotos e livros.
- Comigo em New York. – A segurou pelos braços.
- Não. – Judy respondeu calmamente. – Minha casa é em Lima e é em Lima que eu vou ficar.
- Mãe eu não vou deixar. – Sua voz tremeu. – A senhora não fica aqui com ele.
- Quinn. – Sua voz subiu dura. – Sua vida é em New York e a minha é aqui.
- Mamãe.
- Você está começando uma vida com a Rachel e eu não vou me meter entre vocês.
- Fala sério é claro que não.
- Quinn eu já me decidi e isso não vai mudar nada. – Se soltou da filha. – Vou guardar as fotos no porão e doar os livros, mas acho que o resto vai tudo para o lixo.
- E o Ethan? – Quinn se virou para ela. – Como que eu vou fazer isso sem a senhora do meu lado.
- Filha eu não estou te abandonando. – A segurou pelo rosto. – Mas agora você tem a sua família, e eu tenho tanto orgulho de você.
Quinn a segurou pelas mãos dando um beijo em cada uma.
- Agora me ajude, vamos nos livrar de Russel de uma vez por todas.
X-X-X
Rachel abriu os olhos, estava agarrada a um travesseiro, Aslan estava paradinho na porta lhe encarando com a cabecinha inclinada para o lado.
- Bom dia garoto. – Colocou a mão para fora da cama e ele veio imediatamente lhe lamber.
Levantou-se sentindo o cachorro se apoiar em seus joelhos abanando o rabo.
- Vamos que hoje eu vou te levar pra sua casa. – Coçou embaixo do queixo do animal antes de se levantar.
Aslan deitou na porta do banheiro, as orelhinhas ainda caídas e a língua rosa para fora.
- Temos que comprar sua caminha, tigelas já que o senhor destruiu as que o Puck te deu, ração por que a sua está acabando, brinquedos para ver se o seu instinto de destruição fica longe dos meus sapatos e o senhor vai ao veterinário. – Lavou as mãos e o rosto. – E não me olha com esses olhos apaixonados.
Aslan bateu o rabo mais rápido soltando um latido fino.
- E vamos receber mais reclamações de barulho. – Murmurou começando a escovar os dentes.
Prendeu o cachorro bem em seus braços, mas o animal se contorcia para chegar ao seu rosto tentando lhe lamber.
- Calma Aslan. – Saiu para a portaria. – Prometo que vou leva-lo embora hoje.
O senhor soltou uma risada acariciando a cabecinha do animal que latiu feliz. Abriu a porta para Rachel que saiu rapidamente entrando no taxi que a esperava.
- Lexington Avenue. – Ordenou acariciando a barriguinha peluda.
Entrou na pet shop, Aslan se empolgou querendo pular de seu colo. Uma vendedora se aproximou sorrindo para ele.
- Ele é lindo, qual o nome? – Levou uma lambida na palma da mão.
- Aslan. – Rachel sorriu satisfeita. – Precisamos de coisinhas para este rapaz.
- Alguém é fã de Nárnia? – A mulher lhe chamou com a mão enquanto continuava a brincar com o filhote.
- Meu filho. – O sabor da frase era tão boa em sua boca. – Você pode me ajudar?
- É claro. – Se endireitou. – Precisa de que?
- Tudo. – Arrancou uma risada da mulher. – Esse monstrinho da tasmânia precisa principalmente de brinquedos para morder.
Andaram pela loja pegando tudo o que ele iria precisar, mas Rachel insistiu em comprar uma casinha de madeira para colocar do lado de fora com uma cama confortável, ossos de borracha, um pato de pelúcia, uma bola macia, tigelas para comida e água entre outras coisas que iria precisar.
- Vocês sabem onde eu posso arranjar um adestrador para treina-lo? – Prendeu a coleira vermelha em Aslan. – Ficou lindo.
- Trabalhamos com um, mas ele não está muito novinho?
- Adestramento para cão-guia. – Rachel se corrigiu. – Ele já está na idade, 2 para 3 meses tem que começar.
A atendente lhe entregou um cartão.
- Ela é ótima talvez ajude.
X-X-X
Puck carregou as caixas para a Volkswagen estacionada no meio fio, colocou na caçamba da caminhonete enquanto Quinn dava um beijo em Ethan que estava no colo de Judy.
- Não demorem, venham almoçar. – Judy falou para o Puckerman que acenou com a cabeça.
Subiram na caminhonete para que Noah pudesse dar a partida e rapidamente sair.
- Você sabe onde vai deixar tudo isso? – Perguntou verificando os espelhos.
- No depósito sanitário mais próximo, pode ser? – Resmungou olhando para fora da janela.
- Estava pensando… — Fez uma curva. – Por que você não pediu para a Rachel ficar?
- Ela tinha que ir trabalhar. – Deu de ombros.
- Fabray. – Rosnou baixo. – Vamos falar sério aqui.
- Estamos falando Puckerman.
- Fabray… — Suspirou deu um toque na marcha. -… você está fugindo da Rachel?
- O que? É claro que não Puck. – Olhou para ele franzindo as sobrancelhas. – Ela tinha que voltar por causa da peça.
- Vocês tem se falado?
- Conversamos toda a noite. – Acenou com a cabeça. – Ontem ela foi jantar com o pessoal e o animal do Hudson estava lá.
- Fazendo? – Foi a sua vez de franzir as sobrancelhas.
- Não sei me irritei e acabei saindo sem deixa-la falar.
- Ai. – Bateu a mão contra o volante. – Você foge Quinn.
- Não estou fugindo. – Contrapôs.
- Claro.
X-X-X
Rachel observou o cachorro espichar o pescoço para olhar seu reflexo na água e sair latindo, estava nisso a pelo menos 5mins. Terminou de ajeitar a casinha colocando a caminha dentro da mesma, havia colocado a casa na varanda onde não bateria sol e ele ficaria protegido da chuva, ele teria outra cama que Rachel deixaria dentro da casa. Tinha a ligeira impressão que a cama dentro da casa seria mais usada do que a de fora, os brinquedos já estavam espalhados pelo quintal dos fundos.
Pegou o celular e bateu uma foto dele a enviando logo em seguida para Quinn.
X-X-X
Seu celular vibrou, mas ignorou. Já estavam dirigindo há alguns minutos em silencio.
- Pra onde vamos? – Perguntou se deu conta que estavam no centro de Lima.
- Procurando o depósito. – Puck falou seu rosto permanecia sério.
- Puck o depósito não é do outro lado da cidade? – Franziu o cenho quando pararam na frente de um bar meia boca.
- Eu disse depósito e não aterro sanitário. – Saiu da caminhonete batendo a porta.
Quinn pulou para fora imediatamente, viu o homem pegar uma das caixas e entrar no bar. Apoiou no carro sem saber o que fazer, ouviu vozes exaltadas antes de Puck sair pela porta com uma expressão de poucos amigos.
- O que você fez?
Russel saiu logo atrás meio cambaleante seus olhos azuis estavam vermelhos.
- Desgraçado, você acabou com a minha vida. – Rosnou com a voz grossa.
Puck apenas pegou mais uma caixa a jogando aos pés de Russel.
- Como eu disse antes, são as suas coisas. – Retrucou jogando a terceira e ultima caixa. – Não precisa mais aparecer, finge que você não existe.
- Puck. – Quinn sutilmente se aproximou dele.
- Vagabunda. – Apontou para ela. – Isso é culpa sua.
Puck a segurou pela cintura, abriu a porta da caminhonete e fez Quinn entrar, deu um sorriso sedutor para garota e se afastou.
Pegou o homem pelo cotovelo e o arrastou até o beco do bar. O empurrou contra as latas de lixo.
- Com a mãe da minha filha você não fala assim. – Seu tom era baixo e calmo. – Escuta bem Russel por que eu só vou falar uma vez. Você vai esquecer que teve duas filhas, vai esquecer que é avô, vai esquecer que foi casado e só vai se lembrar da sua vida miserável e solitária. Me entendeu?
- Eu sou Russel Fabray. – Rugiu enquanto o homem lhe dava as costas.
- E eu sou Noah Puckerman. – Virou o rosto por cima do ombro. – Como as coisas mudam não é? Antes você era um dos poderosos, agora sou eu o garoto que limpava a piscina e engravidou sua filha, enquanto você não passa de um lixo.
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