Diário

24 Capítulo XXIII - Reencontro


Notas iniciais
Te amo Senhorita Lira(Subtly).

Existe aquela famosa frase: você só da valor ao que tem quando você perde.

Rachel se mexia incomodada sentada em uma das poltronas do saguão, seus olhos presos no portão de desembarque. Levantou de um salto quando viu Quinn aparecer pelo portão carregando Ethan no colo enquanto empurrava o carrinho com a bagagem.

- Hey você. – Sorriu para a loira que parecia cansada.

Quinn soltou o carinho para envolver Rachel em um abraço apertado, colocou um beijo no canto dos lábios.

- Senti saudades. – Murmurou para a diva.

- Eu também. – Roubou um beijo dos lábios antes de olhar para o garoto adormecido. — Dormindo?

- Seu pai deu uma dosagem de relaxante para ele não se afobar. – Envolveu a cintura de Rachel enquanto a morena se ocupava em empurrar a bagagem.

- Não se esqueça de esconder o rosto dele, tem paparazzi lá fora. – Resmungou irritada já vendo a movimentação dos fotógrafos.

Quinn aproximou o rosto do menino de seu pescoço no momento que os flash chegaram a elas, Rachel pegou as chaves do carro.

- Se importa? Eu vim com o seu. – Murmurou para a loira sem esconder o desconforto.

- Nem um pouco. – Apressou o passo sutilmente ignorando as perguntas.

Rachel destravou o carro e abriu a porta traseira pegou Ethan com cuidado para coloca-lo na cadeirinha enquanto Quinn colocava a bagagem na mala do carro.

- Senhores. – Rachel fechou o carro. – Estamos cansadas espero que entendam e respeitem o momento, mais tarde se voltarmos a nos encontrar responderemos as perguntas se possível.

Quinn passou por Rachel e rapidamente entrou no banco do carona deixando a morena assumir o volante.

- Vamos pra casa? – Perguntou dando partida.

- Por favor.

A morena pousou o corpo do filho na cama o cobrindo com um lençol fino e colocando um ursinho de pelúcia ao lado do garoto. Ligou a babá eletrônica e saiu do quarto em passos lentos, subiu as escadas.

Quinn estava lavando o rosto em uma corrente de água fria, fechou a torneira apoiando-se contra o mármore. Soltou a respiração mantendo os olhos fechados sentiu as mãos pequenas correrem desde a base da coluna até os ombros e o beijo curto na nuca.

- Cansada? – A envolveu pela cintura.

- Dolorida. – Respondeu, com a mão livre percorreu o braço moreno em um carinho gostoso.

- Vamos deitar? – Sugeriu colocando um beijo no meio das costas. – Tira o dia pra descansar.

- Que horas você tem que estar no teatro? – Perguntou inclinando a cabeça para frente.

- Lá pelas 17h por quê? – Apertou o rosto contra a linha da coluna da loira.

- Temos umas 5h é isso que você quer me dizer? – Puxou os braços de Rachel com mais força fazendo com que o corpo dela se cola-se totalmente ao seu.

- Você não está dolorida? – Perguntou com um meio sorriso.

Levou as mãos aos lábios as beijando dedo por dedo, se virou de supetão a segurando pelo pescoço seus polegares acariciavam a linha do maxilar. Os olhos se encontraram em um acordo mútuo e silencioso de carinho e devoção.

Rachel apertou a cintura e encostou sua testa na dela fechando os olhos.

- Ethan pode acordar. – Rachel murmurou, sentiu as mãos deslizarem por suas costas indo repousar em suas coxas.

- Você está realmente arranjando desculpas? – Se afastou arqueando uma sobrancelha.

Rachel soltou uma risada moveu os braços a abraçando pelo pescoço.

- Não.

- Ótimo.

Com um pouco de força levantou a morena se virando rapidamente para coloca-la sobre o balcão gelado.

Seus lábios voltaram a se conectar enquanto as mãos da loira apertavam as coxas se enfiando por baixo da saia que a diva usava. Deslizou os lábios quentes pela pele do pescoço sentindo o gosto, um gemido escapou pela sua garganta.

- Não está frio? – Sussurrou se afastando para poder remover os fios de cabelos do pescoço. – Para usar saias?

- Sim… — Soltou um pequeno gemido arranhando a nuca da loira. –… melhor…

- Acesso. – Concluiu brincando com o elástico da calcinha minúscula.

O gemido de Rachel foi cortado pelos dentes de Quinn que morderam o lábio inferior o chupando com vontade.

Os quadris delgados se mexeram sentindo o roçar dos dedos em sua feminilidade. A língua macia foi acalmando o palpitar do lábio inchado, diminuiu o ritmo para um lento torturante.

- Baby… — Rachel suspirou vendo os olhos verdes lhe encarando tão intensamente.

- Senti sua falta. – O sussurro rouco enquanto as mãos corriam por cima da calcinha para lhe abraçar pelos quadris.

Rachel apoiou sua testa contra os lábios de Quinn soltando um suspiro baixo, apertou suas pernas tentando aliviar um pouco da pressão.

- Me deixa te ajudar com isso. – Quinn ronronou com um sorriso.

A calcinha deslizou pelas pernas, Quinn se manteve entre as pernas as impedindo de fechar, seu polegar começou a trabalhar com calma no ponto sensível. O gemido que caiu pelos lábios de Rachel fez Quinn lhe beijar rapidamente evitando qualquer barulho mais alto. Encaixou dois dedos para dentro dela sempre mantendo o ritmo lento, sentiu Rachel chupar sua língua soltando um suspiro sofrido pelo nariz.

O polegar pressionou com força o clitóris com movimentos precisos a respiração de Rachel ia se tornando mais profunda, jogou a cabeça para trás acertando a parede com os olhos fechados, os dentes pressionavam com firmeza o lábio reprimindo os gemidos mais altos.

Quinn se curvou para abocanhar o pescoço exposto.

- Estou quase… — Gemeu, sua posição dificultava os movimentos com os quadris.

- Deus, como você está apertada. – Quinn murmurou.

Arrastou-se para baixo da diva, substituindo o os dedos pela língua que entrou com um ritmo mais rápido, os dedos de Rachel rapidamente se prenderam aos cabelos loiros a empurrando contra o seu centro.

- Tão bom. – A voz da morena saiu quebrada.

Quinn sentiu o músculo ser sugado quando Rachel começou a tremer, puxou a língua para fora tomando o clitóris entre os lábios o sugando demoradamente.

Os pequenos espasmos iam percorrendo sua pele arrepiada com uma leve camada de suor. Sentiu a boca lhe abandonar quando tudo foi se acalmando, os braços que lhe envolveram puxando seu corpo mole para uma posição sentada. A morena piscou calmamente encontrando o sorrisinho de canto que a loira apresentava, franziu as sobrancelhas sentindo o corpo meio dormente. Curvou-se lambendo da ponta do queixo ao canto dos lábios um pouco do seu gozo que estava escorrendo por ali.

- Você é… — Parou respirando fundo. -… foda.

- Palavreado. – A corrigiu soltando uma risada.

- Eu tenho muito o que te compensar. – Sussurrou se aconchegando ao pescoço pálido, uma mordida suave.

- Estou esperando. – Murmurou envolveu as pernas da morena em seu quadril tentando não incomoda-la. – Vamos pra cama.

Prendeu-se a Quinn sentindo seu corpo ser levantado e os passos pesados até seu corpo aterrissar no colchão.

- Você me deixa inútil depois. – Tornou a resmungar se recusando a deixa-la sair. – Fica aqui.

- Ethan vai acordar daqui a pouco com fome. – Soltou uma risada a beijando na ponta do nariz. – Me deixa arrumar algo para ele almoçar enquanto você se recompõe.

Soltou um grunhido soltando os braços e as pernas, se agarrou a um travesseiro.

X-X-X

Kurt pousou o celular na mesa, Mercedes estava sentada de frente para ele tentando se concentrar em um roteiro, mas os constantes movimentos do rapaz com o celular lhe distraia.

- Com quem você tanto fala? – Suspirou abaixando o texto.

- Dave. – Sorriu de leve pegando o celular mais uma vez, uma risada baixa saiu de sua garganta.

Mercedes arqueou as sobrancelhas.

- Sam comentou que o Blaine teve que viajar de novo para a Califórnia.

- Foi se encontrar com a Donna para resolver algumas coisas dos novos agenciados. – Deu de ombros ainda entretido.

Mercedes cruzou as mãos sobre o colo, inclinou a cabeça para o lado analisando o amigo com atenção.

- E você e o Sam? – Kurt ergueu os olhos azuis. – Conversaram.

- Brigamos de novo. – Respondeu ainda atenta a ele.

Kurt arqueou uma sobrancelha esperando o complemento. Mercedes se levantou indo até o frigobar se servindo de uma garrafa d’água.

- Ele quer filhos. – Suspirou abrindo a garrafa e tomando um gole. – E eu não quero filhos não estão nos meus planos.

- Como assim? – O rapaz cruzou as pernas.

- Tenho muita coisa para fazer na minha vida e filhos não é uma delas. – Se voltou para ele, caminhou calmamente até retomar o seu lugar.

- Já conversou com ele sobre isso? – Franziu as sobrancelhas.

- Não.

- Não acha que é injusto, afinal ele também faz parte desse relacionamento. – Continuou com o tom duro.

- E quem é você para falar qualquer coisa? – Deu um pequeno sorriso irônico quando o aparelho celular vibrou contra a madeira. – Passou a manhã toda trocando mensagens com o Karofsky está com um sorriso idiota na boca e quer vir falar do meu casamento?

- Perdão?

- Se o meu casamento está em crise, podemos dizer que o seu noivado está por um fio. – Completou voltando sua atenção para o roteiro.

- Já que estamos falando com base no meu relacionamento. – Seu tom se tornou mais cínico. – Podemos dizer que quando não se consegue o que quer em casa a tendência é procurar na rua.

X-X-X

Quinn estava coçando a barriga de Aslan que batia a patinha enquanto a língua estava pendurada pelo lado da boca.

- Seu safado. – Por algum motivo falou como um bebê. – É safado sim.

Aslan se esticou tentando lhe lamber o rosto, a risada de Ethan chegou até onde eles estavam sentados na varanda. O cachorro se contorceu querendo ir para o chão, mas Quinn o segurou com mais firmeza se levantando pronta para entrar em casa e ver o que acontecia.

Rachel estava sentada no piano com Ethan em seu colo, o garoto permanecia atento enquanto seus dedos roçavam as teclas do instrumento e a risada saia pelos seus lábios cada vez que Rachel tocava uma nota.

- Não está muito cedo? – A loira estava parada no portal com um sorriso pequeno nos lábios.

- Estamos só brincando. – Observou o cachorro pousar no chão e sair correndo para pegar um osso de borracha.

Quinn se aproximou a beijando na testa e em seguida beijando Ethan na bochecha.

- Eu apenas acho que ele ainda é muito novo. – Brincou com as mãos do garoto que logo lhe pediu colo.

- Seria bom para o desenvolvimento motor dele. – Contrapôs. – Vamos fazer um acordo, eu cuido da parte musical e você do charme e da inteligência.

- Acordo? — Arqueou uma sobrancelha.

- Nosso filho será um galã. – Se levantou mordendo a bochecha do menino suavemente. – E eu terei prazer em espantar todas as mulheres que ousarem olhar para o meu bebê.

- Você está falando dele ou de mim?

- Dos dois. – A segurou pelo queixo lhe dando uma leve mordida no lábio. – Te amo Fabray.

X-X-X

Santana brincava com a caneta, escorregava os dedos pelo comprimento e a virava de ponta repetindo o processo. A porta de seu escritório se abriu e a detetive entrou por ele, o cenho franzido em concentração para a pasta que segurava.

- Tenho noticias sobre a mãe do garoto. – Sua voz era pesada. – E você não vai gostar.

Santana moveu a cabeça sem levantar os olhos do que fazia, apenas dando ciência que estava prestando atenção.

- Ela está em uma clínica de reabilitação. – Começou pausadamente. – Particular.

- E como ela está pagando isso? – Franziu as sobrancelhas, mas os seus olhos nunca deixando a caneta.

- Uma tia. – Deu uma pausa maior. – Uma mulher de posses.

- Para de enrolar e fala logo. – Soltou a caneta e jogou o corpo para trás na cadeira, seus olhos castanhos atendendo os verdes.

- A senhora é viúva e não teve filhos. – Virou um papel dentro da pasta. – A família é de classe média alta e o marido era militar…

- Já entendi ela tem dinheiro.

- A mãe da criança expressou a vontade de ter a guarda dele e a tia está de acordo.

Santana se endireitou na cadeira, seu corpo tencionou.

- A senhora deixou bem claro que quer a guarda do garoto Fabray.

Notas finais
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