Diário
18 Capítulo XVII - Labirinto
Notas iniciais
Ando por um labirinto, me perco por ele. Encontro becos sem saída onde preciso voltar ao começo e escolher outro caminho. Grito e ninguém me ouve, corro me afundando ainda mais nos caminhos. E quando acho que não tem mais jeito a solução aparece e por breves momentos eu sei qual caminho seguir. Ando por um labirinto. Vivo dentro de um labirinto. Quem disse que a vida tem um mapa?
Rachel estava segurando Ethan em seus braços, estavam reunidos na cozinha onde Hiram preparava mais chá e café.
— Ele bateu na senhora. — Quinn rosnou fechando a mão em um punho cerrado, seu pescoço vermelho. — Na frente de todos e ninguém fez nada.
— Calma querida. — Se curvou segurando a mão da filha, os olhos azuis viajaram para o menino no colo da nora. — Ele ficou irritado com as noticias e jogou a responsabilidade em minhas costas e eu respondi.
— E então ele bateu na senhora. — Tornou a afirmar. — Bastardo filho da...
— Quinn. — Rachel a repreendeu indicando Ethan em seu colo. — Palavras.
— Aqui querida. — Hiram pousou o chá na frente da nora. — Judy posso lhe oferecer um pouco de gelo?
— Eu agradeceria. — Sorriu agradecida.
— Papai tem uma bolsa térmica ali naquele armário. — Rachel indicou com o queixo. — Você quer uma mamadeira meu amor?
— Quero. — Respondeu entretido com as mexas dos cabelos de Rachel. — Cheilo bom.
— É ''cheiro'' com ''r''. — Entregou o menino para Santana. — Fica com a tia Santana.
A latina recebeu o garoto com um pequeno sorriso, Puck estava ao seu lado começou a brincar com ele fazendo sons estranhos.
— A senhora procurou o Puck? — Observou o filho interagindo com o homem.
— Na delegacia eu liguei pra ele. — Desviou o olhar para onde a filha estava olhando. — Conversei com ele e pedi para que ele me trouxesse aqui.
— A senhora prestou queixa? — Respirou fundo tentando manter um tom de voz controlado.
— Eu não quis prestar a queixa. — Respondeu fechando os olhos e apertando os lábios.
— O QUE? — Se levantou derrubando a cadeira.
Ethan se assustou, soltou um choramingo e se agarrou a Santana.
— Quinn. — As quatro mulheres a repreenderam quando o menino começou a chorar.
Rachel largou a mamadeira pela metade e avançou para pegar o garoto do colo da latina.
— Vem meu amor. — O pegou no colo lançando um olhar mal humorado para a loira. — A Quinn não quis gritar.
Correu a mão pelos cabelos loiros, levantou a cadeira e se adiantou para os dois. Beijou Ethan no topo dos cabelos esfregando as costas dele.
— Desculpa. — O beijou mais uma vez. — Vem comigo, deixa a Rach terminar a sua mamadeira.
O garoto hesitou. As duas se entreolharam.
— Ela não vai mais gritar. — Rachel murmurou para ele. — Vai com a Quinn.
Com calma pegou o menino em seu colo o ninando com palavras calmas, saiu para a varanda.
— Ele é bem assustado não é? — Judy esticou o pescoço para olhar a filha.
— Se a senhora tivesse conhecido as pessoas com que ele vivia também seria assustada. — Santana respondeu.
Rachel estava sacudindo a garrafa olhando para a porta.
— Senhora Fabray se importa de continuar o assunto depois que o Ethan dormir? — Perguntou sem olhar para a mulher.
— É claro. — Se mexeu incomodada.
Rachel fechou a porta indo até o sofá, entregou a garrafa para Quinn que imediatamente ofereceu ao menino.
— Não era nessas circunstancias que eu esperava conhecer a sua mãe. — Acariciou os cabelos loiros do menino. — Se acalme.
— Ele a agrediu por minha causa. — Negou apertando bem os dentes. — Não posso me acalmar.
— Não foi culpa sua. — A ergueu pelo queixo. — Seu pai é doente, você não tem culpa. Sua mãe está aqui agora e ele não pode tocar em você ou nela.
Olharam para o menino enquanto ele ia aos poucos adormecendo. Rachel se aproximou passando o braço pelos ombros de Quinn lhe deu um beijo na bochecha.
Quinn se fez confortável contra ela balançando Ethan levemente.
Puck estava observando as duas da janela, sentiu a Lopez tocar em seu ombro.
— Como ela está? — Ele perguntou sorvendo um pouco do café.
— Bem. — Respondeu calmamente. — As duas por mais estranho que pareça se dão bem e se compreendem.
— E o garoto?
— É um pestinha adorável. — Sorriu satisfeita. — E o pior é que o guri já sabe dobrar todo mundo.
Puck soltou uma risada.
— Como está a Beth?
— É uma mini-Q. — Sorriu puxando o celular do bolso. — Mas com o meu sorriso e para desespero da Shelby o meu jeito de enrolar as pessoas.
— Adorável. — Olhou a menina.
Aparentava um pouco mais de 11 anos, os cabelos loiros um pouco mais escuros dos que o da mãe, os olhos verdes brilhantes e inteligentes um sorriso fácil nos lábios rosados.
— Você vai ter trabalho daqui a alguns anos Puckerman. — Santana sentenciou.
— Porque você acha que eu vou falar com a Quinn pro garotão ai praticar todos os tipos de arte marciais possíveis? — Tinha a expressão séria. — O rapaz tem que me ajudar a cuidar da nossa princesa.
Ajeitou o menino em seu colo se levantando.
— Quer que eu o leve lá pra cima? — Murmurou tentando não incomoda-lo. — Você queria dormir com ele.
— Não quer que eu fique com você? — Apoiou o queixo sobre o punho.
— Você não quer dormir?
Rachel se levantou, pousou a mão um pouco acima do quadril delgado a conduzindo até a porta.
— Estamos usando muito a palavra ''quer''. — Resmungou dando passagem para ela.
A cozinha estava vazia, entraram pelo corredor até o quarto de Ethan. O colocaram na cama com cuidado para o cochilo do meio da manhã.
Rachel a puxou pelo antebraço parando na porta.
— Ele realmente precisa de um corte de cabelo descente. — Sentenciou a puxando mais uma vez.
Santana e Brittany se retiraram, a terapeuta tinha um atendimento e a latina disse que precisava ver como os seus cães estavam se comportando na delegacia. Puck havia pedido para utilizar o escritório alegando resolver coisas do trabalho.
Ficando assim apenas Hiram, Judy e o casal na sala. Quinn se sentou no chão apoiada no sofá e rapidamente puxou Rachel para o seu colo. Enquanto Hiram e Judy conversavam tranquilamente no sofá ao lado delas.
— Blane me passou uma mensagem. — Fechou os olhos apreciando o carinho em sua cintura. — O teatro reabre na terça.
— Mais alguns dias juntas. — Respondeu tranquilamente. — Antes da sua rotina doida.
— Manhosa. — Murmurou com um pequeno sorriso. — Conversa com a sua mãe.
— Sobre o porque dela não prestar a queixa? — Seu tom carregado em ironia. — Não, obrigada.
— Não faz isso. — A repreendeu puxando de leve os cabelos da nuca.
— Isso foi sexy. — Respondeu escondendo o rosto no pescoço moreno.
Ouviu a risada abafada e quase no mesmo instante uma almofada atingiu seu ombro.
— Nos respeitem. — Judy falou com um tom fingidamente sério. — Realmente Hiram, vamos ter que conduzir esse namoro como se elas fossem crianças.
— É o que? — Quinn olhou confusa para os dois, Rachel tentava não rir.
— Namoro só no fim de semana. — Hiram ergueu um dedo. — E nem pensar dormir fora de casa.
— E não podem sair da sala o máximo é a varanda mais a janela deve estar aberta. — Judy completou. — E sempre um de nós deve estar por perto.
— Isso é sacanagem né? — A loira arqueou uma sobrancelha, sentiu outra almofada lhe atingir.
— Olha a boca. — Judy ralhou de novo. — É isso que você ensina pro meu neto?
— Mamãe. — Resmungou sentindo o corpo em seu colo se sacudir em risadas. — Para com isso.
— Eu não ganhei o meu beijo. — A senhora cruzou os braços elevando uma sobrancelha. — Você só falou comigo para brigar.
— Claro a senhora não quer prestar a queixa. — Respondeu sentindo o aperto em seu ombro ignorou Rachel.
— Ele é seu pai. — Respondeu encolhendo os ombros. — O que você quer que eu faça?
— Ele não é meu pai, ele deixou de ser o meu pai. — Respondeu mantendo a voz fria. — Ele tem que ser punido.
— E ele vai, ele não participa da vida da Beth e nem vai ter contato com o Ethan. — Inclinou a cabeça para o lado. — Essa é a punição dele, olhar a neta na rua e não se sentir ao menos capaz de chegar perto dela.
— Mãe, a sua visão do mundo é muito romântica. — Retrucou. — Essa é a punição dele?
— Eu amei o seu pai, ele me deu as duas coisas que eu mais amo na minha vida. Você e a sua irmã. — Falava sem margem pra duvida. — Ele está perdendo tudo o que um homem deseja para ser feliz, está se tornando um homem amargurado então quando eu digo que ele está sendo punido, acredite ele está.
— Não discute com a sua mãe. — Falou suave quando a loira abriu a boca para retrucar. — Ela sabe do que está falando.
Grunhiu virando o rosto, Judy rolou os olhos com um pequeno sorriso divertido.
— Agora, por que você não usa a educação que eu te dei e me apresenta descentemente a minha nora? — Cutucou a filha com a ponta do pé.
— Pra que? — Franziu as sobrancelhas, queria irritar a mãe. — Você já a conhece.
Rachel lhe deu um leve tapa na nuca e se levantou estendendo a mão.
— É um prazer conhece-la Senhora Fabray eu sou Rachel Berry. — Sorriu contida.
— É um prazer conhece-la. — Se levantou apertando a mão. — Eu prefiro Judy.
— Quinn. — Hiram lhe chamou tirando sua atenção das duas mulheres. — Estávamos conversando que o Ethan não deve dormir muito, talvez possamos ir almoçar juntos.
— Perfeito. — Acenou com a cabeça. — Brittany fez os exercícios dele?
— Sim, mas ele estava um pouco preguiçoso. — Falou com um ar culpado. — Ficamos acordados até tarde vendo filmes.
— Papai. — Rachel interrompeu o que falava com a sogra para censurar o homem. — Ele tem que dormir direito.
— Uma vez ou outra não vai fazer mal. — Hiram retrucou piscando para Quinn. — Assistimos a trilogia de Rei Leão, ele ficou bastante concentrado principalmente nas músicas.
— Música? — Quinn pareceu se interessar. — Ele ficou concentrado?
— Sim. — Hiram coçou a nuca. — Talvez vocês já devessem considerar o piano para ele desenvolver o lado motor.
— É claro que ele vai fazer. — Rachel falou o obvio. — Ele tem que ser educado corretamente.
— Nem pense que vai obriga-lo a ver musicais. — Quinn lhe atirou a língua, viu Puck se apoiar na entrada do corredor. — Pra isso você vai ter a Beth.
— Falando na nossa filha. — Puck tinha um tom sério e cansado, cruzou os braços sobre o peito largo. — Temos problemas.
Rachel ajeitou Ethan na toalha de piquenique. Haviam mudado de ideia, ao invés de almoçar na rua tinham se decidido por um piquenique ao entardecer, assim poderiam chamar os amigos. A morena observou a interação entre Puck e Quinn que estavam mais afastados pelo gramado.
A loira estava séria de braços cruzados enquanto o homem andava nervoso de um lado para outro.
— Não. — Puck gesticulou mais uma vez. — Você não vai pra Lima.
— Nós concordamos que ela vir para cá é um prêmio. — Quinn suspirou cansada. — Eu preciso conversar com ela.
— Me explica como ela teve a capacidade de falar para a Shelby que ela não era filha dela? — Rosnou abrindo os braços. — Eu percebi que ela ficou chateada com a situação so Ethan, mas isso é de mais.
— Puck. — Quinn fechou os olhos puxando o ar pelo nariz. — O erro foi meu, eu deveria ter falado com ela e não você. Ela está com ciúmes é normal, é uma idade complicada.
— Não justifica. — Olhou para ela levemente ferido.
— É claro que não justifica, mas é compreensível. — Argumentou soltando os braços, apoiou uma mão no quadril e a outra correu os cabelos. — Ela precisa saber que o fato do Ethan existir não muda o meu relacionamento com ela. O problema é comigo e não com a Shelby, mas ela vai acabar ficando com raiva e jogando encima dela.
— Então vamos pra Lima? — Resmungou.
— Vamos pra Lima. — Avançou lentamente o abraçando pela cintura. — Vai ficar tudo bem, ela vai ficar bem, nós vamos ficar bem.
Puck a abraçou pelos ombros.
— Eu juro que se não te conhecesse iria acreditar nessa sua máscara. — A beijou na testa. — Você está ficando frustrada não é?
— Um pouco, mas nada grave. — Se escondeu no pescoço dele.
— Hn...sua mulher não me parece muito feliz. — Tentou conter o riso. — E tem um cara tirando foto nossa.
— Manchete de amanhã: Quinn Fabray trai Rachel Berry com um homem desconhecido na frente da diva.
Puck soltou uma risada alta, a puxou ainda lhe abraçando para perto de Rachel onde agarrou a morena lhe puxando para junto de seu peito.
— Pronto, agora só falta a Shelby e a Beth pras mulheres da minha vida estarem todas aqui. — Ele as apertou.
— Puck solta. — Rachel resmungou.
O judeu as soltou com um meio sorriso sacana.
— Q eu posso fazer uma pergunta? — Sussurrou malicioso.
— Não. — A loira respondeu puxando Rachel para o seu corpo. — Mantenha sua mente suja longe da minha mulher.
Ouviu o riso de Rachel contra o seu pescoço.
— Tecnicamente eu já estive com bem mais que a mente perto da sua mu... — Se calou com o soco que recebeu no ombro.
— Esqueça esse momento da sua vida. — Rosnou friamente. — Me entendeu Puckerman?
— Eu estava brincando. — Esfregou o ombro dolorido. — Não é como se tivéssemos passado de alguns amassos.
— Puckerman. — Rosnou sentindo os tendões do braço repuxarem, Rachel lhe abraçou com força.
— Noah já chega. — O olhou por cima do ombro.
O homem deu de ombros e se afastou das duas, foi se sentar perto de Hiram que brincava com Ethan e Judy.
— Ciumenta? — Ergueu os olhos castanhos de encontro aos verdes. — Disso eu não sabia.
Quinn grunhiu revirando os olhos, percebeu mais um paparazzi.
— Paparazzi. — Resmungou, sentiu o beijo no canto dos lábios. — Rachel, não queremos dar um show.
— Qual foi o problema com a Beth? — Perguntou se acomodando contra o pescoço de Quinn.
— Se meteu em confusões na escola e disse que não precisa obedecer a Shelby porque ela não é filha da sua mãe.
— Ai Deus. — Levantou o rosto encarando Quinn com preocupação. — Isso é por nossa causa?
— Creio que é por causa do Ethan. — Respondeu olhando de relance para o garoto.
— E o que vocês decidiram?
— Hn... — A olhou levemente em dúvida. — O que você acha de passar o final de semana em Lima?
Santana pegou Ethan no colo o beijando repetidas vezes no rosto arrancando gargalhadas do menino.
— Assim eu fico com ciúmes. — Brittany sussurrou a abraçando por trás, apoiou o queixo no ombro da latina. — Hey príncipe.
— Titia. — Ethan falou erguendo a mão na direção da loira, Brittany a segurou lhe beijando a palma da mão.
Santana franziu a testa olhando para a namorada que pegou o garoto girando soltando gargalhadas.
Caminhou até onde Quinn e Rachel estavam sentadas na grama, a loira estava envolvendo a diva pelos ombros.
— Hey. — A autora sorriu para a amiga. — Você não deveria estar trabalhando?
— Hn? — Desviou o olhar para a loira. — Você controla meus horários agora?
— Vovô. — Ouviram Ethan chamar. — Vovô.
Hiram sorriu surpreso, se levantou e caminhou até ele o pegando, Brittany voltou para o lado de Santana se sentando confortavelmente.
— Vovô? — Quinn franziu as sobrancelhas olhando para Rachel que também estava surpresa.
— Ele me perguntou quem era a família dele. — Brittany explicou calmamente. — Eu expliquei, espero que não se importem. Ele me parecia perdido.
— Não. — A diva sorriu apoiando a cabeça no ombro de Quinn. — Sem problemas.
Santana desviou o olhar para Hiram e Ethan.
— Eu acho bom esse moleque começar a me chamar de madrinha. — Olhou para as duas.
Quinn soltou uma gargalhada enquanto Rachel arregalou os olhos.
— Me lembre de comprar uma caixa de primeiros socorros bem grande. — Rachel se dirigiu a namorada.
— Por quê? — Quinn olhou para Santana que encarava Rachel seriamente.
— Se a Santana vai ser a madrinha então temos que nos preparar para os arranhões, cortes, dedos sem pele e sangrando, todas as vezes que ele for pular o muro ou subir em árvores e cair no chão ou quando ele for chutar uma bola e voltar sem um dedo.
— Berry você sabe que tecnicamente é improvável que ele faça tudo isso certo? — Santana arqueou as sobrancelhas.
— Ele vai. — A Berry rebateu com altivez. — Ele vai fazer tudo isso.
— Cadê a sua mãe? — Brittany mudou o foco sentindo o perigo.
— Foi passear pelo parque com o Puck. — Acariciou a perna de Rachel.
Quinn tomou um gole de café, se afastou do quadro de cortiça que já estava cheio de papeizinhos com anotações.
— Querida? — Judy parou na porta. — Posso entrar?
— Claro mãe. — Pousou a caneca antes de voltar para o quadro. — Estou tentando achar uma direção.
— A casa é linda. — Se sentou na poltrona. — Comece.
— Obrigada pelo elogio. — Tampou o rosto com as mãos. — Sam está tendo que lidar com uma enxurrada de repórteres. Tem fãs irritados com o nosso relacionamento e como se não bastasse à declaração que o babaca do Hudson fez o pai dela também tinha que falar.
— O que o Hudson disse?
— Que a Rachel está mantendo essa palhaçada comigo porque está fazendo birra com ele. — Rosnou fechando os olhos.
— E o pai dela?
— Que ele não iria comentar o assunto porque a filha está sendo ingênua e iludida.
— Onde está a Rachel?
— Achou melhor ir dormir em casa. — Tomou um gole de café. — E ainda tem essa situação com a Beth.
- Por que não tenta dormir um pouco?
- Tenho que achar sentido nisso aqui. – Abrangeu o quadro.
- Puck está no quarto de hóspedes.
- Dorme no meu quarto, eu não quero dormir agora.
Judy se aproximou a beijando no ombro lhe afagando os cabelos. Quinn puxou a cadeira a virando para o quadro, se acomodou confortavelmente encarando os papeis.
Girava uma caneta entre os dedos, apoiou a cabeça no encosto da cadeira, seus olhos corriam os fatos com cuidado tentando achar uma brecha que ainda não havia usado. Inclinou-se para trás alcançando o diário, o pousou em sua coxa o abrindo em uma página qualquer em branco.
Seus olhos examinavam os fatos com cuidado, sua mente começou a trabalhar preguiçosamente, assim como a mão que ia escrevendo como se possuísse vida própria.
Seus olhos deslizaram para a página e suspirou. Tinha achado a história. Levantou o corpo e começou a organizar os papéis da maneira que tinha colocado no diário, se afastou admirando o trabalho.
- Vamos sair desse labirinto minha estrela. – Murmurou calmamente. – Temos trabalho a fazer.
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