Diário

43 Capítulo XLII – Daqui há doze anos


Doze anos… será que daqui a doze anos vamos nos lembrar desse momento? E do que desejamos agora? O engraçado é que se eu perguntar a cada um de vocês o que vocês querem para daqui a doze anos a maior parte de vocês irá me dizer coisas materiais. Não que isso seja ruim, é a nossa sociedade que está assim. Somos jovens e estamos tão cheios de esperanças e sonhos, de vontades e de forças que simplesmente queremos que o nosso destino se curve as nossas vontades. Surpresa. Às coisas não serão assim. Você ainda irá se perder e se encontrar e se perder de novo, seus sonhos irão mudar e os seus desejos serão outros. Você irá cair e achar que nunca mais irá se levantar e quando se por de pé apenas irá cair de novo, mas não tenha medo disso. A dificuldade fará ser melhor na hora da conquista.

Algumas pessoas irão conseguir exatamente o que estão desejando nesse instante e algumas outras talvez não consigam. Essas pessoas irão se sentir frustradas, mas sabe quais são aquelas que irão se sentir realizadas? Aquelas que querem apenas a felicidade. Deseje a felicidade e faça por onde ser feliz, deseje apenas isso e terá a vida que você quer agora. Aquele que é feliz espiritualmente também se torna feliz materialmente. Essa é a lei da atração…

…quatro meses depois…

In my heart there'll always be a place for you for all my life I'll keep a part of you with me and everywhere I am there you'll be...

Quinn tomou um gole da caneca de café, seus olhos iam rastreando o gramado verde do quintal onde Ethan jogava bolas para um Aslan já crescido. O cachorro dava quase o dobro do menino e ainda nem havia atingido a idade adulta. Rachel soltava uma risada ou outra quando Ethan fazia um barulho engraçado ao receber uma lambida do animal.

– Quinn. – A voz de Sam a chamou da porta, ele estava parado junto a uma mulher magra de pele branca, postura ereta e elegante, olhos azuis cinzentos e inteligentes. Os cabelos lisos e castanhos caiam pelas costas em um movimento suave. – Esta é Marley Rose editora-chefe da New York Time Magazine. A mais nova editora-chefe da historia de New York.

Quinn arqueou uma sobrancelha.

– Ele está realmente apaixonado. – A autora sorriu deixando o agente sem-graça, pousou a caneca sobre a mesa. – É um prazer finalmente conhece-la.

– Igualmente. – Marley sorriu. – Não sei porque ele demorou tanto para nos apresentar.

– Medo. – Quinn encolheu os ombros. – Ele passou a ultima semana ameaçando a todos nós para não te assustarmos.

Sam se mexeu envergonhado enquanto as duas mulheres riam com certar cumplicidade.

– Podemos iniciar a entrevista? – O Evans resmungou soltando uma risada nervosa.

– É claro amor. – Marley lhe bicou rapidamente nos lábios.

– É claro amorzinho. – Quinn lhe apertou a bochecha com um sorriso afetado.

– Você tem quantos anos mesmo? – Sam resmungou ouvindo a risada da Fabray.

Quinn pegou a caneca de café e se sentou na poltrona oferecendo a outra poltrona a Marley.

–Sam. – Quinn o chamou, fez um semblante sério. – Fora!

–Que? – O homem arregalou os olhos claros.

– Fora é assunto de mulher. – A Fabray apenas tomou um gole de sua caneca arqueando uma sobrancelha por cima da borda da porcelana como se desafiasse o agente a ficar.

Sam levantou os braços se dando por rendido antes de sair batendo a porta de leve. Marley rapidamente arrumou o gravador o pousando sobre o braço da poltrona enquanto puxava um bloco de notas de uma caneta. As duas mulheres se ajeitaram nas poltronas e se encararam como se estivessem avaliando como iriam proceder agora que Sam havia saído.

Quinn inclinou a cabeça para o lado como uma criança curiosa e deu um leve sorriso.

– Qualquer pergunta que você fizer lhe darei uma resposta. – A voz era calma e macia. – Não tenho segredos então, por favor, comece a desmembrar os cantos obscuros de minha alma.

Marley sorriu como se aquilo fosse exatamente o que ela quisesse ouvir.

Quinn sorveu mais um gole da caneca e esperou pacientemente pela primeira pergunta enquanto a mulher na sua frente se decidia por onde começar.

– Como foi terminar a saga? – Marley finalmente disparou erguendo os olhos azuis. – Eu sei que é uma pergunta que você vai se cansar de responder, mas eu gostaria de saber realmente como foi.

– Honestamente? – Quinn deu um sorriso pequeno, começou a ouvir o arranhar da caneta no papel. – Me faltam lágrimas, assim como palavras para te dizer com toda certeza como foi. Eu me lembro de ficar encarando o final da página sabendo que só deveria colocar o ponto e então eu iria encerrar tudo, mas eu não queria isso. Eu ainda sentia e sinto que eu poderia ter feito mais, ainda me pego pensando em determinadas coisas da história e na minha mente eu fico: “eu posso fazer isso, mexer com aquele personagem, fazer aquela personagem retornar e causar uma reviravolta.” E eu tenho que me lembrar que não posso porque a história teve o seu fim e foi um fim digno. Na minha mente eu sempre vou ter que te feito mais se você me permite a comparação é como ter um filho. Você nunca vai achar que ele esta pronto, sempre vai achar que ainda tem que ajustar uma coisa ou outra, que você tem que segurar um pouco mais quando na verdade ele já está pronto pra ganhar o mundo e você só está sendo um pouco… um pouco… você só quer que ele continue sendo o seu bebê.

Tomou um gole necessário do café e percebeu que ele já estava acabando. Marley esperou até a mulher se recompor e secar discretamente os olhos que se encheram de lágrimas.

– Ele foi lançado há um pouco menos de um mês e você teve uma pausa de alguns dias na turnê, como essa ultima turnê está sendo?

– Dolorosa. – Soltou o ar rapidamente. – Esta sendo muito doloroso finalmente deixar a minha estrela ir.

– O nome do livro é muito incomum e muitos especularam desde que ele havia sido divulgado do porque você o chamou de “A supernova da fênix”e então quando ele foi lançado e finalmente iriamos matar essa curiosidade tivemos a grande surpresa de que no final você matou Beth Stern. Porque?

– Beth sempre foi a minha estrela durante bons anos foi ela que me guiou quando eu me perdia e então voltamos ao titulo. A supernova é a morte de uma estrela e também é o seu momento de maior glória, é quando ela mais brilha. É o momento em que ela se expande absorvendo outras estrelas ou corpos pequenos e então explode e brilha ainda por muitos anos. Quando eu tomei a decisão de matar a Beth eu demonstrei que ela tinha dois caminhos a seguir, ela poderia ir com Ferdinand que no final mostra que sempre a protegeu desde o inicio e ela pode ter o felizes para sempre ou então ela pode ir conquistar um mundo que de certa maneira já era dela. Ela escolhe o mundo não porque ela percebe ser a vilã da história, não existe um vilão na verdade, e sim porque ela quer um mundo em que ela não tenha que estar sempre a sombra de alguém.

– E por isso você a mata?

– Não, eu a mato porque o mundo que ela tinha já era o suficiente, mas ela insiste em continuar expandindo e por isso ela explode. Beth Stern ainda irá brilhar por muitos e muitos anos exatamente como uma supernova.

– E porque a fênix?

– Porque uma fênix quando “morre” pega fogo queimando assim todas as suas incertezas, impurezas e falhas. É o momento em que ela brilha e é um dos momentos em que se diziam poder observar toda a sua beleza. E então ela renasce do fogo e de seu próprio brilho.

– Porque escrever?

– Vou confessar que eu nunca quis escrever, essa nunca foi a minha intensão. Eu sempre fui apaixonada por livros e por literatura e então um dia eu simplesmente escrevi e não parei desde então.

– Mas o que escrever significa?

– Antes eu diria que significaria o meu mundo, mas hoje eu posso te dizer que escrever me trouxe o meu mundo. – Quinn encolheu os ombros. – Eu gosto de ajudar as pessoas em seus próprios mundos, mesmo que seja apenas uma fuga temporária.

– E qual é o seu mundo?

– Ela. – O sorriso largo apareceu quase imediatamente. – Essa morena, baixinha, sangue quente que não aceita um não como resposta, essa mulher que sabe se comportar como menina fazendo manha e que às vezes me tira do sério é verdade, mas eu não trocaria mundo nenhum e nem vida alguma se ela não estivesse comigo. Ela é o meu mundo, ela é o meu sorriso, meu choro, minha respiração, minha certeza, minha insegurança, minha imensidão, meu temor, minha coragem ela é tudo ela é o mundo.

Os olhos verdes se desfocaram por um instante como se estivessem nublados pelas lágrimas e Quinn teve que segurar o choro pela segunda vez, seu nariz ardia e ela apenas respirou fundo.

– Vocês vieram da mesma cidade e a minha pergunta e eu acho que é a pergunta de todos é: como vocês não perceberam isso antes?

– Não tínhamos maturidade eu acho, precisávamos passar por outras situações e por outras pessoas para finalmente nos encontrarmos e termos a certeza de que realmente éramos as certas uma pra outra. – Quinn mordeu o lábio. – Precisamos quebrar os nossos corações para que nos curássemos juntas, entendêssemos juntas e vivêssemos juntas.

– Não se arrepende de ter demorado tanto?

– Não, porque se não tivéssemos demorado tanto não seriamos as pessoas que somos agora e não seriamos justamente o que a outra precisa. Imagina como seria se estivéssemos juntas durante o nosso colegial? Como seria pra ela estar com aquela garota egoísta e complexada que eu era naquela época? Como ela lidaria com uma adolescente grávida e cheia de raiva? Não vivemos um conto de fadas onde no final tudo vai acabar bem, mas antes vamos brigar, nos separar, usar outras pessoas para nos causar ciúmes e então uma solução mágica vai aparecer e vamos ficar juntas de novo. Não me leve a mal eu acho lindo essas historias e quem consegue as transmitir com tanta verossimilhança, mas isso não funciona assim. Não na vida real.

– Então você acha que não conseguiria estar com a Rachel naquele tempo?

– Eu não estaria e eu não estive. Eu tinha muitas questões para resolver, dentro de mim e eu deveria passar por outras situações para estar com ela, assim como ela tinha várias questões para resolver e outras situações para passar até poder estar comigo. Até sermos o encaixe perfeito.

– Perfeito?

– Quase perfeito. – Soltou uma risada rápida. – Somos o encaixe quase perfeito, porque o perfeito não existe ele é coisa de contos de fadas.

– Você faria algo do seu passado diferente?

– Nada absolutamente nada. – Falou firme e com convicção. – Não mudaria nada e não me arrependo de nada, se não fosse pelo meu passado eu não seria quem sou.

– Não se arrepende de nada? Mesmo? Absolutamente nada?

– Não me orgulho, mas não me arrependo. Viver me ensinou a errar e errar me ensinou a aprender e eu nunca vou me arrepender de aprender com os meus erros ou com os erros dos outros. É o mesmo que se arrepender de viver.

– Não te deixa enciumada saber que ela teve outras pessoas?

– É claro que sim, me mata saber que outra pessoa a tocou. Eu sou ciumenta. Isso é um fato. Saber que outra pessoa fez carinho, a acalmou, a abraçou sim isso me mata de certa forma. Mesmo que seja eu que faça isso agora, mas mesmo assim pensar nisso machuca.

– Mas você mesma afirmou que isso foi necessario para estarem juntas hoje. – Marley ressaltou.

– E quem disse que o que é necessário não machuca? Às vezes a verdadeira necessidade que temos é de ser machucado para que assim então possamos dar valor ao que realmente importa.

– Continuando no assunto “Rachel”… como vão os preparativos para o casamento?

– Ela esta cuidando de tudo isso. – Quinn soltou uma risada baixa. – Eu deixei os preparativos do casamento todos nas mãos dela.

– Então você não tem falado muito sobre o que você acha que deve ser a cerimônia?

– Eu falei o principal. Eu disse que ela tem que ser a noiva. – Sorriu com o canto dos lábios. – Não me interessa onde vai ser, como vai ser, qual será o jantar, o que eu vou vestir quem serão os convidados. Nada disso me interessa. O que me interessa é olhar para ela, é ouvi-la dizer “sim”, é sentir o cheiro e o toque da minha esposa. Apenas isso me interessa.

– O que você acha que a Rachel mudaria em você se ela pudesse?

– Eu acho que ela mudaria o fato de que eu não consigo receber elogios muito bem, ela é melhor nisso do que eu. – Quinn soltou uma risada curta. – E eu tenho certeza de que ela mudaria o fato de que eu acho que tenho que ser responsavel por tudo o tempo inteiro.

– E o que você mudaria na Rachel?

Quinn parou, seus olhos vagaram para perto das janelas onde a risada de Rachel podia ser ouvida junto com a de Ethan.

– Nada. – Sentenciou respirando fundo. – Não mudaria nada.

Quinn se sentou trazendo junto uma caneca de café para Marley e a sua própria caneca recarregada, tomou um gole sentindo o liquido quente lhe revigorar.

– Vamos recomeçar então… — Marley organizou os papéis que segurava. – Como vai o filme?

– Está ótimo, estamos entrando na fase de gravação e os atores escolhidos são ótimos, o roteiro está no ponto. – Quinn sorriu.

– Algumas manifestações pela internet estão dizendo que não gostaram da escolha de alguns atores. – Marley inclinou a cabeça para o lado. – Você concorda?

– Não, eu participei da escolha dos atores. – Quinn se ajeitou na poltrona. – O problema é que a imaginação é livre, você imagina os personagens de uma forma e eu de outra. Quando se transforma os personagens em atores você nunca vai achar um que se encaixe perfeitamente em todas as versões que ele tenha, apenas o que se aproxime mais. Nesse caso conta como eu os imaginei e dos que chegaram mais próximos disso. Eu revirei a internet vendo as enquetes que os leitores tinham feito e tentamos ao máximo agrada-los com isso, mas alguns foram impossiveis de serem feitos.

– Bem, isso só é até o primeiro filme ser lançado depois eles juram que sempre imaginaram os personagens daquele jeito. – Marley balançou a cabeça arrancando uma risada alta de Quinn.

– Posso perguntar sobre os seus filhos?

– Eu disse que todas as perguntas eram válidas. – Quinn tomou mais um gole de café enquanto se ajeitava na poltrona.

– Nesse caso… como está o Ethan?

– Ótimo. – O sorriso largo se plantou nos lábios da autora. – Ele está cada vez mais lindo, mais esperto e mais forte.

– Então a recuperação dele está progredindo?

– Melhor do que os médicos esperavam. – Quinn acenou com a cabeça. – Ele recuperou boa parte da visão mais de 75% óbviamente ele vai ter que continuar a fazer acompanhamento médico pelo resto da vida, mas nada que não possamos realizar.

– Como foi a reação dele quando percebeu que conseguia enxergar?

– Ele riu. – Quinn mordeu o lábio inferior. – Ele riu e depois encarou a Rachel e a chamou de mamãe.

– Qual é a sensação de ouvi-lo chamar a Rachel de mãe?

– É uma das melhores coisas que eu já senti. – Tomou um mais um gole de café. – A primeira vez que Rachel viu o Ethan foi muito intenso. Ethan tinha medo de deixar as pessoas se aproximarem e ele estava com tanto medo quando percebeu a Rachel do meu lado que ele se escondeu no meu pescoço e ela foi tão gentil e cuidadosa com ele. Rachel foi mãe dele desde o instante que pousou os olhos nele isso é inegável.

– Como foi a reação da Beth?

– Bem… no inicio ela não reagiu muito bem, mas quando eles se encontraram ela assumiu imediatamente a postura de irmã mais velha e queria cuidar dele e ele ficou apaixonado por ela.

– Recentemente você e o seu ex-namorado tiveram que entrar na justiça para ter a guarda da Beth, correto?

– Na verdade foi só o meu ex-namorado, Noah que entrou na justiça. – Quinn a corrigiu.

– A mulher que adotou a Beth é a mãe biologica da Rachel?

– Sim, é a mãe biológica da Rachel. Ela e Noah se casaram há alguns anos atrás e o Noah teve os seus direitos parentais restaurados e agora eles estão se divorciando e o Noah quer a guarda.

– Mas porque?

– Eu não acho que devo falar sobre isso, me desculpe. – Quinn a cortou imediatamente.

– Podemos falar sobre a adoção de Beth?

– Sim.

– Você tinha quantos anos quando engravidou?

– Eu tinha 16 anos quando engravidei do melhor amigo do meu namorado.

– Do melhor amigo do seu namorado?

– É. – Quinn respirou fundo, nunca havia falado sobre aquilo em uma entrevista. – Eu não me sentia bem onde eu estava. Eu estava no topo e me sentia sozinha e o Noah sempre teve uma conversa muito agradavel e uma garrafa de vinho para acompanhar.

– Esse namorado veio a se tornar…

– O ex-noivo da Rachel e quarteback da liga nacional. – Mirou as próprias unhas. – Finn Hudson.

– Então vocês tiveram esse laço em comum?

– Esse e mais alguns outros. – Sorriu se lembrando de algumas coisas. – Rachel sempre esteve na minha vida de uma maneira ou de outra.

– Como foi se descobrir grávida aos 16 anos?

– Assustador.

– Porque?

– Porque eu tinha 16 anos. Porque eu não tinha estrutura para criar uma criança. Porque os meus sonhos estagnaram. Porque eu perdi a minha familia. Porque eu ganhei outra familia. Porque os que me apoiaram foram os unicos que deveriam me odiar. Porque, porque e porque… eu posso continuar se quiser?

– Sua familia tem e tinha condições na época então porque você não tinha estruturas na época?

– Porque eu tive um minuto contado pelo microondas para pegar tudo o que eu pudesse e sair de casa. – Um sorriso amargurado lhe tomou os lábios.

– Há alguns meses você foi bem massacrada pela imprenssa por causa do seu pai, é disso que estamos falando agora?

– Sim. – Quinn acenou com a cabeça absorvendo uma boa quantidade de ar. – Eu tinha 16 anos e havia cometido um erro e o meu pai me deu um minuto para pegar tudo o que eu pudesse e saisse das vistas dele. Sem dinheiro, sem familia, sem saber o que fazer.

– Você amava o seu pai?

– Uma parte de mim sim ainda o ama e uma parte de mim é indiferente a ele.

– O que ele sentiu quando ele morreu?

– Dor e raiva.

– Porque dor?

– Porque ele era o meu pai.

– Porque raiva?

– Porque ele não queria ser o meu pai.

– E se vocês não derem certo? – Marley disparou após um momento de silencio.

– Hn? – Quinn inclinou a cabeça para o lado.

– E se você e a Rachel não derem certo, se daqui há alguns anos vocês se separarem?

– Eu nunca prometi que seria para sempre. – Quinn encolheu os ombros. – Eu prometi que estaria com ela enquanto ela me quisesse e é o que eu quero fazer.

– Mas se…

– Se acontecer, se viermos a nos separar por algum motivo eu vou continuar a amando. – Quinn respirou fundo. – Ela é a mãe do meu filho, é a mulher que eu escolhi para estar ao meu lado. Se por algum motivo as nossas vidas forem por caminhos diferentes em algum momento não vai mudar o fato de que ela é a mulher da minha vida. A mulher que mais amei e mais desejei. Eu entendo o que você quer dizer, às vezes para continuarmos amando alguém temos que nos separar dessa pessoa é uma ideia louca eu sei, mas às vezes para o amor não morrer as pessoas precisam se afastar.

– Não dói pensar assim?

– Porque doeria? Eu estou aqui e ela está aqui. Porque sofrer por algo que pode ou não acontecer? Eu vou amar essa mulher até o final dos meus dias estando com ela ou não.

– Onde você deseja estar daqui a doze anos?

– Onde eu desejo estar? Hnnn…

– É a ultima pergunta que eu te faço. – Marley ergueu os braços. – O que você deseja para daqui a doze anos?

– Eu desejo que Santana e Brittany já tenham filhos e estejam felizes, que o Sam continue tão apaixonado por você quanto ele esta agora. Que Mercedes já tenha encontrado o que tanto procura. Que o Kurt realize o que ele realmente deseja e que o David o ajude nisso. Que meus sogros continuem tão apaixonados quanto estão agora, que a minha mãe se sinta realizada. Que a minha irmã tenha os filhos dela que o meu irmão consiga realizar o seu sonho e continue sonhando. Que Andrea esteja feliz. Que Noah seja feliz. Que Rachel continue tão apaixonada pela vida e pelos seus sonhos quanto é agora. Que tenhamos uma menina linda identica a ela e pela qual eu serei completamente apaixonada. Que minha Beth se torne o que ela quer se tornar e que ela consiga tudo o que desejar com muita batalha e perseverança e que o meu garoto, meu Ethan ganhe alguma competição qualquer que seja e se sinta feliz e seguro.

– Isso é lindo, mas a pergunta é onde você vai estar. Qual o seu desejo para você daqui a doze anos?

– Eu? – Quinn sorriu com os olhos rasos de lágrimas. – Acontecendo tudo isso, não importa onde eu vou estar, mas eu estarei bem. Muito bem.

'Cause I always saw in you my light, my strength and I want to thank you now for all the ways you were right there for me you were, always right there for me...

Notas finais
@just_someone13 ou ask.fm/PSomeone