Diário

7 Capítulo VI - Desvendar


Quero segurar teu corpo próximo ao meu, sentir teu cheiro encher minha boca d’água e tuas unhas arranhando minha pele.

Quero você tremendo embaixo de mim e me chamando entre gemidos e suspiros.

Quero você toda pra mim. Quero você agora. Quero você pra sempre.

Santana e Brittany estavam sentadas na mesa de algum bar esperando Quinn que tinha ido levar Rachel no teatro para o ensaio geral. Estavam em silêncio absurdas na conversa que teriam que ter com a amiga e em como isso poderia afetar a vida delas, Brittany batia os dedos na pasta marrom que estava sobre a mesa sentiu Santana apertar seu joelho e lhe dar um sorriso.

- Não se preocupe vai ficar tudo bem. – Sussurrou esfregando o nariz na linha do maxilar da loira. – Eu sei que vai.

- Talvez seja muito cedo. – Brittany fechou os olhos.

- Ela pode fazer isso. – A segurou pelo queixo dando um pequeno beijo nos lábios. – Eu sei que pode e você sabe que eu sempre estou certa.

Brittany sorriu apoiando a testa contra a de Santana.

- Sério? – Quinn puxou uma cadeira se sentando. – Santana pede logo a Brit em casamento pelo amor de Deus.

- Já deixou a criança no jardim de infância? – Devolveu tomando um gole de cerveja.

Quinn arqueou uma sobrancelha, mas não conseguiu esconder o meio sorriso. Brittany abanou a cabeça com uma risadinha fraca.

- Rachel perguntou se vamos para a peça hoje. – Chamou a garçonete com uma das mãos. – Eu disse que ia perguntar a vocês.

- Negativo ouvir a Berry duas vezes na mesma semana vai me fazer sentir que estamos na escola de novo. – Santana resmungou ignorando o olhar afiado da namorada. – Vá você e faça algo que preste do tipo algo que a obrigue a gritar a noite toda e a deixe sem voz amanhã.

- San você sabe que no fundo você gosta da Rachel. – Quinn sorriu despreocupada.

- Bem lá no fundo. – Observou a loira pedir uma cerveja preta. – Mas você nunca vai me ouvir falar isso fora daqui.

Quinn ergueu os braços se dando por vencida.

- Por que estamos aqui afinal? – Olhou de uma para a outra.

- Precisamos falar com você sobre o Ethan. – Brittany suspirou.

- Ele está bem? – Se ajeitou na cadeira. – Onde ele está?

- Calma ok? – Santana tencionou o maxilar. – Nós precisamos conversar sério, mas você tem que ficar calma.

Quinn jogou as costas contra as costas da cadeira soltou a respiração forte pelo nariz, ficaram em silencio até a garçonete voltar com uma caneca cheia do liquido preto e espumante. Tomou um longo gole do líquido gelado.

- Eu encontrei a mãe do Ethan e ela o quer de volta. – Santana entrelaçou os dedos encima da mesa. – Mas eu não creio que ela vá conseguir isso, ela é usuária de drogas e permitia o marido a espancar o garoto.

Quinn apertou os dedos envolta da caneca.

- O que nos levou a encaminhar o Ethan para o hospital. – Brittany suspirou. – Ele está lá em observação, passou por uma série de exames.

- Por que você não me ligou? – Olhou friamente para a loira. – Eu queria estar lá.

- Quinn calma. – Santana se moveu ligeiramente para a frente. – É por isso que queremos falar com você.

- Então fala. – Bufou.

Brittany abriu a pasta e mordeu o lábio. – Os médicos estão montando um histórico para o Ethan. Ele ficou cego por um trauma sério e falta de muitos nutrientes, ele tem arritmia cardíaca, ele ainda não anda por também falta de nutrientes o que enfraqueceu a musculatura dele, ele teve várias queimaduras pelo corpo e lesões variando de leves a graves.

- Isso é para me fazer ter mais raiva dessa mulher? – Rosnou baixo, o tendão de seu braço repuxando perigosamente.

- Não é para você perceber como esse menino precisa de cuidados e a Brit nem falou dos danos psicológicos que ele sofreu. – Santana suspirou olhando para o lado.

- Ele pode ter a síndrome do pânico. – Fechou os olhos sentindo os olhos esquentarem. – Tiveram que seda-lo para poder examina-lo por que ele ficou muito agressivo.

- Ele não é agressivo. – Quinn se levantou derrubando a cadeira. – Ele tem medo.

- Ele deixa você toca-lo. – Santana olhou para cima temendo a explosão. – Isso deve significar alguma coisa.

- Em qual hospital ele está? – Seu corpo tremia. –Eu quero vê-lo.

- Quinn… — A voz de Brittany era um sussurro quebrado. – Você precisa adota-lo.

Quinn ficou parada olhando para as duas seu corpo parado em choque.

- Ele não pode voltar para essa mulher. – Brittany abriu os olhos azuis brilhantes. – Ele precisa de alguém que o ame e possa cuidar dele e você pode.

A autora olhou para baixo tentando assimilar o que tinha ouvido.

Quinn entrou pelos bastidores andando atrás de uma garota mirradinha, pararam na porta do camarim com a estrela com o nome de Rachel. A garota olhou para ela sorrindo antes de sair.

- Entra. – A voz de Rachel abafada.

Empurrou a porta encontrando a mulher enrolada encima do sofá lendo uma revista.

- Hey. – Sussurrou fechando a porta estendeu a rosa vermelha que segurava.

- Hey você. – Largou a revista de lado e pulou do sofá abraçando a loira pelo pescoço. – Achei que você não vinha não te vi durante do show.

- Eu sei, desculpa. – A beijou na testa. – Eu precisei ficar um pouco sozinha.

Rachel se afastou levemente seu rosto se contorceu em preocupação, acariciou a bochecha de Quinn.

- O que foi? – Sussurrou. – O que aconteceu?

- Algumas coisas. – Fechou os olhos suspirando inclinou o rosto para o carinho.

- É por causa da revista? – A voz de Rachel abaixou drasticamente fazendo a autora abrir os olhos.

- Revista? – Franziu as sobrancelhas.

Rachel a puxou para o sofá e empurrou a revista para Quinn. Era a revista de alguns dias atrás a que dizia ter uma fonte de confiança afirmando que as duas estavam em um romance.

- Você ficou chateada. – Rachel estava sentada no sofá mais uma vez encolhida.

- O que? – Olhou para ela. – Não claro que não.

Jogou a revista para longe com um suspiro. – Mas isso é algo que precisamos pensar.

- Eu sei. – Brincou de ficar girando a rosa entre os dedos mordeu o lábio inferior.

- Hey. – Quinn levantou o rosto da morena pelo queixo acariciando os lábios com o polegar. – Eu não estou chateada com isso.

- Com o que então? – Murmurou apoiando a lateral da cabeça no encosto do sofá.

- Santana encontrou a mãe do Ethan. – Apoiou a nuca no sofá seu tom era sério. – E ele precisou passar por uma bateria de exames que identificaram alguns problemas de saúde.

- Quinn. – Se aproximou acariciando os cabelos loiros os desalinhando. – Ele vai ficar bem e essa mulher eu não sei o que ela fez, mas ela não vai conseguir ele de volta.

- Ela é uma drogada. – Murmurou com desgosto. – Deixava o marido cafetão bater nele e maltrata-lo por qualquer motivo.

A loira apertava a mandíbula com força a veia do pescoço pulsando descontroladamente. Rachel deslizou o dedo pela linha do queixo analisando os olhos verdes cheios de lágrimas contidas de raiva e tristeza.

- Não sei o que faço se pego essa mulher na minha frente. – Murmurou com raiva.

- Quinn. – Juntou sua testa a lateral do rosto dela fazendo a autora fechar os olhos. – Querida ele vai ficar bem eu sei que vai ele tem você e a Brittany cuidando dele.

- Brit acha que eu devo adota-lo. – Murmurou deixando a lágrima escorrer. – Mas eu não sei se posso.

Rachel se afastou devagar encarando o rosto da mulher a fez virar o rosto.

- Olha pra mim. – Sussurrou.

Abriu os olhos fitando os castanhos soltou um suspiro triste.

- Por que não? – Se aproximou mais quase que colando os corpos, deixou suas pernas passarem por cima das da loira.

Quinn suspirou mais uma vez, olhou para baixo e hesitando um pouco espalmou a mão contra a coxa da morena.

- Eu prometi pra mim mesma que iria devagar com você e adotar uma criança pode complicar as coisas entre nós. – Murmurou sem levantar o rosto.

Rachel apoiou a testa no ombro de Quinn enquanto passava um dos braços pelo pescoço da loira.

- Presta atenção no que vou te falar. – Colou seus lábios a orelha da outra. – Ethan é um garoto doce e inteligente que merece uma família que vá cuidar dele e ama-lo como ele merece e se você pode proporcionar isso a ele eu quero que você faça.

- Rachel…

- Eu quero que você faça isso e eu quero que você me deixe te ajudar. – Pediu baixinho. – Eu sei que ir devagar é a melhor opção eu sei que estamos nos reconhecendo eu sei de tudo isso, mas eu também sei nesses poucos dias que estamos juntas, essa Quinn que eu estou conhecendo a Quinn sensível que eu vi com ele e apaixonada nunca vai se perdoar se não adotar esse menino.

- Você não pode me conhecer tanto em tão pouco tempo. – Sorriu fraco.

A puxou pelo rosto deixando as testas se encostarem, os olhos se encontraram mais uma vez.

- Você Quinn Fabray é o melhor livro que eu estou tendo o prazer de ler e desvendar. – Sorriu antes de a beijar rapidamente. – Vamos jantar?

- Vamos. – Limpou o rosto antes de coçar a nuca. – Precisamos falar sobre a revista né?

Rachel a puxou pelo rosto uma terceira vez dando outro beijo nos lábios.

- Te adoro Fabray. – Sussurrou.

Saíram pela porta dos fundos do teatro, foram recebidas por mais flashes do que de costume e muito mais fãs.

- Merda. – Quinn murmurou sobre a respiração, Rachel sorriu para os fãs.

- Olha. – Indicou um grupo de garotas que seguravam fotos e banners. – Essas são suas.

Quinn olhou para elas e percebeu que elas também carregavam os livros da série e gritaram animadas quando foram notadas.

- Já nos vemos. – Rachel sussurrou no ouvido da loira colocando um beijinho na bochecha da mesma. – Atenda suas fãs.

Quinn observou Rachel se afastar balançando os quadris, soltou a respiração pesada se adiantou para as garotas que não deviam ter mais de 17 anos.

- Boa noite. – Sorriu para elas colocando as mãos nos bolsos do casaco. – Como me acharam aqui?

- Bem… — Olharam para Rachel antes de sorrirem a mais velha tomou a palavra. – Somos a equipe do seu fã-clube de NY.

- Hn… — Quinn olhou para os livros. – Querem que eu assine?

- Por favor. – Sorriram estendo uma caneta e os papéis.

- Calma. – Sorriu começando a assinar tudo o que elas colocavam na frente.

- Senhorita Fabray… — Uma das garotas de cabelos cacheados falou excitada. –É verdade?

- O que? – Olhou para ela sorrindo.

- Nós somos totalmente a favor da senhorita com a senhorita Berry. – Ela falou se agarrando a grade.

Quinn olhou para elas antes de voltar a assinar.

- Totalmente a favor? – Repetiu as palavras, olhou rapidamente para Rachel que sorria para os fãs. – O que levam vocês a crer nisso?

- Bem a Beth é muito parecida com a senhorita Berry.

- Sim. – Se esticou pegando um dos livros. – Estudamos juntas quando tínhamos a idade de vocês, se vocês conhecessem os meus colegas de escola iriam perceber que muitos dos meus personagens são parecidos com eles.

- Mas por que a Beth? – Observou que Quinn não estava assinando o livro, mas olhava para elas.

- Eu queria que a Beth fosse determinada, forte, inteligente, irritante e acima de tudo soubesse ser uma líder. – Sorriu antes de olhar para Rachel mais uma vez. – Quando éramos mais novas nós participamos do Glee Club da escola e a senhorita Berry era a nossa líder e convenhamos ela é tudo isso.

Terminou com uma piscadela para as meninas que soltaram uma risada.

- Então não tem nada entre vocês? – A menina dos cabelos cacheados pareceu triste. – Que pena.

Quinn se curvou para elas olhando por cima do ombro. — Nada? Eu acabei de fazer uma declaração de amor a ela.

As garotas engasgaram de surpresa arregalando os olhos.

- Vamos fazer um acordo. – Pegou mais um livro. – Mantenham isso baixo por um tempo até nós decidirmos vir a público e quando for assim o meu fã-clube terá total cobertura.

- Promete?

- Promessa.

Rachel assinou mais um programa para uma menininha que por alguns instantes lhe lembrou a infância.

- Aqui meu bem. – Sorriu para ela.

- Por que ela está aqui? – A voz familiar lhe assaltou ela era fria e quase raivosa.

Rachel levantou o rosto para encarar a fã da outra noite.

- E por que você não veio ontem? – A garota resmungou contraindo a mandíbula.

Rachel levou um tempo realmente analisando a garota, os cabelos castanhos claros e escorridos, os olhos castanhos bem escuros e frios.

- Perdão, mas não sei do que você está falando. – Soou educada se virando para outro fã.

- Eu sou Nathally a presidente do seu fã-clube. – Disse com ar importante, lançou um olhar raivoso para Quinn que tirava foto com as suas fãs. – O que ela faz aqui?

Rachel não respondeu apenas sorriu para os fãs e se deixou entreter por eles antes de seu olhar encontrar o de Quinn que sorria, ela parecia estar se divertindo com as meninas e ter esquecido a preocupação com Ethan.

- Senhorita Berry. – Se esganiçou. – Por que ela está aqui? Ela não é boa pra senhorita.

- O que? – Olhou para a garota com a testa franzida.

- Ela não é uma artista como a senhora. – Bufou irritada. – Ela não tem o mínimo de talento.

As pessoas em volta começavam a olhar para a garota que finalmente atraiu a atenção de Quinn e suas fãs.

- Ela é apenas uma escritorazinha medíocre que fez fama as custas da senhorita. – Atirou um olhar afiado para Quinn que se aproximava.

Os paparazzi iam a loucura tentando capturar todos os ângulos e torcendo por uma confusão.

- Cuidado com as palavras. – Rachel murmurou. – Você ao menos leu algo que ela escreveu?

- Esquece. – Quinn murmurou parando ao lado dela. – Apenas vamos embora.

- Eu fiz uma pesquisa no site do fã-clube e a maior parte dos seus fãs concordam que essa mulher é apenas uma aproveitadora. – Apontou para Quinn.

- Cale a boca. – Rachel rosnou Quinn a envolveu rapidamente a puxando para longe.

- Meninas eu falo com vocês depois certo? – Quinn falou para suas fãs que olhavam irritadas para a dita Nathally. – E vão para casa nada de confusão.

Parou um taxi e empurrou Rachel para dentro evitando os flashes quase que brutamente, mandou o taxista seguir.

- Odeio isso. – Rachel resmungou fechando os olhos. – Mas que droga.

- Calma. – Murmurou entrelaçando seus dedos nos dela. – Mudança de planos vamos pro meu apart pedimos comida e ficamos por lá mesmo que tal?

- Perfeito. – Respondeu se aconchegando no ombro dela.

Kurt abriu a porta do próprio apartamento soltando a bolsa no chão, tinha que ler alguns roteiros que havia recebido. Ouviu o barulho do liquidificador e sorriu quase que de êxtase. Seus pés foram rápidos pelo corredor até encontrar o que queria o homem sem camisa apenas com a calça larga dos pijamas fazendo a vitamina de maracujá com leite condensado os cabelos escuros com cachos se formando pendiam molhados pelos ombros fortes.

Seus olhos desceram pelos músculos bem trabalhados das costas até a barra da calça, reprimiu um suspiro de saudades.

O homem encheu o copo com a vitamina sem perceber a presença do outro até que sentiu os braços finos lhe abraçarem.

- Senti sua falta. – Kurt sussurrou no ouvido dele antes de deslizar o nariz pelo pescoço sentindo a risada rouca.

- Também senti a sua. – Abaixou o copo acariciando os braços. – Cheguei tem uma meia hora.

Se virou nos braços de Kurt deixando os olhos verdes amostra, os lábios cheios e rosados a barba mal feita preenchendo o rosto mais másculo do que quando eram adolescentes.

- Você precisa cortar os cabelos. – Kurt sussurrou acariciando os cabelos espessos. – E fazer a barba.

O homem rolou os olhos para o teto antes de beija-lo rapidamente.

- Eu sei. – Suspirou brincando com a barra do suéter de Kurt. – Mas eu achei que você gostasse do meu ar desleixado.

- Quando você vai se mudar de vez pra cá? – Murmurou subindo as mãos pelas costas do outro.

- Já conversamos sobre isso. – Soltou uma risada o segurando pelo rosto. – Espera eu me acertar na agencia primeiro?

- Blane Anderson. – Franziu as sobrancelhas com o tom sério. – Namoramos desde o colégio, estamos noivos a 3 anos e você está me enrolando até hoje.

- Kurt. – Sentiu ele se soltar e começar a andar para fora da cozinha. – Kurt não vamos brigar por isso de novo.

- Não estamos brigando, estou apenas constatando o fato de que você não quer ter um relacionamento mais sério comigo. – Sentou no sofá cruzando as pernas e os braços emburrando o rosto.

Blane parou no meio da sala respirando fundo se aproximou ajoelhando na frente dele.

- Kurt as coisas estão complicadas no agencia você sabe disso. – Acariciou a perna do outro. – Eu realmente quero apressar o nosso casamento, mas não acho justo você arcar com todas as contas.

- Me deixa ajudar. – Olhou para ele frustrado. – Não entendo essa coisa de vocês de não deixar nem eu e nem a Mercedes ajudarmos vocês dois com a agencia.

- Kurt. – Abaixou o rosto. – Por favor, não vamos brigar por isso de novo eu acabei de chegar de viajem e quero muito relaxar com você.

Kurt se levantou passando por ele andou até o corredor para seguir para o quarto deixando Blane na sala.

- Você já tomou banho, poderia ir me acompanhar, mas insistiu em ser mais apressado. – Disse por cima do ombro com um sorriso.

- Não me importo em tomar outro. – Se levantou indo até ele com um sorriso malicioso. – Senti tanto a sua falta.

Kurt envolveu o pescoço enquanto era segurado pela cintura os lábios se trancaram firmes e sedutores.

Quinn soltou uma risada enquanto Rachel franzia o nariz para o filme que assistiam.

- Como você consegue rir disso? – Resmungou olhando para ela. – É horrível.

- Baby é impossível alguém espirrar sangue nessa distancia. – Sua barriga se contorcia de risadas. – O filme é bizarro isso sim é quase uma comédia.

Rachel a olhava seus olhos brilharam pelo apelido carinhoso empurrou as almofadas do sofá para o chão se aproximando dela.

- Desliga esse filme? – Pediu manhosa a beijou na bochecha. – Vamos conversar um pouco?

Quinn se esticou pegando o controle e desligando o aparelho. – Pronto medrosa.

Rachel fez beicinho antes de se deslocar sentando-se sobre o colo da loira e se encostar no ombro da mesma.

- Vamos fazer o que com os paparazzi? – Sussurrou brincando com os cabelos loiros.

- Rach eu realmente não sei. – A beijou na testa. – Eles podem nos atrapalhar. Tudo parece que vai nos atrapalhar.

- Nós não vamos deixar. – Apertou o rosto contra o pescoço o beijando em seguida. – Vamos apenas administrar as coisas.

- É e os seus fãs me odeiam. – Soltou um som engraçado com a garganta. – E as minhas te amam.

- Eu não acredito nessa garota. – Levantou o rosto. – Eles só precisam me ver quando eu estou com você.

- Mas tem o Ethan, assumir um relacionamento agora pode prejudicar a adoção dele. – Suspirou.

- Olha se você não quer eu vou entender. – Começou a se mover para longe, mas Quinn a puxou para seu colo novamente.

- Não seja estúpida. – Resmungou a apertando com força pela cintura. – Eu quero você.

Entreolharam-se por alguns segundos. – Você me quer?

- É claro que eu quero. – A segurou pelo queixo. – Besta.

- Tão carinhosa. – Rolou os olhos para o teto.

Quinn a puxou movendo a loira para que ela ficasse sentada de frente para ela ladeando seu quadril. Os olhos presos uns nos outros quase que duelando para quem iria desviar primeiro, Rachel deixou a língua escapar para fora dos lábios secos. O ar tenso deixava a respiração mais difícil, Quinn a segurava firmemente pela cintura.

- É a hora de termos essa conversa? – A morena sussurrou nervosa. – Eu não transo no segundo encontro Fabray.

- E quem disse que vamos transar? – Arqueou uma sobrancelha em divertimento. – Mas não me nego a ter essa conversa.

Rachel engoliu em seco, se ajeitou no colo de Quinn arrastando as unhas pelo pescoço até a nuca.

- Vamos falar. – Sussurrou ainda mexendo os quadris levemente, sorriu vendo Quinn ficar tensa. – Ou talvez você não esteja se sentindo bem.

Quinn pigarreou limpando a garganta, desceu as mãos da cintura para as coxas grossas as apertando levemente.

- Como você gosta? – Perguntou se aproximando mais do rosto da morena. – De ficar por cima? Ou por baixo?

- Eu acho que não me importo de ficar por baixo. – Mordeu o lábio inferior da loira o sugando demoradamente.

Quinn gemeu baixinho a repreendendo com mais um apertão nas coxas fartas.

- Você? – A morena se afastou a puxando pelos cabelos.

Quinn correu as mãos para cima invadindo o suéter e a blusa que Rachel usava por baixo podendo arranhar as costas nuas. Observou a diva arquear o corpo para mais próximo do seu.

- Eu também não me importo de me deixar dominar. – Sussurrou mordendo de leve a garganta exposta. – Adoro brincar sabia?

- Hn… — Murmurou sentindo a língua escorregar pela sua pele. – Bom saber.

Quinn arrastou as unhas mais para cima conforme Rachel a puxava ainda mais para perto do seu corpo, suas unhas roçaram o fecho do soutien.

- Quer saber mais? – Moveu os lábios até a orelha da diva.

Rachel afundou o rosto contra o pescoço de Quinn o mordendo enquanto pressionava as coxas contra o quadril de Quinn.

- Sim. – Murmurou sobre a respiração.

Quinn moveu as mãos para a frente do corpo de Rachel sem retira-las de dentro da roupa podendo segurar os seios com firmeza.

- Eu adoro os seus seios. – Mordeu o osso do maxilar o chupando. – Eles me dão água na boca.

Ouviu o gemidinho fraco de Rachel enquanto ela se mexia impaciente. Começou a estimula-los aumentando a força fazendo movimentos como se os amasse com as mãos, a respiração instável de Rachel em seu pescoço, sorriu abocanhando a orelha da morena com os lábios arrancando um gemido mais alto.

- Vou chamar um taxi. – Se afastou com a voz rouca.

- O que? – Rachel se apertou mais no corpo dela.

- Rach… — Murmurou retirando as mãos de dentro da roupa da morena. – Você não transa no segundo encontra, lembra?

- Não quero ir embora. – Murmurou de volta dando pequenos beijos secos pelo pescoço pálido. – Me deixa ficar aqui?

- Rach… — Engoliu a saliva conforme a diva trabalhava com a língua e os dentes pelo seu pescoço. – Meu autocontrole é bom, mas não tanto.

- Bom. – Se afastou podendo olhar os olhos verdes cheios de intensidade lambeu os lábios da loira, puxou os cabelos curtos. – Por que eu quero o seu autocontrole em minhas mãos.

Quinn fechou os olhos com um meio sorriso nos lábios.

- Me diga qual a sua posição favorita? – Rachel mordeu o queixo de Quinn.

- Em pé. – Murmurou com a boca seca. — Você?

- Por trás. – Ronronou no ouvido da loira. – Melhor orgasmo?

Rachel puxou o rosto para trás para encarar os olhos verdes intensos, suas respirações pesadas se mesclando enquanto Quinn deslizava as mãos mais uma vez pelo corpo pequeno indo até as coxas.

- Já tem algum tempo. – Sussurrou sua mão invadindo a parte interna da coxa morena indo para a virilha. – Foi na praia. O seu?

- Eu nunca tive um orgasmo… — Mordeu os lábios mexendo o corpo para que os dedos de Quinn acertassem mais para o lado. -… realmente bom.

- Vamos concertar isso. – A beijou deixando sua língua invadir a boca da pequena diva que a recebeu com um gemido de prazer.

Notas finais
Boa tarde!
Primeiro quero agradecer a todos os comentários tanto aqui quanto em "Viver" também devo dizer que eu preciso de algumas direções essa fic não tem um roteiro definido o que está dificultando um pouco a minha imaginação.
Espero que tenham gostado até mais.