Dez Anos
24 Capítulo Vinte e Três
Notas iniciais
Capítulo Vinte e Três
Isabella Swan
Eu nunca tinha me sentido daquele jeito, nem mesmo por Mike, era diferente estar com Edward. Mesmo com toda a tensão nos seguindo desde o primeiro momento, tê-lo comigo me fazia sentir mais apaixonada do que estive pelo próprio cara que um dia foi meu marido.
Levar Edward aquele lugar próximo ao Lake Union, admitir o que sentia para mim mesma, então deixar com que ele soubesse, não foi planejado. Em um momento estava sentindo-o completamente irritado com seu livro, então só pensei que levá-lo até o lago poderia ser de alguma forma um calmante para ele como foi para mim por diversas vezes durante os anos que vivi em Seattle.
Porém, toda nossa conversa no carro, sobre universos paralelos me fez perceber algo. Independente da idade, ou de o que seriamos um para o outro, no fim de todas as alternativas eu acabava o querendo, eu acabava apaixonada por ele. Ele conseguiu, conseguiu me fazer sentir o mesmo que sentia.
Nós não demoramos muito para voltar ao seu carro, eu o deixei dirigir daquela vez. Edward manteve nossas mãos unidas, enquanto com um sorriso de lado, guiava o carro até meu prédio. Mantivemos as janelas abertas, então coloquei em uma rádio qualquer, nós dois cantando as músicas que conhecíamos durante o caminho.
Algumas vezes eu apenas ficava o admirando, os cabelos balançando junto com o vento, o sorriso, os olhos verdes brilhantes fixos na rua diante de si. Sua mão na minha era quente e protetora, nossos dedos entrelaçados me davam uma absurda sensação de conforto.
Só que, no meio de todo o conforto estava o desespero. Eu estava apaixonada por Edward e nós dois sabíamos disso. Porém, o que faríamos quando todos os outros soubessem? O que iria acontecer com a gente quando isso fosse à tona?
— Vamos fugir — sussurrei, por cima de alguma banda inglesa que Edward cantava junto ao rádio.
— Desculpe? — Me olhou confuso.
— Vamos pegar a rodovia e ir embora daqui. — Suspirei, olhando para nossas mãos unidas, então para fora do carro.
— Nós não podemos fugir, Bella.
Engoli em seco, eu sabia daquilo, claro que sabia. Mas, estava apavorada com o que iria acontecer em nossos futuros. Eu o queria, eu o queria muito, mas ainda sabia que podia ser extremamente fácil perder Edward.
— Vai ficar tudo bem, nós vamos dar um jeito em tudo, eu prometo — falou confiante, afagando a palma da minha mão com o polegar, então erguendo minha mão até seus lábios. — Confia em mim, isso tudo vai se resolver.
— Eu confio. — Sorri para ele. — Você acha que já devemos deixar isso ser de conhecimento geral?
— Não — respondeu, me pegando de surpresa, pensava que ele iria querer desfazer aquele segredo o quanto antes.
— Não?
— Não. — Foi sua vez de suspirar. — Bella, nós checamos o regulamento, mas eu sei que isso tudo não será fácil graças a sua carreira. E, sendo franco, eu estou com muito medo de como meus pais, principalmente minha mãe podem reagir a isso. De qualquer forma, nós já estamos em novembro, eu tenho uma porção de testes finais em algumas semanas, você terá mais trabalho, então os feriados de fim de ano estarão ai. É uma época tumultuada por si só, acho que podemos agir com mais calma, ver os melhores meios de fazer isso, então contarmos a quem precisa saber no inicio do ano que vem.
Eu não acreditaria que ele teria só vinte se tivesse apenas ouvido aquele seu argumento, ele era esperto e inteligente demais comparado aos outros garotos de sua idade.
— Tudo bem, vamos com calma.
— E no próximo natal você estará à mesa da família Cullen — falou, piscando para mim, fazendo com que eu risse alto.
— Você errou, Baby. Eu não estarei à mesa, sim na mesa, sua mãe provavelmente irá me servir em pedacinhos.
— Ela não é tão cruel assim — murmurou, mas sua expressão contradizia sua afirmação.
Esme era, eu podia ver isso pela forma como agiu com Edward na festa da universidade e todos os relatos sobre a mãe que ele já tinha me contado. Eu sabia que ela poderia ser um grande obstáculo, eu duvidava que ela fosse me considerar a nora perfeita, ou mesmo sua nora.
Não muito depois estávamos no prédio que eu morava, sendo mais ousados do que nos permitíamos cotidianamente, aproveitamos a hora tardia para beijos no elevador. Então, alguns no corredor até que eu me desse conta de que não estava com as minhas chaves.
— Opa, eu acho que nos tranquei para o lado de fora — sussurrei, enquanto Edward beijava meu pescoço, eu continuava tateando os bolsos do meu casaco e calça em busca do chaveiro, como se fosse aparecer milagrosamente em algum deles.
— Bom que não está sozinha — Edward disse contra minha pele, se afastando um pouco e tirando o seu chaveiro do bolso de sua calça.
— Isso é tão sexy. — Eu arfei quando ele pressionou meu corpo contra a porta, colocando a chave na fechadura. Edward sorriu maliciosamente, unindo seu quadril ao meu, segurando em minha cintura com a mão livre para que eu não caísse de costas quando abriu a porta.
O calor do meu apartamento nos sugou, mas eu duvidava que todo o calor percorrendo meu corpo era apenas por conta do aquecimento. Eu sabia que Edward era um grande culpado por aquilo, ele arrancou o casaco do meu corpo tão rápido que mal pude acompanhar seus movimentos, livrando-se do seu na mesma velocidade, os dois caindo no chão.
— Oh porra! — exclamei surpreendida quando ele me ergueu, fazendo minhas pernas enrolarem-se ao redor de seu corpo. — Você está tão cheio de desejo, Baby, eu tenho sido uma garota má e te deixado na mão?
— Sim, você tem! — Sua boca veio de encontro a minha em um beijo lascivo, suas mãos se infiltrando por baixo da minha camiseta, abrindo meu sutiã em um movimento único.
Eu deixei que ele me sustentasse, enquanto puxava o sutiã junto com minha camiseta para longe do meu corpo. Edward sorriu quando fiquei parcialmente nua, levando sua boca a um dos meus mamilos.
— Cama, por favor — implorei.
Ele soltou uma bufada irritada, mas comigo ainda em seu colo me levou até o quarto. Nós terminamos de nos livrar de nossas roupas, então Edward voltou a unir seu corpo ao meu, beijando minha boca com afinco, enquanto nossos corpos se entrelaçavam.
Era diferente senti-lo daquela forma, não apenas da forma física, mas com os sentimentos explodindo em meu peito. Eu me sentia tonta, ansiosa e feliz, tudo ao mesmo tempo.
— Repita — ele pediu, levando sua boca a minha orelha. — Repita, você não faz ideia de quão feliz estou, repita.
— Estou apaixonada por você, Edward — eu disse, trazendo seu rosto na direção do meu, deixando com que meus olhos se encontrassem com os seus. — Eu me sinto tão bem com você. — Afaguei sua bochecha com a ponta do dedo indicador.
— Bella — ele disse, parecendo em êxtase, colocando-se ainda mais no meio das minhas pernas.
— Baby, camisinha — lembrei rapidamente antes que pudéssemos cometer qualquer erro, empurrei seus ombros para que pudesse rolar até o criado mudo ao lado da cama e pegar um pacote de preservativo na gaveta. Eu o coloquei em Edward, o trazendo para dentro de mim.
Edward fechou os olhos por um instante, indo fundo, eu mordi meu lábio com força, agarrando-me a ele. Então, nos girei na cama, ficando por cima, ele pareceu puto com aquilo, pronto para falar algo, mas o calei com um beijo, enquanto começava a cavalgar em cima dele, trazendo alivio para nós dois.
Suas mãos estavam em meus seios, enquanto eu me apoiava nele. Podia sentir meus cabelos grudando na nuca graças ao calor que meu corpo produzia, assim como minhas bochechas esquentando, eu realmente parecia pegar fogo aquela noite.
Eu gozei primeiro, desabando sobre Edward, sentindo meu corpo inteiro sofrer as reações do orgasmo. Ele tentou separar nossos corpos, mas não permiti, o ajudando a alcançar seu próprio clímax logo depois.
— Seja minha namorada, Bella — Edward sussurrou seu pedido, parecendo temeroso, eu me movi em seus braços, voltando a olhá-lo.
— Eu já sou sua, Edward.
Era libertador poder dizer aquilo para que ele pudesse ouvir.
***
Eu estava terminando de tirar a torta do forno, quando ouvi a porta da frente abrir. Sorri, pois só podia ser uma pessoa. Continuei meu trabalho na cozinha, logo ouvindo os passos chegarem ali, então mãos familiares firmarem-se em meus quadris.
— Olá! — Edward falou, deslizando seus lábios por minha pele do pescoço e nuca, deixando-me arrepiada na hora.
— Oi Baby. — Levei um braço para trás, o puxando para mais perto, sua boca fazendo um excelente trabalho no ponto sensível atrás da minha orelha. — Como foi seu dia?
— Arrumando livros, vendendo livros, livros e livros — falou desinteressado, levando suas mãos para os botões da minha calça jeans.
— Desculpe. — O impedi de ir em frente. — Não temos tempos.
— O que? Como não? — Ele se afastou, girei em meus calcanhares, podendo o ver melhor.
Ele usava a mesma camiseta dos Beatles que estava no dia que nos conhecemos, eu sorri com o reconhecimento, passando a mão distraidamente pelo seu peito onde a estampa se concentrava.
— Bella?
— Oi? — Voltei a olhá-lo, meio perdida. Sobre o que estávamos falando mesmo?
— Eu perguntei o motivo de não temos tempo para fazer o que claramente queremos fazer. — Apontou para minha mão sobre seu corpo. Eu corei, tirando a mão dele rapidamente.
— Rosalie e Emmett queriam vir jantar, meus amigos tem um péssimo costume oportunista de querer comer minha comida. Então, eu virei o jogo e os fiz fazer o jantar na casa deles, nós estamos indo para lá. — Mordi o lábio mediante a expressão indecifrável no rosto de Edward. — Desculpe, eu devia ter dito isso a você antes, sequer perguntei se gostaria de ir.
— Bella, nós dois saindo mais uma vez do seu apartamento parece um sonho. — Um sorriso se expandiu em seus lábios, então Edward se inclinou para beijar minha testa. — Mas, você acha que temos tempo para que eu possa tomar um banho?
— Vá em frente. Você tem roupas em meu armário.
— Roupas que você roubou — ele devolveu, espiando a torta atrás de mim. — Torta de maçã? — Sorriu de forma travessa.
— Em minha defesa, é a preferida de Rosalie, só quero agradar uma mulher grávida.
— Claro. — Ele riu, me beijando mais uma vez. — Você vem tomar banho comigo?
— Nós não sairíamos se eu fosse.
Ele pareceu decepcionado.
— Mas podemos recompensar isso na volta. — Pisquei para ele.
Uma hora depois, Edward era mais lento no banho do que eu, estacionei meu carro na frente da casa de Emmett e Rosalie. Edward segurava a torta, o que ele usou como provocação durante todo o caminho até ali, enquanto eu tocava a campainha.
Emmett abriu a porta, com um grande sorriso no rosto.
— Cougar, vocês está aqui!
Edward explodiu em uma gargalhada ao ouvir o apelido, ganhando um olhar feio meu.
— Não compactue com isso! — briguei com ele.
— Bella, você trouxe minha torta? — Rosalie gritou lá de dentro.
— Eu disse que era por ela — cochichei a Edward, enquanto entravamos na casa dos meus amigos, Emm recolhendo nossos casacos.
— Rosalie está na cozinha, Cougar — Emm disse. — Vá até ela, eu levarei Edward para uma diversão com meu vídeo-game de última geração. Você joga, certo? — perguntou ao meu namorado, eu gostava de como isso soava.
— Claro! — Edward concordou prontamente, passando a torta para minhas mãos, beijando meus lábios rapidamente.
— Tão doce! — Emmett zombou.
Eu apenas o ignorei, seguindo até a cozinha onde Rosalie estava. Deixei a torta sobre o balcão, espiando o que ela cozinhava.
— Você é uma mulher terrível, sabe que Emm e eu somos péssimos na cozinha — falou.
— Pobrezinhos!
— Pelo menos você trouxe minha torta preferida. — Viu o pacote com a torta. — Parece tão feliz, vocês fizeram sexo no carro? — perguntou dando um olhar malicioso em minha direção.
— Não — neguei, sentando em um dos bancos próximos ao balcão. — Mas, nós tivemos uma noite muito boa ontem — confessei, lembrando-me da noite passada.
— Sexo selvagem?
— Você sempre só pensa em sexo, né? Isso deve ser algum problema, procure um médico.
Rosalie apenas riu.
— Estou apaixonada por Edward, Rose — contei, ganhando um arregalar de olhos dela.
— Foda-me, você está brincando?
— Não. — Sorri. — É a mais pura verdade.
— E Edward já sabe disso?
— Eu contei ontem, nós tivemos um passeio especial.
— Passeio especial? Aquele lugar secreto que você sempre ia quando estava mal?
— Esse mesmo.
— Okay, eu posso ficar enciumada por Edward saber onde fica e eu não?
— Pode, mas lamento, é algo que apenas ele vai continuar sabendo. Então, sim, eu estou apaixonada e feliz.
— E como será a partir de agora?
— Nós estamos tomando um tempo, deixando a situação se amadurecer e a loucura do fim do ano se acalmar. Provavelmente contaremos primeiro ao pai dele, já que é meu chefe também. — Engoli em seco.
— E você está muito assustada.
— Morrendo de medo — confessei. — Mas, Rose, eu não sei se consegue notar isso em mim, mas eu não parecia tão apaixonada assim nem mesmo por Mike.
Rosalie segurou em minha mão por cima do balcão, a afagando gentilmente.
— Eu percebo, Bella. Estou feliz que Edward te faça bem. — Ela respirou fundo. — Emm e eu decidimos o nome do bebê — contou sorridente. — Por isso queríamos que acontecesse esse jantar, nós queríamos informá-la sobre a escolha.
— Eu fiz mal em trazer Edward? Talvez ainda não queiram que mais ninguém saiba.
— Não, mal algum. — Rosalie contornou o balcão. — Na verdade, Emm e eu tivemos conversando e nós pensamos em algo, mas decidimos que isso seria algo que você também teria de palpitar, já que está diretamente ligado a você. Iríamos esperar mais para tocar no assunto, mas pelo ritmo que as coisas tem ido, acho que é o momento certo.
— Diga — incentivei.
— Você sabe, Emm não tem nenhum amigo tão próximo quanto eu tenho você e nós dois somos filhos únicos, então sem irmãos também. Eu soube no momento que descobri sobre a gravidez que queria que fosse a madrinha deste bebê. — Tocou em sua barriga gentilmente. — E Emm concordou com isso imediatamente, pois você é nossa melhor amiga. Nos últimos meses estivemos pensando em qual amigo dele, ou primo, ou qualquer homem próximo poderia ser o padrinho desse bebê e nenhum parecia se encaixar no papel. Nós estávamos prestes a decidir e colocar o pai de Emm nesse papel, quando Edward surgiu em sua vida e por tabela nas nossas.
Eu pisquei diversas vezes, entendendo onde Rosalie estava chegando.
— Os padrinhos devem ser pessoas que os pais do bebê confiem e que saibam que estarão lá pelo filho caso algo os aconteça. — Tocou novamente em sua barriga. — Emm e eu debatemos sobre isso e, na noite que jantamos com você e Edward já sabíamos que vocês dois estavam ligados demais.
— Você já sabia que eu estava apaixonada?
— Sim, Emm ainda não tinha certeza disso, mas ele não achava que demoraria muito para que a paixão florescesse em você como já tinha em Edward. Por isso, nós achamos que seria certo para todos nós, que Edward assumisse a função de padrinho do nosso filho ao seu lado já que são um casal, mas como disse, é algo que você tem de dar sua palavra final.
Eu olhei para meus próprios pés, sem saber o que fazer. Queria Edward comigo por toda minha vida, mas não sabia como as coisas realmente se sairiam para nós. Eu podia colocá-lo ao meu lado naquela função importante de apadrinhamento do bebê dos meus melhores amigos? Isso resultaria em Edward por perto sempre, mesmo que tudo entre a gente pudesse chegar ao fim.
— Não sou capaz de tomar essa decisão — confessei a Rose, que deixou seus ombros caírem, parecendo triste. — Mas, acho que Edward é capaz, isso diz respeito a ele no fim das contas.
— Tudo bem, eu compreendo. — Ela afagou minha cabeça. — Vou terminar o jantar e conversaremos sobre isso durante a refeição.
— Perfeito.
Não muito depois, nós todos estávamos acomodados na sala de jantar. Eu me senti um pouco mal, por mais que Rosalie se esforçasse, ela não era mesmo uma boa cozinheira, mediana no máximo.
— Então — Rose começou quando nos servimos com torta de maçã, depois do prato principal, onde o tempo todo foi gasto por Edward e Emmett mais uma vez mergulhados em um papo animado. Eu não estava surpresa pelos dois se darem bem, Emmett conquistava todos muito fácil e Edward era excelente em envolver qualquer um em sua lábia, eu era uma prova disso. — Nós temos o nome do bebê escolhido!
Emmett deu um beijo estalado na bochecha de Rosalie, então afagou a barriga dela. Eu sorri para a cena de carinho entre eles, sentindo Edward acariciar meu rosto com o polegar.
— Conte, eu não posso mais esperar para saber — pedi ansiosa.
— Noah Hale-McCarty. — Rosalie tinha os olhos marejados ao dizer aquilo, unindo sua mão a do marido sobre sua barriga. — Nós estivemos entre uma dezena de nomes desde o começo, mas este parece ser perfeito, o que acham? — perguntou para mim e Edward.
Eu não consegui falar, já estava chorando emocionada, a cada dia Noah — agora tínhamos um nome — tornava-se mais real em nossas vidas. Mal podia esperar para finalmente tê-lo em meu colo, seria um momento maravilhoso.
— É um nome lindo, vocês fizeram uma boa escolha — Edward falou, eu voltei minha atenção para ele, o vendo sorrir para meus amigos.
— Edward, nós temos algo para conversar com você — Emmett falou, fazendo com que Edward ficasse assustado com o tom sério dele. Eu sabia que pouco antes do jantar Rose tinha conversado com o marido sobre o que eu achava a respeito do padrinho do bebê, então não fiquei preocupada. — Rosalie e eu estávamos com dificuldades em achar o cara certo para ser o padrinho de Noah. — Edward assentiu. — Então, Rose e eu queríamos saber se você aceitaria ser o padrinho de Noah, junto de Bella que é a madrinha como sabe.
Edward parou de respirar, olhando para os dois, então para mim surpreso.
— O que acha disso? — me perguntou, eu podia ver os mesmos receios em mim nele.
— Noah precisa de um padrinho, nós temos certeza de que Edward será um dos bons e que estará sempre por perto — Rose falou do outro lado da mesa com confiança, nós não a olhamos, mas eu sabia que Edward assim como eu tinha entendido a fala dela sobre ele estar sempre presente.
Eu sorri para ele, assentindo.
— Sim! — Edward se virou para meus amigos, empolgado. — Muito obrigado pelo convite, eu serei o padrinho de Noah, prometo estar aqui sempre que ele precisar.
Sua mão se encontrou com a minha embaixo da mesa, eu implorei que ele e Rose estivessem certos. Doeria demais ser afastada de Edward aquela altura.
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