É tarde, quase noite. Alucard sai de uma farmácia. Ele pega algumas pílulas e toma. "Maldito corpo. Não aguento mais tomar essa maldita medicação."

"Então pare." — Fenrir diz.

"Criatura inferior idiota. Se fosse tão fácil, já teria feito há muitos anos." — Alucard diz, bravo. "Que seja. Assim que conseguir aquela Singularidade, irei ascender à divindade e não precisarei mais dessas coisas supérfluas."

"Moço, você pode me ajudar rápidinho, por favor ?" — ??? pergunta.

O jovem se vira e vê Yasumi. Os olhos da garotinha estão com lágrimas. Alucard se agacha, ficando no mesmo nível que ela. "Qual o problema ?"

"Eu tava brincando e raspei meu joelho." — Yasumi diz. Ela mostra seu joelho, que está com uma leve ferida. "Aqui é mais perto que a minha casa, mas eu não tenho dinheiro nenhum."

"Espere aqui." — Alucard diz. Ele se levanta e volta para a farmácia. O jovem volta com um spray e uma caixa de curativos fofos. "Aqui."

"E-Eu só precisava de um curativo !" — Yasumi diz, surpresa.

"Bobagem. Se continuar negando as coisas que seu corpo necessita, chegará uma hora que ele negará você." — Alucard diz. "Vamos sentar naquele banco para eu poder aplicar o spray em você."

A garotinha concorda. "Tá bom."

Os dois começam a caminhar até um banco.

"Não sabia que se preocupava com crianças." — Fenrir diz.

"Se quiser saber o futuro de um país, apenas observe as crianças." — Alucard diz. "Adultos se moldam para combinar com seus arredores, usam as máscaras que lhes melhor convém para criar uma situação que lhes melhor convém, crianças não. Elas não têm essa opção. Crianças só podem ser elas mesmas, e se agem da forma que agem, é porque alguém as ensinou a fazerem aquilo."

"Uh… Ok." — Yasumi diz, confusa.

"Perdão. Estava falando comigo mesmo." — Alucard diz.

Eles chegam no banco e se sentam.

"Isso irá arder um pouco, mas será rápido. Preciso que seja uma garotinha forte e aguente." — Alucard diz.

"Certo." — Yasumi diz.

Alucard aplica o spray e põe o curativo. "Pronto."

"Ugh !" — Yasumi diz, em dor. Ela aguenta. "…Huh, não dói tanto. Tá coçando mais do que tá doendo."

"Você aguentou essa dor muito bem." — Alucard diz. "Aqui." — O jovem estala os dedos. Um pirulito aparece.

Yasumi fica maravilhada com a surpresa. "Whoa ! Que truque de mágica legal ! Sai chocolate daí também ?"

"No momento, não. Só comprei um pirulito." — Alucard diz.

A garotinha pega o pirulito. "Obrigada. Sabe, você parece bastante com meu irmãozão. Tem uma cara de mau, mas é bem legal."

"Você tem um irmão mais velho ? E por que não pediu ajuda para ele ?" — Alucard pergunta.

"Ele saiu com a amiga dele. Não ouvi nada dos dois, até agora. Devem estar ocupados caçando bichos de outra dimensão." — Yasumi diz.

"Bichos de outra dimensão… Seu irmão é um Devil Slayer ?" — Alucard pergunta.

Yasumi concorda. "É meio que um lugar secreto. Se você sabe, deve ser um também. Por que se juntou ? Meu irmãozão se juntou porque ele queria ajudar as pessoas que não conseguiam se ajudar, tipo eu."

"Huh, seu irmão soa como alguém decente. O mundo precisa de mais pessoas como ele." — Alucard diz.

A garotinha concorda novamente, nem prestando atenção por estar focada em seu pirulito.

"Agora que está melhor, precisa votar para sua casa. Já está anoitecendo. E, quando voltar, tranque todas as portas e janelas." — Alucard diz. Ele se levanta e vai embora. "Hoje, a noite será fria."

Kuzuha acorda, deitado em um terreno baldio. Ele se levanta, olha em volta e vê apenas terra e entulho. "Ugh… Que droga aconteceu comigo ?" — O delinquente ouve um barulho e se vira para trás. Ele vê Karma, também deitada no chão. "Karma ! Tudo legal com você !?"

Karma ignora ele.

"Aconteceu alguma coisa ?" — Kuzuha pergunta.

A zenith continua o ignorando.

O delinquente solta um suspiro. "Escuta, eu não tô bravo com você. Um pouco desapontado, mas não bravo. Claramente, não quer me matar, se não, não estaria aqui. Então, se quiser me falar alguma coisa cria coragem e fala na minha cara. Olho no olho."

Karma se levanta e fica frente a frente com ele. Ela encara Kuzuha por alguns segundos e o abraça. "…Eu sinto muito…"

Kuzuha abraça sua amiga de volta. "Tá tudo bem. Eu só quero saber o porquê."

"Eu te trai porque preciso do Alucard para… uma coisa, mas agora que ele me descartou, não sei mais o que fazer." — Karma diz. "Sei que está cansado de me ouvir falando disso, mas, infelizmente, não posso te contar nada… ainda. Vai haver um dia em que eu não precise mais usar uma máscara. Um dia, em que finalmente poderei ser eu mesma com você. Até lá, peço que continue me aturando."

"Essa, uh, é uma nova." — Kuzuha diz, confuso. "Ninguém nunca me disse 'Desculpa por mentir. Tô mentindo agora mesmo. E vô continuar mentindo, até a hora que eu parar de mentir.'"

"Bom, é basicamente isso." — Karma diz. "Mas eu também menti para o Alucard. Ele acha que você morreu."

O delinquente limpa um pouco de sangue em sua testa. "Truque legal. Como fez isso ?"

"Não foi um truque. Eu realmente atirei em você." — Karma diz.

"Oh." — Kuzuha diz.

"Tentei evitar o máximo possível partes vitais, e a regeneração do Draugr ajudou você a se curar. Não precisa se preocupar. Já removi a bala." — Karma diz.

"Bom, precisamos voltar pra casa. Tá ficando tarde." — Kuzuha diz.

"Você não faz ideia da gravidade da situação." — Karma diz. "Alucard acha que você morreu, e hoje é dia de Lua Carmesim. Isso significa que ele já deve estar quase perto de sequestrar Noelle e arrancar a Singularidade dela."

"E você só me conta isso agora, mulher !?" — Kuzuha diz, desesperado. Ele pega a mão de Karma e começa a correr. "A gente têm de chegar lá primeiro que elas !"

Enquanto isso, na casa de Noelle. As garotas estão sentadas à mesa, conversando.

"Aquele idiota não cansa de sumir ? Desse jeito, vou ter que colocar uma coleira nele." — Noelle diz, brava.

"E-Estou mais preocupada p-por ele estar com a-aquela garota." — Mitsuro diz.

"É só rastrear ele com o Vizer." — Excalibur diz.

"Não dá. Mitsuro disse que ele deixou em casa." — Noelle diz.

"Aí complica." — Excalibur diz. "Mudando de assunto, vocês viram que hoje vai ter uma daquelas luas vermelhas lá ?"

"U-Uma Lua Carmesim ?" — Mitsuro pergunta.

A jovem solta um suspiro. "Agora faz sentido. Aquela falsa deve ter armado uma emboscada pro Kuzuha. O Alucard deve estar vindo atrás de mim para arrancar minha Singularidade."

"Bom sabe que não fui esquecido." — ??? diz.

Alucard aparece, em uma janela. As garotas dão um pulo para trás e se preparam para atacá-lo.

O jovem entra dentro da casa. "Patético. Acham mesmo que conseguem me vencer ?"

"Você não vai conseguir o que quer !" — Noelle diz.

"Isso aí, seu esquisitão ! Você não vai tocar na loirinha !" — Excalibur diz.

"S-S-Suma daqui ! V-Você não é bem-vindo !" — Mitsuro diz.

"Quietas." — Alucard diz, friamente. Ele estala os dedos. Uma ventania fria congela o cômodo inteiro. O jovem começa a caminhar na direção de Noelle. "Como sua nova divindade, eu sentencio-as a morte."

Excalibur e Mitsuro avançam na direção dele.

Alucard desvia dos ataques delas sem nenhum problema e congela as duas. "Sangue é necessário para que o ritual funcione. Mesmo que sejam duas vadias nojentas, o sangue delas deve funcionar."

"Mitsuro ! Excalibur !" — Noelle diz. "Você vai pagar por isso !" — Ela jogas alguns cristais em Alucard. Ao chegarem perto do jovem, eles começam a congelar e cair no chão.

"Como eu disse, patético. Você não consegue se opor a um deus." — Alucard diz. "Caia."

Noelle é congelada e cai no chão.

O jovem olha para o corpo congelado dela. "Cadela estúpida. Mesmo que sobreviva ao ritual, será tarde."

"Me permita ser o primeiro parabeniza-lo, filho." — Alucard diz.

Alucard dá um sorriso macabro. "Finalmente ! Com essa Singularidade e meus poderes combinados, irei ascender a divindade e reinar sobre esse mundo patético !"

Algum tempo depois.

Noelle acorda em cima de um prédio, com seus braços e pernas amarrados e no meio de um círculo com inscrições ilegíveis rudemente esculpido no chão. "Ugh… Onde é que eu tô... ?" — Ela olha em volta e vê Excalibur com seus braços e pernas grudados em uma cruz por barras de ferro retorcidas. Sangue está escorrendo de machucados pelo corpo dela e indo para o círculo. "E-E-Empregada !? Eu vou te ajudar ! Aguenta aí !"

A empregada levanta a cabeça. "…No… elle… A… juda… Mit… suro..." — Ela desmaia.

"Eh !? Ei, empregada ! Acorda ! Empregada ? Empregada ?! Excalibur !" — Noelle diz, extremamente preocupada.

"Me esqueci de como seus gritos são horrendos, como uma ópera mal arranjada." — Alucard diz.

"Cala a boca, seu filho-" — Noelle diz, se interrompendo quando ela vê Mitsuro também presa à uma cruz, completamente inconsciente.

Alucard está fazendo alguns cortes no corpo dela com um estilhaço de gelo. "Só mais um pouco, e será o suficiente."

"Fica longe dela, seu animal !" — Noelle diz, furiosa. Ela tenta se soltar, mas não consegue.

"Patético. Toda tentativa de fuga terá o mesmo resultado: falha." — Alucard diz. Ele põe a mão no rosto, inclina a cabeça para cima e começa a rir de uma maneira maníaca.

"Você é perturbado !" — Noelle diz.

"Não está uma bela noite ? A cidade de Tokyo está calma, sob a luz de uma Lua Carmesim." — Alucard diz. "Me diga, você conhece a 'estrela do rei' ?"

"Eh ?" — Noelle diz, confusa.

"Regulus é conhecida por ser a estrela mais importante da constelação de leão, dita ser a constelação dos reis. E, olhe…" — Alucard diz. Ele aponta para o céu.

Uma estrela está brilhando mais do que as outras.

"Aquela é Regulus. Tenho certeza de que está brilhando porque me reconheceu como a divindade soberana que sou." — Alucard diz. "Hah… Está tudo tão calmo. Tokyo está calma… O ar está calmo… A luz de uma estrela tão bela me banha com graça e suavidade... E, o melhor de tudo, não há nenhum troglodita para impedir meus planos. Me diga, há como um ser supremo de beleza e magnitude infinita como eu falhar neste momento ?"

"Tem sim !" — Noelle diz. Ela junta suas forças, cria um cristal e joga na direção dele.

Antes que atinja o jovem, o cristal se despedaça.

"N-Não é possível !" — Noelle diz, surpresa.

A lua se posiciona em cima dela.

"Oh… Parece que a hora chegou." — Alucard diz.

O círculo começa a brilhar.

A jovem fecha seus olhos, se preparando para o pior. "…Kuzuha, por favor..."

Enquanto isso, dentro de um elevador. Kuzuha e Karma estão parados. Kuzuha está de braços cruzados e batendo seu pé, como se estivesse impaciente com algo. Karma está encarando a parede ao seu lado, ansiosa.

"Grr ! Vamos logo, elevador idiota ! Nesse ponto…" — Kuzuha diz.

"Você vai conseguir salvar suas amigas-" — Karma diz, se abaixando rapidamente.

O delinquente dá um soco na parede do elevador, afundando sua mão nela. "Aquele burguês me paga ! Quando eu ver ele na minha frente, vou quebrar cada osso daquele desgraçado !"

"A-Acalme-se !" — Karma diz, assustada.

O elevador chega no último andar.

"Vamos !" — Karma diz.

"Dessa vez, eu não vou ter dó daquele desgraçado." — Kuzuha diz.

As portas se abrem.

"Aí, burguês filho da puta ! Você-" — Kuzuha diz, se interrompendo quando vê a desgraça que aconteceu.

Noelle jogada no chão.

Há um pedaço de cristal avermelhado flutuando na palma da mão de Alucard. "…Extração completa..."

"…Foge… Kuzu… ha..." — Noelle diz, extremamente fraca.

"P-Pessoal !" — Kuzuha diz.

"Tanto poder nas mãos de um ser insignificante como esse. Que seja. Agora que está em minhas mãos, ire finalmente ascender a divindade." — Alucard diz. Ele esmaga o cristal.

Uma ventania gélida sopra. O prédio começa a congelar.

"Esse é apenas o começo do meu reinado !" — Alucard diz.

A ventania se espalha por todos os lados. Os outros prédios e tudo que ela toca começam a congelar. As pessoas começam a correr, mas é em vão. Em questão de segundos, a Tokyo foi completamente coberta por uma camada de gelo roxo avermelhado.

"Ninguém vai reinar nada ! Não vou deixar você destruir Tokyo !" — Kuzuha diz.

"Ousa atacar seu soberano, troglodita insuportável ?" — Alucard pergunta.

"Soberano é o caralho ! Eu tô por aqui com você, seu desgraçado ! Isso já foi longe demais !" — Kuzuha diz, bravo. "Olha pra merda que você fez ! Tá congelando tudo !" — Ele dá alguns passos para a frente, mas é jogado contra uma parede pela simples aura frígida maligna de Alucard. "Gah !"

"Vê a diferença de poder, troglodita ? Eu sequer me mexi e você já foi derrotado. Esse é o poder de um deus." — Alucard diz.

"Deus uma ova ! Você é só um otário mais forte que o normal !" — Kuzuha diz.

"Creio que você queira uma demonstração do meu poder." — Alucard diz.

O gelo começa a levantar Noelle e formar vários estilhaços apontados para o rosto dela. "…Ku… zu… ha…"

"A-Aguenta aí, loirinha !" — Kuzuha diz. Ele começa a correr na direção de Alucard. O delinquente tenta socar Alucard, mas ele desvia para o lado em um piscar de olhos. "E-Eh !?"

O jovem solta um suspiro. "Peste insolente." — Ele soca o peito de Kuzuha, o jogando para trás com força. "Vez ou outra, um deus castiga suas criações." — O jovem aparece na frente de Kuzuha.

"O quê-" — Kuzuha diz, sendo interrompido por outro soco, que o joga no andar de baixo.

"K-Kuzuha !" — Karma diz.

O delinquente é jogado para cima. Alucard aparece acima dele e soca Kuzuha novamente.

Kuzuha cai com força no prédio. Ele cospe sangue. "Ugh- Gah !"

"Ser inferior patético. Deveria ter morrido quando teve a chance." — Alucard diz.

Karma começa a balançar o corpo de Kuzuha. "Acorda ! Acorda ! Acorda !"

Sem resposta.

Noelle se arrasta com seus braços até Kuzuha. "…Kuzuha... Acorda…" — Ela se debruça em seu amigo e começa a balançar ele. "Por… favor… Acor… da… Acorda…"

O delinquente começa a acordar e ver a silhueta de uma garotinha o balançando.

"…Acor… da… ! Acorda… !" — A garota diz.

"…Ugh…" — Kuzuha diz, em dor.

"…Regulus… brilhando… ! O monstro… aqui… ! Você... nos salvar… !" — A garotinha diz.

"…Mons… tro… ?" — Kuzuha pergunta.

"…Você tem que acordar… Acorda… Acorda…" — A garotinha diz.

"…E… h… ?" — Kuzuha diz, confuso. Ele se levanta rapidamente e cospe mais sangue.

"…Que… bom…" — Noelle diz.

"Nunca mais faça isso ! Ou eu faço questão de que você esteja morto mesmo !" — Karma diz.

"O que aconteceu ?" — Kuzuha pergunta.

"Você perdeu para o Alucard, e agora aquilo ali tá acontecendo…" — Karma diz.

O delinquente olha para o lado. Alucard está parado no ar, congelando a cidade.

"Grr ! Aquele burguês !" — Kuzuha diz. Ele se levanta com dificuldade. "Eu vou-" — O delinquente cospe mais sangue.

"…Você… tá muito machucado... !" — Noelle diz.

"Nada. A cura do Draugr me ajuda." — Kuzuha diz. Ele respira fundo, enchendo seus pulmões com ar. O delinquente cospe uma rajada de chamas em Alucard.

"Quem ousa-" — Alucard diz, se interrompendo quando vê Kuzuha. "Baratas realmente são um dos insetos mais resistentes."

"Aí, seu cuzão !" — Kuzuha diz, chamando ainda mais a atenção de Alucard.

"Karma, tira as garotas daqui." — Kuzuha diz.

"Certo." — Karma diz.

Kuzuha tira seu tapa olho, causa uma explosão debaixo de si, o jogando na direção de Alucard e se prepara para soca-lo.

"…Kuzuha…" — Noelle diz, ainda deitada no chão. Ela junta suas mãos contra seu coração. "…por favor, volte vivo…"

Regulus começa a brilhar mais forte.

Alucard está flutuando no céu, aproveitando a vista de sua cidade congelada. "Minha glória será eterna, e eu serei lembrado como a divindade que reinou o mundo !"

"Pergunta rápida: Quanto tempo demora pra derrubar um idiota ?" — ??? pergunta.

"O quê-" — Alucard diz, sendo interrompido quando Kuzuha soca seu rosto.

Os dois caem em cima de um prédio congelado.

"Beh ! O tempo acabou !" — Kuzuha diz, zombando de seu inimigo.

"Por que você não morre ?!" — Alucard pergunta, furioso.

"Vai precisar de mais do que um friozinho pra me matar." — Kuzuha diz. Ele pega Alucard pela camisa e dá uma cabeçada nele.

"Gah ! Me solte !" — Alucard diz. Ele pega Kuzuha pelo braço e o joga no chão.

Rapidamente, Kuzuha pega o braço de Alucard, o puxa para perto e dá uma joelhada com chamas na barriga dele. Ele, ainda segurando o braço do jovem, o joga contra uma parede e se levanta. O delinquente cospe uma rajada de chamas em seu inimigo, mas ele consegue se defender.

"Já chega dessa palhaçada !" — Alucard diz.

Vários estilhaços de gelo roxo avermelhado são jogadas na direção de Kuzuha. O delinquente soca o chão, criando uma cortina de chamas. Os estilhaços atravessam a cortina.

"Ser inferior imundo." — Alucard diz.

"Assim eu fico magoado." — Kuzuha diz. Ele aparece atrás de Alucard.

"Mas o quê-" — Alucard diz, sendo interrompido quando Kuzuha aparece atrás dele e o soca. Ele consegue se defender, mas é empurrado para trás. "Troglodita desgraçado ! Estou cansado de você !"

O chão começa a tremer.

Kuzuha se desequilibra. "Opa !"

Alucard começa a levitar. "Desapareça !" — Ele fecha seu punho. O prédio congelado se despedaça.

"Isso não vale !" — Kuzuha diz. Ele começa a correr na direção de Alucard, pulando pelos destroços.

O jovem joga alguns destroços em Kuzuha, mas ele consegue desviar de alguns e quebrar outros. Alucard joga um pedaço maior ainda do prédio em Kuzuha, que cospe uma rajada de chamas nesse pedaço, o jogando na direção do jovem.

"Isso é inútil ! Meu Requiem não funcionará contra mim !" — Alucard diz.

Antes de encostar nele, o pedaço do prédio se quebra.

"O-O quê !?" — Alucard diz, surpreso.

Kuzuha aparece na frente dele, dentre os pedaços quebrados. "Eu não tava contando com isso mesmo." — Ele soca Alucard com força e cria uma grande explosão, que joga o jovem violentamente para trás e faz ele atravessar alguns prédios. "Hah… Hah… Eu tô gastando mais energia do que quero admitir... Se continuar assim, minhas forças vão acabar daqui a pouco..."

Karma tira Excalibur da cruz. "Ugh ! Isso é mais difícil do que parece..."

Noelle está sentada, paralisada por choque e desespero.

"Sei que você tá cansada, mas uma ajudinha seria ótimo-" — Karma diz, sendo interrompida por Excalibur, que põe a mão em seu ombro e nega com sua cabeça.

"…Esquece… ela… não ajudaria… nem… se pudesse…" — Excalibur diz. "…Me ajuda… a tirar… a Mitsuro... e vamos… vazar… daqui…"

"Certo…" — Karma diz, confusa.

Os prédios que Alucard atravessou se quebram em vários pedaços.

"TROGLODITA DESGRAÇADO !!!" — Alucard urra, furioso. Ele joga os pedaços dos prédios em Kuzuha e começa a correr na direção dele. "EU VOU ENSINAR VOCÊ A NÃO DESAFIAR UM DEUS, VERME INFERIOR !!!"

"Você é tão idiota que dá pra ganhar com uma mão nas costas !" — Kuzuha diz. Ele está com uma das mãos nas costas. "Quero ver eu perder !" — O delinquente corre na direção de Alucard, pulando pelos destroços.

"MORRA !!!" — Alucard grita. Ele cria uma katana.

Os dois se aproximam. Alucard aponta sua espada para o coração de Kuzuha. O delinquente tira sua mão das costas. Ele está segurando um dos estilhaços de gelo. Kuzuha usa estilhaço como uma espada para se defender da katana de Alucard.

"Seu verme inferior miserável !" — Alucard diz, bravo.

Alucard força mais.

Kuzuha consegue aguentar e usa o estilhaço para direcionar a katana para baixo. "Ugh… ! HHHAAA !" — Com um golpe rápido, ele faz um corte cruzando o peito inteiro de Alucard e rasgando sua camisa.

"Gah !" — Alucard diz, em dor.

O delinquente aproveita essa oportunidade e cospe outra rajada de chamas em Alucard, jogando ele no prédio em que as garotas estão. Excalibur está com Mitsuro em suas costas, enquanto Karma está com Noelle.

A jovem acorda de seu transe de desespero. "A-Alguma coisa caiu aqui !"

"Ainda não acabou, cuzão !" — Kuzuha diz. Ele cobre seus punhos com chamas.

"EU TE ODEIO !!!" — Alucard berra. Ele cobre seus punhos com gelo.

Os dois se socam. O impacto cria uma forte ventania, que começa a arrastar as garotas.

"Fiquem firmes !" — Karma diz.

Excalibur se segura em uma cruz. "Segura… na cruz… !"

Karma consegue se segurar em uma cruz.

A jovem acaba se soltando de Karma. "SOCORRO-" — Ela percebe que está bem.

A Zenith amarrou um fio quase invisível no braço de Noelle e está a segurando também.

"Karma…" — Noelle diz.

Karma começa a puxar ela. "Ugh… ! Você é pesada !" — Ela começa a puxar Noelle, até que esteja em segurança.

Kuzuha e Alucard estão se socando nos destroços.

"Você é um verme inferior desprezível ! Desapareça logo !" — Alucard diz.

"E você é um burguês desgraçado com complexo de superioridade !" — Kuzuha diz.

Os dois se socam novamente. O destroço que eles estão se quebra e cada um pula para outro. Eles se aproximam novamente e volta a se socar.

"Eu sou um deus ! Como um mero verme insignificante como você consegue encostar em mim ?! Não deveria existir nada neste mundo que conseguisse me tocar !" — Alucard diz.

"Existe sim, cuzão ! E essa coisa sou eu !" — Kuzuha diz.

Alucard desvia de um soco, pega Kuzuha pelo braço e soca o peito dele, o arremessando contra outro destroço.

Kuzuha cospe sangue. "Ugh- Gah !"

"Então, eu só preciso destruir você !" — Alucard diz. Ele junta suas mãos e as levanta sobre sua cabeça.

O delinquente está cansado e ferido demais para fazer qualquer coisa. Alucard soca o peito de Kuzuha, que atravessa o destroço em que estava e bate no chão com força.

"…Meu corpo… não me responde mais…" — Kuzuha pensa. Por causa do frio, fumaça começa a sair da boca dele, e o delinquente começa a tremer.

"…Que frio... Minhas energias… acabaram…" — Kuzuha pensa.

De cima do prédio, as garotas estão observando a situação.

"Essa não ! Precisamos fazer algo !" — Karma diz.

"Fazer... o quê... ? Nesse estado… a gente... só vai… atrapalhar…" — Excalibur diz.

"A única coisa que podemos fazer é não abandonar o Kuzuha. Ele precisa de nós, nem que seja só para torcer." — Noelle diz.

Alucard aterrissa com força, fazendo uma pequena cratera. Muita fumaça começa a sair da boca dele. "Hah… Hah… Troglodita..." — O jovem começa a caminhar na direção de seu inimigo. "...Levante..."

Um pedaço de gelo começa a se formar no chão e levantar Kuzuha.

"Como seu novo deus, eu dito que seu pior pecado foi ter nascido. Nada que eu não consiga resolver." — Alucard diz.

Um pedaço grande dos destroços cai em Kuzuha, o esmagando.

"Ugh !" — Kuzuha diz, tentando aguentar a dor.

O pedaço é levantado e jogado no delinquente novamente.

A agonia é demais e Kuzuha acaba cedendo. "GAH !"

"…Seres como você não merecem caminhar na mesma terra que eu…" — Alucard diz. Ele se aproxima de Kuzuha e o deixa em pé. "VOCÊ É UM TROGLODITA DESGRAÇADO !!! MORRA !!!" — O jovem começa a socar o rosto de Kuzuha várias vezes.

"…E… Eu… não tenho… mais forças..." — Kuzuha pensa. Ele tenta dizer algo, mas não consegue mexer seus lábios. Sua consciência começa a desaparecer. "…Des… culpa… pe… sso… al…"

Alucard está coberto de sangue. Ele dá um último soco. Um soco tão forte, que quebra o gelo sustentando Kuzuha e o joga no chão. Enquanto sua consciência começa a desaparecer, o delinquente ouve fracamente os gritos de encorajamento de suas amigas.

"LEVANTA E ACABA COM ELE, PALITO DE FÓSFORO !" — Excalibur grita.

"VOCÊ É NOSSA ÚLTIMA ESPERANÇA ! LUTE !" — Karma grita.

"KUZUHA ! EU PROMETO FAZER O QUE VOCÊ QUISER POR UMA SEMANA ! SÓ SE LEVANTA, POR FAVOR !" — Noelle grita.

"…Des… culpa… mas… tô... sem… ener... gia… pra... qual... quer… co… isa…" — Kuzuha pensa. Ele fecha seus olhos. De repente, o delinquente tem uma ideia. "…Ener… gia… ! É… isso… !" — Kuzuha começa a se levantar com extrema dificuldade.

"Só pode ser brincadeira… Quando vai aprender a ficar no chão, troglodita desgraçado ?!" — Alucard diz, bravo.

"…En… quan… to... eu… con… se… guir… res… pirar… vou… lutar… cada… se… gun… do… da… minha… vida… con… tra… lixo… feito… você... !" — Kuzuha diz, com o pouco de forças que ainda tem. Ele abre seus braços. "…Um… úl... timo... soco…"

"Vou fazer questão de que você não exista mais a nos seus pulmões para você respirar !" — Alucard diz, furioso. Ele corre na direção de Kuzuha e se prepara para soca-lo.

Antes do jovem se aproximar, Kuzuha pega a Singularidade vazia de Noelle e põe em sua frente. Alucard soca ela com força, a quebrando. O delinquente é jogado para trás.

"Aaahahaha ! Achou mesmo que essa pedra patética ia me parar ? Ela está tão vazia e quebrada quanto seu cérebro !" — Alucard diz, zombando de Kuzuha.

"…Eu… lem... bro… da… loi… rinha… fa… lando… que… a… pedra… con... segue… ser… reca… rrega… da…" — Kuzuha diz.

"Sem um sacrifício de sangue, não há como transferir a energia da Singularidade. Sua ideia patética nunca iria funcionar." — Alucard diz.

"…Aha… ha… ha… En… gra… çado… Você... tá... co… berto… de… quê... ?" — Kuzuha pergunta, forçando um sorriso confiante.

Alucard repara a situação. "I-Isso é impossível !"

Kuzuha pega um pedaço da Singularidade carregado, coloca na boca e engole.

"NÃO !!!" — Alucard berra. Ele quebra um prédio e junta os pedaços em Kuzuha.

Uma explosão de chamas azuis acontece, destruindo completamente esses pedaços e jogando Alucard para trás. Kuzuha está em pé, parado. A pele em baixo de seus olhos e em seus braços está escamosa e esbranquiçada, seus dentes estão afiados, ambos os seus olhos estão roxos e há uma aura de chamas azuis em volta dele.

"Eu sou o Pon que vai se tornar o King mais forte ! Ultimate Promotion: Scorching Knight !" — Kuzuha diz.

"Scorching Knight…" — Karma diz.

"UHU ! ARREGAÇA A CARA DELE, PALITO DE FÓSFORO !" — Excalibur grita, animada.

"VAI, SCORCHING KNIGHT ! VOCÊ CONSEGUE !" — Noelle grita.

"Ele conseguiu transformar uma pequena quantidade de células em uma coisa muito maior e combinar com as células do meu irmão… Isso é uma coisa além de uma Besta do Caos. Até muitos D.E.V.I.L não são capazes disso. De fato, eu só conheço duas criaturas capazes de fazer isso com êxito. Mas eles… Isso é ruim !" — Fenrir pensa. "Alucard ! Ele está além do seu nível ! Fuja !"

"Seu filho da puta desgraçado !" — Alucard diz, furioso. "Por que você não morre-"

Em um piscar de olhos, Kuzuha aparece na frente dele e dá uma joelhada em sua barriga, o jogando muito alto no céu repleto de nuvens negras. O delinquente desaparece.

Alucard está jogando vários cristais e gelo em Kuzuha, que está desviando deles. "Por quê ?! Por que você não morre ?! NÃO SE DESAFIA UM DEUS !"

"Eu sou ateu !" — Kuzuha diz.

O jovem cobre seus punhos com gelo e tenta socar Kuzuha, que segura o punho e dá outra joelhada no estômago dele. "GAH !" — Ele cospe muito sangue.

"Isso é por machucar minhas amigas !" — Kuzuha diz. Ele começa a girar Alucard, e o joga no chão com força, fazendo uma enorme cratera.

"Ugh !" — Alucard diz, em dor.

"Isso é por quase destruir minha cidade !" — Kuzuha diz. Ele aparece na frente de Alucard e dá um chute no peito dele.

"E isso é por ser um idiota surdo !" — Kuzuha diz. Ele pega a cabeça de Alucard, afunda no chão várias vezes e aponta ele para Karma. "Olha pra ela, seu idiota ! Aquela menina tá tão desesperada pela sua ajuda que ela pularia daquele prédio, se você mandasse ! Mas seu egocentrismo idiota não deixa você ouvir os outros ! Como é que quer ser um deus, se não consegue nem fazer um favor pra uma garota ? Você vai parar com essa idiotice, devolver a pedra da loirinha, ajudar a Karma e ir pra cadeia ! Me ouviu ?!" — O delinquente joga o jovem em uma parede.

Alucard cospe mais sangue. Ele se levanta e se recupera. "Não ouse dar ordens para uma divindade !"

"Tch. Se é assim que vai ser..." — Kuzuha diz. Ele estrala o pescoço. "…vou te fazer ouvir na força."

"Você me forçou a usar 100% do meu poder !" — Alucard diz. Ele começa a se concentrar. Uma aura frígida o cobre, seus olhos ficam pretos, com a íris vermelha, seus braços são cobertos por uma camada do seu gelo roxo avermelhado e seus passos congelam ainda mais o chão onde pisa. "…Hoarfrost Knight…"

Kuzuha tenta socar Alucard, mas o jovem segura seu punho.

"Eu estou farto da sua pestilência, troglodita desgraçado !" — Alucard diz, bravo.

"E eu tô de saco cheio da sua idiotice, burguês de merda !" — Kuzuha diz, bravo. Ele dá outro soco, mas Alucard também pega esse.

Os dois se dão uma cabeça, jogando ambos para trás. Kuzuha aparece na frente de Alucard. Eles se socam, causando uma forte ventania. Com o impacto, os dois são jogados para trás novamente. Eles rapidamente se recuperam. O delinquente começa correr a correr na parede de um prédio congelado, subindo ele.

Alucard o segue. "Pode correr o quanto quiser ! Não vai fugir de mim !"

"Fugir ? Quem disse que eu tô fugindo ?" — Kuzuha pergunta. Ele chega no topo do prédio e rapidamente o soca, desabando a construção.

"Grr ! Troglodita desgraçado !" — Alucard diz.

Kuzuha joga um pedaço do prédio em Alucard, que o quebra. O delinquente aparece na frente do jovem.

"O mesmo truque não funciona duas vezes !" — Alucard diz. Rapidamente, ele soca Kuzuha, o jogando contra outro pedaço do prédio.

"Será que não ?" — Kuzuha pergunta.

"Droga-" — Alucard diz, sendo atingido por um grande pedaço em suas costas.

O delinquente pula o pedaço em que Alucard está e o soca, quebrando esse pedaço. O jovem consegue se recuperar, junta suas mãos e bate em Kuzuha, o jogando contra o chão com força.

"Ugh !" — Kuzuha diz, em dor. Ele se recupera rapidamente e desvia de um ataque.

Alucard cai socando o chão, fazendo uma cratera. "Troglodita !"

Os dois se aproximam um do outro em um piscar de olhos e começam a se socar rapidamente. Alucard consegue desviar de um soco e revidar com outro no peito de Kuzuha, o jogando para trás violentamente. O delinquente acerta um prédio e se recupera. Ele se defende de um soco do jovem e o joga no chão. Alucard se recupera e pula para trás, desviando de um soco de Kuzuha. Ele cobre seus braços com gelo, formando lanças e ataca. O delinquente desvia de um golpe, mas acaba sendo acertado por outro em seu ombro e fraqueja. O jovem enfia as lanças nos ombros de Kuzuha.

Kuzuha dá um urro de agonia e cospe sangue. "Ugh- GAH !"

Alucard força mais, enfiando mais adentro. "Ajoelhe-se perante seu deus !"

O delinquente é forçado a se ajoelhar. "Você… não é… o deus… de… ninguém !" — Ele começa a forçar, até que consegue segurar as lanças em seus ombros e derrete elas.

O jovem ficar surpreso e acaba recebendo um soco em seu queixo, que o joga para cima. Ele se recupera. "CHEGA DISSO !!!" — Alucard cria um cristal de gelo gigantesco. "Hah… Hah… Dentro desta bomba, contém todo o meu poder ! Quando ela encostar no chão, criará uma camada de gelo tão grossa que nada JAMAIS conseguirá viver neste planeta !"

O cristal começa a cair.

"Não se eu impedir !" — Kuzuha diz. Ele pula até o cristal e o agarra. "…Ugh… ! Eu só preciso… devolver isso… !" — O delinquente começa a soltar fogo pela suas pernas, se propulsionando para cima.

O cristal começa a cair mais desacelerar.

"Não vou deixar !" — Alucard diz. Ele joga uma rajada de gelo no cristal, o empurrando mais para baixo.

Os dois começam a competir. Kuzuha começa a perder.

"AAAHAHAHA !!! EU VENCI !!!" — Alucard berra, com um sorriso maníaco.

Kuzuha começa a se recuperar. "…N… Não... !"

O cristal começa a desacelerar de novo.

"I-Impossível você não tem mais forças !" — Alucard diz, surpreso e confuso.

"…Meus amigos… Minha família… ! As pessoas… importantes pra mim… estão contando… comigo… !" — Kuzuha diz. "…Como próximo rei do mundo… eu prometi… que ia proteger… meus súditos... ! Vai precisar… de mais… que isso… pra me… DERROTAR !" — Ele empurra o cristal de volta, que acaba batendo em Alucard.

Alucard cospe sangue. "Ugh- Gah !"

O delinquente cai no chão. Sua aura de chamas azuis começa a ficar maior. O chão em volta dele começa a derreter. "Hora de acabar com isso !" — Ele respira fundo, sugando as chamas. Kuzuha cospe uma enorme rajada de chamas azuis no cristal.

"Inútil ! Você nunca quebrará meu-" — Alucard diz, se interrompendo quando vê o cristal rachar. "O-O QUÊ !? C-COMO ISSO PODE ESTAR ACONTECENDO !? EU POSSUO O PODER DE UM DEUS ! NÃO POSSO PERDER PARA UM TROGLODITA DESGRAÇADO-"

O cristal é empurrado mais para cima. Ele explode. Silêncio toma o local, enquanto flocos de neve roxos avermelhados começam a cair. As garotas ainda estão em cima do prédio.

"…Acabou… ?" — Karma diz, confusa.

"Eu acho que sim..." — Excalibur diz.

As jovens se ficam aliviadas e se animam.

"Finalmente esse pesadelo acabou…" — Noelle diz, sorrindo.

"Não !" — Karma diz, interrompendo elas. Ela aponta para o chão.

Alucard está no chão.

"Qual é ! Esse cara é feito de quê ?!" — Excalibur diz, brava.

"Hah… Hah… Levanta…" — Kuzuha diz, completamente sem forças. "…Eu sei… que você... tá vivo… Levanta… daí… e vamos… terminar isso…"

Com muito esforço, o jovem começa a se levantar. "…Eu… vou te… destruir… ! Um deus… não teme… a morte… !"

"…Ótimo..." — Kuzuha diz.

Os dois começam a se arrastar um na direção do outro. Quando se aproximam, Alucard soca o rosto de Kuzuha, que revida com um soco.

"…Chama isso… de soco… ? Nem... senti…" — Kuzuha diz.

"…Digo… o mesmo…" — Alucard diz.

O delinquente soca o rosto do jovem, que cospe sangue. Alucard faz o mesmo. Eles continuam se socando, até não sobrarem mais forças. Ambos estão ensanguentados, completamente esgotados e mal conseguem ficar em pé.

Kuzuha força o máximo que consegue para fechar seu punho. Alucard faz o mesmo. Os dois preparam um último soco.

"…Por quê... ?! Por que… você… não... morre… ?! Por que... eu… não... consigo… te… derrotar… ?!" — Alucard pergunta, inconformado com a determinação de Kuzuha.

"…Eu… luto… como… alguém... que… tem… um… propósito..." — Kuzuha diz. "…Você… luta… como… alguém... que… perdeu… um…"

Essa resposta choca Alucard e ele acaba hesitando. Kuzuha aproveita essa oportunidade e dá seu último soco no jovem, que recebe sem nenhuma resistência.

Alucard cai na vermelha com seu sangue. Ele força ao máximo para estender seu braço até o céu, como se tentasse alcançar algo. "…Perdão... Celeste… Eu… es… tra… guei… no… ssa… p… r… o… m… e… s… s… a…" — Uma última lágrima cai de seu rosto, antes do jovem ficar inconsciente.

Kuzuha usa o resto de suas forças para dar o melhor sorriso que consegue. "…Você... lutou… bem… Vou… querer… uma… revanche…" — Ele cai para trás e também desmaia.

A voz das garotas ecoa, distante. "…Kuzuha… !"

O delinquente acorda em uma cama de hospital. Seu peito, braços, pernas e cabeça estão todos enfaixados. "Ugh ! Que droga aconteceu… ?"

"Finalmente acordou." — ??? diz.

Kuzuha olha para o lado e vê King, sentado em uma cadeira. "Cabeça de lâmpada !?"

King franze uma sobrancelha. "Eu sou seu chefe ! Me trate com mais respeito !"

"Cabeça de lâmpada combina mais com você." — Kuzuha diz. "Tanto faz. Tá fazendo o que aqui ?"

"Bom, pode não parecer, mas eu fui um cirurgião por muitos anos, antes de virar cientista. Tenho até um PhD." — King diz.

"E o que isso tem haver comigo ?" — Kuzuha pergunta.

"Quando recuperamos seu corpo, haviam alguns corpos estranho nele, então tive de remover." — King diz. "Não se preocupe com cicatrizes. Minha nanotecnologia consegue deixá-lo novinho em folha."

"Uh, eu não tava preocupado com isso, mas valeu." — Kuzuha diz.

Uma mulher jovem de cabelo curto castanho, olhos também castanhos, com uma pinta perto da boca, vestindo uma camisa social branca, um blazer preto, uma saia lápis preta, meia-calça também preta, saltos vermelhos, usando óculos e com um tablet em mãos chega.

"Senhor, aqui estão os documentos que pediu." — A mulher diz. Ela percebe a situação e se curva, envergonhada. "M-Mil perdões ! Não sabia que seu paciente havia acordado."

"Tudo bem. Ele acabou de acordar." — King diz. "Kuzuha, essa é minha assistente pessoal, Sora."

"É um prazer finalmente conhecer você, Kuzuha." — Sora diz, se curvando. "Sabe, o King fala bastante de você, mas eu nunca te vi em pessoa. Às vezes, fico até com inveja da confiança e orgulho que ele sente de você."

King limpa sua garganta. "N-Não vamos conversar agora, não é ? Tenho certeza que estamos ambos muito ocupados."

"P-Perdão, senhor !" — Sora diz. "Eu terminei de negociar com os governantes, e todos eles aceitaram a proposta sem nenhuma resistência."

"Ótimo. Pelo menos, nisso eles concordam." — King diz.

"Uh… Coisa importante secreta ?" — Kuzuha pergunta, confuso.

"Não necessariamente." — Sora diz. "Seu confronto com Alucard não foi exatamente um evento secreto. Fazem três dias que está nevando no Japão inteiro e em um pouco da China. Há sinais de que a neve vai acabar em alguns dias."

"Por sorte, conseguimos manipular a mídia e todos estão pensando que foi apenas uma mudança climática extrema causada pelo aquecimento global." — King diz.

"Aquela bomba dele foi uma coisa que eu não tava esperando." — Kuzuha diz. "Falando nisso, cadê o idiota ?"

"Em uma das minhas celas especiais." — King diz. "Ele vai passar um bom tempo lá."

"Faz um favorzinho, diminui a sentença dele." — Kuzuha diz.

"Sem chances ! Aquele jovem representa uma ameaça para o mundo, e deve ser trancado !" — King diz.

"Ele não é tão perigoso assim. O cara só se perdeu um pouco na vida." — Kuzuha diz. "Eu podia ter matado ele qualquer hora que eu quisesse, mas não matei. Não porque eu sou contra matar as pessoas, mas porque eu vi que tinha alguma coisa errada com ele. Ninguém é maníaco daquele jeito por motivo nenhum. Alguma coisa tava faltando nele, e o melhor jeito que ele conseguiu repor foi com 'poder'."

O líder solta um longo suspiro. "Vou fazer o que posso. Mas não prometo nada."

"Valeu, cara ! Você é um demais !" — Kuzuha diz, animado.

King se levanta. "Bom, você tem de repousar, e nós precisamos resolver esse problema da neve."

"Até, Kuzuha." — Sora diz, com um sorriso. Ela vai embora.

"Valeu por cuidar de mim, cara." — Kuzuha diz.

"Só fiz meu trabalho." — King diz. Ele se lembra de algo. "Ah ! Caso fique com fome, as garotas prepararam uma marmita para você."

"Huh, isso é conveniente." — Kuzuha diz.

"Elas fazem uma à cada refeição, caso você acorde. Então há uma boa quantidade de comida." — King diz. "Se precisar esquentar, o microondas fica na cozinha. Ela é na direita, ao final do corredor. Caso não consiga levantar, chame uma enfermeira."

"Beleza." — Kuzuha diz.

King vai embora.

O delinquente se deita. "Hah… Caminha confortável~" — Ele se lembra de algo e se desespera. "Puta merda ! Eu nunca levei o hambúrguer pra Yasumi !"