Devil Slayer Chronicles
14 Os Vermillion
Na sede Devil Slayer. Kuzuha está sentado sentado à mesa, com uma caneca com café.
Karma chega. "Bom dia."
"Yo. Tudo tranquilo ?" — Kuzuha pergunta, sorrindo.
A Zenith concorda. "Tive uma boa noite de sono. E você ? Já melhorou ?"
"O cabeça de lâmpada disse que eu tô novinho em folha." — Kuzuha diz.
"Bom saber que melhorou..." — Karma diz, aliviada. "As coisas não são as mesmas sem você. É tudo muito… quieto. Nenhuma das garotas fala comigo. E com razão..."
O delinquente solta um suspiro. "Vai demorar um pouquinho, mas elas vão perceber o quanto você é legal." — Ele muda de assunto. "Falando nas garotas, valeu por virem me visitar, enquanto eu tava enfurnado naquele quarto. Mas aconteceu alguma coisa com a loirinha ? Ela me mandou mensagens, mas não veio visitar. Normalmente, ela é a primeira."
Karma permanece em silêncio e tenta evitar contato visual com ele.
"Uh… Karma ?" — Kuzuha diz.
"Sobre isso…" — Karma diz, cabisbaixa. "Noelle… Bom, ela não está emocionalmente bem."
"Aconteceu alguma coisa com ela !?" — Kuzuha pergunta, preocupado.
"Na verdade, eu não sei." — Karma diz. "Ela está agindo de maneira estranha desde que teve sua Singularidade removida. Mitsuro só consegue se comunicar com Excalibur, e todas respostas que ela recebe são vagas. As duas até pararam de visitar seu apartamento."
"Huh, isso É esquisito." — Kuzuha diz. Ele se levanta.
"Onde vai ?" — Karma pergunta.
"Visitar a loirinha. Não é óbvio ?" — Kuzuha pergunta. "Claramente, a Noelle tá com algum problema. Que amigo eu seria se não estivesse lá por ela quando ela precisa de alguém ?"
"Quer que eu vá junto ? Não me importo em ir." — Karma diz.
"Na real, acho melhor não..." — Kuzuha diz. "Infelizmente, até as garotas se acostumarem com você, acho que vai ter que ficar fora de algumas coisas."
"Entendo perfeitamente." — Karma diz. "Bom, diga pra ela que eu também estou preocupada."
"Eu vou falar." — Kuzuha diz. Ele vai embora.
Minutos depois. O delinquente está na frente da casa de Noelle. Ele solta um suspiro, nervoso, e toca a campainha.
Excalibur abre a porta. Ela parece cansada. "…Mil perdões, mas não estamos recebendo-" — A empregada nota Kuzuha e se anima. "Yo ! Palito de fósforo ! Você já melhorou o suficiente pra ficar zanzando por aí ?"
"Pela sua cara, eu tô melhor que você." — Kuzuha diz.
"É... Dá pra ver que eu tô um pouquinho cansada, né ?" — Excalibur diz, dando um sorriso torto.
Kuzuha solta um suspiro. "Fala aí, o que tá rolando ? Eu fiquei sabendo que a loira não tá falando com ninguém e vim ver se tá tudo bem com ela."
"Foi mal, cara. Mas a loirinha não tá com a cabeça legal, agora." — Excalibur diz.
"Então, ela não vai vir me ver ?" — Kuzuha pergunta.
A empregada nega.
"Beleza." — Kuzuha diz. Ele se senta na escada para a porta.
"Uh… Tá fazendo o quê ?" — Excalibur pergunta, confusa.
"Esperando a Noelle ficar melhor." — Kuzuha diz. "Fala pra loirinha que se ela quiser falar comigo, eu tô esperando aqui fora. Mas fala pra vir rápido, tá frio pra caramba."
Excalibur tenta ficar brava, mas percebe que qualquer resistência é inútil e desiste. Ela solta um suspiro. "Pelo menos, espera aqui dentro, no quentinho."
Kuzuha entra e se aconchega em um sofá. "Hah… Valeu, empregada."
"Eu vou lá falar pra ela. Não espere nenhuma resposta boa." — Excalibur diz.
"Valeu, Excalibur." — Kuzuha diz.
A empregada vai embora. Minutos depois. Ela volta. Infelizmente, com uma resposta negativa.
"E depois eu é que sou o cabeça dura." — Kuzuha diz. Ele se levanta. "Se ela não vai falar comigo por bem, vai por mau."
"Eu realmente não recomendo você fazer isso." — Excalibur diz, preocupada.
"Se ela quer fingir que é surda, vou fazer ela ouvir." — Kuzuha diz. Ele vai até a porta do quarto de Noelle e bate nela. "Loirinha, eu sei que você tá aí. Me responde."
Silêncio.
"Não faço a mínima ideia de que droga aconteceu, mas não vou deixar você continuar com essa palhaçada." — Kuzuha diz, bravo. "Você acha que pode simplesmente se enfurnar em um quarto, não falar com ninguém, e todo mundo vai ficar legal com isso ? Você tem amigos, pessoas que se importam com você. Não falar nada e fingir que não existe é a pior opção. Você não tá só mentindo pra você mesma, como também tá machucando as pessoas em volta de si."
Noelle finalmente responde, com uma voz rouca e depressiva. "…Vai embora…"
"Tem total certeza de que essas são as palavras que quer usar ?" — Kuzuha pergunta. "Porque se continuar agindo como se não existisse, eu vou começar a te tratar como se nunca tivesse nascido."
Sem reposta.
"Infelizmente, eu te conheço bem demais pra saber o que esse silêncio significa..." — Kuzuha diz, triste. Ele vai embora.
"Você tentou. É o que importa." — Excalibur diz.
"…Espera… !" — Noelle diz.
O delinquente para.
"…V… Você pode entrar…" — Noelle diz.
"Tem certeza disso ?" — Excalibur pergunta.
"…Tudo bem, Excalibur..." — Noelle diz.
"Então tá..." — Excalibur diz. Ela abre a porta do quarto.
Está tudo escuro, com uma leve iluminação vinda de uma janela. Noelle está sentada na cama, vestindo seu pijama rosa.
"Que breu." — Kuzuha diz. Ele acende a luz. "Bem melhor." — O delinquente observa sua amiga de cima à baixo. "Fala aí, o que tá rolando com você ? Porque tá parecendo muito bem."
Noelle permanece em um triste silêncio.
"Loira, eu não tenho bola de cristal. Se não me falar, não vou adivinhar." — Kuzuha diz. "O que aconteceu ?"
A jovem silenciosamente aponta para trás dele.
Kuzuha olha para trás e vê uma cadeira de rodas. Ele fica em choque. "…Você..."
Noelle confirma.
O delinquente começa a se desesperar. "D-Droga ! Eu devia ter ficado do seu lado ! É tudo minha culpa !"
"Calma ! Respira bem fundo e fica tranquilo." — Excalibur diz. "Você não tem nada haver com isso. A verdade é que a Noelle sempre foi paraplégica, antes mesmo de eu conhecer ela."
"O quê ? Mas ela tava andando até semana passada." — Kuzuha diz, confuso.
"É por causa disso…" — Noelle diz. Ela mostra a cicatriz em sua nuca. "Se lembra de quando me perguntou o que era isso, e eu não respondi ? Aqui é onde ficava minha Singularidade."
"Mas não é no coração que isso fica ?" — Kuzuha pergunta.
"Uma legítima sim. A da Noelle é falsa." — Excalibur diz. "Ela não é uma usuária de Requiem de verdade."
"Alguém me explica logo o que tá rolando." — Kuzuha diz.
"Eu não sou uma Vermillion de verdade, sou adotada." — Noelle diz. "Nunca soube quem são meus pais de verdade, cresci em um orfanato. Um dia, quando eu era criança, ladrões invadiram o lugar, roubaram as coisas e atearam fogo em tudo. Eu tentei proteger o pessoal, mas… acabei tomando um tiro no pescoço e fiquei paraplégica. Um ano depois, o papai chegou no orfanato, me adotou e me deu uma nova oportunidade para andar de novo."
"Ele colocou umas paradas nas pernas dela que ativam com a Singularidade dela." — Excalibur diz.
Noelle aperta seu cobertor, frustrada e triste. "…Eu era inútil antes, e nada mudou…"
O delinquente solta um suspiro e se senta na cama. "Só porque não consegue mais lutar, não significa que é inútil. Sempre existe alguma outra forma de ajudar, tipo animando os outros. Só de estar lá, todo mundo já fica mais feliz. Pelo menos, eu fico. Além disso, ter uma deficiência não significa que você é pior ou melhor do que ninguém, só significa que você tem mais um motivo pra continuar lutando, um motivo pra inspirar outras pessoas a continuar lutando. E eu tô falando isso como um cara que tem um olho só. Isso conta como uma deficiência. Minha percepção de profundidade é horrível, e 3D não funciona tão bem comigo."
"Você tá mesmo comparando não poder andar com enxergar ruim ?" — Excalibur diz, incrédula com o que ouviu.
"Eu tô tentando provar um ponto, empregada !" — Kuzuha reclama.
"Usando um exemplo horrível !" — Excalibur reclama.
A jovem dá uma leve risada.
"Viu só ! Funcionou !" — Kuzuha diz.
"O que importa é que uma porta fecha, outra abre." — Kuzuha diz.
"Chega disso. Eu já entendi." — Noelle diz. "Me dá um abraço."
Kuzuha abraça ela. "Melhor ?"
"Melhor. Obrigada. Por tudo..." — Noelle diz, grata.
"E eu ?" — Excalibur pergunta.
Noelle rola seus olhos. "Tá, você também ganha um abraço."
A empregada abraça os dois. "Abraço em grupo !"
Os três se soltam.
"Agora que você tá melhor, vamos voltar pra empresa. As garotas tão preocupadas." — Kuzuha diz.
"Eu devo desculpas pra elas." — Noelle diz.
Excalibur pega a cadeira de rodas, traz para perto e ajuda Noelle a se sentar nela. "Prontinho. Tá confortável."
Noelle confirma. "Obrigada, Excalibur."
Kuzuha encara sua amiga.
"O que foi ?" — Noelle pergunta.
"A-Ah ! N-Nada…" — Kuzuha diz, constrangido.
"É esquisito, né... ?" — Noelle pergunta.
"Saber que você passou por esse perrengue todo, só porque queria fazer uma coisa boa…" — Kuzuha diz. "Tch. Esse mundo é uma droga."
A jovem respira fundo, juntando coragem. "Posso te fazer uma pergunta ?"
"Sou um livro aberto." — Kuzuha diz.
"Comida favorita ?" — Excalibur pergunta.
"Hmm… Strogonoff." — Kuzuha diz.
"Cor favorita ?" — Excalibur pergunta.
"Vermelho." — Kuzuha diz.
"Quantas chances a gente tem de namorar ?" — Excalibur pergunta.
"Uns 70%. Mas quem precisa de namoro quando da pra curtir a vibe tranquilamente como amigos sem nenhum estresse de relacionamento ?" — Kuzuha pergunta.
Os dois dão um toque de mãos. "E é por isso que nós somos amigos."
"E eu tenho 100% de certeza que vocês dois só têm um neurônio, e compartilham ele." — Noelle diz.
"Manda aí sua pergunta. Desde que não envolva nenhuma crise existencial, tá tranquilo." — Kuzuha diz.
"Algum dia, eu vou ser pra você o que a Satsuki foi ?" — Noelle pergunta.
O delinquente fica sério. Silêncio toma o local, e a atmosfera fica mais pesada. A tensão no ar é quase palpável. De repente, o barulho dos Vizers de todos alivia a situação.
Kuzuha atende. "O que manda, cabeça de lâmpada ?"
"Pare de me chamar disso ! Eu sou seu chefe, e exijo respeito !" — King diz, bravo.
"Tanto faz. Fala o que você quer." — Kuzuha diz.
"Agente Joker, onde está ?" — King pergunta.
"Na casa da loirinha, por quê ?" — Kuzuha pergunta.
"Ótimo. Isso facilita ainda mais." — King diz. "Preciso de você, a agente Lancelot e a agente Excalibur na minha sala. Uma convidada está os esperando." — Ele desliga.
"Essa é nova. Será que é uma missão urgente ?" — Excalibur pergunta.
"Ele falou em uma convidada." — Noelle diz.
"Só dá pra saber indo lá." — Kuzuha diz.
Minutos depois. Eles estão em um elevador, na empresa.
"Tô curioso pra saber quem é essa admiradora secreta aí." — Kuzuha diz.
"Quem disse que é uma admiradora secreta ? É só uma convidada." — Noelle diz.
"Mas especificamente nós três ? A gente não é lá o trio mais famoso do mundo." — Excalibur diz.
"Essa que é a coisa esquisita." — Noelle diz. "Bom, só vendo para sabermos o que está acontecendo."
O elevador chega no último andar. Eles entram na sala do King. Lá, estão uma mulher imponente de cabelo longo loiro, olhos azuis, vestindo um chique vestido branco, com detalhes dourados, um chapéu grande também branco, e usando saltos azuis, e duas jovens idênticas com um olhar sério, ambas de cabelo loiro e olhos azuis, uma com uma trança na esquerda e outra com uma trança na direita, uma vestindo um vestido chique verde, com detalhes pretos, a outra vestindo um vestido chique preto, com detalhes verdes, e as duas usando saltos vermelhos. Noelle e Excalibur entram em choque e pânico, quando vêem essas três.
"Uh… Qual o problema ?" — Kuzuha pergunta, confuso.
"Olá, Kuzuha." — A mulher diz, sorrindo.
"Hmm… Só um segundinho aí..." — Kuzuha diz, pensativo. Ele se lembra de algo. "VOCÊ !"
"Vocês já se conhecem ?" — King pergunta.
"Você é aquela tiazona que foi na loja, uma vez !" — Kuzuha diz.
A mulher franze uma sobrancelha, irritada. "T-Tiazona ?!" — Ela limpa sua garganta, se acalmando. "Use 'senhorita', por favor."
"Beleza, tiazona." — Kuzuha diz.
"Kuzuha, essa é uma das minhas amigas de longa data, Madeleine." — King diz. "Ela tem algumas coisas para dizer."
"Primeiro, Noelle e Excalibur, não vão cumprimentar sua mãe e suas irmãs ? Não nos vemos há meses." — Madeleine diz.
"Apodrece no inferno, sua desgraçada !" — Excalibur diz, furiosa.
"S-Suma da nossa frente, maldita !" — Noelle diz, também furiosa.
"Opa ! Calma lá, gente ! O que tá rolando aqui ? Aquela tiazona é mãe de vocês ? E tão falando assim dela por quê ?" — Kuzuha pergunta.
"Essa mulher é um monstro ! Ela é um dos principais motivos de termos mudado para o Japão !" — Excalibur diz.
"Ela fez das nossas vidas um inferno ! E é por causa dela que a Excalibur é uma empregada !" — Noelle diz.
"Também é um prazer revê-las." — Madeleine diz, com desgosto. "O pai de vocês também está aqui, para concertar esse seu fracasso. Estou falando da sua Singularidade, caso não tenha entendido."
"Ok... Dá pra ver que tem uns probleminhas entre vocês, então eu vou ficar na minha..." — Kuzuha diz.
"Muito pelo contrário. Quero que você se envolva. Afinal, o motivo da MINHA visita é você." — Madeleine diz.
"E-Eu !?" — Kuzuha pergunta, surpreso.
Madeleine concorda. "Fiquei sabendo de seus feitos contra Alucard. Estou impressionada."
"B-Bom, eu só fiz o que devia." — Kuzuha diz, envergonhado.
"Gosto da sua força, e sua fama está aumentando, entre seus colegas. É por isso que vim lhe oferecer minhas filhas como esposas." — Madeleine diz.
Todos ficam surpresos.
"A de vestido preto é Ambre e a de vestido verde é Amélie." — Madeleine diz. "Apresentem-se, meninas."
As duas jovens dão um passo à frente e se apresentam. "É um prazer conhecê-lo, Kuzuha Solace Allwise, nosso possível futuro marido."
Kuzuha está sem palavras. "Eu, uh… Oi… ?"
"As duas estão à sua mercê. Pode escolher qualquer uma das minhas filhas para se casar. Elas são esposas perfeitas." — Madeleine diz. "Ambas foram treinadas pelos melhores chefes franceses, são ágeis, flexíveis, têm um QI de 160, são tão disciplinadas que só irão falar se der o comando, e são leais ao ponto de cometerem crimes por você. Além disso, se tornará um milionário."
"Você não disse nada disso para mim." — King diz. "Eu não creio que esse casamento seja uma boa ideia."
"Qual o problema ? Eu só quero que minhas filhas tenham um bom partido." — Madeleine diz. Ela se vira para Kuzuha. "E então ? Qual delas você escolhe ? Seja uma, a outra, ou ambas, elas não se importam. Escolha à vontade."
"E-Eu não faço a mínima ideia. N-Não que eu não ache elas bonitas ou interessantes, eu acho ! É-É só que, uh…" — Kuzuha diz, extremamente envergonhado.
"Nenhuma delas, Kuzuha !" — Noelle diz.
"Isso é alguma coisa ruim, confia na gente !" — Excalibur diz.
"Você é um acidente que tem sorte de estar viva. E você é um vegetal imprestável. O que as duas sabem sobre relacionamentos ? Deveriam se orgulhar de poderem ser chamadas de minhas filhas." — Madeleine diz, brava.
"Acho que já tive tempo o suficiente pra escolher." — Kuzuha diz, sério.
"Ótimo~ Me diga qual delas foi, e eu irei imediatamente arranjar o melhor casamento do século." — Madeleine diz, animada.
Kuzuha se curva respeitosamente e vai embora. "Vamos, garotas."
"Uh… Você está se esquecendo da resposta." — Madeleine diz, confusa.
"Você disse que eu posso escolher qualquer uma das suas filhas, certo ? Inclusive mais de uma. Então eu escolho a Noelle e a Excalibur." — Kuzuha diz.
As duas ficam felizes.
"M-Mas isso é uma blasfêmia ! Elas não contam !" — Madeleine diz.
"Não ? Mas você acabou de dizer que elas eram." — Kuzuha diz.
"Eu- Mas- Isso-" — Madeleine diz, tentando achar alguma palavra. "Grr ! Isso é um ultraje !"
O trio entra no elevador.
Kuzuha olha profundamente nos olhos de Madeleine. "E não se preocupe. Algum dia, vou te dar o troco."
As portas do elevador se fecham.
"Valeu por ficar do nosso lado." — Excalibur diz. "Ficar perto daquela mulher mexe comigo. Ela me deixa nervosa."
"Nah, tá tranquilo. Eu nem queria casar mesmo." — Kuzuha diz. "Além disso, aquelas duas me assustam, e eu tenho quase certeza que elas eram maiores de idade. E eu não sou. Isso é pedofilia. Mudando de assunto. Cara, vocês podiam ter me falado que têm mais irmãs."
"Irmãos, na verdade." — Noelle diz. "Somos em seis. Excalibur, Amélie e Ambre são filhas legítimas, enquanto eu, Chase e Harmony somos adotados."
"Caraca. Bota família nisso." — Kuzuha diz. "Quase sempre, era só eu, meu pai e minha mãe. Só mudou quando a Yasumi nasceu, mas… não durou muito tempo. Bom, eu vou fazer uma missão."
"Nós também-" — Noelle diz, se interrompendo. "Deixa pra lá..."
"Aquela bruxa disse que o papai tá aqui pra colocar uma Singularidade nova em você. Vai ficar melhor rápidinho, loira." — Excalibur diz.
"Até lá, eu vou bater em mais bichos por você, beleza ?" — Kuzuha pergunta.
Noelle sorri. "Beleza."
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