Devil Slayer Chronicles

12 Definitivamente, ninguém esperava por isso


Na sede Devil Slayer. O grupo e Karma estão sentados à mesa, em um banco vermelho em forma de U. A Zenith está sentada no colo de Kuzuha, com os pés em cima da mesa e pintando as unhas da mão de preto. As outras garotas estão a encarando, com muita raiva.

Karma para de pintar as unhas. "Prontinho~ O que achou ?"

"Uh… Ficou legal… ?" — Kuzuha diz, confuso.

"Tch. Qual é ! Se quiser conquistar meu coração, vai ter de se esforçar mais." — Karma diz.

"Eu não quero coração de ninguém !" — Kuzuha diz. "E vaza do meu colo !"

"Nem a pau ! Se eu fizer isso, aquelas pit bulls raivosas ali vão me comer viva !" — Karma diz, assustada. "Você não vai deixar o amor da sua vida se machucar, vai ?"

As garotas encaram ela com ainda mais raiva.

A Zenith dá um sorriso presunçoso. "Aw~♥ Perdão, vocês não são pit bulls. São vira-latas sarnentas."

Kuzuha limpa sua garganta. "Poderia, POR FAVOR, sair do meu colo ?"

"Não vou~♥" — Karma diz, pondo sua língua para fora.

O delinquente aperta um botão em seu celular.

A coleira de Karma eletrocuta ela, fazendo a Zenith sair do colo dele. "Grr ! Maldita coleira ! Você me paga, seu desgraçado de merda !"

"Graciosa e educada…" — Kuzuha diz.

Noelle puxa ele para debaixo da mesa. As três garotas estão lá.

"Ugh ! Pra que isso ?! Isso aqui não é anime ! Meu cabelo não se faz sozinho-" — Kuzuha diz, bravo, sendo interrompido pela jovem, que tampa a boca dele.

"Fermez-la !" — Noelle sussurra.

"Eh ?" — Kuzuha diz, confuso.

"Cala essa boca, em francês." — Excalibur sussurra.

"E-Eh !? Mas que merda-" — Kuzuha diz, agora sendo interrompido por Mitsuro.

"Q-Quieto, Kuzuha ! Por favor !" — Mitsuro sussurra.

"Desde quando isso aqui virou república ?" — Kuzuha pergunta. "E isso tá meio esquisito, pro povo que tá passando.

Mitsuro e Noelle seguram os braços dele.

"É-É pro seu próprio bem, Kuzuha." — Mitsuro sussurra.

"Agora, empregada !" — Noelle sussurra.

"Que droga vocês tão tramando-" — Kuzuha diz, sendo interrompido quando Excalibur repentinamente beija ele.

"S-Será que funcionou ?" — Mitsuro pergunta.

"Espero que sim." — Noelle sussurra.

Os dois param de se beijar.

"Nada mal. Confesso que eu queria fazer isso faz um tempo." — Excalibur diz.

"Uh… Se queria um beijo, era só pedir." — Kuzuha diz.

"Não funcionou. Posso tentar de novo, empregada ?" — Excalibur pergunta.

"Sors d'ici, putain de freeloader !" — Noelle diz, brava.

"Elas nem se preocupam mais em sussurrar…" — Kuzuha diz.

Noelle empurra Excalibur e põe Mitsuro no lugar dela. "Agora tem de funcionar."

A bruxa se desespera. "E-E-E-Eu não sei s-se tô preparada ! Não ! E-Eu tenho que estar preparada ! S-S-Se é para salvar o Kuzuha, faço qualquer coisa…" — Ela fecha os olhos. "P-Por favor, K-Kuzuha, e-esse vai ser o meu primeiro b-b-beijo, e-então, me diga s-se estiver r-r-ruim !" — Mitsuro começa a aproximar seu rosto ao de Kuzuha.

"Ok, já deu." — Kuzuha diz. Ele rapidamente puxa Karma para baixo da mesa.

Mitsuro e Karma acabam se beijando.

"Ugh ! Credo !" — Karma diz, enojada.

As garotas se assustam e acabam batendo a cabeça na mesa. Todos voltam aos seus acentos.

"Que merda foi essa ?!" — Kuzuha pergunta, bravo.

"O que essa maldita tá fazendo aqui ?!" — Noelle pergunta, brava. Ela cria um cristal e aponta para Karma.

"D-Desculpa, Kuzuha-san, m-mas eu não gosto dela." — Mitsuro diz.

"Tu tem que ser muito ruim pra Mitsuro não gostar de você. Ela gosta de todo mundo." — Excalibur diz.

"Bom, isso meio que vai ser um problema, porque eu, uh, tô tomando conta dela, e ela vai ter que morar com a gente, Tsu." — Kuzuha diz.

"Mais uma garota morando com você ?!" — Noelle pergunta, brava.

"Qual é, loira. Deixa de ciúmes. Isso não é nenhuma novidade." — Kuzuha diz. "Além disso, tô fazendo um favor pro cabeça de lâmpada."

"O que aquele cara tem na cabeça ?! Cabelo não é ! Nosso time já é perfeito do jeito que é ! Não precisamos desse encosto aí !" — Noelle diz.

"Confia em mim, piranha, eu queria estar muuuito lone de vocês." — Karma diz. Ela olha para Kuzuha. "Principalmente você. Não suporto sua raça."

"Além de arrogante, também é racista ? Você não cansa de desapontar os outros, não ?" — Excalibur pergunta.

"Eu não sou racista ! Só odeio esse verme desgraçado !" — Karma diz. Ela pula em Kuzuha e começa a bater nele. "Morre ! Morre ! Morre !"

"Ugh ! E-Eu não te fiz nada !" — Kuzuha diz, assustado. Ele aperta o botão novamente.

A Zenith é eletrocutada e lentamente para de bater no delinquente. "Ugh… ! Sorte sua… isso estar… no meu pescoço.… !"

"V-Viu só, Kuzuha ! E-Esse comportamento é i-inaceitável ! Ela é u-um perigo para nós !" — Mitsuro diz, preocupada.

"Nah. Que isso, gente. Ela só tá de mal humor." — Kuzuha diz. "Levanta a mão aqui quem nunca quis me encher de porrada."

As meninas ficam com suas mãos abaixadas.

"A-A-Até você, Tsu !?" — Kuzuha pergunta, extremamente surpreso.

"À-Às vezes, sua personalidade é-é um pouco demais para mim…" — Mitsuro diz.

Kuzuha limpa sua garganta. "Isso prova meu ponto. Bom, simbora, Karma."

"Para onde vai me levar ?" — Karma pergunta, assustada.

"Pro meu apartamento. É melhor você ir conhecer lá agora. Eu meio que só tenho o meu quarto e o da Tsu, então tenho de arranjar um lugar pra você dormir." — Kuzuha diz.

"N-Não me deixem sozinha com ele, por favor ! Isso não é uma piada ou falsidade ! Eu não quero ficar sozinha com essa coisa !" — Karma diz, aterrorizada.

"Uh… Se quiser, pode ir depois..." — Kuzuha diz, confuso.

"Some daqui, garota." — Noelle diz.

"Ninguém te quer aqui." — Excalibur diz.

"P-Por favor ! Eu imploro !" — Karma suplica.

O delinquente solta um suspiro e começa a puxar ela. "Deixa disso, e vamos logo."

Minutos depois. Eles chegam no apartamento de Kuzuha.

"Essa é minha humilde residência." — Kuzuha diz.

Karma olha para todos os lados. Ela entra correndo. "V-Você pode ter enganado elas, mas eu sou mais inteligente ! Foi por isso que colocou isso no meu pescoço !"

"Do que você tá falando, hein ?" — Kuzuha pergunta, confuso.

"Não vou deixar você me pegar !" — Karma diz. Ela corre para a cozinha.

"Era só o que me faltava." — Kuzuha diz. Ele acompanha a Zenith e vê ela com uma faca em mãos, tremendo de medo. "Opa ! Calma lá !"

"N-Não se aproxime ! Eu sei muito bem o que você quer fazer ! Vocês são todos iguais !" — Karma diz, em pânico. "Eu não vou deixar você me matar ! Não vou te dar esse prazer !" — Ela aponta a faca para seu peito.

Kuzuha corre e consegue desarmar a Zenith. Ele dá um tapa no rosto dela. "Você é maluca ?! Podia ter se machucado !"

"…Eh… ?" — Karma diz, confusa.

"Que merda deu em você ?! Uma hora, fica agindo como se fosse um princesinha mimada, na outra, parece uma criancinha cagona ! Se decide, garota !" — Kuzuha diz, bravo.

Os olhos de Karma começam a lacrimejar.

O delinquente solta um suspiro. "Me desculpa. Não devia ter gritado, nem reagido desse jeito. É que eu tava assustado e preocupado. Você tá agindo toda esquisita, e podia ter se machucado. Eu só agi por impulso. Podia ter piorado ainda mais a situação."

"…Você... se preocupa comigo... ?" — Karma pergunta. "Não ! Eu não vou cair nos seus truques !"

"Dá pra parar com isso ? Não tem truque nenhum aqui." — Kuzuha diz. Ele solta um suspiro de desistência. "Tanto faz. Cara, não dá pra te entender. Vamos fazer o seguinte: eu durmo no sofá e você fica com a minha cama. SÓ até eu convencer o cabeça de lâmpada a me emprestar uma grana pra eu te comprar uma cama, ou alguma coisa assim. Daí, você vai dormir com a Tsu."

"Eu jamais chegarei perto do seu lar !" — Karma diz, enojada. Ela aponta para o sofá. "Prefiro ficar com aquela mobília, longe de você."

"Uh… Você sabe que aquilo é um sofá, né ?" — Kuzuha pergunta, confuso.

A Zenith limpa sua garganta, constrangida. "E-Eu sei muito bem o que é aquilo."

"Eu quero cortar uns tomates, me empresta seu celular ?" — Kuzuha pergunta.

"Eu, uh… Meu celular não está comigo, no momento." — Karma diz.

"Tu não faz a mínima ideia do que um celular é, né ?" — Kuzuha pergunta, com um sorriso presunçoso.

"E-Eu…" — Karma diz, não conseguindo achar palavras para continuar.

"Karma, há quanto tempo você tá aqui, na Terra ?" — Kuzuha pergunta.

"I-Isso não é da sua conta !" — Karma diz.

"Você não tá aqui há muito tempo, né ? Tudo bem. Eu não vou te julgar." — Kuzuha diz.

"Alguns meses é o suficiente para entender como humanos funcionam." — Karma diz.

"Eu cheguei." — ??? diz.

Yasumi chega. Ela está usando uma peruca de cabelo longo vermelho.

"Cacete ! Eu esqueci completamente da sua existência !" — Kuzuha diz, surpreso.

"Muito engraçado, irmãozão idiota." — Yasumi diz. "Quem é essa ?"

"Yasumi, essa é a Karma, minha nova colega de trabalho e colega de quarto." — Kuzuha diz. "Karma, essa é minha irmã menor, Yasumi. Ela é basicamente eu, só que muito menor, extremamente doente, e com um complexo de que ela é a protagonista dessa história."

"Uh… Ok..." — Karma diz.

"Não era pra você estar na ala médica ?" — Kuzuha pergunta.

"Hoje é o dia de folga da menina legal que cheira bem." — Yasumi diz. "Ela sempre me dá um monte de coisas que eu não deveria comer, brinca comigo, me trata como a divindade que eu sou e tenta me ensinar sobre um monte de flores chatas."

"Eu já não falei pra você parar de cheirar as pessoas ?!" — Kuzuha pergunta, bravo.

"Eu nasci com um nariz pra cheirar as coisas ! Você não vai me impedir de usar meus poderes nasais !" — Yasumi diz, brava.

"Só um segundo... Isso não é possível. Só podem existir cinco, de vocês !" — Karma diz. "Qual sua peça, sua verme ?!"

"Calma lá ! Mais respeito com a minha irmã !" — Kuzuha diz, bravo.

"Sua raça não merece o respeito de ninguém !" — Karma diz.

"Ela é ramista ?" — Yasumi pergunta.

"Racista, Yasumi." — Kuzuha diz.

"Mesma coisa." — Yasumi diz.

"Se odiar sua raça é ser racista, então eu sou ! E com MUITO orgulho !" — Karma diz.

"Whoa… Eu não faço a mínima ideia de como responder isso." — Kuzuha diz, chocado com o que ouviu.

"Eu sei." — Yasumi diz. Ela se aproxima de Karma e chuta a canela dela. "Para de ser ramista ! Isso é errado e feio !"

"Ugh ! Sua coisinha desgraçada !" — Karma diz, brava. Ela chuta Yasumi, que acaba caindo e batendo sua cabeça.

A garotinha começa a chorar.

"Você… !" — Kuzuha diz, furioso.

"N-Não tenho medo de você ! Termine o trabalho !" — Karma diz, claramente com medo.

O delinquente ignora ela, se aproxima de Yasumi e começa a acalmá-la. "Tá tudo bem ? Você não se machucou, né ?" — Ele abraça sua irmã e dá um beijo na nuca dela. "Pronto. Não foi nada. Vai passar. Melhorou ?"

Yasumi confirma. "…Obrigada…"

"Faz o seguinte: vai lá pro meu quarto e mexe no meu computador, enquanto a Tsu não chega." — Kuzuha diz.

A garotinha imediatamente se anima. "Jura ? Eu posso jogar todos aqueles jogos extremamente agressivos e cheios de sangue, que encorajam violência e são uma péssima influência pra minha cabeça porque passam a ideia de que eu posso resolver qualquer coisa com violência, carnificina e uma arma de calibre pesado ?"

"…Ou você pode jogar um jogo de fazer bolo." — Kuzuha diz.

"Melhor ainda~♥" — Yasumi diz, se animando ainda mais. Ela vai embora correndo.

Kuzuha solta um suspiro. "Eu definitivamente vou dar uma olhada no histórico dela, depois." — Ele se vira pra Karma. "Já, você…"

"Faça seu pior !" — Karma diz.

"Você não vai mais ficar aqui." — Kuzuha diz. "É uma ameaça pra minha irmã, e isso é imperdoável." — Ele pega seu celular.

"Alerte os outros, não me importo. Só saiba que eu vou morrer sabendo que minha alma vai descansar, em Elisyum. Isso, vocês nunca irão tirar de mim." — Karma diz.

"Alô, cabeça de lâmpada ? Blah, blah. Reclama depois. É o seguinte, infelizmente, você tava certo, devia mesmo ter colocado ela nessa sua cadeia." — Kuzuha diz. "É, ela machucou a Yasumi, e você sabe como eu me sinto sobre isso. Tô devolvendo ela agora. Eh ? Quer falar com ela ? Beleza." — Ele entrega o celular para Karma.

"Bom, senhorita Lestalum, creio que aí está sua resposta." — King diz.

"Prefiro mil vezes a cadeia do que ficar perto… disso !" — Karma diz.

King solta um suspiro, desapontado. "Senhorita Lestalum, não lhe contei a verdade para lhe dar uma resposta, mas sim, uma visão. Sabendo tudo o que sabe, realmente acha que ele seria capaz de fazer alguma daquelas coisas ? Não só isso, como você não tinha problema algum com ele antes. Tem mesmo certeza de que foi a situação que mudou, ou só você ?"

"Eu…" — Karma diz, confusa.

"Não sou eu quem precisa ouvir suas próximas palavras." — King diz. Ele desliga.

"Vamos. Quanto mais rápido, melhor." — Kuzuha diz.

A Zenith respira fundo, tomando coragem para algo. "…Por que… me trouxe aqui ?"

"Porque eu achei que te entendia." — Kuzuha diz. "Quando nos conhecemos, você disse que se sentia como se não fosse bem-vinda, que todo mundo te olhava como se não devesse existir. Eu sei como é isso. Já aconteceu comigo. Ainda acontece. Queria te mostrar que o mundo não é só isso, que não estava sozinha nessa. Cada um tem um lugar para si. Mas, pelo jeito, deu pra ver que eu tava errado."

Karma fica sem palavras. Ela se ajoelha e começa a chorar. "…Perdão…"

"Tô cansado da sua manipulação. Levanta e some daqui." — Kuzuha diz, friamente.

A Zenith tenta dizer algo, mas percebe que qualquer relutância é fútil e aceita que não é mais bem-vinda.

Yasumi aparece e se aproxima de Kuzuha. "Uhm... Irmãozão... ?"

"Para de espiar minhas conversas." — Kuzuha diz.

"T-Tá tudo bem ! Foi um acidente ! Eu não devia ter batido nela ! A culpa é minha !" — Yasumi diz.

"Yasumi, você sabe muito bem que eu odeio qualquer pessoa que levanta um dedo pra você." — Kuzuha diz. "Acidente ou não, teve uma intenção. Quem te garante que não acontece de novo ?"

"Está tudo bem. Eu assumo que minhas ações foram errôneas e completamente nojentas." — Karma diz. "Talvez, eu seja o monstro dessa situação. Meu lugar é naquela cadeia, junto de outros criminosos."

A garotinha corre na frente dela e a impede de continuar. "Não ! Eu perdôo você !"

"Não é assim que funciona." — Kuzuha diz.

"Você sabe o quão chato é ficar num quadrado sem NADA pra fazer sua vida inteira ?!" — Yasumi pergunta, brava. "Pelo menos, eu tenho você. Quem ela tem ?!"

"Sinto muito, mas seu irmão tem razão, eu machuquei você." — Karma diz.

"Ok." — Yasumi diz. Ela dá um tapa no rosto de Karma. "Estamos quites."

Kuzuha solta um suspiro. "Você não vai me deixar em paz, até ela ficar aqui, né ?"

"Se você não deixar ela ficar aqui, vou cantar aquela música daquele anime que você odeia o dia inteiro. Todos os dias. Toda hora." — Yasumi diz, ameaçando seu irmão.

"Eu me rendo." — Kuzuha diz. "Você pode ficar aqui."

"Não precisa se forçar a fazer isso." — Karma diz.

"Eu sempre acredito que todo mundo merece uma segunda chance. Se não acreditasse, já tinha arregaçado a cara do Alucard faz tempo." — Kuzuha diz.

Karma se anima. "Você me daria uma segunda oportunidade ?"

"SÓ se você prometer que NUNCA MAIS vai levantar um dedo pra Yasumi." — Kuzuha diz.

"Eu prometo. Eu juro proteger ela com a minha vida." — Karma diz.

"Não exagera. Isso é minha tarefa." — Kuzuha diz. Ele pega seu celular das mãos de Karma e liga para King. "Oi, cabeça de lâmpada. Sou eu. De novo. É, eu sei que tô enchendo o saco hoje. Mudei de ideia. De novo. É, vou deixar ela ficar aqui. Relaxa. Essa é a última vez que eu te ligo hoje. Falando em favores. Dá pra você me fazer um ? Eu meio que vou precisar de uma graninha. É pra umas roupas pra Karma. Ela meio que vai precisar, só tem uma. É só te mandar a conta ? Pô, cara, valeu mesmo ! Você é o melhor chefe do mundo !" — O delinquente desliga. "Prontinho~"

"N-Não precisa me comprar roupas novas !" — Karma diz, surpresa.

"E você vai usar a mesma coisa todos os dias ? Tá achando que isso aqui é anime ? Tem que trocar de roupa, no máximo, uma vez por semana." — Kuzuha diz. "Você, uh… Você tinha outras roupas ?"

"Antes de vir pra Terra, sim. Quando vim pra cá, eu arranjei essas roupas com gente que estava dando de graça." — Karma diz.

"Você tá usando roupa de doação DESDE QUE CHEGOU !?" — Kuzuha pergunta, surpreso.

A Zenith dá de ombros. "É o que tem. Admito, são confortáveis."

O delinquente pega ela pela mão e começa a puxá-la. "A gente vai fazer compras AGORA ! Você não vai ficar usando SÓ isso !"

"Me traz um hambúrguer !" — Yasumi diz.

Algumas horas depois, na praça de um shopping. Kuzuha está sentado em um banco. Karma está andando em volta de uma fonte, que está à frente deste banco.

O delinquente solta um suspiro. "Dá pra gente ir logo comprar suas roupas ? Sinceramente, o que tem nessa fonte ?"

A Zenith senta no banco. "Depois de muita avaliação, eu cheguei a uma resposta."

"Fontes são chatas ?" — Kuzuha diz.

"Como sabia ?" — Karma pergunta.

"Déjà Vu. Ou nostalgia. Um dos dois." — Kuzuha diz. Ele se levanta com um pulo. "Vamos logo comprar essas roupas. Paciência tem limite."

"Eu tenho que arranjar um jeito de me livrar desse garoto logo !" — Karma pensa. "Tenho certeza de que, neste exato momento, o Alucard deve estar me procurando feito louco. Já até imagino o que ele dirá quando me encontrar: 'Oh, minha valiosa Karma ! Todo este tempo longe de você só me fez perceber o quão estúpido estava sendo, ao te tratar daquela maneira horrenda e cruel. Por favor, me aceite como seu parceiro novamente. Prefiro você, ao invés deste animal que está em mim. Também peço encarecidamente que você me castigue com seu forte chicote por tudo que lhe fiz de errado.'"

Kuzuha está balançando sua mão na frente do rosto dela. "Alôôô. Terra pra Karma."

"U-Uh... Vamos às compras." — Karma diz.

Minutos depois. Kuzuha está em uma sala, sentado em uma poltrona de couro com um enorme espelho à sua frente. Ele parece mentalmente e fisicamente cansado. "Ei, Draugr... Quantos já foram… ?"

"…Perdi a conta no 51°…" — Draugr diz.

"Normalmente, eu não deixo você fazer uma chacina, mas tô começando a reconsiderar..." — Kuzuha diz.

"Eu faria, mas não creio que tenho forças para tal ato..." — Draugr diz.

Uma porta começa a se abrir no espelho.

"N… Não… ! De novo não... ! Por favor, que seja o último… !" — Kuzuha pensa.

Karma sai de dentro do espelho, vestindo um adorável vestido de verão azul claro, com várias flores brancas. Ela encara Kuzuha, em silêncio.

"Se pegou, gostou. Bota na sacola e vamos embora." — Kuzuha diz.

"Você é idiota ?!" — Karma pergunta, brava.

"E-Eh !?" — Kuzuha diz, confuso.

A Zenith vira seu rosto e faz um bico. "Por acaso não sabe que deve ver se o vestido fica bem em uma mulher e dizer a ela ?! Você ainda não elogiou nenhum que eu coloquei ! Ele me deixa mais gorda ? Mais magra ? Acentua minhas curvas ? Combina com os meus olhos ? E meu cabelo ?"

O delinquente solta um longo bocejo. "Tá ótimo. Agora, vamos logo." — Ele se levanta da poltrona. "Hah… Fiquei tanto tempo sentado nesse couro falso que minha bunda já tava ficando marcada pra sempre-"

Karma empurra ele de volta para a poltrona. "E-Eu vou vestir mais roupas, até ficar satisfeita, entendeu ? Nem que nós tenhamos que ficar aqui o dia inteiro !"

Kuzuha nota algo. Ele cobre um punho com chamas.

"E-Eu sabia q-q-que você ia me matar quando tivesse a oportunidade !" — Karma diz, aterrorizada. Ela cai para trás e começa a se arrastar para longe dele com os braços.

O delinquente tapa a boca dela e começa a olhar em volta rapidamente, como se estivesse procurando algo.

"Vizer, analisar inimigo." — Kuzuha diz.

"Analisando inimigo… Inimigo analisado !" — Vizer diz.

As luzes da sala começam a piscar.

"Poppypoppu detectado !" — Vizer diz.

Kuzuha inclina sua cabeça, confuso. "Uh… Eh ?"

"Temos que ir embora daqui !" — Karma diz, assustada.

"Por… ?" — Kuzuha pergunta.

Todos os espelhos quebram.

"Mas que merda foi essa !?" — Kuzuha pergunta, assustado.

"Cuidado !" — Karma diz. Ela joga Kuzuha para o lado.

Um corte é feito onde eles estavam.

"Um Poppypoppu é uma Besta do Caos invisível, quando está sendo iluminada por uma dessas luzes daqui. Não tenho nenhum registro dela na cabeça… Se bem me lembro, ninguém viu uma até agora." — Karma diz.

"Se esconde no trocador !" — Kuzuha diz.

A Zenith se esconde.

"Ei, Po-sei-lá-o-quê ! Você veio encher o saco na pior hora !" — Kuzuha diz.

Karma está tentado tirar a coleira com um clip. "Tomara que ele já tenha morrido ! Sinceramente, essa peste não tem chance contra um Poppypoppu. Ahahaha ! Eu posso ter esquecido de mencionar que fogo não funciona contra essa coisa." — Ela consegue tirar a coleira. "ISSO-" — A Zenith tampa sua boca. "Quase…"

"Ei, Karma ! Tá tudo legal aí ?" — Kuzuha pergunta.

"C-C-Como !? Mas- Como- Ele- O Poppypoppu- Eu-" — Karma pensa, extremamente confusa.

"Eu tô entrando." — Kuzuha diz.

"P-Perai ! Eu, uh, ainda não me troquei !" — Karma diz, desesperada.

"A-Ah ! Foi mal." — Kuzuha diz, constrangido.

Karma veste suas roupas normais e a coleira de volta. "É melhor eu não fechar ela completamente." — Ela sai do espelho. "Então... ?"

"Uh… Você já não tava usando isso ?" — Kuzuha pergunta.

"Tá dizendo que não gosta dela ?!" — Karma pergunta, brava.

"N-Não foi isso que eu quis dizer !" — Kuzuha diz.

"Então, quer dizer que você gosta de mim com ela ?~♥" — Karma pergunta, piscando para ele.

"T-Também não. É só um meio termo." — Kuzuha diz. "Enfim, bora comer alguma coisa. Tô morrendo de fome."

Algum tempo depois, na frente de uma cafeteria. Kuzuha e Karma estão sentados à mesa.

"E foi assim que eu virei um Devil Slayer." — Kuzuha diz. "Como veio parar aqui ?"

"Minha vida não é da sua conta !" — Karma diz.

"Você é muito chata. Tem que melhorar esse humor aí, se não as pessoas vão ter um motivo pra não gostarem de você." — Kuzuha diz. "Falando nisso, eu não vi você dar uma risada ou um sorriso até agora. Tirando as vezes que você tava irritando as garotas."

"Eu não tenho tempo pra risadas." — Karma diz.

"Beleza… Mudando de assunto. Se não vai falar como veio parar aqui, dá pra falar por que fica perto desse otário do Alucard ?" — Kuzuha pergunta.

"E-Ele... Bom, ele é minha última esperança..." — Karma diz, cabisbaixa.

"Esperança de quê ?" — Kuzuha pergunta.

"Não posso entrar em muitos detalhes." — Karma diz. "Mas eu conheço ele desde criança. Ele só... não sabe quem eu sou. Uma coisa ruim aconteceu comigo por causa de uma pessoa ruim, e só ele consegue me ajudar."

Kuzuha solta um suspiro. "Tch. Garota, eu não te entendo. Muda de personalidade toda hora e tem mais segredos que o governo."

Karma pisca para ele.

"Viu só do que eu tô falando !" — Kuzuha diz. Ele solta um suspiro de desistência. "Fala aí, como é Azeroth ?"

"Depende de onde você vive." — Karma diz. "A era da Terra mais parecida com Azeroth que eu posso usar como referência pra você é… Qual era o nome mesmo ? Uh… Era medieval ? É, isso mesmo !"

"Epa ! Tu tá me dizendo que vocês são mais avançados que a gente e ainda usam espadas !?" — Kuzuha pergunta, confuso e surpreso.

"Azeroth não é menos avançada tecnologicamente porque vocês são 'superiores', é porque nós ESCOLHEMOS não usar tecnologia." — Karma diz. "Por exemplo, acha que isso que vocês humanos têm é alguma coisa avançada ? Não se compara nem um pouco com a tecnologia do período dos Primordial, ou dos primeiros Zenith. Literalmente, existiam cidades autônomas que ninguém precisava fazer nada porque andróides e inteligências artificiais faziam tudo que precisava. Comparados com nós, VOCÊS são os primitivos."

"Uh… Cara, eu não faço a menor ideia de nada sobre Azeroth..." — Kuzuha diz, pensativo.

"Huh, isso chega a ser irônico, vindo de você." — Karma diz.

"Como assim ?" — Kuzuha pergunta.

"Você não faz a mínima ideia do que é um D.E.V.I.L, não é ?" — Karma pergunta. "Os termos D.E.V.I.L, N.I.R.V.A.N.A, Besta Ancestral, Primordial, Zenith, Elysium, ou Criadores fazem algum sentido pra você ?"

O delinquente nega lentamente.

Karma solta um suspiro. "É óbvio que você não sabe… Isso é uma looonga história. Você não deve querer ouvir ela."

"Tá brincando ? Eu ADORO ouvir essas histórias longas sobre um universo que alguém fez. Quanto mais complicado, melhor." — Kuzuha diz, animado. "Muita gente não gosta porque são preguiçosos demais pra juntar informações e acham uma perda de tempo, mas eu amo isso, porque mostra que o autor realmente se importa em fazer uma coisa que presta e gosta do universo que criou. Eu sou versado em 40K, Metal Gear, Kingdom Hearts, Nier, e, por tabela, Drakengard, Guilty Gear, e por aí vai."

"Uh… Eu não faço a mínima ideia do que são as coisas que você acabou de falar, mas beleza." — Karma diz, confusa. "Eu vou tentar resumir as coisas do melhor jeito que conseguir. Honestamente, não lembro de todos os detalhes, e não prestava atenção nas aulas de história."

"Manda. Sou todo ouvidos." — Kuzuha diz.

A Zenith limpa sua garganta e respira fundo. "Bom, existe esse lugar chamado Elysium, onde tudo existe, e nada existe, ao mesmo tempo. É o berço de toda a vida. Complicado, eu sei. Nesse lugar, existem os Criadores. Basicamente, deuses. Eles fizeram Azeroth e as criaturas que existiam nele, as Bestas Ancestrais. Ênfase no EXISTIAM. 90% de Azeroth, hoje em dia, são Bestas do Caos. Enfim. Depois, eles criaram o primeiro povo de Azeroth, os Primordials. Huh, parando pra pensar, Azeroth é mais velha do que a Terra, mas vocês são literalmente iguais aos Primordials."

"Será que humanos SÃO os Primordials ?" — Kuzuha pergunta.

"Impossível. Eles foram completamente dizimados. Além disso, Primordials não conseguem se curar. Eles eram fisicamente incapazes de curar suas próprias feridas." — Karma diz. "Mas eu ainda vou chegar nesse ponto." — Ela limpa sua garganta novamente. "Os Primordials evoluíram rápido, mas tinham de sobreviver em um mundo infestado de Bestas Ancestrais, e eles não conseguiam se curar, então começaram a desenvolver armas e essas coisas pra combater as Bestas. Daí, eles se infectaram com o DNA das Bestas Ancestrais sem querer e foi assim que nasceu o Requiem."

"Hmm… Interessante. Continue." — Kuzuha diz.

"Vai ser mais fácil, se parar de me interromper !" — Karma diz, brava. "Mesmo com Requiem, eles ainda eram fracos, então, usando o DNA das Bestas Ancestrais, os Primordials criaram o próprio DNA, chamado 'Dalm Eclantas Vaen Iol Luje', D.E.V.I.L, pra encurtar. Com as células D.E.V.I.L, criaram os… Bom, os D.E.V.I.L."

"Huh, então os D.E.V.I.L foram criados pra ajudar os Primordials. Claramente, isso deu errado. Se não, eles estariam vivos." — Kuzuha diz.

"Parando para pensar, nós nunca soubemos o motivo dos D.E.V.I.L terem se rebelado." — Karma diz. "Por que não pergunta para o Draugr ?"

"Verdade ! Se alguém sabe o que aconteceu, é ele." — Kuzuha diz, tendo uma ideia. "Ei, Draugr. Que droga rolou ? Por que vocês mataram todo mundo ?"

"D.E.V.I.L foram criados para matar. Fomos criados para matar Bestas Ancestrais. Fomos criados para matar os Criadores. Fomos criados para matar nossos irmãos. Nossa existência é morte." — Draugr diz. "Uma hora, iríamos matar aqueles estúpidos."

"O que ele disse ?" — Karma pergunta.

"Basicamente, que ele gosta de matar." — Kuzuha diz.

"Nenhuma novidade." — Karma diz. "Bom, com o DNA dos D.E.V.I.L, os Primordials criaram as Bestas do Caos. Daí, foi uma guerra contra as Bestas Ancestrais, até que eles 'ganharam'. Não mataram todas, mas mataram a maioria. Tem algumas Bestas Ancestrais vivas até hoje, só não fazem mais nada. Os D.E.V.I.L começaram a matar seus criadores, e os Primordials não podiam fazer nada contra isso. Bom, dois D.E.V.I.L eram os mais fortes: Nidhoggr e Yggdrasil. Eles lutaram, o causou muitas mortes, até que Yggdrasil conseguiu enfraquecer Nidhoggr, e os Primordials prenderam ela dentro de um deles e trancaram em uma biblioteca indestrutível. Biblioteca que eu não mencionei, mas os Primordials construíram pra guardar o conhecimento deles para as gerações futuras não cometerem os mesmos erros."

"Ok, biblioteca é importante." — Kuzuha diz.

"Depois de uma briga beeem longa, os Primordials conseguiram cortar Yggdrasil em seis partes, e jogaram a principal no espaço com um canhão gigante." — Karma diz. "Essas partes eram: King, Queen, Bishop, Knight, Rook, e Pon, com King sendo a parte principal jogada no espaço. E, sim, foi isso que deu a origem às categorias de Requiem e criaturas. Esses pedaços foram chamados de Raízes. Eles criaram vida própria, construíram uma torre e usaram ela pra trazer Yggdrasil de volta. De novo, os Primordials conseguiram cortar ele, dessa vez com uma arma que ele fizeram com as células de Yggdrasil, e jogaram a criatura no espaço. Só que, dessa vez, eles trancaram os pedaços. E pra piorar, antes de ser jogado no espaço, Yggdrasil diminuiu muito a população. Foi quando Draugr e Fenrir começaram a lutar, e isso foi o fim dos Primordials."

"Você deve ter sentido uma nostalgia gigante, quando eu lutei contra o Alucard, huh ?" — Kuzuha pergunta.

"Confesso que senti um desejo de carnificina maior do que o normal, quando o vi." — Draugr diz.

"Não é disso que eu tô falando, animal !" — Kuzuha diz. "Tanto faz. Continua aí, Karma."

"Foi aí que os Criadores criaram os Zenith, meu povo, os Ürok e os Viridy. Depois disso, os Zenith e o Ürok acharam a biblioteca e aprenderam a fazer as coisas que os Primordials faziam. E, sim, trancaram Nidhoggr em outro lugar, com a ajuda dos Viridy." — Karma diz. "As escavações continuaram, até acharem mais Artefaktos, tipo o que foi usado pra cortar Yggdrasil, e Fenrir, outro D.E.V.I.L. Draugr também foi encontrado e os dois continuaram a luta. Os Zenith criaram andróides de batalha movidos à células Requiem e D.E.V.I.L, chamados N.I.R.V.A.N.A, e usaram eles parar parar o confronto entre Draugr e Fenrir."

"Epa ! Tá me dizendo que vocês fizeram robôs vampiros ?" — Kuzuha pergunta.

"Uh… O que é um vampiro ?" — Karma pergunta.

"Verdade. Esqueci que você não é daqui." — Kuzuha diz. "Só continua aí. Tá ficando interessante."

"Na verdade, depois disso, não aconteceu muita coisa, pelo que eu bem me lembro." — Karma diz. "Depois que a guerra acabou, os N.I.R.V.A.N.A foram reutilizados pra fazer qualquer outra coisa. As três raças ficaram tão acostumadas com o aconchego, que esqueceram que as Raízes existiam. E elas voltaram, usaram a torre de novo, e Yggdrasil estava de volta. Mais uma vez. Dessa vez, ele conseguiu destruir muitas partes de Azeroth. Não só isso, como também ascendeu até Elysium e matou os Criadores. Mas antes que todos eles morressem, alguns conseguiram jogá-lo de volta no espaço. O problema é que foi tudo um plano de Yggdrasil. As Raízes nunca se juntaram com ele, e simplesmente desapareceram. Até hoje, não foram vistas." — Ela fecha seu punho, com raiva. "Mas elas estão vivas. Infelizmente."

"Tch. Esse tal de Yggdrasil é um puta pé no saco. O bicho não desiste nunca ?" — Kuzuha pergunta. "Se eu visse ele na minha frente, socava até fazer ele esquecer o próprio nome."

"Depois disso tudo, as coisas voltaram ao 'normal', e tecnologia foi banida, pra não acontecer o mesmo acidente de antes." — Karma diz. "Em algumas áreas, tecnologia ainda é legalizada, como defesa contra D.E.V.I.L ou Besta Ancestral, prisões, teleportes, geladeiras, fogões. Mas são coisas NECESSÁRIAS. Toda tecnologia para conveniência banal ou inútil, como carros, televisões, etc., foram banidas. Claro, não é ESTRITAMENTE proibido. Se um reino quiser usar tecnologia, pode. Mas ele vai ser excluído do Tratado de Paz que as raças de Azeroth têm. Tecnicamente, isso é bom para um avanço e uma vida mais fácil, mas também significa que você perde seus reinos aliados e privilégios que o Tratado traz. Tem a Guilda de Caçadores de Recompensa, que é uma organização que não é afiliada a nenhuma raça ou reino. Eles podem usar tecnologia, se quiserem. Falando de um ponto socioeconômico, não é muito viável sair do Tratado de Paz, já que isso significa que as importações ficariam mais caras, e as exportações mais baratas, diminuindo seu valor e aumentado os outros, o que definitivamente causaria um colapso na economia. Isso levaria a mais pobreza e má infraestrutura, menos trabalho, comida, matéria prima, e até educação básica."

"Uh… Ok." — Kuzuha diz, confuso.

"O-Oh ! Desculpa ! Eu não queria ficar falando sobre essas coisas." — Karma diz. "É que o Alucard nunca me ouviu, e eu adoro discutir sobre esses assuntos."

"Nah, tá tranquilo. Pode continuar, se quiser. Eu não sou um cara de política, mas se você gosta, sou todo ouvidos." — Kuzuha diz. "Mas eu admito, não tava esperando isso de você. Desde quando, gosta dessas coisas ?"

"Quando se cresce na-" — Karma diz, se interrompendo. "Não é da sua conta !"

O delinquente solta um suspiro. "Tava demorando... Cara, essa sua história aí foi interessante. A história da Terra é muito mais simples. A gente só parou de matar dinossauros pra começar a matar nós mesmos. Fim."

"Isso é, uh… Huh, eu esperava mais." — Karma diz.

"Pois é. Aula de história é sempre a mesma coisa." — Kuzuha diz. "Mas uma parada que você me falou é meio engraçada. Esse tal de Elysium aí é igualzinho um lugar que eu sonhei, uma vez."

A Zenith para imediatamente de fazer qualquer coisa e olha intensamente nos olhos dele. "O quê ?"

"Foi, tipo, super rápido. Tinha um troço todo coberto com pano velho, e ele me disse uma parada." — Kuzuha diz. Ele tenta se lembrar. "Foi uma coisa meio assim: '…Bapto... estas... neevitebla... La... Reĝo... revenos…', ou alguma coisa assim. Não faço a mínima ideia do que é, mas eu lembrei quando você falou desse lugar aí. No meu sonho, estranhamente, eu sentia tudo e nada ao mesmo tempo."

Desespero toma conta de Karma. "I-Isso é impossível ! Não... Isso não pode ser… Isso… Mas…"

"Uh… Tudo tranquilo ?" — Kuzuha pergunta.

"Eu… Eu preciso de um tempo..." — Karma diz, muito preocupada. "Pode me levar até a sede e me deixar lá ? Voltou pra casa sozinha…"

"Ok…" — Kuzuha diz, confuso.

Os dois vão embora. No dia seguinte.

Kuzuha acorda em sua cama. "Que horas são ?" — Ele olha no relógio. "MERDA !!! TÔ ATRASADO !!!" — O delinquente se levanta com um pulo.

Minutos depois.

O delinquente desce as escadas correndo, usando seu uniforme escolar, e vai até a cozinha. "O que tem aqui que eu consigo fazer em segundos ?" — Ele começa a mexer nos armários. "Nada ! Nada ! Nada ! Nada ! NADA !"

Mitsuro chega, sonolenta, usando seu pijama.

"…Tudo bem, Kuzuha… ?" — Mitsuro pergunta.

"Tsu ! Por que você ainda não tá trocada !?" — Kuzuha pergunta, desesperado.

"Mas…" — Mitsuro diz, soltando um bocejo. "Hoje nós não temos aula…"

Kuzuha imediatamente para. "…Ah…"

"Eu vou… voltar pra minha cama… Adeus…" — Mitsuro diz, indo embora.

"Faz um favor, bate na porta do quarto da Karma e manda ela descer." — Kuzuha diz. "Tô preocupado com ela, desde ontem."

"Não... Eu não gosto dela…" — Mitsuro diz.

"Ah, qual é ! O que vocês têm contra ela ?!" — Kuzuha pergunta, incomodado. "Sério, vocês têm que parar de olhar as pessoas pelos atos que elas cometem, e começar a olhar mais como elas são por dentro. Sinceramente, Mitsuro, quando você tava em Azeroth, não me parecia muito confiável. Mas olha só, agora você mora comigo. A loirinha, quando eu conheci ela, também não me parecia confiável. Nem a Excalibur. Agora, todos somos amigos. Então, por que ela não pode ser amiga de todos ?!"

"Porque ela é do mau. Tentou me matar. Tentou matar a Noelle. Machucou a Excalibur e a Yasumi. E ela tentou matar você, Kuzuha." — Mitsuro diz. "Então, não importa o quanto ela tente ser nossa amiga, nós nunca vamos aceitar ela. E ponto final. Agora, se me der licença, preciso voltar a dormir."

O delinquente solta um suspiro. "Eu não vou continuar te incomodando. Pode voltar a dormir."

A bruxa vai embora.

"Pô, e eu até mandei um discurso de protagonista de qualidade..." — Kuzuha diz, decepcionado.

O Vizer começa a tocar.

"Bom, eu tenho uma missão pra fazer. Fala aí, Vizer." — Kuzuha diz.

"Besta do Caos detectada à 703 metros de distância, e se movendo rápido." — Vizer diz.

"Qual ?" — Kuzuha pergunta.

"Analisando... Inimigo analisado." — Vizer diz. "Três Maragis foram detectados. Um Maragi é uma Besta do Caos da peça Rook, Promotion: Juggernaut. Tome cuidado, pois sua força é equivalente ao seu tamanho, grande. Ele mede trinta e sete metros de altura. Sua aparência é como à de um gorila. Tome cuidado com seus braços, que são maiores do que suas pernas. Eles andam esmagando o chão com suas mãos. Maragis costumam usar sua força para esmagar seus inimigos em suas enormes mãos e/ou segurá-los e comer metade de seus corpos com seus dentes afiados, como lâminas."

"Cacete ! Três Gorilas !? Trinta e sete metros !?" — Kuzuha diz, surpreso.

"Eu vou." — ??? diz.

Karma aparece.

"Tá maluca !? Você vai morrer com essas coisas aí. Nem eu sei se peito isso." — Kuzuha diz, preocupado.

"Como se eu fosse morrer para umas coisa dessas." — Karma diz.

"É muito perigoso ir sozinha. Ainda mais você, que nem tem um Requiem." — Kuzuha diz. "Você é praticamente inútil, numa situação dessas."

Essa frase começa a ecoar na cabeça da Zenith. "…P-Para…"

"Uh… Tudo bem-" — Kuzuha diz, sendo interrompido por um repentino grito de Karma.

"PARA !" — Karma grita.

"E-Eh !?" — Kuzuha diz, surpreso.

"Não aja como se você não fosse como as outras pessoas !" — Karma diz, brava. Os olhos dela começam a lacrimejar. "Pare de fingir que quer ser meu amigo ! Você é só mais uma das pessoas que fingem chegar perto de mim pra depois me jogarem fora, como se fosse lixo ! Não chegue perto de mim ! Nunca mais !" — A Zenith empurra Kuzuha e sai correndo, chorando.

Kuzuha solta um suspiro. "O que eu faço."

Karma e King estão em uma sala, conversando.

"Acalme-se. Desde que chegou aqui, não disse uma palavra, apenas está hiperventilando." — King diz. "Ficar perto dele foi tão ruim assim ?"

"J-Já é noite ?" — Karma pergunta.

"Você chegou a algumas horas, então creio que sim." — King diz.

"Olhe no céu ! Ele falou comigo !" — Karma diz.

"Pessoas conversam umas com as outras." — King diz.

"Em Azeri perfeito !" — Karma diz.

King olha para o céu. Uma estrela está brilhando um pouco mais que as outras. Ele ficar mais nervoso. "Temo que já sei as notícias."

"E-Ele está voltando !" — Karma diz. "Yggdrasil !"

O líder respira fundo e se acalma. "Não faço ideia de quanto tempo temos. Só espero que seja tempo o suficiente."

No dia seguinte, na casa de Kuzuha. O delinquente, Mitsuro, Noelle e Excalibur estão sentados à mesa. As garotas estão encarando pratos com comida.

Kuzuha está comendo muito rápido. "Vochês shão muhito freshcas ! Issho ahi thá muhito bohm !"

A bruxa chama a atenção de seu amigo.

O delinquente engole. "O quê ?"

"Por que você está comendo isso ?" — Mitsuro pergunta.

"Talvez porque seja gostoso… ?" — Kuzuha diz.

"Certeza que tem veneno nisso." — Excalibur diz.

"Sua 'amiguinha' muda de personalidade do nada e você quer que nós confiemos nela ?" — Noelle pergunta.

Kuzuha dá de ombros.

Noelle solta um suspiro, irritada. "Só um idiot puan feito você pra não achar isso suspeito."

O delinquente começa a comer a comida no prato delas.

Karma aparece, com um enorme sorriso. "Como vão meus caros amigos ? Estão gostando do meu almoço de desculpas por todas as maldades que fiz a vocês ?" — Ela vê os pratos sem comida. "Que bom que gostaram ! Porque eu tenho uma sobremesa especial para vocês ! O sabor é de matar ! Ohohoho…" — A Zenith volta para a cozinha dando uma risada maquiavélica.

A jovem se levanta. "Não vou ficar aqui pra isso. Vamos, meninas. Qualquer boteco é melhor que isso."

Mitsuro e Excalibur também se levantam.

"Perdão, Kuzuha, mas não suporto ela." — Mitsuro diz.

"Tô com ela nessa. Essa garota é falsa demais." — Excalibur diz.

As três vão embora.

Kuzuha solta um suspiro. "Alguma hora, elas vão aceitar a Karma. Só espero que seja logo..."

A Zenith aparece de novo. "Tem como tirar isso aqui do meu pescoço ? É meio difícil cozinhar-"

"Não." — Kuzuha diz, imediatamente interrompendo sua amiga. "Falando nisso, quando foi a última vez que eu te dei um choque ?"

"D-Droga ! Será que ele descobriu que a coleira não funciona mais !?" — Karma pensa, nervosa.

O delinquente dá de ombros. "Nah. Você tá se comportando. Parabéns."

"Eu não sou um animal !" — Karma diz, brava.

Kuzuha se levanta e se espreguiça. "Simbora."

Karma inclina sua cabeça, confusa. "…'Simbora'… ?"

"Pô, esqueci de te falar. Abriu um fliperama no shopping, e eu tô afim de ir. Sempre quis ir num desses." — Kuzuha diz. "E, não, você não tem opção."

"Um 'fliperama' ?" — Karma pergunta.

"Tem muita coisa pra você aprender." — Kuzuha diz.

Algumas horas depois, no shopping. Os dois estão na frente do fliperama. Kuzuha está maravilhado com o local.

"Mal entramos e parece que ele está tendo o melhor dia de sua vida. O que tem nessa loja ?" — Karma pergunta.

"Eu não aguento mais esperar ! Bora entrar !" — Kuzuha diz, animado.

Eles entram na loja. A Zenith fica maravilhada com a grande quantidade de pessoas, telas e jogos no local.

"Aqui." — Kuzuha diz. Ele senta sua amiga em uma cadeira e dá uma pistola para ela. "Prontinho~"

"Que jogo interessante... Quanta munição eu tenho ? Não creio que está arma será o suficiente para matar todas essas pessoas aqui." — Karma diz.

"E-Eh !? Não é uma arma de verdade ! Você tem de apontar ela pra TELA, não pras pessoas !" — Kuzuha diz.

A Zenith aponta sua arma para a tela. "Assim ?"

"Isso mesmo." — Kuzuha diz. Ele se lembra de algo. "Ah ! Quase esqueço." — O delinquente põe um óculos VR em sua amiga.

"Armadura ? Pensei que isso não seria real." — Karma diz.

"Não, isso é um capacete de realidade virtual-" — Kuzuha diz, desistindo. "Só joga."

Karma começa a atirar. "Whoa ! Essa realidade virtual é incrível ! É como se os inimigos estivessem na minha frente !"

"Legal, né ? Azeroth não tem isso~" — Kuzuha diz, com um sorriso presunçoso.

"Mas por que atirar nessas coisas, quando atirar em Bestas do Caos e qualquer um que entre na minha frente é mais divertido ?" — Karma pergunta.

As pessoas começam a olhar para ela.

"Ehehehe ! V-Você é mesmo uma brincalhona !" — Kuzuha diz, forçando um sorriso. Ele sussurra. "Cala essa boca ! Não se atira em pessoas, animal !"

"Não me importo." — Karma diz.

"Mas deveria !" — Kuzuha sussurra, bravo. Ele solta um suspiro. "Fica quietinha aí. Eu vou no banheiro." — O delinquente vai embora.

Minutos depois.

Kuzuha volta e não vê Karma. Ele começa a se desesperar. "Merda ! Merda ! Merda ! Merda ! Sabia que não devia ter deixado ela sozinha ! Draugr, começa a farejar ela, ou alguma coisa assim !"

"Não pense que vai me dar ordens, sua prisão de carne pútrida deplorável !" — Draugr diz, bravo.

O delinquente aproxima seus dedos de seu tapa olho. "Eu arranco você e esmago quando quiser, seu otário !"

"Tch. Filho de uma puta desgraçado." — Draugr murmura. "Ela está no centro do shopping."

"Muito obrigado pela cooperação." — Kuzuha diz. Ele começa a correr.

Alguns minutos depois.

Kuzuha chega no centro do shopping, que está bem movimentado. Ele começa a procurar desesperadamente por Karma, até que a acha, na distância. O delinquente se aproxima de sua amiga, pelas costas. "Onde pensa que vai ?!"

Karma se assusta e se vira. Ela está segurando dois sorvetes. "E-Eu vi isso aqui e achei que seria gostoso, então vim comprar para nós dois, mas acabei me perdendo e estava te procurando. Sei que mandou eu ficar naquele lugar, mas não tinha comido nada ainda. Perdão."

"A-Ah... P-Pô, foi mal ter te assustado. Eu só, uh, tava preocupado que você tinha se perdido." — Kuzuha diz, se sentindo muito culpado.

"Não precisa mentir, sei que achou que eu tinha fugido." — Karma diz. "Não sou idiota. Sei que ainda não confia em mim, como aquelas garotas. Eu também não confiaria. Mas eu espero que isso mude, algum dia."

"Desculpa..." — Kuzuha diz.

A Zenith entrega o sorvete dele. "Está começando a derreter."

"A-Ah, valeu !" — Kuzuha diz. Ele pega o sorvete e começa a comê-lo. "Hmm ! Gostoso. Eu odeio doce e coisa gelada, mas esse aqui é bom."

"Deve estar tão gostoso assim porque eu comi um pouquinho dele~♥" — Karma diz. "Tecnicamente, acabamos de ter um beijo indireto."

O delinquente se envergonha. "E-Eh !?"

"Ahahaha ! É brincadeira, bobinho~" — Karma diz.

"Tch. Muito engraçado." — Kuzuha diz, bravo.

"Então... Eu estava pensando em dar uma volta por fora do shopping." — Karma diz. "É um local tão grande. Gostaria de ver a arquitetura por fora."

"Uh… Beleza." — Kuzuha diz.

Os dois saem do shopping. Eles vão até um local mais aberto, sem ninguém.

"Dessa distância, posso ver bem melhor o local inteiro." — Karma diz.

"Sabe… Eu estava pensando, ultimamente, e preciso te confessar uma coisa." — Kuzuha diz.

"Vai dizer que me ama~♥" — Karma diz, piscando para seu amigo.

"Sonha." — Kuzuha diz. "A verdade é que…" — Ele tira a coleira do pescoço dela. "Eu sabia esse tempo todo que isso tava quebrado."

A Zenith fica muito confusa. "O-O quê !? Mas… Mas…"

"É meio desumano demais fazer isso. Só fingi que não sabia para as garotas não desconfiarem." — Kuzuha diz. "Mas, hoje, eu percebi que isso é idiotice. Você provou que sou um idiota e posso confiar em você. Eu sempre soube disso, só estava esperando você mostrar que eu estava certo."

Karma começa a se sentir culpada.

"Não precisa se preocupar com as meninas. Eu vou dar um jeito de fazer elas confiarem em você também." — Kuzuha diz. "Se não quiserem, problema delas. Eu vou sempre estar do seu lado, quando precisar."

"A… Acho melhor voltarmos para o shopping..." — Karma diz, preocupada.

"Já cansou da vista ?" — Kuzuha pergunta.

"I-Isso ! Vamos embora, rápido !" — Karma diz.

Kuzuha percebe algo. Ele empurra Karma. Um pedaço de gelo o acerta, mas o delinquente consegue se defender. "Ugh… ! Tudo bem com você, Karma ?"

"É com si mesmo que deveria se preocupar." — ??? diz. Alucard aparece.

"Qual é, cara ! Toda hora isso ! Você não tem nada melhor pra fazer ?! Desse jeito, tô começando a achar que tá apaixonado !" — Kuzuha diz, bravo.

"Nós temos assuntos não terminados, seu troglodita insuportável." — Alucard diz. Ele cria duas katanas de gelo.

Kuzuha solta um suspiro. "Só aceita logo que a gente sempre empata. Não é tão difícil assim."

"Quieto, troglodita miserável !" — Alucard diz. Ele avança na direção de Kuzuha.

O delinquente cobre seus punhos com chamas. "Lá vamos nós de novo."

"Hoje, chegará seu fim !" — Alucard diz.

"Fala menos, briga mais !" — Kuzuha diz.

Alucard ataca, mas Kuzuha consegue desviar e revidar com um soco, que desarma uma das katanas do jovem, pega ela para si e se defende de outro ataque. Os dois começam a colidir suas lâminas. Ambos dão um golpe forte, jogando suas katanas para trás. Eles começam a se socar. Alucard acerta um soco na costela de Kuzuha, fazendo ele fraquejar. Ele aproveita essa oportunidade, pega a cabeça do delinquente e dá uma joelhada nela, fazendo Kuzuha cair para trás.

O delinquente cospe um pouco de sangue. "Ugh ! Deu sorte. Eu tava distraído." — Ele se levanta, um pouco zonzo.

"Qual o problema ? A pancada não foi tão forte assim." — Alucard pergunta, zombando de seu inimigo.

"Cala essa boca e vem tomar uma surra... !" — Kuzuha diz.

O jovem dá um sorriso maléfico. "Patético. Essa luta já acabou. Acha mesmo que isso é mera coincidência ? Os analgésicos estão sofrendo efeito agora."

"Anal… gésicos… ?" — Kuzuha diz, ainda mais zonzo. "Veneno... não faz efeito… em mim !"

"Isso não é veneno, seu troglodita insuportável." — Alucard diz. "Como acha que te encontrei ?"

Kuzuha começa a juntar as coisas, até que entende a situação. Ele se vira para Karma, desapontado. "…Você me drogou… ? Eu… confiei… em você... !"

"Tá ficando tontinho ? Advinha o ingrediente secreto que tinha na sua comida. Uma mistura especial com flores analgésicas e nauseantes de Azeroth. Ohohoho !" — Karma diz, com um sorriso maligno em seu rosto.

"Quieta, ser inferior. Assim que esse empecilho estiver fora do meu caminho, sua utilidade também terminará." — Alucard diz.

"M-Mas eu achei que ia me ajudar-" — Karma diz, sendo interrompida por Alucard, que joga um estilhaço de gelo em seu ombro.

"Eu mandei ficar quieta, vadia." — Alucard diz, bravo.

"Ugh- Gah !" — Karma diz, em agonia. Ela se ajoelha.

"Isso mesmo. É aí que uma puta como você deve ficar, abaixo de alguém tão grandioso como eu." — Alucard diz. Ele desvia das chamas de Kuzuha.

"Já… passou dos limites... burguês... !" — Kuzuha diz, juntando suas forças.

Alucard se aproxima dele e dá um soco em seu peito, fazendo Kuzuha perder suas forças. "Não ouse contrariar o julgamento de alguém superior a você, troglodita."

O delinquente cospe sangue e se ajoelha.

"Vadia, levante-se e acabe com esse troglodita." — Alucard diz.

A Zenith se levanta com dificuldade e pega uma de suas pistolas.

"…Você não precisa fazer… as coisas que ele manda…" — Kuzuha diz.

Vagarosamente, Karma caminha até ele.

"Termine logo com isso. Quero ver a vida desse troglodita insuportável desaparecer." — Alucard diz.

A Zenith mira a pistola na cabeça de Kuzuha.

"…Eu não… tô bravo… Só espero que… você tenha… se divertido…" — Kuzuha diz, com um sorriso em seu rosto.

Uma lágrima cai do rosto da Karma. Ela começa a chorar. As mãos dela começam a tremer. "Aha... ha... ha... Achou mesmo que eu era sua amiga… ?"

"…Eh… ?" — Kuzuha diz, confuso.

"Eu só… estava fingindo… Acha mesmo que eu fiquei feliz indo com você ao shopping ? Ao fliperama ? Acha mesmo que gostei de ficar perto de você, em um lugar onde eu era aceita e querida ?" — Karma pergunta. "Era tudo uma farsa… Só estava enrolando até o Alucard completar seu plano… Eu… Eu te odeio, e nunca mais quero te ver na minha frente... seu… idiota..." — Ela atira.

A bala acerta a cabeça de Kuzuha. Ele cai no chão, sem vida. Sangue começa a escorrer pela sua cabeça.

"Isso ! Finalmente, esse maldito troglodita desgraçado se foi ! Agora nada pode me parar !" — Alucard diz. Ele vai embora, saboreando sua vitória.

A Zenith se ajoelha ao lado do corpo de Kuzuha e começa a chorar ainda mais.