Deusa das estrelas

2 Black e seu afilhado


Notas iniciais
Um capítulo fresquinho só pra vocês

Capítulo 2

— Seja bem-vindo a sonserina Severo. Vou te ensinar a sobreviver aqui e na vida.

Levantou a sobrancelha em descrença, mas apertou minha mão. Talvez fosse por acreditar que uma mulher não tivesse tanta competência quanto um homem, ou por ser desconfiado por natureza e nem acreditasse muito no sistema de apadrinhamento sonserino. De qualquer forma, ele ia acabar percebendo uma hora ou outra, que no momento que alguém é apadrinhado aqui na sonserina, esse laço é para sempre. E irá descobrir que é um erro me subestimar.

— Todos estamos cansados da viagem. Então vamos para os quartos descansar e conversamos melhor amanhã. Encontra-me aqui amanhã, para irmos juntos tomar o café da manhã e eu te explicar algumas coisas importantes. – Subi para meu quarto e as minhas colegas de quarto já estavam lá. Conversei rapidamente com a Brenda sobre sua afilhada e acabei pegando no sono.

Na manhã seguinte, quando desci para o salão comunal, Severo já estava me esperando. Não consegui segurar o sorriso quando o vi, pontualidade era algo que eu aprecio muito, odeio esperar pelas pessoas, isso me irrita muito.

—Bom dia Severo, temos algum tempo antes do café da manhã, então se sente para eu te explicar algumas coisas.

Havia poucas pessoas no salão comunal, então não me preocupei com o feitiço de privacidade. Queria falar com ele sobre sua amiga nascida-trouxa, mas este não seria o melhor momento para esse assunto.

— Como sua madrinha, é uma das minhas obrigações monitorar suas notas e garantir um bom desempenho. Então ao final de cada mês quero um relatório sobre seu desenvolvimento nas aulas. Se tiver dificuldade em alguma matéria, irá fazer aulas extras comigo. Não vou deixar nenhum afilhado meu desprotegido, sem sabe defender-se ou ser ter notas miseráveis.

— Será que todos os padrinhos são tão exigentes como você?

— Severo, quando o professor Slughorn nomeou-me sua madrinha, não foi apenas para não se perder nos corredores, chegar atrasado às aulas ou não entregar os trabalhos. É muito mais que isso. É ter boas notas, fazer ligações com pessoas importantes e influentes. Tudo pensado para quando terminar a escola, para a vida. Somos sonserinos, cuidamos dos nossos. É por isso que o professor te colocou comigo, é tudo pensado.

— Como assim, é tudo pensado? Por que você? Como essa escolha é feita sendo algo assim tão importante?

— O diretor da nossa casa tem as informações de cada aluno que vai cursar o primeiro ano. A maioria dos apadrinhamentos já estão planejados antes mesmo da seleção ocorrer. Relacionamento familiar, ligação entre as famílias, geralmente é assim o planejamento para os apadrinhamentos. Às vezes isso muda, um exemplo disse é meu primo Sirius, os Black sempre foram para a sonserina e não estar é uma surpresa. Tenho certeza que se ele não tivesse fugido da tradição, seria ele que eu teria apadrinhado, somos família. Quando eu cheguei a Hogwarts, não tinha ninguém da minha família no terceiro ano, então foi outro tipo de relação.

— Quem é seu padrinho?

— Lucius Malfoy. Os Black e os Malfoy têm uma parceria de negócios há décadas. São famílias aliadas. Em relação a nós dois, creio que o professor escolheu nos unir para sua proteção. Conte-me sobre seus pais para eu ter certeza.

Severo pareceu um pouco envergonhado e hesitante em responder-me, mas no final decidiu falar.

— Minha mãe é Eillen Prince, uma bruxa puro-sangue. Meu pai é Tobias Snape, um trouxa. – A última parte da sua fala saiu baixa e incerta. Prossegui a conversa sem demonstrar que tinha percebido um pouco de medo e ressentimento em seus olhos.

— Isso explica tudo, é realmente proteção. Eu tenho um nome importante para poder te proteger, muitos sonserinos tem preconceito não apenas com nascidos-trouxas, mas com mestiços também. Por causa do peso do nome dos Black e o respeito que conquistei aqui, eles não irão mexer contigo sendo meu afilhado. E já que sua mãe é de uma antiga família puro-sangue é perfeitamente viável te colocar em uma posição importante. Vamos Severo Prince Snape. Vamos tomar café da manhã, antes que percamos o horário.

Durante o caminho expliquei os horários e outras coisas básicas que ele precisava saber. Ao chegarmos ao salão sentamos ao lado da Brenda e de sua afilhada Joanna. Não estava com tanta fome esta manhã, então tomei apenas um suco de abóbora e um pedaço de bolo. Percebi que Sirius já estava saindo da sua mesa e levantei-me avisando para Severo, que continua-se na mesa comendo, já que eu não demoraria para voltar.

Alcancei meu primo na entrada do grande salão, estava junto com seus amigos que conheci no trem. Logo que chamei Sirius, seus companheiros encostaram-se à parede o esperando. Era óbvio que ele já era um dos líderes naquele grupo. Mal tinha terminado de lhe perguntar se as acomodações dos leõezinhos era tão confortável como tinha ouvido, a coruja da mãe de Sirius passa voando bem perto de nossas cabeças, deixando uma carta nos pés dele.

Sirius assim que viu a carta arregalou os olhos e agradeceu por ter saído antes do grande salão. Soltei uma risadinha da expressão do meu primo ao ver o berrador que sua mãe tinha lhe enviado. Sabendo que se não o abrisse acabaria resultando em uma explosão, abaixou-se e segurou a carta, dando um sorrisinho de nervoso. Logo após de abrir, a carta começou a berrar com a voz da tia Walburga. Alguns alunos que saiam do grande salão olhavam surpresos para a situação e riam.

— Sirius Órion Black. Você desonrou o nome da antiga e muy nobre família Black. Como sempre desdenhou das nossas tradições e jogou nosso nome no lixo, entrando numa casa onde os sangues-ruins são bem-vindos. Não me envergonhe ainda mais, senão te queimo da tapeçaria. Agora, mais do que nunca, minha esperança de um herdeiro nobre, recai em Régulo, tenho certeza que ele será um filho muito melhor que você. Adeus.

O garoto Potter aproximou-se de Sirius, logo após a carta destruir-se. Colocou a mão no ombro dele tentando passar algum conforto, mesmo que Sirius tenta-se agir como se aquilo não fosse nada e que não o atingia.

— Isso foi pesado! Falou Potter olhando para mim.

— É o mínimo que eu esperava. É de Walburga Black que estamos falando. Não importa o que ela diga Sirius, você sempre será um Black, não tem como fugir do seu sangue, e isso é mais do que as tradições bestas da nossa família.

Ao terminar de falar, o abracei, passei a mão pelo seu cabelo e sussurrei no ouvido que deve ter orgulho do nome que ele tem. Dei um aceno de cabeça para os grifinórios e voltei a mesa sonserina para acompanhar Severo para sua primeira aula.

A semana passou rápida e logo me vi no sábado. Passei a manhã inteira tendo aula de Runas antigas. À tarde presenciei uma cena que me irritou muito. Estava indo para a biblioteca em busca de Severo, que não tinha aparecido para almoçar, me deparo com ele e Sirius batendo boca, enquanto os amigos do meu primo só observavam concordando com tudo que ele falava para meu afilhado. Durante toda semana chegaram aos meus ouvidos, sobre os dois discutindo antes ou depois das aulas e isso estava começando a me tirar a paciência. O que me fez me intrometer dessa vez foi que de uma briga utilizando palavras partiu-se para uma briga física, após Sirius derrubar os livros de Severo no chão. Saquei minha varinha e lancei um feitiço fazendo com que os dois brigões fossem em direção a parede e ficassem presos nela. No momento que me viram os amigos do meu primo se afastaram. O mais baixinho chegou a tremer sobre o meu olhar irritado.

— O que esta acontecendo aqui? Brigando fisicamente como dois malditos trouxas.

— Estou sentindo uma nota de desprezo na sua voz priminha? Cada aquela minha prima que concorda comigo que as tradições da família são bestas?

— Não brinque comigo agora, Sirius. Gostar de música trouxa é uma coisa, já sair aos tapas como um, isso já é outra coisa. Ainda mais serem estúpidos de serem pegos. Da próxima vez que eu pegar vocês agindo dessa forma novamente, deixarei a cargo de algum professor. Se não gostam um do outro, tudo bem, mas lembrem que são bruxos e tem o poder de utilizar a magia sem recorrer aos punhos. – Liberei os dois do feitiço e mandei Sirius ir embora com seus amigos. Não precisei olhar para meu afilhado para saber como ele estava brabo por ser interrompido.

— Não olhe para mim dessa forma, Severo. Como eu disse, essa é a última vez que vou me meter numa briga de vocês. Sirius é meu primo e você meu afilhado. No entanto espero que se lembre de usar sua magia. Sair no soco é para fracos. Venha comigo que vou te ensinar alguns feitiços. Sei como Sirius pode ser encrenqueiro.

Passamos o resto daquela tarde praticando feitiços que prende a língua, que desarma o oponente, que o derruba, que tira a roupa e que te protege. Coisas simples e eficazes que qualquer bruxo competente do primeiro ano faria facilmente.

Para a primeira semana de aula não foi tão ruim. Para o resto do ano já estava prevendo as muitas detenções do meu primo, e o aperfeiçoamento das magias do meu afilhado.

Notas finais
Pessoal, não esqueçam de deixarem seus comentários, se gostarem ou não da capítulo. Bjus da chu.