Notas iniciais
GENTEEE!!! Eu to muito feliz que alguém está lendo... Tenho coisas importantes pra dizer: Primeiro que eu to publicando no Wattpad primeiro e depois passando pra cá, por isso a configuração ta ficando zuadinha. amanhã eu dou uma arrumada. Segundo: Acredito que no quarto capítulo começaremos de fato a acompanhar a novela, com o encontro de Amália e Afonso na floresta, mas obvio que de um jeito bem diferente. Enfim, dito isso, bom capítulo

Todos no castelo despertaram com os gritos de Cecília que gritava pela filha. Ela tentou acordar a serviçal, mas sem sucesso, a moça estava completamente enfeitiçada e continuava a dormir profundamente. Eleanor foi a primeira a chegar no quarto de Aurora e encontrar Cecília desesperada.

— O que aconteceu Cecília? Por que todos esses gritos? Ela foi em direção a Cecília que estava em pé ao lado do berço segurando uma manta de Aurora aos prantos.

— Eleanor... Minha menina não está aqui, alguém levou Aurora.

O semblante de Eleanor era de preocupação, pois não estava nos planos perceberem o sequestro tão cedo, o ideal seria que Cecília só desse conta do ocorrido pela manhã quando fosse ver a menina. Não demorou muito para os guardas chegarem até o quarto, Eleanor então seguiu com o plano, falou para o comandante do Exército real:

— Pedro, Aurora foi sequestrada. Reúna todos os serviçais imediatamente. Ninguém entra e nem sai do castelo. Precisamos achar a minha sobrinha.

Eleanor parecia realmente preocupada com o paradeiro de Aurora, mas na verdade ela queria ganhar tempo, vasculhar o castelo, ao invés de mandar o exército para o povoado ou as redondezas, onde provavelmente ainda podiam achar Ernesto. Mas Pedro era um excelente comandante, então, propôs:

— Vossa Majestade, com todo respeito. Mas devido a gravidade da situação, aconselho que um grupo de meus homens procurem pelo povoado, posso mandar também um grupo para a floresta. Quem quer que seja que fez isso, conseguiu passar pela guarda do castelo, e provavelmente não se encontra mais por aqui.

Eleanor para não levantar suspeitas diz:

— Sim, você tem razão, faça isso. E mande também um mensageiro até a cidade de Évora, meu irmão costuma passar a noite lá para descansar da viagem. Ele precisa saber o que está acontecendo...

O comandante concordou com a cabeça, pediu licença e se retirou. Eleanor se aproximou de Cecília e a abraçou, olhou para a cozinheira que estava parada em frente a porta e disse:

— Você!! Traga um chá para a Rainha.

A cozinheira assentiu e saiu rapidamente.

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Na floresta Ernesto corria com Aurora dentro de um cesto, ele estava ofegante e transpirando bastante. Ele fazia o trajeto a pé, pois aquela região era de difícil acesso e cavalos não conseguiam passar por ali, o que dava a Ernesto uma grande vantagem sobre o Exército de Lastrilha, que a essa hora já devia estar atrás de Aurora.

A grande lua cheia iluminava a floresta por entre as brechas dos galhos das árvores.

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No castelo, Eleanor colocou o liquido que recebera de Jardes no chá da Rainha Cecília. Depois mandou tocar o sino de alerta no povoado e foi discursar para o povo.

— Meu querido povo de Lastrilha, é com muito pesar que venho até vocês dizer que esta noite, alguém entrou no castelo e raptou a minha querida sobrinha a Princesa Aurora.

As pessoas ficaram assustadas e cochichando umas com as outras.

— O exército de Lastrilha já está procurando pela princesa, mas isso não é o suficiente.

Cecília totalmente perturbada aparece para as pessoas com sua roupa de dormir, visualmente fora de si, ela caminha entre os plebeus chamando pela filha. Eleanor pede para que um dos guardas a tira de lá.

— Perdoem a Rainha, está sendo muito difícil para ela toda essa situação!

Os olhares das pessoas para a rainha são de pena e solidariedade.

— Em nome do meu irmão o Rei Otávio, em nome da Rainha Cecília, eu peço para que todos procurem por Aurora, qualquer pista pode ser fundamental.

O povo concorda e grita em apoio. Eleanor consegue o que queria, primeiro mostrar Cecília totalmente frágil para seu povo, segundo mostrar toda a sua força perante uma situação difícil.

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Em um povoado distante chamado Évora, o mensageiro do reino de Lastrilha chega a cavalo e procura pelo conselheiro pessoal do rei.

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Otávio está dormindo em um dos quartos da pensão, mas acorda quando Marcos entra sem bater na porta, o chamando.

— Rei Otávio! Rei Otávio!!

A expressão no rosto de Marcos faz com que Otávio pule da cama.

— Marcos, o que aconteceu? Te conheço o suficiente para saber que somente algo extremamente grave o faria entrar aqui assim... O que aconteceu em Lastrilha?

— Vossa filha Majestade... Marcos nem conseguiu completar a frase e Otávio já estava saindo do quarto.

— Vamos Marcos, temos que partir agora, você me conta no caminho o que está acontecendo.

Marcos saiu atrás do Rei.

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Ernesto já estava muito longe do Reino de Lastrilha, longe o suficiente para cumprir com o combinado, se livrar definitivamente de Aurora. Ele olhou para trás e quando voltou a olhar para frente, viu o vulto de uma pessoa parada olhando para ele, o vulto parecia ser de uma mulher. Ernesto passou a manga de sua blusa nos olhos, afim de poder enxergar melhor e quando olhou novamente, a mulher já estava parada em sua frente.

Era uma mulher jovem e muito atraente, branca de cabelos negros, ela o olhava com fascínio, como se ele fosse uma presa e ela estivesse ansiosa para lhe dá o bote.

— Quem é você? O que faz aqui sozinha na floresta a essa hora? Ele deu alguns passos para trás, a tensão de estar perto daquela mulher não o deixava pensar direito.

— Você é curioso ( Ela sorri), eu gosto disso!! Mas esse aqui é o meu território. Ela se aproxima dele novamente. __ Sou eu quem faço as perguntas.

Ela toca com a ponta dos dedos o nariz de Ernesto. Ele empurra a mão dela e puxa sua espada.

— Então, você só pode ser a bruxa da qual todos falam.

Intrigada Brice dá um sorriso de canto de boca e antes que Ernesto possa atacá-la, ela lança um feitiço que o paralisa.

— Interessante. Você é o primeiro homem que não cai no meu feitiço romântico... Agora me diga? O que você tem de especial? Porque me parece um homem comum, BEM COMUM, na verdade.

Brice anda em volta do homem o olhando, então, ela sorri e balança a cabeça negativamente.

— Mas é claro, como não percebi antes... Esse homem não pode cair em nenhum feitiço de amor, pois ele já está enfeitiçado... Ah, meu querido amigo Jardes... Ainda usando esses feitiços baratos... (Ela muda o tom de voz calma para agressiva) Não aprendeu ainda que eu sou a melhor feiticeira nesse ramo?

Ela fala isso com certo prazer. Então repara na cesta que Ernesto trás consigo.

— Vamos ver o que você tem aqui? Ela retira a cesta da mão de Ernesto e ao puxar o manto que está cobrindo Aurora, se surpreende ao ver a bebê sorrindo para ela.

— Um bebê? O que faz esse homem com um bebê? Ela coloca a cesta com cuidado no chão e se agacha levando uma das mãos a cabeça, parece sentir alguma tipo de dor ou aviso.

— Eu sinto tanta maldade, tanta maldade!! Alguém quer te fazer mal (olhando para Aurora), e está usando magia nesse homem para isso... O que ele pretende fazer é terrível.

Ela procura dentro da cesta alguma pista que possa ajudar a entender o que está acontecendo, mas não encontra nada, até que olha no pulso de Aurora que carrega uma pulseira com o nome de sua mãe Cecília de Lancret.

— Você é Aurora!!! A herdeira do trono de Lastrilha.

Brice pensa por alguns segundos e tira a pulseira de Aurora e esconde em uma fresta da cesta e cobre com os panos. Ela pega sua varinha e faz um sinal na pequena mão de Aurora que depois desaparece. Brice se levanta e pega o cesto com Aurora e fala baixinho perto da menina.

— Essa marca é o meu presente para você. Toda vez que você estiver perto de alguém que queira lhe fazer mal, ela irá doer, para que você sempre saiba quem são seus verdadeiros inimigos.

Ela colocou o cesto de volta onde estava, na mão de Ernesto.

— E você? Está livre do feitiço que o aprisionava... Vamos ver se terá coragem de matar esse ser inocente sem a ajuda da magia.

Brice estala os dedos, Ernesto acorda e ela já não está mais lá. Ele olha em volta e parece confuso, olha para Aurora no cesto sorrindo para ele.

— O que aconteceu aqui? Eu preciso fazer logo o que Eleanor... Ele olha novamente para Aurora e seu semblante muda completamente. __ O que eu ia fazer? Meu Deus, onde eu estava com a cabeça? Eu não posso fazer isso... Talvez, o melhor seja voltar e dizer que encontrei a princesa. Não, todos já devem estar procurando por ela, não acreditariam em mim... Meu Deus, o que eu faço?

Ernesto está completamente confuso, então, ele continua andando, parecendo saber onde ir e o que fazer...

Notas finais
Eu amo a Brice sim, e aqui ela vai ser a feiticeira mais foda de toda a Cália kkkkk