Deus Salve A Todos

6 A Invasão ao Castelo de Artena


Notas iniciais
Nesse capitulo temos Catarina ♥ Ainda é pouquinho, mas tenham paciência que esse começo é mesmo assim... Tenho duas coisas a dizer: Primeiro vcs imaginam os mesmos atores da novela? Eu imagino alguns diferentes... Segundo: Dale Virgílio

Amália olhava para o homem no chão paralisada, ela não sabia explicar o que estava sentindo, havia algo naquele homem que mexia intensamente com ela. Thiago se aproximou e pegou a flecha caída no chão.

— Olhe, ele tirou a flecha, por isso deve ter desmaiado de tanta dor.

Amália tenta acordá-lo.

— Moço? – Ao tocar nele, ela percebe que ele está ardendo em febre. – Ele está muito quente, precisamos tirar ele daqui imediatamente.

— E leva-lo para onde Amália? – Pergunta Thiago intrigado.

— Para nossa casa...

— Você está louca minha irmã.... É muito arriscado, nosso pai jamais permitiria.

— Eu sei.... Mas podemos deixa-lo no celeiro hoje e amanhã vemos o que fazemos.

— Amália, me escute. Nem sabemos quem é esse homem, ele pode ser um bandido ou até pior, um guarda de exército... – Thiago olha para os lados, ele tem medo que alguém os veja por ali.

— E o que você sugere? Que deixemos ele aqui para morrer dessa ferida ou de um ataque de animal?

— Como faremos isso? Se o cara nem se quer está acordado.

— Vá buscar a carroça, eu ficarei aqui.

Thiago queria poder argumentar, mas conhecia Amália o suficiente para saber que nada a faria desistir de ajudar aquele homem.

— Você é louca, completamente louca minha irmã...

Amália sorri e com a palma de sua mãe vira o rosto do irmão para o lado.

— Vá logo, não queremos que ele morra antes de chegar em Artena.

Thiago saiu e Amália permaneceu ao lado de Afonso. Algum tempo depois Afonso despertou, tentou abrir os olhos, viu o vulto de uma mulher que parecia tentar se comunicar, ele segurou na mão de Amália e desmaiou novamente. Thiago chegou e com a ajuda de Amália, colocou Afonso na carroça e partiram em direção a Artena.

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Amanhece em Artena. E Demétrio não tem boas notícias para o rei Augusto.

— Vossa Majestade!! – Diz Demétrio ao entrar no salão principal do castelo.

— O que foi Demétrio, pela sua cara, sei que não traz boas notícias...

— Os soldados que escoltavam a carroça com o ouro do reino de Plates, acabaram de chegar ao castelo...

— O que aconteceu? Fale de uma vez. – Diz o rei visivelmente irritado.

— Eles foram abordados por um grupo de assaltantes que levaram todo o ouro.

— Malditos sejam!!! Um bando de inúteis, eu disse que era para evitar as estradas principais, eles deviam ter feito um caminho alternativo.

— Mas eles fizeram Majestade. Tudo leva a crer que não foram assaltantes comuns, um dos homens ordenou que eles se entregassem em nome do povo de Artena.

— Foram os rebeldes!!!

A princesa Catarina entra no salão principal. Ela é uma jovem encantadora, cabelos pretos, rosto delicado e muito elegante.

— Meu pai, está tudo bem? – Pergunta ela ao ver o pai agitado. – Demétrio.

— Alteza!!!

— Está tudo ótimo Catarina, quer falar comigo? – Augusto muda sua expressão para que a filha não perceba o que está acontecendo.

— Os reis de Abadom acabaram de chegar ao castelo, achei que gostaria de recebe-los.

— Os receba minha filha e diga que eu já estou indo, só vou terminar de dá uma ordem a Demétrio.

— Sim meu pai, mas tem certeza que está tudo bem? – Pergunta ela ao pegar na mão do pai.

— Sim. Por favor, os receba. – Ele força um sorriso.

Catarina sai e Augusto muda completamente a expressão em seu rosto.

— Que horas o assalto aconteceu?

— De madrugada, os soldados ficaram sem os cavalos e tiveram que andar a pé até Artena.

— Bando de inúteis... – Pragueja o rei

— Quer que eu mande um grupo atrás deles?

— Não diga tolices Demétrio, a essa hora eles já estão longe...

— Então, o que vossa Majestade pretende fazer?

— Ainda não sei.... Justamente hoje temos esse jantar em comemoração ao acordo feito com o reino de Abadom, nada pode dá errado. E uma notícia como essa pode abalar a imagem de Artena.

— Meu conselho é que fiquemos atento ao povoado, quem planejou isso está em Artena.

Augusto fica pensativo com as palavras de Demétrio.

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Em Montemor, Rodolfo manda chamar o doutor Lupércio para examinar a rainha.

— E então doutor? O que minha avó tem? – Pergunta Rodolfo preocupado.

— O mesmo de sempre Alteza, só que me parece que a tendência é piorar cada vez mais.... Meu conselho é que ela não fique sozinha em momento algum.

Rodolfo olha para Rebeca a dama de companhia de sua avó e diz:

— Ouviu né? De agora em diante você é a sombra da minha vó, onde ela estiver, você estará, o que ela fizer, você fará.... Se ela for até o salão, você irá, se ela for até cozinha, você vá, se ela for ao banheiro, você.... Você entendeu, não é?

Rebeca concorda com a cabeça.

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Amália e Thiago finalmente chegam em casa e levam Afonso para o antigo celeiro da família. É um lugar não muito grande, feito de madeira, um pouco escuro, a luz que entra no ambiente vem das fendas entre as madeiras, eles acomodam Afonso nos fundos do celeiro, ele fica encostado em um fardo de palha. Logo depois vão para a casa que fica logo em frente.

— Até que fim vocês chegaram, estávamos preocupados. – Diz Martinho ao abraçar os filhos.

— Calma meu pai, eu cuidei de Amália como o prometido. – Diz Thiago tentando provocar a irmã que apenas sorri.

— Amália você está sangrando? – Diz Constância ao olhar a roupa da filha suja de sangue.

— Não minha mãe, esse sangue não é meu... – Amália tira o capuz

Amália se sujou ao ajudar a carregar Afonso. Mas para não levantar suspeitas ela mente.

— Deve ter sido de um soldado que Virgílio acabou matando...

— Virgílio matou um soldado? O plano era para ser executado sem violência. – Diz Martinho irritado.

— Sim, mas o senhor sabe como é Virgílio, e isso não foi tudo o que ele fez, quase colocou todo o plano em risco, demos sorte que tudo tenha acabado bem... – Diz Thiago depois de pegar uma maça.

— Bem para quem meu filho? Eu não gosto de vocês envolvidos nisso. – Constância passa a mão na testa de Amália e depois a beija.

— Fique tranquila minha mãe, nós estamos a salvo e as coisas vão mudar muito em Artena depois de hoje à noite. – Diz Amália tentando acalmar a mãe.

— Por falar em hoje à noite, Amália e eu precisamos descansar.

— Sim você tem razão meu filho, sua mãe e eu já estamos de saída para a feira, iremos trabalhar o dia todo para não levantar suspeitas.... Descansem que a noite hoje vai ser ainda mais longa. – Aconselha Martinho.

— Amália troque de roupa imediatamente, ninguém pode ver essa roupa suja de sangue. – Diz Constância antes de sair de casa.

Amália e Thiago ficam parados em frente a porta vendo os pais se afastarem.

— 3... 2... 1. – Diz Thiago.

Eles correm e começam a vasculhar os armários.

— Thiago coloca água para ferver, eu irei pegar toalhas limpas para limpar o ferimento.

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Amália corta a camiseta de Afonso e com a ajuda de Thiago limpa o ferimento na barriga. Ela faz um remédio com várias ervas e coloca sobre a ferida. A febre de Afonso permanece muito alta e ele continua desacordado.

— Até quando iremos mantê-lo aqui nesse celeiro? – Pergunta Thiago ao passar para a irmã um pano molhado.

— Não sei.... Depende de como as coisas ficaram em Artena após essa noite. – Amália coloca o pano molhado na testa de Afonso.

Amália tira alguns grampos do cabelo e com eles prende o cabelo de Afonso. Thiago olha para a irmã e a forma como ela cuida daquele homem que acabaram de socorrer.

— Quem será ele? Ele me parece muito bem aperfeiçoado, não acha minha irmã?

Amália fica desconcertada com a pergunta.

— Não sei..., mas isso não importa, o que importa agora é ele ficar bem...

Thiago sorri e diz:

— Sendo cuidado pela moça mais linda de Artena qualquer um ficaria bem...

— Achei que a moça mais linda de Artena fosse a princesa Catarina...

Thiago se aproxima da irmã e diz bem baixinho.

— A princesa Catarina é a moça mais bela de toda a Cália.

Amália sorri e joga um pouco de palha no irmão que sai do celeiro.

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Em Montemor.

Cássio e os outros homens que conseguiram escapar dos assaltantes chegam a Montemor. Rodolfo está no salão principal acompanhado de seus dois criados de confiança, Petrônio e Orlando. Cássio entra apressado.

— Vossa Alteza, onde está a rainha Crisélia?

Rodolfo percebendo o estado de Cássio pergunta.

— Minha vó não se sente muito bem, está em seus aposentos, onde está Afonso?

Cássio respira fundo antes de responder.

— Nós fomos pegos em uma armadilha feita por assaltantes, nós lutamos, mas infelizmente estávamos em menor número. Vosso irmão foi atrás de um dos bandidos a cavalo. Eu tentei ir atrás dele, mas não consegui. Depois voltamos ao local e procuramos pelo príncipe, mas não o encontramos.

— Está me dizendo que deixou meu irmão Afonso, futuro rei de Montemor ir atrás de um bandido sozinho?

— Eu sinto muito Alteza, partirei imediatamente com a cavalaria de Montemor atrás de vosso irmão, só regressarei quando achar Afonso.

— Não perca mais tempo Cássio, vá agora mesmo. E pelo bem da saúde da rainha, acredito que seja melhor ela não saber o que está acontecendo, assim como povo de Montemor.... Meu irmão é o futuro rei e uma notícia como essa, pode causar um grande alvoroço pela cidade.

Cássio concorda e sai. Petrônio e Orlando se entre olham e vibram com a possibilidade de Rodolfo assumir o trono.

— Vossa Alteza. Se vosso irmão não for—

Rodolfo não deixa que Orlando termine de falar.

— Não diga isso nem de brincadeira. Se Afonso não aparecer, eu não sei o que será de Montemor.

Petrônio rapidamente diz:

— Vossa Alteza teria que assumir o trono...

— Vira essa boca para lá Petrônio, Afonso foi criado desde criança para assumir o trono, é ele quem deve ficar com a coroa, eu nunca me imaginei com essa responsabilidade.

Rodolfo se sente apavorado só com a ideia de ter que assumir o trono, para ele a vida sempre foi festas, mulheres, bebidas e boas comidas. Ser rei implicaria em um monte de regras e protocolos que Rodolfo nunca tinha ouvido se quer falar.

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Amália passou a tarde toda cuidando de Afonso, trocando as ervas de sua ferida e verificando sua febre. Como estava muito cansada Amália acabou cochilando encostada na parede próxima a Afonso. Ele acordou meio tonto, abriu os olhos e a viu, cabelos ruivos presos, branca, vestida de forma simples. Ele tentou olhar em volta, mas não conseguiu.

— Aonde estou?

Amália desperta assustada e vai até ele. Afonso tenta se levantar, mas não consegue.

— Aonde estou? – Pergunta ele novamente.

— Em Artena.

— Em Artena? Eu.... Eu preciso ir... – Ele tenta se levantar e sente dor ao pé da barriga.

— Não faça isso, você não está em condições de ir a lugar algum.

Amália olha a ferida e Afonso geme de dor.

— Me perdoe, mas preciso trocar o curativo.

Afonso segura na mão dela e pergunta:

— Quem é você?

— Meu nome é Amália e eu... – Ela coloca a mão na testa dele. – Por Deus a febre voltou.

Ela pega um pano molhado e coloca na testa dele, ele a olha e geme de dor novamente.

— Cássio, onde está Cássio? – Pergunta ele confuso.

Amália não responde, apenas pega um copo com chá para que ele beba.

— Tome isso. – Diz ela ao levar o copo até a boca dele.

Afonso coloca a mão na frente do copo e a olha com desconfiança.

— É chá, é para seu bem.... Por favor, me deixa te ajudar.... Se essa febre não baixar, você pode morrer.

Afonso retira a mão e bebe o chá. Não demora muito e ele adormece novamente.

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No castelo de Artena. Lucíola, uma senhora de cinquenta e poucos anos, baixa e de cabelos já grisalhos, prepara o banho da princesa. Catarina entra no quarto bufando e se joga na cama.

— O que aconteceu menina? – Pergunta Lucíola indo até Catarina.

— Minha prima Mirtes.

— O que ela fez agora?

Catarina se senta na cama.

— Ela fica perguntando de Afonso, sobre o meu casamento...

— É natural que ela pergunte. Vosso casamento será o evento mais importante de toda a Cália.

— Mas me irrita, porque nunca sei o que dizer.... – Ela se levanta e caminha até a penteadeira. — Faz anos que não vejo Afonso, parece que somente meu pai se importa com esse casamento.

Catarina se senta na cadeira e fica de frente ao espelho penteando os longos cabelos.

— O príncipe Afonso é um homem ocupado, mas tenho certeza de que ele não vê a hora de estar casado com você menina. — Lucíola pega a escova da mão de Catarina e começa a pentear os cabelos da princesa com muito esmero.

Catarina sorri. Ela tem muito carinho por Lucíola, a considera como uma mãe, já que foi a criada que cuidou dela desde seu nascimento.

— Mirtes disse que viu ele no último verão, parece que ele tem negócios com o reino de minha tia.... Ela disse que ele é homem mais lindo que ela já viu na vida. – Catarina ri com deboche. – Se bem que não é tão difícil impressionar Mirtes...

— A princesa o ama? – Pergunta Lucíola ao parar de pentear os cabelos de Catarina.

— Amar? Por deus Lucíola, eu mal conheço Afonso.... E meu pai sempre diz que casamentos não podem envolver sentimentos, casamentos como o meu e de Afonso é uma questão de poder e não de sentimentos...

Lucíola fala baixo no ouvido de Catarina:

— O rei que me perdoe, mas casamentos são sobre amor, somente sobre amor e respeito.

Catarina rir e balança a cabeça negativamente. Lucíola vai até a banheira e diz:

— Seu banho já está pronto. Venha, que essa noite é importante para vosso pai e você sabe que o rei odeia atrasos...

Catarina se olha no espelho e diz para si mesma.

— Afonso tem o meu respeito, mas será que já tem o meu amor?

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Martinho e Constância chegam em casa e Amália está terminando de fazer a janta. Ela parece exausta.

— O que você tem minha filha? – Pergunta Constância.

— Nada minha mãe, só estou cansada. – Amália se senta na cadeira.

— Não conseguiu descansar? Deixa que eu termino a janta. – Constância vai até o fogão de lenha.

— Onde está Thiago? – Pergunta Martinho.

Amália fica em silêncio, não sabe o que responder. Mas dá a sorte de Thiago aparecer em seguida na porta.

— Estou aqui meu pai.... Eu estava no celeiro arrumando umas bagunças da Amália. – Ele pisca para a irmã.

— Não acredito que vocês estão mexendo naquele lugar, aquilo está uma bagunça, uma bagunça que seu pai disse que ia organizar.

— Agora vai sobrar para mim... – Diz Martinho saindo da cozinha e todos riem.

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Na floresta Cássio e outros soldados continuam procurando por Afonso, mas sem sucesso.

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A noite no celeiro.

Amália está parada olhando Afonso dormir. Ela veste roupas masculinas e um capuz preto. Thiago se aproxima.

— Ele continua dormindo?

— Sim.... De tarde ele acordou, mas estava delirando por causa da febre.

— E nós continuamos sem saber quem é o misterioso homem ferido. – Thiago abraça a irmã por trás.

— Isso agora é o de menos... O que me preocupa é o que vamos fazer essa noite.

— Eu também me preocupo.... Mas temos que arriscar. Vamos? Antes que nosso pai desconfie do que tanto fazemos nesse celeiro.

Amália sorri e ambos saem.

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No castelo está quase tudo pronto para o jantar em comemoração ao acordo entre os reinos de Artena e Abadom. Os rebeldes estão escondidos do lado de fora esperando um sinal de dentro do castelo.

Thiago pergunta a Virgílio:

— Qual o sinal que estamos esperando mesmo Virgílio?

Em uma das torres do castelo é possível ver uma mão balançar um pano branco.

— Esse! — Diz Virgílio animado.

Um grupo de rebeldes entra no castelo pelos fundos. Os guardas estão dopados. O grupo de rebeldes então vai até uma das entradas do castelo e desarma os guardas e abre a entrada para um outro grupo de rebeldes. Eles pegam um molho de chaves e trancam uma das portas que dá acesso ao salão de festas.

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No salão de festas do castelo estão todos os nobres jantando. Uma noite agradável, muita comida e muita bebida.

O rei augusto pede o silêncio de todos para pronunciar algumas palavras.

— É com muita alegria que anúncio mais um acordo entre o reino de Artena e Abadom. Um acordo que trará muitos benefícios para ambos os reinos.

Ele levanta sua taça para brindarem. Amália atira uma flecha derrubando a taça. Todos olham para uma das portas do salão de onde veio a flecha. E lá está um grupo de rebeldes de capuz e máscara.

Os guardas do rei erguem suas espadas. Demétrio faz um sinal para que o chefe do exército busque reforços. O guarda que está próximo a outra porta tenta abri-la porem ela está trancada. Um dos guardas dá um passo à frente. Mas Virgílio fala:

— Se eu fosse você não faria isso...

Virgílio sobe em cima da mesa e caminha entre os pratos. A realeza está completamente espantada. Catarina olha para o pai e diz:

— Meu pai o que é isso? O que faremos.

Augusto faz um sinal com a mão para que ela pare. Ele olha aquele homem com capuz e máscara caminhar sobre a mesa e vir até sua direção.

— Quanta fartura... Carne, bebidas, frutas... Virgílio chega até augusto, se agacha a sua frente e diz. — Que tipo de rei ostenta tanta fartura enquanto seu povo morre de fome?

Augusto permanece calado, Demétrio coloca a espada entre Virgílio e Augusto.

— Você não sabe majestade? – Provoca Virgílio. — Então, deixe-me responder... UM TIRANO!!

Notas finais
Thiago nunca critiquei hahaha O que acharam da Cat? Eu acho que ela já ama Afonso e nem sabe hahaha