Determinação

27 4° Temp. - Relato de vida


Antes...

— Nunca desistir! Seria isso o que você me diria, Naruto-kun? – Tocando a arvore, ela disse. As memórias agora se tornaram frescas em sua mente. – Certamente sim. – Em tom baixo, a Hyuuga proferia. – Então eu não desistirei! Serei forte, pois esse também é o meu caminho ninja!

Agora...

Cansaço, era isso que o Uzumaki sentia. Cerca de duas horas em pé sobre a água ele estava. O chakra usado para se manter na superfície da água era em largas escalas, fora o fato de enviar chakra em direção a cachoeira, que jazia a trinta metros de distância da sua posição, lhe consumia muito. O chakra que ele enviava nem ao menos chegava a tocar a cachoeira, o máximo que ele conseguia eram dez metros de distância, pois assim que o chakra atingia esse alcance o mesmo se dispersava em distintas direções.

— A princípio a execução desta técnica parecia ser fácil, mas em pratica ela é muito difícil. Levarei mais tempo do que previa para fazer isto. Porém se eu utilizar os meus clones, poderei concluir esta etapa rapidamente. – Sorrindo ele disse. – Kage Bunshin no Jutsu.— Cerca de oito clones surgiram a sua volta.

Naruto parou para analisar a estrutura da caverna. A sua grandeza era magnifica, no teto ele pode ver demasiadas estalactites que graças a iluminação proveniente de buracos nas paredes, tornavam o local muito bonito, isso se devia ao fato da luz atingir a água e logo após a mesma se refletir em direção ao teto.

Embora fosse noite, a luz lunar emitia uma grande claridade sobre o planeta.

— Certo! Vamos começar! – A voz dos loiros soaram pelo local. Todos ao mesmo tempo tentavam cortar o fluxo de água da cachoeira, enviando pequenas torrentes de chakra pelos pés em direção ao cume da cachoeira.

O som de uma lamina sendo desembainhada era mínimo, tanto que nenhum dos Naruto’s pode ouvir. O predador buscava as suas presas. Passos calmos e furtivos percorriam o local em direção ao grupo de loiros, estando suavemente agachado. A lamina iniciou o que foi feita para fazer, matar.

O primeiro golpe da katana degolou dois clones, em seguida a pessoa girou em seu próprio eixo, efetuando duas voltas e meia, nesse processo o dito cujo se movimentou sobre a superfície liquida, a lamina metálica atingia pontos vitais dos loiros, eles nem ao menos chegaram a perceber a presença de um invasor. Em pouco tempo todos os clones tinham desaparecido.

Naruto ao receber a memória da destruição dos clones, imediatamente virou-se para ver o que ocorria, porém não notou nada. Logo sentiu algo gelado e afiado encostar-se contra a pele do seu pescoço, e um rastro rubro formar um semicírculo a sua frente. Esta semicircunferência iniciou-se a sua frente e teve fim nas tuas costas. Por onde a meia-lua passou, a água subiu cerca de um metro, isso deu-se ao fato da sua alta velocidade de deslocamento.

— Você está morto! – A voz sussurrada colidiu-se contra o seu ouvido. Engolindo em seco ele temeu pela sua vida. – Brincadeira, hehehe. – Dissera Kushina embainhando a katana no coldre, enquanto ria.

— Arrrh! Okaa-chan desse jeito a senhora me mata de susto! – Com as mãos em cima do peito ele vociferou. Kushina mantinha as mãos sobre a barriga, e a todo o momento ela não parava de rir.

— Você tinha que ver a sua cara, ttebane. – Em um instante a sua face alegre sumiu, oferecendo lugar a uma expressão séria. – Você foi muito descuidado Naruto-kun, se eu fosse a tua inimiga, certamente você estaria morto.

— Mas eu nem consegui lhe detectar okaa-chan, o que eu poderia ter feito? – Disse ao gesticular as mãos.

— Treinar mais. Além do que, você estava utilizando clones para aprender mais rápido a técnica, para mim isso se chama trapaça. – Ela aproximou-se dele, colocou ambas as mãos sobre os seus ombros. – Eu quero que você seja forte por si mesmo, sem precisar da ajuda de clones para encurtar o treinamento. – Sorrindo ela disse. – Esse é o objetivo do seu treinamento, com ele você será capaz de dissipar o seu chakra em torno de si, ou seja, quem entrar no alcance do seu chakra, será automaticamente detectado.

— Mas isso não gastaria muito chakra?

— Em teoria sim, mas não na pratica, pois com esse treinamento o seu controle aumentara em tamanhas proporções, que não chegara a gastar um porcento de seu chakra por dia. Usando ele somente para detectar alguém, outro fator imprescindível, é que com o tempo ele passará a ser uma habilidade, ou seja, você irá utiliza-lo sem perceber. – Um ronco auto veio a partir do estomago do Uzumaki. – Eu acho que você está com fome, em? – Ela contornou o braço entorno do ombro do garoto, ambos passaram a andar.

— Eu sempre estou com fome, okaa-chan. – Com um sorriso no rosto eles saíram daquele local.

...XXXXXXXXX...

Seis de novembro. Outra manhã tivera início, Konoha a maior potência das vilas ninjas na atualidade, seus habitantes vislumbravam a alvorada matinal.

Hinata e Shino esperavam pacientemente o seu sensei chegar, pois o mesmo encontrava-se atrasado para variar. O local de encontro era em frente ao prédio do Fogo, onde eles tinham como objetivo de receberem uma nova missão.

De longe era notório o desinteresse dessa equipe em adquirir uma nova missão num momento tão tenso. A “morte” de um companheiro abalaram-nos fortemente, não somente aos três, mas também aos outros genins dessa geração.

— Olá. – Kakashi surge numa pequena explosão de fumaça afrente deles, ambos não se surpreendem e apenas o saúdam com um mover de cabeça sincronizado, sem nenhuma emoção. – Vamos entrar. – Ele pronuncia, passando a seguir adiante, para logo os seus pupilos acompanharem-no. – “Eu cheguei somente três minutos atrasado e ninguém reparou”. – De mãos apoiadas na parede interna da construção ele se lamentou-se.

“Ele não está bem, na verdade nenhum de nós está”.— Constata Shino fitando a face de Hinata, onde era possível encontrar resquícios da presença da insônia, já que os seu olhos estavam rodeados de um pequeno negror, assim como um leve rubro no seu globo ocular.

“Eu não posso mais me lamentar, não há nada que se possa fazer neste caso”.— Refletira a morena.

...XXXXXXXXX...

Poucas casas ainda estavam de pé em Uzushio e com condições para receberem pessoas, com a finalidade de habitarem a mesma. Numa delas Kushina e Naruto passaram a morar.

A Ruiva terminou o preparo do café matutino e se dirigiu ao quarto do filho.

— Naruto-kun acorde. – Dissera em tom baixo, apoiando-se no encosto da porta. A casa era inteiramente branca, com alguns moveis simples, o seu porte era pequeno e humilde. – Naruto-kun?! – Perdendo a paciência ela esbravejou, conduziu o corpo até a cama e puxou o cobertor que o garoto usava, porém nem mesmo isto serviu para acordá-lo. (N/A: Parece comigo, não acordo fácil).

Nogi que dormia ao lado do garoto, levantou-se num sobressalto e iniciou um pulo, caindo sobre o pergaminho do loiro, que por sua vez estava em cima do criado mudo. De imediato o pergaminho emitiu um curto e pequeno brilho esbranquiçado para em seguida expelir todos os objetos selados, espalhando-os pelo quarto.

— Naruto-kun! Me explique o que é isso? – Vociferando, ela abaixou-se para pegar um livro. – Naruto-kun! – Com outro grito por parte da ruiva, o loiro acordou.

— O que foi okaa-chan? – Sentado na cama e ainda atordoado pelo repentino despertar ele proferiu, coçando os olhos.

“Alguém vai se ferrar hehehe”.— Dissera a Kyuubi, entre meio as gargalhadas.

— Não está vendo?! – Disse indicando o livro que possuía em mãos, porém o garoto ainda não havia entendido o que estava acontecendo. Nogi apenas fitava Kushina para em seguida olhar Naruto. – O que esse livro pecaminoso, contendo cenas inadequadas para você, faz em sua posse? – Indagou furiosa, manuseando a obra de Jiraiya de uma mão para a outra.

— E... E... Eu posso explicar okaa-chan. – Dissera o garoto, ao entender realmente o que acontecia naquele recinto. – “Me lasquei!”.

“Kuku alguém se danou”.— A raposa apenas ria dele.

— Sabe o que é? – Proferiu levantando-se lentamente e caminhando de costas em direção a janela que por sinal tinha a sua vidraça escurecida.

— Não sei, mas eu quero que você me explique, o que você fazia com uma coleção inteira de putaria? – De braços cruzados e em fúria ela questionara mais uma vez.

— Eu ganhei esses livros por um acaso. – Descaradamente ele iniciou o seu relato irreal. – “Ero-sennin você me paga”. Sim, eu ajudei um velhote a atravessar a rua e ele me deu essa coleção, como agradecimento. Uma coisa eu posso jurar, eu não tinha conhecimento a respeito do conteúdo desta coleção, achei que fosse uma história normal. – Sorrindo frio ele disse. – “Uma mentira se torna verídica quando você passa a acreditar nela, bom pelo menos foi isso que o Kakashi-sensei me ensinou”.

— Por acaso não eram dois homens grisalhos? – Aproximando-se dele ela proferiu.

— Como a senhora soube? – O garoto continuou caminhando em direção a janela, sempre com passos cautelosos.

— Eu acho que os conheço, um te ensinou a usar mentiras esfarrapadas e o outro lhe deu estes livros pornográficos! – Os cabelos ruivos esvoaçavam e uma aura negra formou-se em torno do seu corpo.

— Tchau! – Ele disse ao saltar pela janela, com os braços cruzados afrente do rosto, afim de protege-lo. A vidraça se partiu em excessivos estilhaços. Ele correu sem uma direção definida, por uma vila onde ainda não conhecia praticamente nada.

— Ora mais eu te pego. – Kushina andou até o seu quarto, ao adentra-lo ela avistou algumas katanas de madeira, pegou uma e partiu em perseguição do loiro.

“Por que você não me avisou desde o começo Kurama-chan?”.— Ele impôs a sua pergunta. A neve cobria o solo da vila. – “Tenho que me ocultar”.— O garoto tomava o cuidado de apagar as suas pegadas, deixadas na neve fofa.

“Por que se eu lhe alerta-se, não haveria graça hehe. É melhor você correr”.— Proferira a Kyuubi em seu subconsciente.

“Se eu utilizar os clones da sombra, certamente poderei escapar com facilidade”.— O garoto já pensava em criar as suas copias, porém parou ao se lembrar do que sua mãe havia lhe dito anteriormente. – “A okaa-chan sabe o que faz, então eu não vou mais usar os clones. Se bem que isso não resultaria em nada, pois ela soube muito bem distinguir qual era o verdadeiro”.— Ele virou a primeira esquina a direita e novamente chegou ao templo.

O templo consistia em uma gigantesca estrutura, tendo o quartzo branco como principal material de sua composição. No telhado, uma telha acinzentada fazia parte da sua consistência, usando a característica dos telhados clássicos nipônicos. Uma espécie de lona azulada se estendia pela fachada, desde a porta, até dez metros à frente.

Esse material era o lápis lazúli, uma rocha metafórica de cor azul utilizada pelo humanos principalmente como mineral ornamentado.

Esta cobertura azul, era sustentada por pilares brancos. O garoto adentrou em seus domínios, nada o impediu, pois as portas jaziam ao chão. Luminárias belíssimas estavam espatifadas no piso laminado, com revestimento de fragmentos de ouro.

Dessa vez o Uzumaki reparou melhor naquele ambiente luxuoso. No centro daquele recinto, no lugar do teto, haviam vidros que ajudavam na iluminação do local. Demasiadas estatuas estavam alocadas em diferentes regiões do templo, ou melhor palácio, pois a sua beleza e exagero em detalhes raros o tornava um belo local para abrigar uma família nobre, certamente o ramo principal Uzumaki.

Ele se aproximou de uma estatueta de uma beleza peculiar que tinha lhe fascinado. Nela havia uma mulher jovem de estatura mediana e um corpo esbelto, com curvas muito bem delineadas. Seja na face, no busto ou no bumbum. A vestimenta era semelhante à das outras estatuas, apresentando o tradicional kimono.

Imediatamente quis saber mais a respeito desta jovem, baixou o seu olhar encontrando uma plaqueta contendo um nome, assim como nas demais estatuas. Sorriu maroto, pois saciaria a sua curiosidade, contudo os kanjis do nome estavam desgastados por conta do efeito temporal, o garoto frustrou-se, mas ele pode identificar o sobrenome. Uzumaki e também a designação “primeira”

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A equipe sete percorria a floresta rapidamente. Eles se dirigiam a fronteira do país do Fogo, tinham sido encarregados de vigiarem um dos postos na fronteira com o país da Grama. Onde deveriam substituir a outra equipe por uma semana.

— Vamos fazer uma pausa. – Kakashi pronunciou-se, após observar o cansaço de ambos os pupilos.

— Pegue sensei, Shino. – Hinata entregou um cantil para ambos. A equipe tinha como costume separar o que cada um carregaria no decorrer da missão.

— Obrigado. – Agradeceu. Um lapso de memória surgiu brevemente. – Quero lhes revelar algo, por isso aproximem-se. – Pediu. Ele jazia escorado em uma árvore, seus companheiros sentaram-se a sua frente. – Lembram-se do teste de sobrevivência?

— Não há como esquecer-me de algo tão importante e recente, tão facilmente. – Proferira Shino. Hinata concordou.

— A vitória de vocês não passou de uma lembrança falsa, criada pelo meu genjutsu. – Hinata arregalou os olhos com está revelação.

— Eu já suspeitava disto, sensei. – Iniciara Shino. – É impossível para um esquadrão genin recém formado conseguir nocautear um jounin experiente. Mas naquele momento, eu pude analisar que você jazia diversas vezes com a guarda baixa, ou seja, confiante demais de que nós não poderíamos levar aquela disputa a um nível experiente, no quesito trabalho de equipe.

— Bela analise Shino.

— Então sensei, quando o senhor achou uma brecha para criar um genjutsu, que atingisse a nós três simultaneamente? – Hinata indagou.

— Eu executei o meu jutsu, logo após o Naruto me acertar aquele Rasengan. No momento em que o meu corpo foi lançado contra as arvores, ainda no ar eu ativei o genjutsu. A partir deste período tudo não passou de uma ilusão.

— Então porque você nos aprovou? – Ela perguntou.

— Mesmo em uma ilusão vocês responderam exatamente o que eu queria saber. E o trabalho de equipe de vocês foi esplendido.

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Kushina corria em alta velocidade pela vila debandada. Seus olhos felinos mantinham atenção a todo e qualquer movimento, um pequeno brilho foi emitido pela sua esclerótica (N/A: A parte branca dos olhos), assim como houve um encurtamento de suas pupilas.

O nervo óptico enviou ligeiramente uma imagem de alguma variação no ar para o seu cérebro, que o identificou e processou a informação como um deslocamento de um ser humano.

A ruiva sorriu, ela sabia exatamente a quem pertenciam aquelas medidas de altura, comprimento e profundidade em movimento.

“Você não pode escapar destes olhos filho, eles podem captar algo que já passou por aqui a no máximo vinte quatro horas. Pelo menos você teve o cuidado de apagar as suas pegadas que estavam na neve”.— Ela imediatamente virou a direita, o seu subconsciente mandou uma ordem ao cérebro que foi prontamente ativada. – “Para facilitar, eu só preciso saber quem é a pessoa que estou procurando”.

Seus ouvidos capitaram uma frequência cardíaca bem acelerada, com certeza havia parado de correr a pouco tempo, pois a assiduidade diminuía gradativamente.

Cravou a sua atenção no palácio, aproximou-se rápido e escalou a sua estrutura. Fitou-o pela vidraça do palácio, onde diversas partes estavam quebradas. Preparou o salto, e pulou, aterrissando suavemente contra o piso.

Empunhou a katana de bambu e começou a se aproximar sorrateiramente, levemente abaixada para diminuir os sons emitidos pelo atrito de seus pés contra o solo. Aproximou-se do loiro que se mantinha alheio a situação, ele encontrava-se de costas a todo o momento, fitando atentamente a estátua.

Deixou o corpo ereto, com os joelhos suavemente flexionados, a katana de bambu empunhada em ambas as mãos. Desferiu quatro golpes rápidos contra o corpo do garoto, contudo os golpes não foram fortes, mas sim neutralizantes.

Imediatamente o loiro foi ao chão, de bruços. Os dois primeiros golpes atingiram a parte superior do corpo do rapaz, em pontos específicos, sendo eles o acrômio da escápula, o ligamento coracoacromial e o tendão supra espinhal, os pontos localizavam-se no ombro. As duas últimas pancadas atingiram a curvatura do joelho na parte traseira.

— Droga okaa-chan! Pra que tudo isso? – Reclamara o garoto tentando se mexer. – Okaa-chan, porque eu não consigo levantar-me? – Indagou.

— Você não vai conseguir ficar em pé, pelos próximos trinta minutos, assim como não conseguira mover os braços. – Proferiu com os braços cruzados. – Isto é uma consequência do uso daqueles livros pornográficos.

— Mas eles têm um bom enredo e a sua história me fascina, consequentemente prende a minha atenção. – Contestou.

— Não quero saber, eu vou me livrar de cada um deles. Agora vamos. – Finalizou a ruiva, carregando o garoto nos ombros.

— Espere! – Disse o Uzumaki rapidamente, ela parou. – Me diga quem é aquela garota, okaa-chan?

— Ela é, ou melhor era Uzumaki Mikasa. – Kushina voltou a se locomover. – Quer saber mais sobre ela? – Ele concordou. Kushina carregou-o até a casa e o depositou sobre uma cadeira, a mesa a sua frente continha duas tigelas com cereais.

— Conte-me mais sobre ela, okaa-chan.

— Certo. – Naruto percebeu que os seus movimentos voltavam pouco a pouco, então logo tomou posse da tigela e passou a devorar os cereais, comprados numa vila próxima de onde eles estavam. — Uzumaki Mikasa, viveu a cerca de cinco mil anos atrás. – O garoto arregalou os olhos e quase cuspiu a comida. – Nesse tempo Uzushio ainda não existia e os integrantes do clã eram no máximo quarenta indivíduos. Ela tinha um irmão um ano mais velho e ambos eram descendentes diretos do líder do clã. Aos doze anos de idade já era um prodígio, com a promessa de se tornar uma grande ninja.

— Mas porque havia uma estátua dela, naquele lugar? – Ele indagou com a boca cheia de comida.

— Tenha modos Naruto-kun! – Exigiu enraivecida. Ele apenas sussurrou um pedido de desculpas. – Prosseguindo... Foi nessa época que o acampamento do clã foi atacado por outro clã rival. Seu pai morreu no meio do acontecimento, e ela esteve frente a frente com a morte, quase morreu nesse processo. Porém graças a isso ela despertou uma habilidade adormecida, que lhe concedeu a forçar necessária para vencer os inimigos restantes...

— Mas que habilidade é essa, por acaso seria o Hyouton? – O loiro interrompeu, Kushina piscou diversas vezes o olho esquerdo, aparentando estar com raiva pela interferência.

— Continuando. – Ela disse quase perdendo o controle sobre os seus atos.

“A okaa-chan já está com raiva, por causa dos meus comentários fora de hora e está até vermelha de raiva”.— Ele riu internamente.

— Esta habilidade é desconhecida Naruto-kun, e não costa nos documentos deixados pelos nossos antepassados. As poucas informações que eu obtive, relatavam que para se obter tal poder, a pessoa deveria vivenciar a morte, porém permanecer viva. – Esclarecera a ruiva.

— Muito estranho isso. – Ele havia acabado de comer.

— Com a morte do líder do clã, o conselho entrou num impasse, havia um sucessor homem de treze anos e uma garota prodígio com uma habilidade peculiar de apenas doze anos. Vale ressaltar que o preconceito contra as mulheres naquela época era grande, então jamais a colocariam como chefe do clã. Quem você acha que eles escolheram Naruto-kun? O garoto primogênito que era por direito o sucessor do líder, ou uma garota que também era herdeira, porém secundária?

— Não sei ao certo, a lógica seria colocarem o garoto como líder para permanecer com a tradição. No entanto a Mikasa despertou uma habilidade rara, creio eu que ela se tornou a líder do clã e é por este motivo que há uma estátua dela naquele local. Acredito que todas aquelas estatuetas pertençam a antigos lideres Uzumaki’s. – Conclui o loiro.

— Seu raciocínio é muito apurado filho. Assim esperado do meu Naruto-kun! – Ela disse alegre, levantou-se e abraçou o garoto. – Sim, ela tornou-se a nova líder, e a primeira mulher a comandar o clã Uzumaki. Na época esta notícia se tornou uma revolução para os Uzumaki’s. – Ela voltou a senta-se na sua cadeira.

— Eu também ficaria surpreso de haver uma mudança tão drástica nos métodos de escolha dos herdeiros a liderança. Mas o que seu irmão achou disso?

— Ele ficou possesso de raiva, mas não podia fazer nada para mudar aquela escolha, então manteve-se neutro. Aos quatorze anos Mikasa descobriu este lugar e ordenou que o clã Uzumaki criasse uma vila aqui e estabelecessem as suas raízes neste local. No ano seguinte ela casou-se e aos dezesseis anos deu à luz a uma criança. Em meados dos seus dezoito anos ela desapareceu misteriosamente, sem deixar rastro de sua localização, alguns dizem que ela foi assassinada, porém está teoria não tinha provas concretas para ser aceita.

— E quem lhe substituiu no cargo de líder? – O garoto indagou.

— O conselho decidiu que o seu filho assumiria essa responsabilidade ao completar dezoito anos e nesse meio tempo o seu irmão deveria comandar o clã.

— É uma história bem interessante.

— Concordo, porém as histórias se distorcem conforme o tempo passa. Então acredito que nem tudo seja verdade, pode-se haver algo mais sombrio ainda neste desaparecimento. – Ela levantou-se. – Mas chega disso. Vamos treinar. – Ambos levantaram-se e seguiram para o palácio.

Continua...