Determinação
28 4° Temp. - Habilidade recessiva
Antes...
— É uma história bem interessante. – Dissera o loiro
— Concordo, porém as histórias se distorcem conforme o tempo passa. Então acredito que nem tudo seja verdade, pode-se haver algo mais sombrio ainda neste desaparecimento. – Kushina levantou-se. – Mas chega disso. Vamos treinar. – Naruto fez o mesmo e logo seguiram para o palácio.
Agora...
Seis de dezembro. Kushina e Naruto transitavam pelo pequeno vilarejo chamado Jigoku. Por ser uma vila do interior, qualquer pessoa estranha que passava por aquela região era pretexto de atenção, não que pudessem representar perigo, mas o simples fato de serem desconhecidos atraia olhares de todas as idades e gêneros.
Os mais velho cansados e vividos, tinham tempo de sobra para apreciarem a pequena ruela da vila, com o seu movimento constante de moradores. A beleza de Kushina chamava a atenção dos homens, não importando a idade, mesmo visitando a vila a cada três dias.
Já para o Naruto aquilo tudo era uma novidade, nunca estivera naquele lugar antes, essa era a primeira vez que conseguira acordar cedo para acompanhar a sua mãe nas compras de mantimentos. Visto que o seu treinamento lhe deixava deveras cansado.
— Veja Naru-chan. – Kushina cutucou o garoto, tendo o indicador apontado discretamente para uma direção. – Parece-me que alguém anda conquistando corações, haha. – Nesse tempo de convivência eles desenvolveram mais os seus laços, chegando ao ponto de criarem grossas raízes (Metaforicamente falando). Naruto fitou o local que sua mãe havia lhe mostrado, vendo um pequeno grupo de garotas cochichando animadamente, enquanto mandavam olhares discretos para o garoto.
— Não sou apenas eu. – Rebateu. – “Essas sacolas estão me matando”.— Duas grandes sacolas estavam em sua posse, todas cheias de alimentos.
Eles se direcionavam a saída daquele cidadezinha, porém camuflados entre os moradores duas pessoas os espionavam. A primeira tentava lembrar-se de onde havia visto o loiro, já a ruiva ele não conhecia. Essa pessoa possuía um estranho pingente azulado, acoplado no seu cordão.
A segunda pessoa, não podia ser vista por ninguém, exceto Kushina que havia reparado na sua presença.
— “Parece-me que o seu gene já está prestes a despertar. Logo ele virá a minha procura”. Haha. – Rindo excitadamente a pessoa desapareceu, sem levantar suspeitas para si.
— O que você está olhando okaa-chan? – O loiro indagou, após voltar a sua atenção para trás, porém não achou nada de incomum. Fitou rapidamente a face de um velho senhor sentado na varanda de sua casa. E pode ver os ossos de seu rosto a mostra, no entanto essa imagem desapareceu em questão de segundos.
— Nada não Naru-chan. – Suspiro. – Alguém vai morrer em breve! – Proferiu sombriamente em um sussurro quase inaudível.
— Como a senhora sabe disso? O que faz você pensar que alguém vai morrer?! – Indagou exasperado.
— Menos, não precisa se exaltar tanto. – Ela pediu encarecidamente. – Apenas olhe. — Ambos pararam de andar.
— Olhar para onde exatamente? – Indagou confuso.
O velho senhor sentando na varanda tocou o peito e o apertou com sofreguidão, foi ao chão em seguida sentindo muita dor. Naruto preparou-se para ajudar, porém sua mãe o impediu com um abraço, pelas suas costas.
— Não perca o seu tempo, ele não pode ser salvo. – Ela disse. Os moradores que estavam próximos, entraram em desespero, tentando ajudar o homem.
— É claro que pode, nós só precisamos encontrar um médico! – Ele esbravejou tentando se soltar. O homem havia parado de respirar, morrera por insuficiência cardíaca. – Eu poderia ter ajudado okaa-chan, porque você não me deixou ir?! – Soltou-se de seus braços e a fitou em fúria.
Kushina viu uma entidade surgir do nada e começar um diálogo com o espirito do homem. O velho pareceu concordar com algo e logo a entidade acerto-o com a sua Katana, ambos desapareceram após um forte clarão. Que foi visto somente pela Kushina.
— Quando a morte chega, é tolice enfrentar o inevitável. Se você conseguisse ajuda-lo, isso seria momentâneo, pois aquele homem morreria de qualquer jeito em pouco tempo. – Ela limpou uma pequena lagrima solitária no rosto dele. – Por que você queria tanto assim salvar a vida dele?
— Eu não gosto de ver ninguém morrendo, a morte é algo triste e sem sentido, porque temos que morrer! – Ele abraçou a sua mãe. – E quando eu penso nisso, me lembro de você, e vejo que terei apenas um ano com você okaa-chan. Isso me entristece. – Ela também o abraçou. – Por esta razão, quando eu ajudo alguém, sei que a minha vida ainda não chegou ao fim. Porque ainda tenho o que partilhar, mesmo sendo pouco.
— As mortes são necessárias neste mundo filho. Tudo tem um começo, então é lógico que haverá um fim. Não importa o seu desfecho, sendo bom ou ruim, todos devemos morrer. Pense em como o mundo seria se nenhuma pessoa morresse, haveria uma crise pela falta de alimentos e automaticamente isso acarretaria no surgimento de uma guerra.
— Sim, eu sei que isso é necessário, mas o que há depois da vida? Por acaso teria uma continuação, ou nós simplesmente deixamos de existir?
— Eu não sei, espero que tenha, quero lhe encontrar na outra vida. – Sorrindo ela disse. – Mas não morra cedo, eu quero muitos netos, ttebane! – Ambos riram, reiniciaram a caminhada em direção a Uzushio.
— Tenho algo para lhe contar okaa-chan, em relação a esse velhote que morreu. – Ela voltou a sua atenção para ele. – Essa foi a segunda vez que eu consegui ver o crânio de uma pessoa viva, acho que estou ficando paranoico. – Ele moveu a cabeça afim de espantar aquela visão. – A minha consciência deve estar pesando, pelas vidas que eu tirei. – Kushina arregalou os olhos.
— Quando foi a primeira vez que você matou alguém, e quando exatamente você viu pela primeira isso? – Disse séria.
— Eu matei pela primeira vez a alguns meses, em minha primeira missão como genin. Em minha luta contra Kimimaro eu consegui ver os ossos de sua face, porém aquilo não chegou a me importar na hora, pois ele tinha a habilidade de manipular livremente os ossos do seu corpo.
— Por acaso você também matou esse tal de Kimimaro? – Ele assentiu. — É este o momento. – Suspiro. – Em nosso gene, há um par de alelos específicos, somente encontrados no nosso clã. – Eles aproximavam-se da floresta. – Estes genes são recessivos para uma habilidade somente encontrada nos Uzumaki’s. Com ele é nos concedido a predição da morte de uma pessoa, mas somente conseguimos ver quando faltam vinte quatro horas para a pessoa morrer, e não podemos prever a morte de nós mesmos.
— Então isso explica tudo, o porquê de eu conseguir ver os ossos do crânio de alguém. – Ele disse.
— Sim, eu não esperava que você fosse despertar essa habilidade, o que significa que o Minato possui genes heterozigóticos, ou seja, ele doou um gene recessivo na hora da sua fecundação mesmo possuindo um dominante, e eu automaticamente também doei um recessivo.
— Esse papo de genética é bem complicado, mas da onde surgiu essa habilidade?
— Essa característica já existia nos seres humanos, porém para despertara-la você precisa ser homozigoto recessivo, no entanto nenhuma pessoa conseguiu possuir ambos os genes recessivos. E graças ao nosso contrato com os Shinigami, foi que o clã Uzumaki passou a ter essa característica própria, e como o nosso clã era fechado para o mundo exterior, essa habilidade ficou intacta por gerações. – Dissera Kushina
— Então okaa-chan, qual foi a probabilidade que me permitiu desenvolver esse atributo escasso na raça humana? – O loiro indagou.
— Bem a característica predição da morte possui “P” para gene dominante e “p” para recessivo, levando em conta que o Minato era heterozigoto e eu homozigota. Você teve cinquenta por cento de chances de carregar estes alelos recessivos.
— Todavia se levarmos em conta isso, qualquer pessoa poderia despertar essa habilidade, não é okaa-chan? – Ele questionou.
— Como eu havia lhe dito está é uma habilidade do nosso clã que somasse a outra característica nossa, a grande quantidade de chakra. Isso reduziria de cinquenta por cento para zero, pois sem o meu gene seria impossível nascer uma pessoa com essa caracterizada já que ela está ligada ao meu clã.
— Este papo está muito confuso, me explique depois com mais calma. – Afrente a floresta com o genjutsu de proteção Uzumaki, vos aguardava.
...XXXXXXXXX...
O sol havia atingido o seu epicentro, mas de longe chegava a incomodar, pois o frio proporcionado pelo inverno era refrescante e ao mesmo tempo congelante. Crianças e alguns adultos guerreavam com bolas feitas de neve, em diversos trechos de Konoha.
Hinata jazia no seu quarto, arrumando as suas roupas e utensílios básicos que eram guardados dentro de uma mala.
— Eu tentei... Eu tentei muito ser a herdeira que todos queriam, pois esse era o meu destino governar o clã um dia. Foi para isso que eu nasci e fui treinada. – Lagrimas era produzidas pelos seus olhos. – Desde que eu me lembro, eu sempre quis ser elogiada pelo otou-sama, mas as coisas não saíram como eu queria, e sempre tudo piorava. – Ela pegou uma chave em cima da escrivaninha. – Eu fui alienada por este clã e sempre pensei que o meu sonho fosse me tornar a melhor líder Hyuuga que já existiu, porém nada disso é verdade, eu nunca quis isso. E desde que... Desde que o Naruto-kun morreu eu passei a refletir mais sobre isso e pude concluir que aqui não é o meu lugar. – Ainda emocionada ela prosseguia com o relato. – Eu devo encontrar o meu sonho, devo achar algo que me motive a viver, pois a minha permanência neste clã está definhando a minha vida pouco a pouco, e se eu sofrer mais com isso, tenho certeza de que não irei querer mais permanecer viva.
— Eu entendo o seu ponto de vista, Hinata-nee. Mas isso é realmente necessário? Você não poderia ficar aqui? Eu vou me sentir sozinha sem você. – Hanabi dialogou, a garota jazia sentada na cama da irmã.
— Essa é a minha decisão final Hanabi, eu já havia pensado nessa hipótese a muito tempo. – Hanabi levantou-se e abraçou a irmã.
— Onde você vai viver? E o otou-san já sabe disso? – A caçula comentou.
— Nossa quantas perguntas hein?! Acho que estou fazendo o teste do Ibiki-san novamente, pois você está me questionando demais. – Sorrindo ela finalizou o abraço. – Eu aluguei um apartamento para mim, ele é pequeno, porém por enquanto é o suficiente para me acomodar. – Ela caminhou até a porta, tendo em posse as suas malas, Hanabi controlava o choro. – E para a sua última pergunta a resposta é sim, o nosso otou-sama já está a par de tudo, ele até mesmo concordou. Venha me visitar, até... – Assim ela saiu da residência da família principal.
— Hinata-nee! – Hanabi esbravejou com a face entre os travesseiros da sua irmã, chorando compulsivamente ela foi embalada pelo sono.
— Pelo menos eu não vou mais precisar sujar as minhas mãos. – Hiashi sussurrou em seu quarto, fitando pela janela a sua filha debandando do clã. – As coisas estão seguindo o seu curso natural e logo os meus planos irão se realizar e consequentemente a minha mestra ficara feliz, pois a minha tática inicial permitirá um novo mundo com base nos requisitos da minha mestra. – Ele emitiu um olhar sombrio. — A revolução mundial tem início, poderá demorar alguns anos, mas no final das contas, uma nova era se aproxima, e eu terei a chance de iniciar está etapa em poucos meses.
...XXXXXXXXX...
Naruto e Kushina estavam na caverna da montanha nevada, ambos fitavam a cachoeira.
— Mostre-me os resultados do seu treinamento, filho. – O garoto caminhou pela água e manteve-se estático a trinta metros de distância da queda d’água.
— “Concentre-se e focalize o chakra”.— Ele pensou. O chakra que ele usava para manter-se em pé na água foi utilizado como ponto de partida para uma corrente de chakra direcionada a cachoeira. O chakra atingiu o cume da cascata e subiu, chegou ao centro e cortou a queda d’água ao meio na horizontal. – Consegui! – Exclamou feliz.
— Muito bem Naru-chan. Venha cá. – Kushina pediu. O loiro interrompeu o fluxo de chakra e se dirigiu a sua mãe. – Agora que você finalizou o treinamento, eu quero que você aplique-o no ar. Você tem que pensar no chakra como uma extensão do seu próprio corpo, somente assim você será capaz de detectar a presença de outras pessoas, tente faze-lo circular o seu corpo em todas as direções.
— Certo, ou seja, uma rotação. – Ele cerrou os olhos, ao concentrar-se no seu chakra. Naruto lembrou-se do princípio de rotatividade do Rasengan e decidiu aplica-lo, o chakra começou a vazar pelos tenketsus e se expandiram por trinta metros adquirindo uma forma esférica.
— O que você consegue sentir Naru-chan? – Kushina questionou.
— Eu consigo sentir a sua corrente de chakra, a sua circulação e com isso o seu corpo adquire forma em minha mente. Parece que eu consigo ver você perfeitamente, mesmo estando de olhos fechados. – Ele comentou empolgado. A imagem de Kushina adquiria forma em seu subconsciente graças a circulação de chakra.
— E agora o que você consegue ver? – Kushina concentrou-se no seu chakra.
— Nada, eu sei que a senhora está na minha frente, mas eu não consigo mais detectar o seu chakra, o que foi isso? – Perguntou confuso.
— Para chegar a este ponto onde eu estou, você terá de praticar este exercício de domínio de chakra por mais tempo. Eu simplesmente concentrei o meu chakra, tornando-o menos denso e consequentemente a minha assinatura desapareceu, ou seja, eu estou imperceptível para um ninja que rastreia o chakra do seu inimigo.
— Isto é muito legal, ttebayo. – Ele abriu os olhos e dissipou o seu chakra. – Mas irá demorar muito para que eu obtenha controle sobre isso. – Suspiro.
— Vamos para a próxima etapa Naru-chan, siga-me.
...XXXXXXXXX...
Kushina e Naruto andaram alguns quilômetros na direção norte de Uzushio. Ambos estavam na parte mais alta daquele terreno, onde podia-se ver claramente o mar.
— Este é o famoso mar da ilusão, onde pescadores relatam em noites de lua cheia verem uma mulher no fundo do mar, porém segundo umas investigações que eu realizei estes dias, essa mulher parou de ser vista a cinco meses. – Ela proferiu em um tom sombrio. – Esse local não tem ligação direta com o oceano. – Ela carregava consigo uma mochila.
— Eu nunca pensei que haveria um gelo tão grande aqui. – Naruto disse, fitando uma imensa esfera de gelo no centro do mar, ela possuía mais de setenta e cinco mil metros quadrados de extensão. – Por acaso esta história teria ao menos um pouco de veracidade, ou ela é somente mais um conto de pescador?
— Eu não sei filho, porém foi neste local que Mikasa selou o Raijuu. – Naruto imediatamente expressou uma face duvidosa, pois ele não sabia quem era esta fera. – Raijuu é a besta do trovão, ele possui um corpo composto por relâmpagos e tem a forma de um lobo azul envolto em raios. Ele é duas vezes mais alto que a Kyuubi. – Naruto e Kushina começaram a descer a colina, cada um tinha em posse uma boken (Espada de Madeira).
— “O baixinha”.— Naruto provocou a raposa, que apenas virou a face irritada.
— Está área estava sendo devastada pelo Raijuu e era fácil de se notar que a próxima parada dele seria em Uzushio, então ela principiou uma batalha contra a besta. E utilizou o seu jutsu mais poderoso para sela-lo, porém a um preço neste kinjutsu, ele reduz o seu tempo de vida em setenta e cinco por cento. – Chegaram a praia e vislumbraram o pequeno nevoeiro sobre as águas serenes do mar.
— Então porque exatamente eu vou treinar aqui okaa-chan? – Naruto questionou, ele sacudiu os pés afim de retirar a areia impregnada na sua sandália ninja.
— Bem nós iniciamos o seu treinamento de kendo a três semanas, certo? – Ele concordou. – Este local é perfeito para aprofunda-lo por meio do equilíbrio e concentração, enquanto trabalhamos o seu físico e resistência.
— Eu não faço a mínima ideia de como iremos realizar tantas atividades em apenas um dia de treinamento – Ele se expressou confuso. Kushina caminhou até a beira do mar.
— Hyouton: Shinkou Akuma no Jutsu. (Elemento Gelo: Técnica da Progressão Demoníaca). – Kushina executou alguns breves selos e tocou a água. A partir de sua mão em contanto com a água, a mesma iniciou o processo de solidificação, congelando-se por cerca de um quilometro. – Queira acompanhar-me Naru-chan. – Ambos caminharam sobre o recente gelo.
— “Está muito frio aqui”.— Ele pensou. Imediatamente os seus braços rodearam o seu próprio corpo, afim de aumentar a temperatura corporal. Naruto fitou a face de sua mãe e percebeu que ela estava com um ligeiro sorriso travesso, de imediato ele temeu. – “Ai vem merda”.
— Tire as suas roupas! – Ela ordenou, de contíguo o Uzumaki estranhou aquele pedido. – Ande Naru-chan. – A ruiva depositou a sua mochila no chão.
— Está frio de mais okaa-chan, e o que isto tem a ver com o meu treinamento? – De braços cruzados a pergunta veio por parte do loiro.
— Se você está com vergonha não se preocupe, pois eu também irei lhe acompanhar. – Kushina levou a mão até a sua cintura e retirou a faixa vermelha que segurava o seu kimono, assim como a sua katana, em seguida livrou-se da vestimenta, jogando todos as peças no chão.
— Você está ficando louca okaa-chan? – Naruto estava envergonhado, pois a sua frente ele conseguia ver nitidamente o sutiã negro que ela usava.
— Eu não estou louca, isso faz parte do seu treinamento agora tire as suas roupas também! – O garoto ainda não sabia exatamente o que fazer, já que ele nunca esperou que a sua mãe fosse realizar um ato tão pecaminoso a sua frente. – Ora Naru-chan, não pense besteiras eu ainda sou a sua mãe, ou você não pensa dessa forma? – Kushina envergou o corpo e se despiu da sua saia. A sua calcinha também possuía a mesma cor que o sutiã.
— Certo, a senhora ganhou, mas eu ainda não entendo qual é o propósito disso. – O garoto imediatamente se despiu, permanecendo apenas de cueca. No peito esquerdo do Uzumaki, três pintas circulares eram notórias, tendo o mamilo centrado entre essas pintas que se fossem ligadas, elas originariam um triangulo isósceles.
— Está marca no seu peito não é mera coincidência Naru-chan. – O garoto fitou o local onde ela estava em seu corpo. – Todos os Uzumaki’s possuem-na desde o seu nascimento.
— Sério? A senhora também tem? Mostre-me? – O loiro não analisou as consequências das suas palavras e também ele nunca pensaria que a Kushina realmente concordaria com esta pergunta inocente. A ruiva puxou um pouco o seu sutiã, o suficiente para que o seu filho contempla-se o seu seio e por consequência a marca triangular, suas bochechas ficaram levemente vermelhas, em contraste o semblante de Kushina nem havia se alterado.
— Pegue a sua boken. – Após colocar devidamente no lugar a sua peça intima, ela empunhou a sua espada, Naruto demorou um pouco, mas logo repetiu o ato de sua mãe. Visto que o choque foi grande. – De o seu melhor ataque em mim. – Naruto elevou a katana acima da sua cabeça e iniciou uma sequência de ataques furiosos. – Assim não. – Kushina bloqueava os golpes com simplicidade, o gelo abaixo deles trincava com as fortes pisadas do loiro. – Seja mais sutil. Não basta apenas balançar a sua espada cegamente, sem uma tática. Você precisa ler os movimentos do seu adversário e encontrar um padrão para enfim aplicar um golpe efetivo. – Com um ataque rápido, a ruiva desarmou o seu filho, lançou a katana metros à frente.
— É difícil de me concentrar com este frio, okaa-chan. – Reclamando o garoto buscou a espada e se preparou novamente para atacar.
— Eu escolhi este local, especialmente para o que vem a seguir. – O garoto não entendeu de imediato. – Uma dica, seja mais sutil, ou você sofrerá. – Ela sorriu de uma maneira bem estranha. – Vamos recomeçar. – O pequeno Uzumaki partiu novamente para o ataque, porém desta vez ele analisava os passos de sua mãe, assim como a velocidade do movimento da sua espada. – “Ele aprende rápido, mas não está prestando atenção no ambiente em que se encontra”.— Naruto pisou com mais força no gelo e o inevitável aconteceu, a placa de gelo cedeu conforme a força aplicada excedeu o seu limite de peso. Ele afundou poucos metros, no entanto nadou rapidamente até a superfície.
— Okaa-chan! Você sabia que isto iria acontecer desde o princípio?! – Ele vociferou ao ver a sua mãe rindo e confirmar a sua pergunta. Ela estendeu a mão e ele saiu da água gelada. A sua voz estava entrecortada, devido ao frio excessivo que ele sentia.
— É melhor você se secar. – Após pegar uma toalha em sua mochila, ela entregou para o Naruto. – Você ainda consegue continuar? – Ele afirmou. – Certo, mas agora eu atacarei também.
— “Desse jeito eu vou aumentar a minha resistência contra as baixas temperaturas, este treinamento é simplesmente genial”.— Ele pensou.
Continua...
Fale com o autor