Notas iniciais
Espero que gostem... Esse deve ser o cap mais fofo :3 Acho que vocês vão gostar.

Thalia acordou num sobressalto. Luke a sacudia, não como quem quer acordar algum pra falar: Venha ver o bonito dia que faz lá fora! Mais sim como: Se você não acordar, vou dar um chute no seu traseiro.

–Bom dia, Luz dos relâmpagos. – Ele disse, com um tom de impaciência. – Acho que hoje fará bom tempo. – Luke apontou para o sol, que saía timidamente de trás de uma nuvem.

A garota sacudiu negativamente a cabeça.

– Você está errado. Completamente errado. Negativo. Não... N-

– Eu já entendi Thalita Das Graças. – O garoto disse com um sorriso torto. – Agora me diga por que você tem tanta certeza. O quê você entende de meteorologia?

– Nada. – Admitiu Thalia. – Mais o bastante para saber que hoje terá tempestade.

– De neve?

– Não. – Thalia suspirou. – De raios. Precisamos sair daqui. Imediatamente.

***

Após arrumar suas mochilas, trocar suas roupas rasgadas, e descer da árvore, Thalia sentou-se e começou:

– Acho que por causa de Zeus, tenho alguns dons com meteorologia. E... É isso.

A garota achou melhor parar de falar, pois Luke não parecia estar prestando atenção. Ele segura seu taco de beisebol, e parecia estar jogando com uma bola imaginária.

– Parabéns, Sr. Castellan. Acaba de perder um jogo para você mesmo. – Thalia caiu na gargalhada, fazendo um filho de Hermes emburrado fuzilá-la com os olhos.

– Você é mesmo uma idiota.

– Obrigada. É uma grande honra.

Luke olhou pra ela sorrindo. Quase como se estivesse pensando: Essa é minha garota.

* Uma verdade agradável *

Thalia realmente gostou disso.

Luke suspirou e disse após um tempo:

– Eu conheço... Um local seguro... Isto é, pra passar a noite.

O loiro levantou-se e estendeu a mão a Thalia que aceitou de bom grado.

–Vamos sair assim, sem comer? – Indagou a garota. Esperava que o filho de Hermes compreendesse que ela não era um tanque de guerra. Mais ele apenas soltou uma gargalhada e murmurou, baixinho:

– Mais é mesmo uma esfomeada. – Mais acabou tirando um cookie de chocolate da mochila e estendendo há ela. Para si, pegou somente uma garrafinha de suco industrializado de laranja, que achou ser suficiente para matar a fome.

***

Após 5 horas de passadas longas, dores nos braços e pernas, Luke parou. Apontou para uma casa grande e espaçosa. Parecia em boas condições, feita visando uma boa arquitetura (Fato que eu não deixei de notar). O teto os protegeria da chuva. Mais não do que tinha dentro dela.

A porta não quis ceder.

– Eu posso... Eu posso tentar abrir. – Luke sussurrou, na tentativa de não ser ouvido. Mais infelizmente Thalia tinha um bom ouvido.

–Sério? – Ela passou as mãos pelos cabelos negros. Estes estavam encaracolados, pois, antes de sair da árvore, Thalia havia encontrado um pequeno riacho, no qual tomou um belo banho. Talvez por genética de sua mãe, seus cabelos sempre encaracolavam depois de molhados. Luke achou que aquilo a tornava mais bonita ainda, mais resolveu não comentar, por vergonha. – Você fez algum curso de chaveiro?

Luke explicou que por causa de seu pai, Hermes, ele podia abrir fechaduras e outras coisas. Ele não gostava muito dessa habilidade, mais a filha de Zeus se mostrou um tanto encantada com o fato.

– Eu não acho seguro. – Ele disparou. A garota tinha sugerido que ele abrisse a fechadura. – Há algo aí dentro que me preocupa.

A garota assentiu um pouco desanimada. Ficou na ponta dos pés para tentar ver através do olho mágico, mais era um pouco baixinha demais.

Luke começou a gargalhar, enquanto ela encostava a cabeça na porta e resmungava, sobre como é bom ter amigos gigantes que não servem pra nada.

– A janela, talvez? – Sugeriu.

– É uma boa. – Luke concordou.

Seguiram a passos silenciosos até a janela do lado mais inferior da casa. Era mais isolada, mais ao passar pela sétima janela, uma voz ácida perfurou seus ouvidos:

– Eu tenho certeza, Lili.

– Você está maluco, come-crânios. — Disse uma voz feminina, mas cortante.

– “Come Crânios.” – Sussurrou Luke baixinho. – A mãe tem nove meses pra escolher um nome legal pro bebê e coloca logo esse...

–Não acho que isso tenha SIDO um bebê. – Thalia apontou para uma sombra dentro da casa. Imediatamente Luke a puxou para baixo. Depois, sussurrou a resposta óbvia para a garota: — Monstros.

– Quantos? – Ela perguntou apertando a jaqueta contra o corpo.

–Ouço várias vozes. Acho que no mínimo cinco...

– Mais que droga! – O interrompeu Thalia. – E agora? A chuva vai começar logo!

– Não entendo esse seu problema com a chuva. – resmungou o loiro.

– Luke... – Ela disse em som de repreeção. – Eu aprendi do modo mais difícil que, com a chuva, raios e relâmpagos, fica mais fácil de reconhecer filhos de Zeus. E... Acho que...

–... Tem gente querendo te matar. – Completou ele, sério. – Provavelmente, os deuses.

A garota encarou a alça da mochila. Não queria que ele a abandonasse.

– Vamos entrar, Lia. – O tom de Voz a surpreendeu. Era um misto de preocupação e determinação. – Nenhum deus de meia tigela vai por as mãos asquerosas em você.

Ele abriu a janela e fez sinal que ela pulasse.

***

Os dois caminharam pelos corredores, sorrateiramente. Teriam topado com uma sentinela perto da escada, se não fosse por Luke. Thalia conseguiu deixa-lo inconsciente em uma questão de segundos e Luke deu um jeito de matá-lo sem se cansar muito. Assim que chegaram aos últimos degraus da escada, ouviram as vozes de fora.

– É a nossa missão Come – Crânios. – Grunhiu uma voz. Devia ser a de Lili. – Quer desapontar a senhora Nêmeses? E o senhor Hades?

Come – Crânios negou.

–Jamais. Quanto antes almoçarmos aquela garotinha, mais rápido os deuses nos recompensarão. É uma tarefa fácil: Encontrar e matar a filha de Zeus.

Os dois meio sangues sentiram um arrepio. Somente quando a voz dos monstros se tornou distante, eles arriscaram entrar em uma das inúmeras salas. A porta dizia:

Depósito.

Use esse depósito somente como depósito. Guarde nele apenas coisas de depósitos.

Luke achou a inscrição estúpida. Talvez esse foi o motivo que o levou a entrar na sala.

A sala era iluminada por uma enorme lâmpada, no centro do teto. Estava entupida de coisas diversas, desde armas de batalha, até esfregões.

Acho melhor que as cenas seguintes sejam contadas por Luke. Tudo que você lerá daqui por diante foi escrito pelo próprio, alguns anos depois, após a chegada ao acampamento.

Entradas de ar demoníacas e Thalia.

Thalia estava realmente nervosa. Não nervosa do tipo que saí por aí, dando gritos histéricos, mais do tipo: Nós vamos morrer!!! Hm... Isso é Legal. Acho que é isso que eu mais acho legal na Thalia. A capacidade de se manter calma diante de quase tudo.

– E agora? – Perguntou encarando o chão. Não sei por que, mas tive a leve sensação de que havia aborrecimento em sua voz.

Não respondi. Rolei os olhos pela sala, tentado capturar cada detalhe. Então notei que havia uma daquelas entradas de ar, onde um elefante pode entrar que ele nunca fica pequeno demais pra coisa.

É isso. Pensei. Tem que dar certo. Ou nós vamos morrer.

– Lia. – Sussurrei. – Eu tenho um plano... Você não tem medo de entradas de ar demoníacas, certo?

***

Sentamos diante da entrada, ambos um pouco desconfortáveis.

–Luke. – Sussurrou ela. Levantei a cabeça para fita-la. Estava um pouco pálida. Os cabelos negros caiam até os ombros. Embora já estivessem secos, ainda havia pequenos cachinhos nas pontas. Resisti há vontade de tocar em uma das mechas e colocar atrás da orelha dela. – Acho que é melhor ir.

Assenti. Thalia ajoelhou-se e matou um mosquito que havia pousado em meu ombro. A filha de Zeus sorriu e eu me senti incapaz de não retribuir.

Peguei em uma mecha do cabelo da Grace e coloquei atrás da orelha da mesma. Ela retirou a minha mão de lá, corada.

Pensei que ela fosse me bater. Me xingar. Ou simplesmente me chamar de idiota. Mais ela fez mais que isso.

Lia agarrou a gola da minha jaqueta e me beijou. Fiz a única coisa que minha mente pode processar: Segurar em sua cintura.

Assim que ela se separou, diferente de mim (Com a respiração ofegante) Parecia bem.

Mas assim que o momento surpresa passou, ela me deu um tapa no rosto. Esfreguei o local onde ela havia batido, surpreso com a atitude. Mais claro, é simplesmente muito normal bater em um garoto depois de beijá-lo.

– Eu acho que você tem problemas. – Comentei.

– E eu acho que o sol nasceu. – Ela rolou os olhos. – Até mais Luke.

Thalia abriu a portinha e entrou. Engatinhou para a escuridão e por um minuto, eu a perdi de vista. Mas, segundos depois, ela apareceu na grade da portinhola, fazendo sinal para minha aproximação.

– Espero senhor Castelo – Ela disse, em tom de desafio. – Que o senhor não seja frouxo o bastante para NÃO morrer.

– Deixe comigo senhorita Thalita das Graças Pararáia da silva. – Respondi, fazendo uma pequena reverência.

– Talvez eu deva mesmo confiar em você. – Ela sorriu. – E... Sobre minutos atrás... Me... Perdoe-me, ok?

Antes que eu pudesse responder, ela se foi escuridão adentro.

Não podemos saber o resto da aventura pelas palavras de Luke, por que, amargurado com as palavras, resolveu mais ainda que teria que vingá-la. Thalia merecia uma vingança. Enquanto arquitetava seu plano, Luke resolveu estudar outro diário. Este, mais antigo e precioso que o dele. Falaremos sobre ele num ponto mais distante da história.

Luke ficou ali, durante alguns minutos pensando no beijo que Thalia havia dado nele. Na maneira como ela havia pegado em sua jaqueta...

Só então se lembrou de que estava desarmado. Lia não me deixaria aqui desarmado. Afirmou pra si mesmo. Quando estava em um ponto próximo do desespero, sentiu um volume no bolso da jaqueta. Quando puxou o objeto, fechou as mãos em volta da faca de Thalia.* Quando o puxou, viu que havia um papelzinho sobre ela. Desdobrou com cuidado e leu:

Caso não tenha jeito de nos vermos de novo, eu gostaria que ficasse com isso.

Com carinho, Uma para-raios.

Luke não pode esconder um sorriso. E foi naquele momento, enquanto saía da sala, pronto pra lutar, ele percebeu que amava Thalia Grace.

*Um Pensamento Bonito*

Ele gostava dela. Uma pessoa que mal conhecia, mais que já o fazia se sentir seguro só por existir.

Notas finais
Me desculpem não ter postado antes... Bloqueio criativo sabe? Alguém tem uma boa fic Thaluke e Percabeth? Sem ser dessas em que a Rachel é a patricinha vulgar. Eu simplesmente detesto esse tipo de história. Reviews?