Desventuras de meio-sangues.

4 Dor, roubo e monstros da moda.


Notas iniciais
Espero que gostem. Eu resolvi postar cedo hoje. RECEBI UMA RECOMENDAÇÃO! Obrigada GirlCastellan! Você é incrível! Obrigado a todos que comentaram ok? Bom capítulo!

Olá, aqui estou eu novamente. Como prometido vim fazer uma pequena ida ao futuro. Infelizmente, o futuro de Thalia Grace já é muito conhecido por você, não é? Doloroso. Mais em parte, isso não será o pior dos acontecimentos.

Saudade

Após a dolorosa transformação da filha de Zeus em pinheiro, Luke ficou desolado. Ele se sentia sozinho, mesmo com a grande quantidade de irmãos que possuía. Annabeth estava empolgada com tantas coisas novas que aprendia, que acabou não dando atenção a ele. Então Luke passava todas as tardes sentado ao pé do pinheiro de Thalia.

Conversando com sozinho com a arvore.

Conversando com sua melhor amiga.

Com seu primeiro amor.

– Sabe... –Brincava ele, às vezes. –Se você não estivesse nesse estado ridículo, juro que eu descreveria como você fica bem de árvore. Folhas desse jeito não se veem todo dia.

Ele tentava imaginar a garota rindo e falando dele. Chamando o de idiota. Dando socos em seu ombro.

– Você iria adorar ver as filhas de Afrodite. Elas são do tipo que fala: ‘’ Eu vou Pegar tuberculose! Só de ver pó!

Sentia saudade.

Saudade de vê-la rindo do filho de Hermes. Saudade até mesmo da expressão orgulhosa que ela exibia com frequência.

Luke se lembrava com frequência da recusa de Thalia para ingressar na caçada. Ele havia perguntado:

– Qual seria o motivo de você não entrar pra esse bando de garotas mal-amadas?

–Eu teria mais cautela se fosse você. –Ela respondeu, encarando o chão.

–Eu estaria envolvido? – Luke perguntou, na expectativa.

–Não force a barra Castellan.

Luke piscou pra ela.

Enquanto lembrava daquilo, Luke resolveu procurar alguém para culpar. E quem mais seria senão os deuses?

Corações partidos tomam decisões precipitadas.

Ladras,ladrões e monstros da moda.

Luke empurrou Thalia para baixo do arbusto.

– Você sabe o quê tem que fazer, não é?

A menina assentiu confiante.

– Você vai até lá, entra despercebida, e pega tudo o que achar interessante. Tente ser rápida. Há policiais na rua de trás, por isso tenha cautela. Eu estarei arranjando comida por aí, está certo?

– Sim. – Disse ela. Não. Disse em pensamento.

****

Assim que Luke a deixou para procurar comida, Thalia imediatamente imaginou uma maneira de desobedece-lo sem causar problemas. Aparentemente, nenhuma.

Thalia sentou-se num banco mais afastado da praça evitando chamar atenção.

Então algo chamou sua atenção. Uma mulher com dois troncos de cobras no lugar das pernas examinava atentamente uma loja de roupas.

Um carro estacionou na calçada, mas não pareceu perceber a víbora. Isso não me surpreendeu. Há algum tipo de camuflagem mágica que faz os mortais não verem a real aparência de monstros e deuses. Você deve saber disso. Não se sabe exatamente do que essa força é feita ou como é criada, mas é bastante poderosa. Os mortais viam o monstro como um cão de rua, ou eles poderiam estar nem estar vendo-a no fim das contas.

–Droga. –murmurou Thalia, baixinho. – Não posso pegar as roupas se aquele monstro não sair de lá. Maldita hora pro Luke dar uma de faminto. Parece que nunca comeu na vida.

Então uma ideia correu sua cabeça: Talvez fizesse dias que Luke não tinha uma refeição decente. Dias em que ele não dormia direito. Dias e mais dias.

****

Longe dali, Luke estava tendo problemas. Claro, ele tinha conseguido encontrar comida suficiente para bastante tempo. Mais o problema é que ele havia sido flagrado. Por um menino de quatro anos. Para o termo dos filhos de Hermes é simplesmente vergonhoso ser flagrado por crianças.

–Volte aqui! – Gritou um policial. Ele era um homem de meia-idade e estava armado com um cassetete. Seu crachá dizia: Fred. Sargento oficial da polícia da Virgínia. Aparentava ter disposição suficiente para correr três maratonas e meia.

Uma curiosidade *

O policial Fred é Maratonista nas horas vagas.

Ao chegar ao pé da ladeira, Luke começou a suar frio. Só tinha seu taco de beisebol e duvidava que aquilo fosse de alguma utilidade contra o oficial.

Estava considerando a hipótese de se jogar para trás quando um movimento se formou atrás do guarda. Então uma mulher com corpo de cobra, com um crachá que dizia: Eu sou um Monstro da moda, baby! Emergiu de um monte de poeira, seguido por Thalia, e uma dona de loja furiosa.

Então Luke pode ver a névoa, tentando disfarçar a situação diante dos olhos do Fred, mas, aparentemente era uma situação muito grande para se disfarçar.

O filho de Hermes jogou o corpo para o lado a tempo de evitar que Fred, o maratonista do cassetete, a dona de loja furiosa, o monstro da moda e Thalia quase despencassem pela ladeira.

Num ato rápido, Luke se apoiou na beira da ladeira e estendeu a mão, a tempo de segurar a filha de Zeus, que o olhava como se ele a estivesse salvando da morte. O quê, considerando o medo de altura da garota, soa razoável.

– Sabe Thalia... – Murmurou Luke enquanto apoiava o peso do corpo da garota em seu ombro. — Eu acho que eu pedi pra você ser discreta.

– Eu não sigo suas regras. – Declarou a morena, sorrindo. Apesar da confusão, a expressão de triunfo se destacava no rosto.

Luke bufou.

– Você é muito teimosa.

– Você é muito mandão.

Os dois trocaram um sorriso. Thalia empurrou de leve o ombro dele, rindo.

– Conseguiu a comida?

Luke levantou a sacola cheia de doces, coxinhas e quibes. Havia também pães e muitos sonhos.

– Eu não quero ter cáries, Luke. – Ela disse séria.

–Thalia, será que você não pode sair da rotina uma vez na vida? Se você soubesse há quanto tempo eu não como um desses...

Thalia suspirou. Sim Luke. Eu imagino como deve ser... Pensou, sorrindo pra ele.

– Conseguiu as roupas? – Ele perguntou, abocanhando uma coxinha.

–Sim – Thalia exibiu algumas roupas que havia conseguido.

Luke assentiu e disse que ela não era tão ruim assim. Thalia apenas encarou o chão, envergonhada.

– Me desculpe ok? – Sussurrou ela.

Luke ergueu o queixo de Thalia, e piscou pra ela.

– Desculpar? Eu é que devia me desculpar de fazer você ter que me aguentar todos os dias. Mais não se preocupe. Provavelmente eu vou continuar tendo que encher seu saco todos os dias.

A garota o empurrou pra trás, rindo.

– Tem razão. Tem ideia do quanto conviver meio tarde com você é tedioso? Eu. Odeio. Piadinhas.

– Fique sabendo que você também não é flor que se cheire.

Thalia deu a língua á ele.

– Besta. – Luke sorriu. – Você até que é uma boa ladra sabia?

– Sério? Pena que não se pode dizer o mesmo de você.

Notas finais
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